Tudo correria à mil maravilhas não fora o "sacana" do Diário de Notícias ter tido acesso ao célebre e-mail entre jornalistas do Público e ter tido a coragem de o publicar antes do acto eleitoral. Se tal e-mail não tivesse sido conhecido, os objectivos eram alcançados, isto é, o governo ficava eternamente sob suspeita de intrigas e de escutas ilegais à presideência da República e o resultado da consulta ao eleitorado poderia ser muito diferente.
Repito as perguntas que já várias vezes (me) fiz: porque não reagiu Cavaco às notícias do Público, em Agosto? Porque não reagiu logo após a publicação do e-mail (essa de não pertubar o acto eleitoral não pega)? Porque "escondeu" a "demissão" do seu assessor, não emitindo uma nota a dar disso conhecimento público? Bastava dizer que, face ao que era conhecido, era avisado não manter o assessor nas funções, até melhores provas.
A comunicação de ontem é patética, como disse ou escreveu não sei quem.
Na política não há meninos de coro, sabemo-lo, e a idade da inocência há muito que lá vai. Cavaco Silva é um "profissional" da política há muitos anos e conhece as regras de jogo; se as não sabe usar, é porque o seu tempo se esgotou. Até no vulgar jogo da "sueca" se sabe que um sinal ao parceiro é entendido pela equipa adversária, ou não?
Até prova em contrário, tenho para mim que Cavaco, querendo limpar-se, com argumentos esfarrapados, sujou-se mais.
Não auguro bom tempo para a próxima "estação".

2 comentários:
Boas...
De facto toda esta estória é muito estranha.
AInda não percebi quem foi o real causador da mesma e qual a sua intenção.
Mas percebi o teor da declaração do Sr, PR apesard e não ter trazido nada de novo à discussão.
apenas embaralhou, partiu e voltou a dar...
abr...prof...
E sobre que vão conversar amanhã? Se não é, ainda, sobre a formação
do governo, é o quê?
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