quarta-feira, 22 de maio de 2013

Eduardo Catroga diz que o Governo falhou


Eduardo Catroga diz que Governo falhou
  •  
Em entrevista à Renascença, o antigo ministro defende que os cortes permanentes deviam ter começado mais cedo e avisa que o país não pode suportar o actual nível de pensões. Catroga também desmente o ministro da Economia e deixa avisos ao CDS.
22-05-2013 0:36 por Sandra Afonso
                      
O Governo falhou por ter avançado mais cedo com cortes permanentes na despesa, afirma o antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença.
O homem que preparou o programa eleitoral do PSD e liderou a equipa negocial do partido com a “troika”, em 2011, reconhece que o Executivo de Pedro Passos Coelho fracassou numa das prioridades.
“Ainda não foram feitos cortes permanentes e aí foi uma falha do Governo. O Governo devia ter começado logo, devia ter confrontado logo os portugueses com a necessidade de fazer três ajustamentos”, defende o economista, referindo-se ao ajustamento das contas públicas, do défice externo e alterar um “modelo de crescimento errado”, baseado no investimento público, consumo e construção civil.
"País não pode suportar estas pensões"Nesta entrevista à Renascença, Eduardo Catroga diz que é inevitável ajustar os salários e prestações sociais à despesa que o Estado pode sustentar.
O antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva alerta ainda que “o país não pode suportar estas pensões” e propõe a aplicação de uma nova fórmula de cálculo, que chama de "capitalização virtual", aplicada em função da carreira contributiva de cada um. Na prática, o dinheiro disponível para pagar pensões seria distribuido primeiro pelas chamadas pensões sociais e "tudo o resto era distribuído em função da permilagem a que cada um tinha direito", ou seja, das contribuições feitas ao longo da vida.  

O economista diz que assim "as reformas altas criadas por regimes muito especiais eram automaticamente corrigidas". Catroga concorda ainda que se aplique a medida retroactivamente, mas esta deve ser uma excepção a este caso particular.

Eduardo Catroga deixa ainda um recado ao CDS: se o parceiro de coligação governamental deixar de ser “caprichoso” o Executivo consegue cumprir o memorando da “troika”. Quanto ao PS, devia ter sido chamado a participar, tal como o PSD fez quando foi assinado o memorando e estava na oposição.
O antigo ministro não acredita que o Presidente da República dissolva a Assembleia da República, porque o Governo tem uma maioria parlamentar. Seria “antidemocrático”, “não estando em causa o regular funcionamento das instituições”.

Nesta entrevista ao programa “Terça à Noite”, o actual presidente do conselho geral de supervisão da EDP desmente o ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, que anunciou recentemente em entrevista que o secretário de Estado da Energia Henrique Gomes saiu por pressões do “lobby” da electricidade. Catroga diz ainda que o ministro “não esteve feliz com esta declaração, que põe em causa o seu próprio poder”.

O economista aplaude ainda o recurso aos depósitos acima de 100 mil euros em caso de falência dos bancos, porque entende ser justo que os aforradores assumam os riscos e as perdas em vez dos contribuintes. Ainda assim, acrescenta que os bancos portugueses estão entre os mais sólidos da Europa.

QUEREM ESCONDER O OBVIO E DEFENDER O PRESIDENTE DA REPUBLICA.
ESTE SENHOR É UM DOS CULPADOS DO DESASTRE E AGORA QUER SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE.
O ESTADO SOCIAL NÃO PODE SER DESTRUIDO PARA SATISFAZER O NEOLIBERALISMO SELVAGEM E CRIMINOSO.
ATACAR OS REFORMADOS É PARA DESVIAR AS ATENÇÕES DO FRACASSO.
QUEM POUPOU DURANTE UMA VIDA TEM AGORA QUE ASSUMIR OS ERROS DOS BANQUEIROS. E OS ACCIONISTAS? E OS GESTORES? OBRIGAR OS DEPOSITANTES ACIMA DE 100.000 EUROS A PAGAR OS DESVARIOS DA BANCA É UM ABSURDO E O DESCRÉDITO DA BANCA E DOS POLITICOS QUE ACEITAREM ESTA IMPOSIÇÃO.
ESTAS DECLARAÇÕES DIÁRIAS DE FIGURAS DO NEOLIBERALISMO E QUE SÃO OS RESPONSÁVEIS DA DESGRAÇA SÓ SERVEM PARA CRIAR FENÓMENOS DE IRRACIONALIDADE  COLETIVA DAS SOCIEDADES PARA CONSEGUIREM IMPOR AS SUAS TEORIAS. A PARTIR DE CERTA ALTURA, MESMO PESSOAS INTELIGENTES, DEIXAM DE OUVIR ARGUMENTOS RACIONAIS E TUDO PASSA A SER POSSÍVEL.
ESPERO QUE QUEM NÃO ACREDITA NO NEOLIBERALISMO E NESTA ECONOMIA DE CASINO A COMBATA POR TODOS OS MEIOS E DESMASCARE ESTA GENTE.
NOS ÚLTIMOS 30 ANOS OS EXEMPLOS QUE NOS LEVARAM A ESTA SITUAÇÃO SÃO MUITOS.
A CRIAÇÃO DA MOEDA ÚNICA, A POLITICA DE CONVERGENCIA NOMINAL E OUTRAS QUE TAIS LEVARAM A EUROPA À DESGRAÇA.
AINDA ONTEM UM OPORTUNISTA QUE JÁ SERVIU GOVERNOS À ESQUERDA E À DIREITA TEVE A LATA DE DIZER QUE A SEGURANÇA SOCIAL ERA COMO A D. BRANCA. "OS MAIS VELHOS FICAM À ESPERA QUE OS MAIS NOVOS DE LHE POSSAM DAR ALGUMA COISA PARA PAGAR AS REFORMAS". AO QUE ISTO CHEGOU. DEVIAM TER VERGONHA. O DR, DANIEL BESSA DEVIA CORAR DE VERGONHA PELAS AFIRMAÇÕES QUE FEZ.
É COMO DIZER QUE OS MAIS NOVOS É  QUEVÃO PAGAR AS NOSSAS DIVIDAS.
 E NÃO VÃO USUFRUIR DE ESCOLAS, HOSPITAIS, ESTRADAS, SANEAMENTO BÁSICO, ABASTECIMENTO DE ÁGUA E LUZ, HABITAÇÃO ETC,? NÃO FOMOS NÓS COM OS NOSSOS IMPOSTOS QUE PAGAMOS?
A ESTUPIDEZ E AMENTIRA TEM LIMITES.
INSISTIR NAS MESMAS MEDIDAS É OBTER OS MESMOS RESULTADOS.
 

Sem comentários: