Governo
PCP diz que mudar ministros não basta para resolver problemas do país
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu terça-feira à noite na Marinha Grande que a eventual mudança de ministros do PS é insuficiente para resolver «os problemas do país» e as «injustiças do governo socialista»
O líder comunista falava num comício na Marinha Grande, concelho onde a CDU quer manter a liderança da Câmara Municipal, apresentando-se às eleições de domingo com o actual presidente do executivo, Alberto Cascalho, que substituiu a meio do mandato Barros Duarte, então afastado do PCP.
Num discurso em que abordou problemas que afectam o concelho da Marinha Grande, Jerónimo de Sousa teceu críticas ao PS, quer no poder central, quer a nível local.
«Os problemas do país não se resolvem com a mudança de ministros como o PS se prepara para fazer e deixar que tudo continue na mesma», disse o secretário-geral do PCP.
Para Jerónimo de Sousa, «o que é preciso é um governo que assuma uma política de ruptura com as políticas do passado e que vá ao encontro dos reais problemas do país e que corrija também as injustiças que o PS cometeu nos últimos quatro anos e meio».
Sobre o fim da crise, o comunista tem uma visão mais céptica que a do governo.
«Aqueles que dizem que já se vê luz ao fundo do túnel esquecem-se que essa luz não é de um novo tempo, mas de uma locomotiva que vem em sentido contrário», afirmou, referindo que «a crise infelizmente vai continuar e pode até conhecer novas devastações».
No concelho vidreiro da Marinha Grande, o responsável da CDU condenou o que disse ser a «destruição do aparelho produtivo» nacional, que afirmou vitimar a região.
«A destruição do nosso aparelho produtivo, que prosseguiu com o actual governo do PS, constitui um dos maiores crimes cometidos contra a nossa economia, contra a independência do nosso país e é uma das causas do atraso e do nosso empobrecimento relativo», defendeu, mas recusou as «lágrimas de crocodilo» dos socialistas.
«Os principais responsáveis pela destruição da nossa capacidade produtiva vêm agora verter lágrimas de crocodilo e falar também da necessidade de defesa do nosso aparelho produtivo e das nossas micro, pequenas e médias empresas, e a sacudir a água do capote para cima do poder local», criticou, acrescentando que o país precisa «como de pão para a boca» de se industrializar.
Lusa / SOL
AINDA NÃO FOI INDIGITADO O 1º. MINISTRO E JÁ COMEÇA O MESMO DISCURSO.
NÃO HÁ PACHORRA!

2 comentários:
A maior parte da nossa indústria estava obsoleta e os produtos tradicionais são muito mais baratos feitos na China e noutros locais, esse é que é o problema.
Por que não deixam que Sócrates apresente os seus ministros e scretários de Estado, bem como o seu programa de governo na AR, e então pronunciem-se. Palpita-me, e espero, que Sócrates vai surpreender com o elenco governativo.
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