"Repensem, pois, os senhores juízes e procuradores aquilo que muito bem entendam Mas enquanto pensam e repensam, o país precisa de saber, e com a máxima urgência, se tem que mudar de primeiro-ministro, ou se ele pode ser deixado em paz para fazer aquilo para que foi eleito: governar. Este esclarecimento é a Justiça que tem que o dar porque foi ela que permitiu e fomentou a dúvida".
Fernando Madrinha, in Expresso
2 comentários:
Repetição.
E não se pode exterminá-los? E, se se puder, alguém irá dar pela falta deles? E, dando pela falta, alguém vai lamentar o facto? E, lamentando, alguém vai chorar por algum deles? E, se alguém chorar por algum deles, serão lágrimas verdadeiras? A sério? Não serão as habituais lágrimas de crocodilo sempre vertidas nestas circunstâncias?
Tantas perguntas e nenhuma resposta.
O grande problema é que já ninguém dá crédito à Justiça em Portugal. É um poder sem controle que faz o que cada um dos seus agentes bem entende e que não apresenta resultados concretos, salvo quando está em causa o roubo de uma galinha ou de um perfume no Lidl por uma velhinha, algures numa vila do interior do país. É ver o que aconteceu há dias nos EUA: um senador foi para a pildra e o Madoff viu o caso julgado em meses e já lá mora. Aqui julga-se pelos jornais. O segredo de justiça é violado por quem? São os jornalistas que assaltam pela calada da noite os tribunais, consultam os processos, ouvem as gravações? E alguém me explica por que razão os juízes e procuradores estão associados em "sindicatos", se só falam em problemas que de laboral nada têm, mas têm muita componente politica?
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