sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A GREVE GERAL

Três milhões em greve, na quarta-feira, afirmam as Centrais Sindicais. Nem nada que se pareça, o país funcionou quase em pleno, contradiz o governo. É o habitual. Calcule-se uma média aritmética e talvez se acerte, com um desvio-padrão elevado.
Valeu a pena, a greve? Valeu, como forma de mostrar o justo descontentamento que lavra no país.
(Não percebi foi a greve na Autoeuropa. Solidariedade? Pois sim, só que no próximo acordo - se o houver - é capaz de haver uma cláusula sobre greves).
Consequências? Tudo na mesma, como a lesma.
O aperto de cinto em 2011 vai ser para todos? Parece que sim, com algumas, muitas, demasiadas, excepções. As barrigas mais proeminentes não serão afectadas ou sê-lo-ão muito pouco. Lastimável que assim seja. Era uma boa oportunidade para se introduzir uma maior justiça fiscal e uma distribuição mais equitativa dos rendimentos, até porque Portugal regista, como vem sendo habitual, uma posição vergonhasa neste índice.

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