segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"AO SERVIÇO DA NAÇÃO"

Retiro o título ao título da habitual coluna de Miguel Sousa Tavares do Expresso de sábado último, de que transcrevo:
"Queixam-se os militares de que o Governo pretende contemplar a GNR com uma série de subsídios, enquanto que eles apenas têm um subsídio de 'condição militar', equivalente a 20% da remuneração base. Se já essa coisa do 'subsídio de condição militar' me deixa perpelexo (haverá um subsídio de condição médica, de condição de engenheiro, de condição de escriturário?), os subsídios que o Governo pretende agora abonar a favor da GNR são, de facto, de estarrecer. Ora vejam: subsídios de escala, de plantão, de prevenção, de força de segurança, de patrulha, de comando, de investigação criminal e de 'serviços especiais' (seja isso o que for e espero que não seja regar o jardim do general ou transportar a mobília do comandante)."
Também eu, leigo que sou nestas matérias, me interrogo sobre os diferentes subsídios das "condições", sejam elas quais forem. As remunerações devem ser estabelecidas de acordo com critérios específicos às profissões: habilitações, disponibilidade, horários, tempos de carreira, progressões, riscos inerentes, responsabilidades assumidas e outras bem definidas. Um militar é um militar, é um militar. Um GNR é um GNR, é um GNR. Um médico de saúde pública é um médico de saúde pública é um médico de saúde pública. E por aí adiante. Horas extra ou serviços-extra remunerados? Isso é uma questão diversa. Contagem de tempo para a reforma diferente para diversas profissões? Nada a opor. Agora subsídios por funções inerentes à profissão? Têm que me explicar direito. O estranho, ou talvez não, é que os militares não se insurgem contra os subsídios à GNR: querem-nos extensivos à sua profissão. Bolas... Não estou disponível para este peditório.

Sem comentários: