Eleições legislativas
PSD: divisão até ao fim nas listas de Ferreira Leite
O conselho nacional do PSD dividiu-se ontem na hora de aprovar as listas de deputados às legislativas de Setembro de Manuela Ferreira Leite. Na hora de contar os votos, as candidaturas tiveram menos de 60 por cento dos votos a favor e os votos contra de 36 por cento – 59 votos a favor, 37 contra e 5 abstenções.Nas muitas horas da reunião, as críticas mais ferozes às listas – “sectárias e más” – partiram do ex-candidato à liderança Pedro Passos Coelho, excluido de uma candidatura em Vila Real. Mas dentro da reunião, à porta fechada, também se ouviram críticas. E fortes.O ex-ministro Nuno Morais Sarmento, que desta vez optou por ficar de fora, confessou não se sentir satisfeito nem se identificar com as propostas feitas por Ferreira Leite, a par de reparos ao programa eleitoral. Levou uma das maiores ovações da noite.Carlos Carreiras, líder da distrital de Lisboa, que consumou a rutpura com a liderança pela inclusão dos nomes de António Preto e Helena Lopes da Costa, votou contra. Ao mesmo tempo que admitiu ser uma “mesquinhez” a exclusão de Passos. Pedro Pinto, ex-líder da JSD, que não volta a ser deputado, disse aos conselheiros ser contrário à exclusão de Passos.A escolha da ex-militante do CDS Maria José Nogueira Pinto também foi atacada por Passos Coelho, que considerou uma desilusão e um acto que pode ser entendido como um acto hostil ao partido de Paulo Portas.Se Manuela Ferreira Leite entrou silenciosa saiu sem nada dizer aos jornalistas além de “boa noite”. Apenas falou aos conselheiros para explicar os critérios de escolha dos deputados, as linhas do programa eleitoral que será apresentado a um mês das legislativas, a 27 de Agosto.As explicações aos jornalistas ficaram a cargo do vice-presidente José Pedro Aguiar Branco. Que desdramatizou a exclusão de Pedro Passos Coelho: “Não foi escolhido.” Os que foram escolhidos são os que foram considerados “em melhores condições para protagonizar” os “combates” no Parlamento. E apontou,a quem ficou de fora, “outros palcos” para servir o partido, como nas eleições autárquicas.Sem dizer que respondia directamente a Passos Coelho, “uma votação de 60 por cento é, por si só, uma resposta” às acusações de Passos Coelho, na opinião de Aguiar Branco.E terminou com uma frase esperançosa: “A partir de amanhã [hoje] estaremos todos unidos para vencer.”
estarão mesmo todos unidos?
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