Declaração de interesses: Cavaco Silva nunca foi à minha missa, nem como ministro das Finanças, como primeiro-ministro ou Presidente da República.
A sua campanha para a eventual reeleição mais parece ser destinada à "eleição" de primeiro-ministro, já que se assume como um chefe de facção, nem sequer salvaguardando os interesses do país num momento particularmente difícil. Vejam-se as suas declarações, na véspera da emissão da dívida da República, para a crise política que ele adivinha vir já aí, e o tacticismo bacoco ao comentar o relativo sucesso daquela emissão. E, já agora: é importante saber se os nossos credores são os chineses, os brasileiros ou indianos? (*)
Teremos (teremos?) que aguentar com ele mais cinco anos, mas não confio no sujeito. Alguém que não olha a direito para os seus interlocutores, que se escapa a responder aos esclarecimentos solicitados (remetendo para locais pouco acessíveis e onde, por vezes, ele sabe que não há resposta), que tem o desplante de ser a honestidade feita homem, "mísero professor de finanças", numa afirmação de falsa modéstia, cheia de soberba, não me serve.
(*) A China admitiu ter comprado dívida portuguesa e espanhola. São uns chatos, pois deveriam ter ficado por Espanha.
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