"Para nós foi uma não revisão do Estatuto da Carreira Docente, em que nada daquilo que pretendíamos foi acatado pelo Ministério da Educação, tudo nos foi imposto. Não houve da parte do Ministério da Educação qualquer aproximação às nossas propostas", anunciava no final do encontro a dirigente sindical, Anabela Sotaia, depois das partes não terem chegado a acordo.
Face à posição deste Governo, em particular do Ministério da Educação, a sindicalista anunciou desde já a apresentação de uma carta reivindicativa dos professores e educadores a todos os partidos políticos logo no dia 1 de Setembro.
Para a sindicalista o início do ano lectivo "poderá ser conturbado" e mais ainda quando os professores souberem os resultados das colocações, que deverá acontecer no final de Agosto, isto porque são poucos os professores contratados que irão ter colocação no final de Agosto e porque, segundo Anabela Sotaia, "há ainda milhares de professores, nomeadamente dos quadros de zona pedagógica, que não obtiveram no início de Julho lugar de quadro ou de escola de agrupamento".
Ministério lamenta posição da FenprofDo lado oposto o Ministério da Educação lamenta a posição "absolutamente lamentável" que apresentou durante o decorrer das negociações com Jorge Pedreira, secretário de Estado Adjunto e da Educação, a referir que a atitude assumida pela Fenprof "demonstra a posição que tem vindo a tomar e que nada tem a ver com a defesa dos interesses dos docentes, mas tem a ver com questões de ordem política".
Para Jorge Pedreira a Fenprof deixou claro que preferia que o Governo não aprovasse as alterações ao Estatuto da Carreira Docente, alterações que a tutela entende que vão beneficiar todos os professores.
"Encurtar a carreira em cinco anos, permitir melhores condições de progressão para os professores que não consigam chegar a professor titular e um novo escalão de topo para que aqueles que estão neste momento no topo da carreira possam progredir. É isto que a Fenprof disse hoje que preferia que o Governo não aprovasse", explicou Jorge Pedreira aos jornalistas.
Os encontros com os representantes dos professores vão prosseguir estando para amanhã marcada uma reunião no Ministério da Educação com a Federação Nacional dos Sindicatos de Professores (FNE).
Para já e para que não restem dúvidas, Jorge Pedreira deixou bem claro que o Estatuto da Carreira Docente avançará para aprovação em Conselho de Ministros mesmo que não haja um acordo com os sindicatos.
2 comentários:
Título adequado.
Sempre o mesmo...
Mas desta vez mais informados os Pais!
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