O padrinho político de Passos Coelho e histórico do PSD defendeu em entrevista à Antena 1 que faltou consistência política ao atual primeiro-ministro, por ter permitido que a tensão entre os partidos da coligação fosse exposta na praça pública.
"Se fosse primeiro-ministro nunca aceitaria uma coisa destas" afirmou Ângelo Correia e deu um exemplo: "Sou o presidente de um banco e apresento as contas e daí a dois dias o meu número dois vai explicar o que eu disse. As pessoas ficam a perguntar: afinal, não foi suficiente a explicação do presidente do banco?".
Para o antigo ministro da Administração Interna, o líder do CDS não quebrou a lealdade devida ao chefe do Governo porque, diz Ângelo Correia, a intervenção pública de Paulo Portas até foi combinada previamente entre os dois.
Havendo uma questão não resolvida em Conselho de Ministros, a taxa especial sobre os pensionistas, o histórico social-democrata defende que era "lógico e normal em gente com alguma consistência política falar de tudo o que estamos de acordo e aquilo em que não estamos de acordo, guardar para uma melhor oportunidade".
"Nunca se fala de tensões em público", afirmou categoricamente Ângelo Correia.
"Falta de preparação"
Não é a primeira vez que o antigo "patrão" de Passos Coelho (na Fomentinvest) o critica publicamente. Em entrevista à RTP 2 em outubro do ano passado, acusou-o de "falta de estudo e preparação" para ser líder nacional, uma crítica que na altura estendeu a Paulo Portas.
"O Governo está fragilizado, quer o PSD quer o CDS, por uma razão que é básica. É que todo o discurso do PSD e do CDS antes das eleições é outro completamente diferente do feito depois das eleições. Em política, o que está em causa nesta mudança de discurso dos líderes de um e outro partido é falta de estudo e preparação suficiente para serem líderes nacionais. Este não é um mau Governo, é o Governo possível", declarou na altura Ângelo Correia.
PERANTE ISTO PORQUE ESPERA SENHOR PRESIDENTE?

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