ENTRE O QUE DIZEM ALGUNS INVESTIDORES ASSUSTADOS OU PARA ASSUSTAR E O NUMERO DA CONFERENCIA DE IMPRENSA DO IRREVOGÁVEL PORTAS SOBRE A REFORMA DO ESTADO, QUE NÃO SERÁ FEITA, TRANSCREVO PASSAGENS DO LIVRO DE Mark Blyth que toda a gente devia ler e refletir. NESTE LIVRO O AUTOR PÕE A NU TODA A EVOLUÇÃO DA ECONOMIA E AS TRAMOIAS DO MERCADO FINANCEIRO, considerado pelo Financial Times " Um Livro Notável".
Portas vai fazer mais um numero para esquecer o OE e os CORTES VIOLENTOS.
São 90 páginas para enganar meninos e enganar o Pais.
NÃO SE FAZ UMA REFORMA DO ESTADO COM CORTESDE 4 MIL MILHÕES, SEM ESTUDOS, SE REVELAR CUSTO/BENEFICIO, SEM LEVANTAMENTOS. A REFORMA DO ESTADO É UMA ANÁLISE DEMORADA, COM EQUIPAS MULTIDISCIPLINARES QUE APRESENTEM UMA PROPOSTA PARA UM ESTADO MAIS EFICIENTE E MAIS AMIGO DOS CIDADÃOS E DAS EMPRESAS, PARA QUE NÃO SEJA PRECISO CORTAR SALARIOS, PENSÕES E FAZER DESPEDIMENTOS.
O QUE ESTES RAPAZES QUEREM É DESTRUIR O ESTADO SOCIAL COM CORTES CEGOS SEM OLHAR A CONSEQUENCIAS. É UMA EXPERIÊNCIA CRIMINOSA E MUITO PERIGOSA.
DO LIVRO "AUSTERIDADE- A História de uma ideia Perigosa" de Mark Blyth
Hoje em dia, tanto na Europa com nos EUA, defendem-se políticas de austeridade duras e radicais a fim de salvar a economia, como se os culpados fossem os contribuintes. E para a solução da CRISE FINANCEIRA implementam-se políticas draconianas de corte de despesa pública como uma espécie de castigo sobre os cidadãos, acusados de terem vivido aima das suas possibilidades - que agora terão de apertar o cinto.
Esta visão esquece - muito convenientemente - a origem do endividamento, que não foi apenas a orgia despesista do Estado mas, sim, o resultado direto do resgate e da recapitalização do sistema bancário.
Através destas operações, a divida privada passou a ser divida pública e, enquanto os verdadeiros responsáveis deste processo saem impunes, o Estado empobrece e os contribuintes carregam - como uma penitência imposta pelos poderosos - o fardo do aumento dos impostos, do desemprego, da perda de direitos sociais e de mais endividamento gerado pelas politicas seguidas.
ESTAMOS DISPOSTO A PAGAR O CUSTO DA AUSTERIDADE?
Este é o livro absolutamente definitivo sobre o assunto.
Ninguém lhe pode ficar indiferente.
"Quando dizem que todos temos de apertar o cinto, sou o primeiro a concordar, desde que usemos todos as mesmas calças. Quando se faz isso numa democracia, é desestabilizador. Porque devia ser um campo de jogo nivelado"
Mark Blyth

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