Manhã agitada no PSD, com várias reacções das distritais à derrota eleitoral. Muitos questionam a liderança de Ferreira Leite, outros optam por um discurso mais ponderado.
O líder da distrital de Évora do PSD, António Costa Dieb, remeteu para depois das autárquicas de 11 de Outubro, em Conselho Nacional, a análise dos resultados eleitorais do partido, que «não foram bons», cita a agência Lusa. Uma vitória relativamente «extraordinária»
Mais incisivo foi o presidente da distrital de Bragança, Adão Silva, que atribuiu a derrota à «falta de perfil» da líder. Considerou que o PSD não teve capacidade de capitalizar o desgaste do Governo socialista «sobretudo devido a uma má organização da campanha eleitoral e a um perfil inadequado da presidente do partido para enfrentar um combate eleitoral como este». «Não soube conduzir uma campanha» afirmou, considerando que Manuela Ferreira Leite deu «sobreimportância a casos marcantes e não teve a percepção do que é que os portugueses queriam».
José Cesário, líder da distrital de Viseu, atribui as culpas «a todos do PSD», e não apenas à sua presidente. «Em Junho (nas eleições europeias) houve uma vitória de todos, que teve uma primeira protagonista. Agora, havendo também uma primeira protagonista, é uma derrota de todos nós», frisou. Na sua opinião, a demissão do assessor do Presidente da República, Fernando Lima, devido ao caso das alegadas escutas em Belém, acabou por prejudicar o PSD nestas eleições: «O modo como as coisas se passaram, o facto de o Presidente da República não ter explicado a demissão, influenciou de certeza. Houve um clima de incredibilidade». Faltou a «máquina»
O presidente da distrital da Guarda, Álvaro Amaro, considera que o partido perdeu as eleições porque «costuma ser uma verdadeira máquina em campanha eleitoral» e desta vez «não foi essa verdadeira máquina».
Ainda assim, recusa «apontar o dedo a quem quer que seja» dentro do partido: «Não concordo com a campanha eleitoral dos autocarros mas a verdade é que em dez dias, os portugueses viram duas campanhas eleitorais completamente distintas, em matéria de mobilização». Pedro Machado, da distrital de Coimbra, por seu lado, defende «uma reflexão do partido no curto prazo». «Falar verdade não era um discurso simpático, os portugueses não quiseram aceitar esse discurso», declarou à agência Lusa. Na sua opinião, «no imediato os militantes do PSD têm que se mobilizar» para as eleições autárquicas de 11 de Outubro, devendo o debate interno ser aberto de seguida.
O presidente da comissão política distrital de Aveiro do PSD, António Topa, acredita que Manuela Ferreira Leite irá colocar o seu lugar à disposição: «Depois de um resultado destes é natural que isso aconteça e é o que vai acontecer».
O líder do PSD/Algarve congratulou-se com o resultado positivo do partido na região, que aumentou o número de deputados de dois para três, mas admitiu estar insatisfeito com o resultado do PSD a nível nacional. «Obviamente que o resultado positivo do PSD no Algarve não nos deixa satisfeitos perante o resultado do PSD ao nível nacional, face às expectativas e à oportunidade», refere Mendes Bota, em comunicado.
portugal e a democracia precisam de outra gente e de outro psd.

1 comentário:
A líder não tem perfil? E eles não sabiam? Foram todos embrulhados dentro da mala do António Preto?
As Autárquicas vão resolver o quê?
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