O povo conhece-o, diz. E, assim sendo, como é, alguém no seu perfeito juizo poderia esperar que fosse o único a não tentar repetir a experiência vivida, que tem usufruído com prazer? Ficaria na história como excepção, o que não seria um bom retrato, a destoar dos seus pares na galeria.
Assim, lá aporta no seu automóvel particular (melhor fora que assim não fosse). E fala e diz. Auto-elogia-se repetidamente, ele que não é político "profissional", estando acima ou para além das questiúnculas partidárias onde, como é sabido, nunca se envolveu, e afirma que o que de menos mal aconteceu foi por interferência ou sugestão sua; e se não foi melhor é porque não quiseram dar-lhe ouvidos, como deviam, já que o homem é que tem os livros e detém a sabedoria de tudo o que neles vem escrito.
Depois de, bruscamente, no Verão passado (2009), ter criado aquele suspense durante o 31 de Agosto e da subsequente comunicação urbi et orbi, que quase ninguém entendeu, ou da inintelegível exposição/explicação sobre escutas (área em que, manifestamente, não é perito, como ficou então demonstrado), que deixaram meio mundo de boca aberta, não seria de esperar qualquer rasgo. Banalidades ("eu acredito"), auto-elogios e um apelo a poupanças em retratos dependurados dos candeeiros ou colados nos taipais (para quê, se todos os dias o vamos ver nas TVs e jornais?), zés-pereiras e foguetes de lágrimas.
Parece uma banal peça do faz de conta de um jardim de infância.
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