sexta-feira, 12 de julho de 2013

Seguro avisa Passos que não define termos do diálogo


Seguro desafia Passos a seguir Gaspar e demitir-se. Líder do PS insiste na tese de que não basta um quadro de maioria parlamentar para garantir estabilidade política.

Miguel Manso
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O secretário-geral do PS, António José Seguro, arrancou a sua intervenção no debate do Estado da Nação, que decorre esta sexta-feira de manhã no Parlamento, com um desafio ao primeiro-ministro: "Siga o exemplo do seu ex-ministro das Finanças e demita-se".
O secretário-geral do PS avisou esta sexta-feira Passos Coelho que não é o primiero-ministro que define os “termos do processo de diálogo” exigido pelo Presidente da República. “Aqui ninguém define os termos”, disse Seguro, para depois recordar os pilares definidos do discurso de Cavaco Silva.
Mas o socialista aproveitara antes para definir uma “condição” sua para o sucesso do processo de compromisso. “É reconhecer que a sua política falhou. Essa é a condição para qualquer diálogo, temos que ter um diálogo assente na realidade e essa é que é a realidade”, defendeu.
Momentos antes, alertara também que o PS não tencionava “apagar a memória destes dois anos” para se conseguir um acordo. Não faria, por isso “nenhum frete” nem seria “muleta de um Governo que não tem condições para continuar”.
Na primeira parte do debate, quando respondia pela primeira veza a Seguro , Passos Coelho afirmou que iria apresentar os seus “termos de referência para o entendimento”.
Seguro retomou a tese que já defendera à saída de um encontro com o Presidente da República na terça-feira: "Não basta ter maioria parlamentar para haver estabilidade política".
"Nem para cair este Governo é competente", acrescentou o líder do PS, que defendeu ainda que o primeiro-ministro deve um pedido de desculpas aos portugueses e o líder do parceiro de coligação, Paulo Portas, uma explicação ao país.
Apesar dos apelos à concertação de Passos, o socialista reagiu de forma dura. Falou em “falhanço” e declarou o óbito do Governo. O líder socialista classificou o Executivo como estando em “estado de decomposição e degradação”: “Este Governo tem os dias contados, está a prazo”, disse o secretário-geral do PS.
Seguro apontou ainda aos líderes do PSD e CDS de terem gerado uma crise “que mina os alicerces da nossa democracia”. Mesmo com maioria parlamentar, rematou, o Governo não era capaz de assegurar a “estabilidade”. E acrescentou que Passos tinha a “obrigação de pedir desculpa ao país pelo seu falhanço”
E apesar de ter começado por dizer que não pretendia responder aos ataques do principal partido da oposição, Passos Coelho avaliou a “dimensão da intervenção [do líder do PS] não passou da trica política”.
Seguro questionou a credibilidade do Governo para se manter em funções e desafiou ainda Paulo Portas a dar uma explicação ao país.

O PS TEM DE SER FIRME E NÃO CEDER ÀS PRESSÕES E DESNORTE Da direita - psd e cds.
A PROPOSTA DO PR NÃO TEM PÉS NEM CABEÇA E PODE SER UMA REEDIÇÃO DOS TRUQUES USADOS QUANDO SOARES ERA PRESIDENTE E O BLOCO CENTRAL ESTOUROU.

 

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