Vai por aí um grande sururu pela ausência de Cavaco no funeral de Saramago. Vamos lá a ver: o senhor tem direito a (curtas) férias, aliás, prometidas à família (e os portugueses sabem que ele gosta de cumprir as suas promessas, terá dito) e nem conhecia, "de viva voz", o escritor. Se calhar, também não leu nenhum dos seus livros (ele, que em tempos, nem jornais lia). Provavelmente só por uma vez ouviu o nome do homem que haveria de trazer para a lingua portuguesa o Nobel: quando um seu subsecretário vetou uma obra do autor a um prémio da UE. e, por isso, emigrou para Lanzerote. Então, a que título haveria de antecipar o regresso a Belém, sem ter ter comido o assado das furnas? Não se fez representar e até terá enviado um ramo de flores?
Mas do retrato também não consta o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, igualmente em férias na terra natal.
2 comentários:
O PR nem devia ter dado explicações nenhumas!
Os media não têm mais nada que fazer? E noticiar algo de bom que alguém fez? Divulgar um programa qualquer que esteja a ser bem sucedido para os jovens para que mais jovens se entusiasmem e fujam desse marasmo onde estão embutidos? É arrepiante ouvir esses noticiários quando tenho a pachorra para os ouvir.
Permito-me não concordar com o seu ponto de vista, que respeito. Cavaco deveria procurar estar no funeral, tal como Jaime Gama. Não temos assim tantos escritores (ou homenes/mulheres de outras actividades) que prestigiem em tão alto nível o país. E isso independentemente de se poder não gostar da pessoa (para mim não era a simpatia personificada).
Enviar um comentário