"A crise da Zona Euro não pode ser tratada por ministros das Finanças"
Maria João Rodrigues, ex-ministra do Emprego de António Guterres, atual conselheira junto das instituições europeias, defende que Portugal deve exigir mais consistência entre as decisões do Conselho Europeu e a forma como elas são aplicadas pela troika. VEJA O VÍDEO
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A criação de um consórcio europeu, apoiado por fundações e think tanks foi a ideia lançada por Maria João Rodrigues num périplo pelas capitais europeias, levando na bagagem quatro cenários para o futuro do euro. A ex-ministra do Emprego de António Guterres, atual conselheira junto das instituições europeias, conta, nesta entrevista, o que ouviu e mostra-se preocupada com o futuro do projeto que acarinhou há mais de uma década, quando negociou as bases do Tratado de Lisboa. Não esconde o desânimo com que vê Portugal ser empurrado para "uma situação de menoridade", aceitando cegamente as ordens da troika que "não tem legitimidade política para fazer o que está a fazer". Esta crise é política, e, por isso, a sua gestão deve ser tirada aos tecnocratas e entregue aos políticos. Sob pena de se agravar a espiral da recessão e de um segundo resgate se tornar inevitável para Portugal

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