Os fiscais de trânsito da Câmara do Porto têm como ojectivo mínimo bolquear ou rebocar 1100 carros por mês. Tal objectivo conta em 40% para a nota final no sistema de avaliação, noticia o Primeiro de Janeiro de ontem.
Vai ser assim: hoje de manhã, cabe a vez à Rua da Constituição; à tarde, a Rua de Costa Cabral; amanhã de manhã, a Av.ª Fernão de Magalhães e à tarde, a Rua da Boavista. E assim, sucessivamente, vai tudo a eito. Critérios objectivos, como estacionamento em segunda fila, em cima de passadeiras, em ruas estreitas, na faixa Bus? Não, é por ruas, impeça ou não o trânsito, a mais ou menos de 5 metros da curva, em cima ou fora do passeio, não interessa, é preciso cumprir o objectivo a bem ou a mal. E depois, como a Câmara e a PSP não tem reboques suficientes, há que recorrer aos privados, que ainda estão mais interessados que a própria Câmara em que o "negócio" prospere. O exemplo da ASAE, que o seu presidente negou, primeiro e admitiu depois, apenas como documento de trabalho (!) vai proliferar? Poupem-me, senhores!
4 comentários:
Estou, frontalmente, contra este tipo de objectivos.
Mas, entendamo-nos: estou, frontalmente, também, contra o reino da permissividade. Basta andar pelas ruas da cidade para ver o que automobilistas sem quaisquer escrúpulos fazem... Para não ser enfadonho, dispenso-me de dar exemplos. Mas, há dias, vi o autocarro que desce a rua da Alegria a ser desviado para a rampa da Escola Normal, porque um "inteligente" estacionou o carro na rua da Firmeza, não deixando que o autocarro passar. E isto repete-se vezes sem conta ao dia. Nesta e noutras vias. Fazem muito bem os responsáveis pelo trânsito em resolver os problemas... sem exorbitarem, claro.
Todos nós vemos e assistimos aos mais variados atropelos ao Código da Estrada. O exemplo que dá é um entre muitos, diariamente verificados. Com esses não pode haver contemplações, como muitos outros, tais como estacionar ou circular em faixa bus, passagem com o semáforo no vermelho, estacionamento em cima do passeio, sem deixar espaço par um peão passar, as cargas e descargas. em segunda fila, de um e outro lado da rua, etc., etc. Mas não são esses que são incomodados: é a paragem, por minutos, em local que não pejudica o trânsito, por exemplo. Há que distinguir e não se distingue, pagando na maior parte das vezes o pequeno infractor. Isso é que entendo por injusto. E os objectivos fixados não me deixam sossegado.
PS - Assisto, quase diariamente, ao reboque de carros estacionados num local, proibido, é certo, mas que apenas incomoda o dono da loja em frente. À bon entendeur...
Nunca vi nenhum carro rebocado que estivesse a impedir o trânsito, essa é que é essa.
Passo.
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