Num discurso extremamente duro para o PS, a líder social-democrata passou em revista o cenário negro de 4 anos e meio de governação socialista. Área a área, insistiu em evidenciar dois projectos muito diferentes, ponto por ponto. «Temos um país em que se olha para a corrupção com um encolher de ombros», «um país com uma mão cheia de dívidas e outra mão vazia de esperança», apontou.
As críticas desta vez chegaram também à «máquina de propaganda» do PS e à comunicação social, que, diz Manuela, «se deixou enganar com camionetas que serviram para enfeitar as imagens».
E pediu aos portugueses para não se deixarem mais enganar por um Governo de «mentiras» e de «políticos que ameaçam e dizem tudo o que for preciso para se manter no poder». «Não se iludam, o mesmo José Sócrates candidato a primeiro-ministro é o mesmo José Sócrates que foi primeiro-ministro», alertou. «O mesmo que calou quem ousou enfrentá-lo, que agrediu e humilhou as pessoas», reforçou. E a sala respondeu com a maior vaia de toda a campanha ao secretário-geral do PS.
O tema da asfixia democrática esteve sempre presente do primeiro ao último discurso de Manuela. «O PSD viu e denunciou as tentativas pouco democráticas de silenciamento de tudo e todos os que incomodam o engenheiro Sócrates». «O PSD foi o primeiro partido a denunciar este clima», recordou.
Manuela carregou a nota no voto útil no PSD. «Aqueles que mais se vão arrepender são os que não votando no PSD ou no PS vão votar noutros partidos», julgando que assim enfraquecem Sócrates. «Mas no dia seguinte ele vai calar todos», avisou.
A líder do PSD pediu aos portugueses uma «confiança consistente» e quis fazer uma «confidência»: «Tenho a profunda convicção de que vamos ganhar».
E ficou, mais uma vez, a nota da «tranquilidade» com as sondagens. «Não nos deixamos impressionar. Não nos esquecemos do que há menos de três meses se passou nas europeias».
Manuela deixou um agradecimento às bases «que nunca deixam de apoiar este partido» e «àquelas que são todas as referências do partido».
IGUAL A SI PRÓPRIA. NEM A DECISÃO DE CAVACO COM A ESCUTAS INVENTADAS E OS ATAQUES PESSOAIS DEIXARAM ESTE SENHORA ATÉ AO ÚLTIMO MINUTO. AGORA VIRA-SE PARA AS SONDAGENS E PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL.

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