Estou baralhado.
Então, há dias o PR afirmou que, não sendo "inocente", tal como a jornalista que o interrogava, disse que sobre as suspeitas das escutas falaria depois das eleições, deixando ficar no ar mais suspeitas do que as já existentes. Hoje (fora das previsões), demite o seu assessor para a Comunicação Social. Quando as notícias vieram a público nada disse, deixou corrrer o marfim, tudo em lume brando. Não deveria "matar" o assunto à nascença, fosse o que fosse que existisse? Escrevi aqui, na altura, que o PR deveria ter chamado o PM e dar conhecimento público do que apurasse, com as consequências daí advenientes, incluindo a demissão do PM, se fosse o caso.
Que leitura podemos nós, cidadãos, fazer da sequência de todos estes factos, ou omissões, as notícias que não sabemos se o são, os silêncios, as frases e os sorrisos enigmáticos?
Como vai desenvolver-se a campanha eleitoral com mais um assunto fora dos "programas"?
Repito: estou baralhado e não gosto de me sentir assim.
De facto, o PR não sai bem no retrato.
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