ELEFANTE BRANCO
Esta expressão actualmemnte muito em uso, simboliza qualquer coisa ou realização dispendiosa ou grandiosa que, no entanto, é completamente inútil.
A frase tem origem num costume asiático praticado na Índia e na Tailândia. De facto, quando um cortesão caía no desagrado do seu monarca, este, às vezes, oferecia-lhe um belo elefante branco. O que parecia presente grandioso vinha a revelar-se uma dor de cabeça para quem o recebia. O elefante, por ser sagrado, só podia ser utilizado pelo próprio rei, não podia ser usado para o trabalho nem participar nas festas privadas do presenteado. Ainda por cima, o cortesão teria de lhe dar abrigo magnificente, alimentá-lo opulentamente e ter ao seu serviço dispendiosos cornacas que o deviam tratar como animal de luxo.
In Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves
3 comentários:
É curioso como o elefante branco é uma espécie que se dá muito bem em Portugal, também. Nós temos cá alguns... fora do Jardim Zoológico.
E proliferam bem. Estão para nascer mais uns quantos. E como nós não somos os reis, temos que os acomodar e sustentar por toda a eternidade.
O mais recente elefante é Alqueva. Depois vamos ter o TGV, a nova ponte em Lisboa, o aeroporto e o que mais há-de vir. E nós a entrar.
Enviar um comentário