Como seria de prever, os debates entre os candidatos presidenciais têm sido uma enorme sensaboria, salvo o que opôs Defensor a Cavaco, em que apareceram umas pequemas picardias. Pouco mais será de esperar, mesmo no último, em que Cavaco e Alegre se vão defrontar.
Mas há aqui algo que me espanta e que ninguém explica.
Para além da época pouco propícia para ocorrerem, o "calendário" dos debates foi autorizado, organizado e aprovado pelos interessados antes do termo da entrega das candidaturas e da respectiva validação. No entanto, estão ainda para validação mais três candidaturas que, se vierem a merecer acolhimento, se verão afastadas dos debates, sem possibilidades de se darem a conhecer, bem como às suas "propostas". Salvo se, como se se tratasse de uma Liga de Honra, houver debates entre esses três candidatos e, por votação telefónica de valor acrescentado, "o vencedor" defrontar o "vencedor" da Primeira Liga, que há-de também ser apurado pelo mesmo sistema.
E o PR poderá muito bem ser eleito pelo mesmo processo, poupando-nos a nós a maçada de ir votar e poupando-se ao Tesouro uns milhões de euros em boletins, esferográficas, urnas, energia eléctrica, senhas, etc. E não me digam que não é um processo democrático; ninguém fica excluído de escolher o "melhor" de todos eles.
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