sábado, 25 de maio de 2013



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  • Medida José Silva Lopes questiona eficácia de "super crédito fiscal"
    O ex-governador do Banco de Portugal, José Silva Lopes, admite que o país precisa de investimento, mas questiona a eficácia do Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento, uma medida anunciada pelo Governo na quinta-feira.
    José Silva Lopes questiona eficácia de super crédito fiscal
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    Economia
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    “Precisamos muito que haja investimento. O investimento feito nos últimos anos em Portugal não chega para repor o desgaste de capital. Estamos a perder 'stock' de capital e é muito importante que o investimento seja estimulado”, começou por afirmar o ex-ministro das Finanças, à margem da conferência 'Consensus e Reforma Institucional', organizada pelo Banco de Portugal, Conselho Económico e Social e pela Fundação Calouste Gulbenkian.
    Para Silva Lopes uma coisa é admitir a necessidade do investimento e outra é considerar que aanunciada pelos ministros das Finanças e da Economia “vai resolver o problema”.
    Tudo dependerá da natureza do investimento, diz Silva Lopes, sublinhando que “se for investimento em capacidade produtiva no setor transacionável, para exportações, todo o apoio é pouco”.
    Já se se tratar de investimento “sob a forma de operações financeiras, feito com fins muitas vezes especulativos, não serve para nada”, acrescentou.
    “Uma baixa do IRC para a PT [Portugal Telecom] ou para a EDP ou para empresas como essas vai trazer grandes vantagens para a economia nacional?”, questionou Silva Lopes, acrescentando que “preferia um sistema, que já existe, de negociar isenções fiscais para novos empreendimentos que se instalem no setor transacionável”.
    Se os incentivos vierem a beneficiar empresas que “produzem para o mercado interno, que têm pouca concorrência, que têm os lucros que querem, estar a aliviar ainda a carga fiscal a essas empresas, pessoalmente não me parece assim muito importante”, concluiu.

    MAS SERÁ QUE ALGUÉM ACREDITA NESTE CRÉDITO FISCAL?
    FOI UM TRUQUE DO GOVERNO, TAL COMO A IDA A ALEMANHA AO BEIJA MÃO, PARA ESCONDER O DESASTRE E DESVIAR AS ATENÇÕES DA EXECUÇÃO ORÇAMENTAL.

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