Na terça-feira, o vice-presidente social-democrata José Pedro Aguiar Branco anunciou que o PSD vai analisar a hipótese de propor a unificação das forças policiais, depois de ter ouvido posições a favor dessa solução.
Aguiar Branco falava a meio de uma reunião do PSD com representantes de estruturas associativas e sindicais das forças policiais, da Ordem dos Advogados e do Ministério Público, em Lisboa, destinada a recolher contributos para o programa eleitoral social-democrata.
Contactado pela agência Lusa, Ângelo Correia discordou da abertura manifestada pelo seu partido, considerando que «o PSD pode e deve estudar uma tutela comum para as várias polícias, devendo as mesmas manter a sua autonomia», mas «não pode aceitar a discussão da fusão das mesmas».
«Nem sequer deve considerar isso, porque isso é uma porta aberta que faz o jogo de outras forças políticas em Portugal e não é correcto sob o ponto de vista da organização do Estado», defendeu o ex-ministro da Administração Interna.
«O PSD não pode ser uma caixa de ressonância de alguns sindicatos e, muito menos, ser um porta-voz dos interesses de outros partidos», acrescentou.
Segundo Ângelo Correia, «desde há 30 anos, o PS, o PSD o CDS e o PPM conseguiram evitar o desejo do PCP de promover a unificação das polícias e com isso retirar à GNR o seu estatuto militar, fazendo com que a entidade que resultasse da fusão dos vários corpos policiais pudesse ter estruturas sindicais como hoje em dia a PSP exibe».
No seu entender, «essa vitória foi possível pelo elevado sentido de Estado, pela percepção correcta da realidade policial portuguesa, pela história das várias instituições e pela comparação com países com proximidade cultural em relação a Portugal, como, por exemplo, Espanha, França e Itália».

1 comentário:
Se o barão disse, é melhor estar quieto. Uma super-polícia? E a que ministério ficaria reportada?
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