quarta-feira, 24 de junho de 2009
MANUEL ALEGRE CONTESTA O OPORTUNISMO DE ALGUNS (POUCOS) RADICAIS DITOS DE ESQUERDA
«Têm todo o direito em constituírem um novo partido, mas não se podem reclamar nem da minha candidatura [presidencial], nem do MIC, nem do meu nome», declarou Manuel Alegre à agência Lusa, quando confrontado com a formação do movimento Nova Esquerda.
O movimento Nova Esquerda apresentou-se hoje para «influenciar o poder» e «transformar a esquerda» em Portugal e anunciou que deixa a «porta aberta» para Manuel Alegre ou «qualquer cidadão» que subscreva a sua carta de princípios.
A Nova Esquerda, que integra vários membros do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) descontentes com a decisão de Manuel Alegre em permanecer no PS, «dificilmente» concorrerá às legislativas desde ano, sendo de esperar para 2013 a primeira ida às urnas como partido político.
No entanto, de acordo com Manuel Alegre, quer na reunião estatutária do MIC realizada em Coimbra, quer na recente reunião dos seus apoiantes em Lisboa, na qual decidiu permanecer no PS, nunca esteve em vias de ser aprovada a constituição de qualquer novo partido.
«Na reunião de Lisboa, entre mais de 60 pessoas, apenas uma [o actual porta-voz do Nova Esquerda, Alexandre Pinto] se manifestou a favor da criação de um novo partido», vincou o vice-presidente da Assembleia da República.
Aos responsáveis do movimento 'Nova Esquerda', Manuel Alegre deixou ainda um apelo para que separem águas.
«Quem representa os valores da minha candidatura [presidencial] sou eu próprio e o MIC», frisou.
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