Morais Sarmento admite avançar
Entretanto, o jogo das protocandidaturas a líder no PSD ganhou ontem um novo protagonista. No seu programa semanal na Rádio Renascença, Nuno Morais Sarmento, o antigo braço-direito de Durão Barroso, afirmou que também tinha uma palavra a dizer nesse campeonato, mas só falaria sobre isso depois das autárquicas.
"Quem anda a falar nisso agora são os Tinos de Rans", disse, numa alusão a um militante de base do PS que costumava a ser a "estrela popular" dos congressos socialistas no tempo de António Guterres. Mas Morais Sarmento disse mais: "Até às eleições autárquicas ninguém vai discutir a liderança do PSD. Qualquer discussão que se faça é uma discussão truncada, porque os dados não são visíveis. Há muitas pessoas, como eu, que pensam no que eventualmente quiserem fazer, mas não o vão revelar até à noite das autárquicas".
Tradução: Morais Sarmento ainda admite entrar nesta corrida, onde se Marcelo Rebelo de Sousa está à cabeça, outros se perfilam dentro do PSD ferreirista: José Pedro Aguiar-Branco, que por duas vezes ameaçou ir a votos no partido - e foi travado por Manuela Ferreira Leite - e Paulo Rangel, que depois de ter tido um enorme sucesso com a campanha europeia é visto por muitos como o candidato possível da ala anti-Pedro Passos Coelho. Quanto a Passos Coelho já está com a campanha interna na rua, sob o argumento da campanha autárquica. Hoje, vai estar em Rio Maior, Alcanena e Caldas da Rainha. Amanhã, na Amadora, Odivelas e Alcobaça. Apesar de, para Morais Sarmento, Passos ser apenas "um Tino de Rans".

3 comentários:
Mais respeito pelo Tino de Rãns!
Deixá-los andá-los, que pousarão.
Espero que desta vez pousem bem baixo. O pior está feito e agora Sócrates vai governar à centro-esquerda.
É a hora do socialismo Democrático: Japão, Grécia e outros começaram a mudar.
Que os socialistas não se deixem adormecer à somra da bananeira e não cometam as asneiras dos últimos 50 anos ora com os Democratas Cristãos, ora com os neoliberais.
A senhora Merkel que teve o pior resultado dos últimos 60 anos com 33% vai coligar com os ultras que já fazem exigências para anular tudo que cheire a social.
Mas a nossa comuncação social trata as eleições na Alemanha como a grande vitória da direita.
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