sábado, 8 de junho de 2013

Pedro Silva Pereira

O duplo erro de julgamento

| Pedro Silva Pereira 
 


                                        

 


Ao fim de dois anos de Governo de direita, há um largo consenso quanto a um balanço simples e triste: o País está hoje pior do que estava. O que falta acrescentar é que este falhanço prova que Passos Coelho cometeu um duplo erro de julgamento:
enganou-se, primeiro, ao provocar a crise política que empurrou Portugal para a ajuda externa e enganou-se, depois, ao escolher a austeridade "além da ‘troika'" que arrastou a economia para uma terrível espiral recessiva. E ao enganar-se, enganou o País. Com as consequências que estão à vista.
O primeiro erro de julgamento de Passos Coelho foi o de, na ânsia de chegar ao poder, ter desvalorizado as consequências de provocar uma crise política e de empurrar o País para a ajuda externa. Não é que Passos Coelho desconhecesse essas consequências - como já aqui provei, o líder do PSD sabia que um pedido de ajuda externa, em condições análogas às da Grécia e da Irlanda, deixaria Portugal, como ele próprio disse, numa posição em que "daqui a dois ou três anos não estaria em condições de cumprir" (Lusa, 10-2-11). Mas a verdade é que quando a oportunidade surgiu, entre o País e o poder, Passos Coelho escolheu o poder: desprezou o apoio do BCE ao PEC IV, provocou a crise política (dizendo-se contra o aumento dos impostos) e ficou à espera da ‘troika' - e dos votos. Foi por essa altura que começou a ver na ajuda externa vantagens que até então lhe tinham passado despercebidas, sobretudo como ocasião para diabolizar o PS e implementar a sua agenda ideológica neoliberal contra o Estado. Com Durão Barroso na Comissão Europeia, António Borges no FMI e Eduardo Catroga na mesa das negociações, não surpreende que tenha exultado com o programa da ‘troika' e que o tenha adoptado como o seu programa. Agora que falhou, é altura de lembrar que foi Passos Coelho que quis assim.
O segundo erro de julgamento de Passos Coelho respeita à condução da governação e consiste em ter consentido a Vítor Gaspar a loucura de uma "austeridade além da ‘troika'", que arrastou Portugal para uma grave espiral recessiva. Na sétima avaliação, ao mesmo tempo que revelava _o falhanço de todas as suas previsões e dava conta da necessidade de medidas adicionais, o ministro das Finanças gabava-se de ter aplicado o dobro (!) da austeridade prevista no Memorando inicial da ‘troika' - sem nunca lhe ocorrer que uma coisa talvez tivesse que ver com a outra. E sem que nunca Passos Coelho desse sinais de se lembrar que tinha prometido aos portugueses uma estratégia de combate às "gorduras do Estado" _e não uma estratégia de empobrecimento das famílias e do País.
Os indicadores traduzem com clareza as consequências desastrosas deste duplo erro de julgamento. A economia, que em 2010 cresceu 1,9%, está atolada, pelo terceiro ano consecutivo, numa grave recessão, registando uma queda de 4% no 1º trimestre deste ano. _O desemprego, que era de 12,1% quando o Governo tomou posse, disparou para os 17,8% no passado mês de Abril (945 mil desempregados) e em breve chegará aos 19%.
A redução do défice, apesar da austeridade e dos sucessivos orçamentos rectificativos, falha todas as previsões. E a dívida pública, que era de 94% do PIB em 2010, já vai nos 127%. Apesar da propaganda, todos sabem que a revisão das metas acordada com a ‘troika' não se deve à "credibilidade reconquistada" mas sim à necessidade de acomodar os constantes falhanços do ministro das Finanças; a melhoria nas contas externas não traduz um saudável ajustamento estrutural da economia mas sim a redução conjuntural das importações imposta pelo impacto do empobrecimento na procura interna e a redução dos juros nos mercados financeiros reflecte mais a intervenção do BCE do que a confiança numa dívida pública que continua classificada como "lixo".
Não há volta a dar: dois anos depois, o País está hoje pior do que estava. E vai continuar a piorar enquanto não se puser travão a isto.(DE)

Pedro Silva Pereira, Jurista
 

Economista-chefe do FMI: Grécia foi 'perda de tempo'

8 de Junho, 2013
O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Olivier Blanchard, reconheceu hoje numa entrevista a uma rádio francesa que o Fundo e os europeus "perderam tempo" a resgatar a Grécia, considerando que a dívida era mesmo insustentável.A actuação do FMI "não foi a ideal, provavelmente perdemos tempo", admitiu o responsável do FMI, no final de uma semana marcada pelas notícias sobre a admissão de erros no programa de resgate financeiro à Grécia, a admissão de que os técnicos terão 'torcido as regras' sobre a própria ajuda internacional, e que mereceram da Comissão Europeia uma resposta dura, que põe a nu os desentendimentos entre os parceiros europeus e norte-americanos da troika na abordagem aos países da zona euro em dificuldades.
"Naturalmente, a Grécia deveria ter estado disposta a renegociar a dívida à partida, poder sair da crise mais facilmente, mas no contexto europeu da época, as condições não estavam ainda reunidas para isso", disse o responsável, aludindo ao receio generalizado de que uma renegociação da dívida tivesse um efeito de contágio aos outros países em dificuldades, e precipitasse uma crise financeira generalizada e, no limite, o fim da zona euro.
A solução acabou por ser implementada um ano mais tarde, com a renegociação dos prazos e montantes de pagamentos da dívida grega, mas aí já com um conjunto de mecanismos destinados a 'isolar' a Grécia de outros países da Europa.
"A conclusão a tirar é que devemos sempre encarar a realidade", porque "quando um país tem um peso da dívida insustentável, é preciso aceitar a realidade e reduzir o peso da dívida", disse o responsável.
Questionado sobre o erro, já admitido pelo próprio FMI, de subestimar os efeitos das políticas de austeridade no crescimento da economia dos países sob intervenção, Blanchard reconheceu que houve um "erro de interpretação", mas lembrou que "não existe doutrina, baseamo-nos na teoria relativamente ao que aconteceu noutros países, e às vezes [a teoria] está errada".
"Fizemos o nosso melhor no nosso tempo, não aplicamos uma doutrina no FMI, aplicamos pragmatismo a uma realidade extraordinariamente complexa", argumentou o economista-chefe do Fundo.
A entrevista de Blanchard surge no final de uma semana em que foi conhecido um relatório do FMI que admite "erros notáveis" na abordagem do programa de resgate financeiro à Grécia, o primeiro país europeu a ser ajudado.

O EXERIMENTALISMO NÃO DEU BONS RESULTADOS NA GRÉCIA NEM EM PORTUGAL COMO SE ESTÁ A VER.O NÃO TEREM MOEDA PRÓPRIA ERA UMA SITUAÇÃO NOVA. 
O CASO DA IRLANDA É MUITO DIFERENTE PORQUE TEVE ORIGEM NA BANCA E NUM DÉFICE DE 32%. MAS A IRLANDA É UMCASO À PARTE. AS MUITINACIONAIS AMERICANAS JÁ REGRESSARAM TODAS. A APPLE TEM A SUA SÉDE NA IRLANDA ASSIM COMO OUTRAS 999 EMPRESAS MULTINACIONAIS QUE VÃO FUGINDO AOS IMPOSTOS. NOS EUA.
SÃO AS BENESSES DO NEOLIBERALISMO E DAS SGPS QUE NINGUÉM FALA.

                  

A revista The Atlantic publica, na sua edição electrónica de hoje, o artigo 'O mistério de Portugal estar tão condenado', no qual argumenta que existe demasiada corrupção e regulação que leva a que as PME não queiram crescer.
O artigo, assinado por um dos directores da revista, Matthew O'Brien, e que está na página inicial da publicação, começa com uma fotografia de um mural em Portugal onde se lê, em letras grandes, 'Pray for Portugal' ('Rezai por Portugal'), com uma criança a rezar
'Livrai-nos Senhor destes porcos corruptos que assolam Portugal', e diz que, ao passo que a Grécia teve uma bolha governamental e que a Espanha e a Irlanda tiveram bolhas imobiliárias, Portugal, sem bolhas, teve "uma das mais calmas catástrofes da memória económica".
Citando estudos que mostram que Portugal, entre 2000 e 2012, cresceu 'per capita' menos do que os Estados Unidos durante a Grande Depressão dos anos 30 ou que o Japão durante a sua 'década perdida', o artigo faz ligações para várias outras páginas de jornais como o Financial Times ou oWall Street Journal para ir sustentando a sua opinião, por exemplo no que se refere à evolução de Portugal nos
primeiros anos da democracia ou aos dados económicos que mostram a fraca performance da economia portuguesa na última década.
Relembrando erros de política económica e mostrando gráficos sobre a evolução de indicadores como o crescimento comparado de Portugal, Estados Unidos e Japão, o artigo argumenta que aquilo que separa Portugal de outros países em dificuldades é a cultura das pequenas empresas: "A maioria dos países do sul da Europa, Portugal incluído, sofrem de demasiada corrupção e regulação".
As empresas, argumenta a revista, "escolhem [em itálico] permanecer pequenas porque faz sentido lidar apenas com pessoas em quem se confia pessoalmente quando não se pode confiar no poder da autoridade livre de retaliações. As empresas podem [em itálico] ficar pequenas porque as leis tornam difícil crescer e atingir economias de escala. É um pesadelo de 'mom-and-pop' de fraca produtividade", diz a revista, numa referência a uma expressão que se refere a pequenas empresas de raiz familiar, sem grandes ambições empresariais e com forte implantação local.
No texto, defende-se que a situação piorou desde 2008 devido não só ao enorme peso das Pequenas e Médias Empresas (PME) na economia portuguesa, mas também porque elas estão a desaparecer, não apenas porque "a austeridade esmagou os seus clientes", mas igualmente porque enfrentam sérias dificuldades de acesso ao crédito.
Retomando a linha de pensamento norte-americana que defende que a Europa está a exagerar na austeridade como a receita para sair da crise, a revista diz que é claro que "Portugal tem de resolver os seus problemas estruturais" e argumenta que "deve ser mais fácil despedir quem trabalha mal, criar e expandir um negócio, e garantir o cumprimento dos contratos".
A Europa, sublinha, "deve parar de insistir no castigo [da austeridade] como o caminho para a prosperidade". Se não o fizer, sentencia a Atlantic no parágrafo final do texto, "então a ideia de uma saída do euro deixará de ser apenas o tópico de um popular livro português", referindo-se ao último livro do economista João Ferreira do Amaral. Poderá ser a plataforma de um partido popular português, conclui.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O primeiro-ministro afirmou hoje esperar que sejam fixados serviços mínimos que assegurem a realização normal dos exames do secundário, apesar da greve dos professores, e não seja necessário o Governo adotar «outra medida», que não especificou.

«O Governo não deixará de fazer tudo o que está ao seu alcance para garantir a regularidade dos exames. Aguardamos, portanto, que a comissão arbitral possa fixar os serviços mínimos para essa greve. E eu quero acreditar que chegaremos a um entendimento para a fixação dos mínimos para a greve que for decretada», afirmou Pedro Passos Coelho, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo polaco, Donald Tusk, com que esteve hoje reunido na residência oficial de São Bento, em Lisboa.
«Os serviços mínimos deverão garantir a realização em condições de normalidade desses exames. E espero sinceramente que não seja necessário o Governo adotar nenhuma outra medida para garantir esse objetivo», acrescentou o primeiro-ministro, sem esclarecer a que medida se referia.
Passos Coelho apelou ainda aos sindicatos dos professores para que canalizem o seu protesto para a greve geral marcada para 27 de Junho.
«Há uma greve geral que foi marcada para o final do mês. As razões que possam assistir aos sindicatos podem perfeitamente passar para essa greve geral e não para uma greve que tenderá a penalizar sobretudo os estudantes e as suas famílias.»

Diário Digital / Lusa

EM DEMOCRACIA E NUM ESTADO DE DIREITO SÃO INADMISSIVEIS ESTAS AMEAÇAS.
NO TEMPO DO OUTRA SENHORA NÃO IAM TÃO LONGE.
O PSD afastou hoje a recondução de Alfredo José de Sousa como Provedor de Justiça, por considerar que não dá garantias de isenção e imparcialidade, defendendo que este cargo deve ser ocupado por outra personalidade.
Esta posição foi transmitida pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República.
"Já tive ocasião de comunicar ao PS que o PSD não irá propor a recondução do actual Provedor de Justiça. Sabe-se, já o dissemos nos dias anteriores, que o senhor Provedor de Justiça, a nosso ver, exorbitou os seus deveres de isenção e de imparcialidade no exercício do cargo e, portanto, colocou-se numa circunstância que não permite o apoio do PSD à sua recandidatura", declarou Luís Montenegro.
"Entendemos que, terminando este mandato [de Alfredo José de Sousa] no dia 15 de Julho, há todas as condições para que, em sede parlamentar, possamos dialogar com os demais partidos, em especial com o PS, com vista a podermos garantir a apresentação de uma candidatura de uma personalidade que possa ser compatível em termos de currículo e de perfil com o exercício do cargo", acrescentou o líder parlamentar do PSD.
O Provedor de Justiça é um órgão de Estado eleito pela Assembleia da República, por maioria de dois terços dos deputados, para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito apenas uma vez, por igual período.
Este órgão tem por função a defesa e promoção dos direitos, liberdades, garantias e interesses legítimos dos cidadãos, assegurando, através de meios informais, a justiça e a legalidade do exercício dos poderes públicos.
Lusa/SOL

VAMOS TER NOVO CASO NASCIMENTO RODRIGUES?
O PSD SÓZINHO NÃO CONSEGUE NOMEAR NINGUÉM MUITO MENOS ELEGER POR MAIORIA DE 2/3.


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O ex-presidente da Carris/Metro, que há um mês até foi convidado pelo governo para presidir também à Transtejo/Soflusa, reagiu esta tarde, em comunicado, à sua destituição por decisão do governo, uma “demissão totalmente injusta e injustificada”

José Silva Rodrigues, alvo de um processo “sumário” de demissão por parte do governo por causa dos “swaps” contratados pelas empresas públicas, reagiu hoje à decisão do governo em demiti-lo do cargo da Carris/Metro, assegurando que “não existe qualquer razão que possa justificar a minha resignação ao cargo de presidente” dessa empresa e reiterando a sua “forte convicção, diria mesmo a certeza que, ao longo do período que tenho exercido as funções de Presidente da Carris, e em acumulação também do Metro de Lisboa (…) não cometi qualquer acto, que de alguma forma justificasse a apresentação de um pedido de demissão”.
“Fui, por isso, demitido, na sequência da decisão do Conselho de Ministros do passado dia 6 do corrente, que determinou a demissão dos gestores públicos que tenham estado envolvidos na negociação de contratos de instrumentos financeiros derivados de natureza claramente especulativa ou contratualmente desequilibrados”, diz ainda, esclarecendo então que “a minha demissão decorre, pois, do facto de, alegadamente, ter negociado contratos deste tipo enquanto presidente da Carris”. Mas a este propósito, Silva Rodrigues tem uma versão bem diferente que aquela que o governo está a querer passar.
O ex-líder da Carris/Metro explica assim que a Carris “não tem qualquer operação de derivados em carteira, cuja evolução não dependa única e exclusivamente de oscilações da curva de taxas de juro do Euro”, contando apenas quatro contratos deste género  celebrados “em plena alta das taxas de juro”, que foram até elogiados pela inspecção-geral de Finanças: “Estes quatro contratos foram todos minuciosamente analisados numa auditoria realizada pela Inspecção-geral de Finanças à Carris, em finais de 2008 e considerados, por aquela entidade inspectiva, no relatório que então elaborou, como uma boa decisão da gestão da empresa”.
O comunicado de Silva Rodrigues cita depois as conclusões de então da IGF, onde se lê que “ao celebrar os contratos de permuta da taxa de juro a empresa reduziu adequadamente o risco envolvido” e que “a empresa dispõe, juto da Direcção Financeira, de dossiers bem organizados, onde se encontram evidenciados os movimentos relacionados com o controlo das operações envolvidas e correspondentes documentos justificativos, bem como dos registos contabilísticos efectuados”.
Depois, o gestor público com cerca de 30 anos de experiência no sector dos transportes, salienta que “no passado dia 26 de Março, os secretários de Estado, em representação do Estado, por despacho conjunto, aprovaram, em assembleia-geral, o relatório e contas da Carris, referentes a 2012, onde, com todo o detalhe, uma vez mais, é referida a existência dos contratos de swap, o seu valor de mercado e os encargos que geraram em 2012”, apontando que nessa AG “não foi produzida qualquer nota, objecção ou reserva aos referidos contratos de swap, quer por parte dos órgãos de fiscalização da empresa, quer por parte do accionista Estado”, antes pelo contrário: “A equipa de gestão da Carris é elogiada, tendo então o accionista Estado” registado “com apreço os esforços desenvolvidos pela administração da Carris” para a melhoria dos resultados da empresa, propondo mesmo “um voto de confiança na administração” da Carris que dias depois demitiu.
“Não querendo acreditar que os membros do governo despacham sobre documentos que desconhecem e uma vez que tudo, absolutamente tudo, relacionado com os quatro contratos de swap que a Carris detém em carteira está contido no Relatório e Contas, não se entende o que aconteceu em poucas semanas que possa justificar esta mudança radical de posição por parte do governo. Foram descobertos contratos desconhecidos? Foi omitida informação relevante? Foram incumpridas orientações?”, atira Silva Rodrigues.
O gestor relembra também que foi o próprio accionista Estado, ainda que no governo anterior, que “legitimou a contratação destes produtos derivados” e que a administração da Carris limitou-se a cumprir rigorosamente “ano após ano” todas as orientações emitidas pelos governos para a contratação destes produtos.

ISTO VAI DAR BRONCA E DA GROSSA.
QUEMTROUXE A PUBLICA OS SWAPS FOI GASPAR E A SECRETÁRIA DO TESOURO. MAS AGORA NEM FALAM NO ASSUNTO.
QUANTO A AUDITORIA AINDA VÃO FORNECE-LA À COMISSÃO DE INQUÉRITO PORQUE NÃO PODEM ESCONDER MAIS.
AIND AME VOU RIR DEESTA TRAPALHADA.

S. PEDRO, O GRANDE INIMIGO

Está visto: o grande inimigo de Portugal é mesmo S. Pedro, o grande manda-chuva, que tem alterado o clima sem dar cavaco à Cristas. E de tal modo o tem feito que nem os patos-bravos conseguem construir uns barracões que seja nas falésias algarvias.
A conclusão não é minha, ignorante que sou de climas e meteorologias, mas do insuspeito ministro das Finanças deste desgraçado país.
Afinal, somos todos uns palhaços (ou somos tidos como tal) e S. Pedro parece não gostar de falsos palhaços.
E se o senhor Gaspar fosse bater à porta da tenda do senhor Cardinalli?


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2200 milhões para dívidas das câmaras, regiões e sáude, 1595 de quebras fiscais, 500 da Segurança Social e 100 da concessão da ANA

Pobre Tribunal Constitucional, que o governo transformou em bode expiatório de todos os males da Pátria quando anunciou em Abril o chumbo a quatro normas do Orçamento do Estado de 2013 que, agora, no relatório do Rectificativo valem 1274 milhões. Afinal, Vítor Gaspar deve estar muito agradecido aos juízes do Palácio Ratton que lhe deram oportunidade de disfarçar um buraco de pelo menos 4395 milhões. Para além dos famosos 1274 milhões.
Basta ler e transcrever o Relatório do Orçamento Rectificativo elaborado pela equipa das Finanças. Sem comentários.
As dívidas escondidas "O défice orçamental, em contabilidade pública ajustado para efeitos de programa, respeita o limite fixado para 2013: 8,9 mil milhões (5,4% do PIB). Numa óptica de caixa, este valor é agravado significativamente por um conjunto de operações de pagamentos de anos anteriores. Estes programas de regularização de dívidas concentram-se na Saúde e na Administração Local e Regional. Sendo assim, o défice não ajustado deverá ascender a cerca de 11,1 mil milhões, isto é, mais 2200 milhões.
Quebra fiscal A previsão revista da receita fiscal do Estado situa-se em 34 233 milhões, tendo implícita uma redução de cerca de 1595 milhões.
Concessão da ANA Inicialmente previa-se uma receita de 1100 milhões, com 600 milhões em 2012 e 500 milhões em 2013. A receita total acabaria por ascender a 1200 milhões, com 800 milhões em 2012 e 400 milhões em 2013. Assim, a receita total excedeu a estimativa inicial. Porém, a nova distribuição entre 2012 e 2013 traduz-se numa diminuição da receita esperada da concessão da ANA em 2013 no valor de 100 milhões.
Segurança Social Aumento da transferência do Orçamento do Estado destinada ao financiamento do orçamento da Segurança Social (500 milhões), visando assegurar a compensação do efeito da revisão do cenário macroeconómico na conta deste subsector. Deste montante, 270 milhões vão para o aumento da despesa com subsídios de desemprego.
Desemprego Este reforço ocorre porque o governo decidiu inscrever uma taxa de apenas 16,4% de desemprego em Portugal este ano, quando no final de Dezembro de 2012 esta já ia nos 16,9%, segundo o INE. Em Outubro, data da elaboração do Orçamento do Estado para 2013, o desemprego ascendia a 16,3%.
Agora o ministro das Finanças viu-se obrigado a rever a taxa no Orçamento Rectificativo, colocando a previsão para a taxa de desemprego média nos 18,2%, à imagem dos valores presentes no Documento de Estratégia Orçamental.
Mais um Rectificativo O Orçamento Rectificativo que os deputados discutem hoje não será provavelmente o único deste ano. Ainda antes da discussão do Orçamento do Estado de 2014, é natural que Vítor Gaspar tenha de corrigir de novo os cenários macroeconómicos e os números das receitas e das despesas. A queda do PIB no primeiro trimestre, a segunda maior desde 2009, com o PIB a recuar para valores de 2000, faz antever o pior.

A MENTIRA TEM PERNA CURTA.
Em entrevista ao "Sol", Eduardo Catroga diz que a "coragem" e "determinação" do primeiro-ministro o surpreenderam, mas que "houve erros que não imaginava que ele cometesse".
 
TODOS QUEREM FUGIR E MALHAR NO HOMEM MAIS INCOMPETENTE QUE O GOVERNO TEM.
Vítor Gaspar admitiu hoje ter errado ao longo da aplicação do programa de ajustamento.
O ministro das finanças admitiu hoje ter errado ao longo da aplicação do programa de ajustamento, ao afirmar ter "amplo material para aprender" com os próprios erros.
"Tenho amplo material para aprender com os meus próprios erros", disse Vítor Gaspar depois de ter sido acusado pelo partido Os Verdes de falhar.
No entanto, o ministro rejeitou rejeitou que o programa de ajustamento esteja a falhar.
As declarações de Vítor Gaspar foram feitas durante o debate na generalidade do Orçamento

FUGIU-LHE A BOCA PARA A VERDADE.

PS e PCP já valem 50 por cento juntos

Sondagem do mês de junho mostra nova subida de comunistas e socialistas na intenção de voto dos portugueses.
Martim Silva
Última atualização há 35 minutos
PS e PCP já valem 50 por cento juntos
O PS e a CDU são as únicas forças políticas a subir na sondagem da Eurosondagem do mês de junho para o Expresso e a SIC, conseguindo mesmo o valor mais elevado dos últimos dois anos.
Na inversa, e na semana em que se assinalam os dois anos da vitória eleitoral de Passos Coelho, o PSD e o CDS/PP continuam a descer nas intenções de voto.
Quanto à popularidade dos líderes políticos, o cenário repete-se, com António José Seguro e Jerónimo de Sousa a melhorarem no indíce de aceitação dos portugueses quanto à sua actuação.
Cavaco Silva continua a sua queda, confirmando-se como o mais impopular Presidente da República do Portugal democrático.


Comissário europeu acusa FMI de "deitar água suja para europeus" no resgate da Grécia

Segundo a edição 'online' do Financial Times, Olli Renh, responsável pela gestão dos dois resgates à Grécia, comparou o duro relatório do FMI sobre a gestão do primeiro resgate à Grécia, de 110 mil milhões de euros, com uma brecha no princípio transatlântico "entrar juntos, sair juntos" desenvolvido na guerra dos Balcãs nos anos 1990.
"Penso que não é justo o FMI lavar as mãos e deitar a água suja para os europeus", afirmou Renh, que falava hoje numa conferência económica em Helsínquia

AO QUE ISTO CHEGOU.
AGORA É PASSAR CULPAS DE UNS PARA OS OUTROS. ATÉ QUANDO?
EM PORTUGAL O MINISTRO GASPAR DESCOBRIU HOJE NA AR QUE AFINAL A CULPA DO DESASTRE É DA CHUVA QUE CAIU NO 1º. TRIMESTRE E NÃO PERMITIU QUE CHEGASSE O INVESTIMENTO.
TEMOS DE LHES DIZER QUE O PROGRAMA ESTÁ ERRADO E QUE O NEOLIBERALISMO COMEÇA A ESBOROAR-SE.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

Que pretende Nuno Cardoso com a sua candidatura à Câmara do Porto? Quem são os companheiros de lista, quem vão ser os seus apoiantes "institucionais" e onde se localiza o seu eleitorado? 
Confesso o meu espanto e, até, a minha ansiedade.
Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), recusou esta quinta-feira fazer mea culpa em relação ao plano de ajuda à Grécia, distanciando-se da posição assumida na quarta-feira pelo FMI.
Questionado sobre se o BCE tem alguma mea culpa a fazer sobre a Grécia, como fez o FMI, Draghi respondeu: "Nem por isso".
A posição do BCE é idêntica à da Comissão Europeia, que também já rejeitou a assunção de erros graves na plano de resgate à Grécia, como o fez o Fundo Monetário Internacional.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião mensal do conselho de governadores, que manteve a taxa de referência inalterada nos 0,5%, Mario Draghi manifestou alguma apreensão pelo adiamento de metas de défice em vários países da Europa.
Para o presidente do BCE, essa flexibilidade deveria acontecer em situações “excepcionais”, defendendo que é fundamental que os países continuem com as reformas estruturais. “Se um país consegue um adiamento e, passados um ou dois anos, volta com um défice ou dívida superior, os mercados não vão gostar e vão acabar por castigar estes países”, defendeu Draghi.

ANTES DOS MERCADOS ESTÃO AS PESSOAS E OS PAISES.
A OBEDIÊNCIA CEGA AOS MERCADOS ESTÁ A LEVAR A EUROPA PARA O DESASTRE TOTAL.
A Comissão Europeia recomendou ao Conselho Europeu que flexibilize as datas-limite para a correcção dos défices excessivos para seis países: Portugal, Espanha, França, Holanda, Polónia e Eslovénia.
UMA EUROPA DESORIENTADA E COM MEDIDAS ABULSAS SÓ COMPLICA.
UM BCE QUE SÓ QUER CONTROLAR A INFLAÇÃO TEM OS DIAS CONTADOS.

Governo quer tornar reembolsáveis apoios europeus concedidos a fundo perdido

"Queremos implementar no próximo ciclo de programação de aplicação de fundos europeus, entre 2014 e 2020", os apoios reembolsáveis sem juros "em lugar do fundo perdido", afirmou o governante, que falava na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em Coimbra, na sessão de apresentação de 24 projetos financiados pelo programa europeu JESSICA com 22,5 milhões de euros.
Os fundos reembolsáveis "tendem a dar mais racionalidade económica às opções de investimento", sustentou Castro Almeida, advertindo, no entanto, que não quer "assustar os autarcas" com esta medida.

SÃO APOIOS COMUNITÁRIOS A FUNDO PERDIDO E QUEREM RECUPERAR O DINHEIRO PARA QUÊ? PARA TAPAR BURACOS E AS ASNEIRAS QUE FAZEM?
É PRECISO TER UMA GRANDE LATA.
FMI acusa Bruxelas de se preocupar mais com normas da UE do que com crescimento
06 Junho 2013, 11:43 por Rui Peres Jorge |
O Fundo Monetário Internacional (FMI) faz um balanço negativo do funcionamento da troika que compôs com BCE e a Comissão Europeia nos resgates europeus
O FMI faz um balanço negativo da organização do trabalho entre as instituições da troika no resgate à Grécia. Num relatório de balanço sobre o primeiro resgate helénico, Washington salienta a inexistência de uma divisão clara de trabalho, da qual resultou sobreposição de responsabilidades, mesmo nas áreas em que o FMI se considerava melhor preparado. O Fundo acusa a Comissão de se preocupar mais com as regras e normas do que com o crescimento económico.

“Da perspectiva do Fundo, a Comissão Europeia, com o enfoque das suas reformas mais no cumprimento das normais comunitárias do que no impacto no crescimento, não foi capaz de contribuir muito para a identificação de reformas estruturais promotoras do crescimento”. Esta é talvez a crítica mais dura que o FMI faz à Comissão Europeia, mas está longe de ser a única.

Os técnicos do Fundo salientam a inexistência de uma divisão clara de trabalho, o que contrasta com a prática a que o FMI está habituado. Nas intervenções fora da Europa a colaboração o Banco Mundial garante “os programas nacionais assentam numa divisão de trabalho acordada”, uma clareza que não existiu na troika, lê-se no relatório "Greece: Ex post Evaluation of Excepcional Access under the 2010 Stand-by Arrangement", onde técnicos do FMI fazem um balanço ao primeiro resgate.

“A Comissão Europeia precisava de estar envolvida em todos os aspectos do programa para garantir a conformidade com as regras e regulamentos europeus”, lê-se no relatório onde se seguem exemplos de sobreposições: “Enquanto o Fundo tinha experiência em desenhar ajustamentos orçamentais, a Comissão Europeia (CE) tinha os seus próprios objectivos orçamentais de Maastricht. A CE tinha ‘expertise’ em reformas estruturais, mas o Fundo também, particularmente na área orçamental (...) No sector financeiro, o BCE tinha uma reivindicação óbvia para assumir a liderança, mas não era perito em supervisão bancária, onde o Fundo tinha conhecimento especializado”.

O FMI reconhece que a Comissão Europeia e o BCE levaram para a análise sobre o resgate grego a importância de uma visão integrada europeia, nomeadamente em termos de riscos de contágio, o que “pelo menos inicialmente, não era a perspectiva o Fundo, que está mais habituado a analisar os temas com o enfoque um País específico”. Contudo, essa visão institucional europeia trouxe também problemas: “A CE tendeu a tirar conclusões de política por consenso, tinha um sucesso limitado na implementação da condicionalidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento, e não tinha experiência em gestão de crise”, avaliam os técnicos de Washington, que consideram que a experiência do Fundo permitia-lhe avançar mais rapidamente na formulação de recomendações de política, “uma qualificação que faltava às instituições europeias”.

O desconforto entre as três instituições é assumido no relatório: “Nenhum dos parceiros pareceu ver o entendimento como ideal”, conclui o FMI que vinca ainda a existência de “marcadas diferenças ocasionais de posições dentro da troika”, particularmente no que diz respeito a projecções de crescimento. Ainda assim, considera que o esforço de articulação, dificultado por diferentes práticas em termos documentação, procedimentos e regras de confidencialidade, acabou por funcionar: “A coordenação parece ter sido bastante boa dadas as circunstâncias”.

Percepção de risco para com Portugal agrava-se no mercado secundário e acções bancárias seguem todas no vermelho.
A taxa de juro associada aos títulos de dívida pública portuguesa a 10 anos, o prazo de referência, agrava-se hoje em 20 pontos base para cotar acima da barreira dos 6% no mercado secundário, o que já não acontecia desde o final de Abril.

A ‘yield' actual a 10 anos, de 6,013%, está assim bem acima dos 5,65% que Portugal pagou para colocar, pela primeira vez desde o pedido de resgate, dívida neste prazo em mercado primário, emissão que aconteceu no início de Maio.

A pressão nos mercados de dívida acontece também em relação às obrigações italianas e espanholas a 10 anos, que avançam para 4,309% e 4,605%, respectivamente.

O BOM ALUNO VAI RECEBER O PRÉMIO DA INCOMPETÊNCIA.

PS considera que as divergências com o PSD são insanáveis, profundas e estruturais

Esta foi a conclusão tirada por Alberto Martins, membro do Secretariado Nacional do PS, no final de uma reunião de cerca de uma hora com a direção do PSD na sede nacional dos sociais-democratas.
De todas as reuniões que o PS teve esta semana com direções de outros partidos, esta foi a mais rápida e também aquela que motivou declarações mais duras por parte da cúpula socialista.

O SENHOR MOREIRA DA SILVA FALOU E COMO SEMPRE ATACA O PS COM ARGUMENTOS ESTAFADOS E SEM VALIDADE.
O CONSELHEIRO DE CAVACO PARA O AMBIENTE MELHOR SERIA QUE SE DEDICASSE A ORGANIZAR CONGRESSOS E DEIXASSE O PS EM PAZ.
REBENTARAM COM O PAIS. GANHARAM ELEIÇÕES PARA GOVERNAR E AGORA QUE SE ESTATELARAM AO COMPRIDO QUEREM QUE O PS APRESENTE UM PROGRAMA DE GOVERNO E DÊ COBERTURA AS MALFEITORIAS DO PSD E DO CDS.


É uma iniciativa satírica que assinala dois anos de Governo de Passos Coelho. O centro de Lisboa tem ruas com novos "nomes". O DN revela-lhe este roteiro das ruas da capital


A toponímia das ruas da Baixa, Avenida da Liberdade e da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, sofreu durante a noite de hoje uma "intervenção" satírica, para assinalar os dois anos das eleições legislativas que deram a vitória ao PSD de Passos Coelho. A Avenida da Liberdade despertou esta manhã como Avenida Miguel Relvas, identificado como "herói da liberdade de expressão".
Dizem os promotores não identificados, num email que chegou ao DN, que se trata do "genuíno sentimento dos portugueses [que] é plasmado nesta singela homenagem confirmando o divórcio entre «o que se diz no espaço público» e «o sentimento genuíno dos portugueses»", citando assim Passos Coelho.
O nome do primeiro-ministro passa a "nomear" a Praça dos Restauradores, por se tratar do "restaurador da independência financeira de Portugal". Já o ministro da Economia substitui Fontes Pereira de Melo na toponímia como "grande obreiro da reindustrialização de Portugal".
A Rua da Betesga passou a chamar-se "Rua Carlos Moedas", o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, apresentado como "zeloso guardião do ajustamento de Portugal". O ministro das Finanças rebatiza a Rua Augusta, como "grande inspirador do Portugal novo". Por fim, António Borges, o conselheiro responsável pelas privatizações, nomeado pelo Governo, "substitui" a Rua do Ouro, por ser "o grande ideólogo da competitividade de Portugal".
Mário Soares disse no seu discurso ter grande esperança no papel de François Hollande para ajudar a União Europeia a sair da crise Etienne Laurent/EPA Mário Soares disse no seu discurso ter grande esperança no papel de François Hollande para ajudar a União Europeia a sair da crise
Na sala repleta e sentado ao lado de sete Presidentes africanos, o ex-Presidente português ouviu elogios do chefe do Estado francês, que disse: "Sinto-me muito orgulhoso por receber este prémio das mãos de Mário Soares, um amigo e sobretudo um homem que consagrou toda a sua vida à luta pela democracia e pela descolonização".
Antes, Soares também o saudara, na tribuna, com ênfase: "Excelentíssimo Presidente, querido camarada e amigo, o senhor é uma pessoa que eu admiro desde há muitos anos, conhecemo-nos no tempo do nosso tão saudoso amigo François Mitterrand".
Numa parte improvisada do discurso, Mário Soares disse também que, "como português e anticolonialista", tinha grande esperança no papel de François Hollande para ajudar a União Europeia a sair da crise. Mais tarde, explicaria ao Expresso: "Acredito em Hollande porque ele é socialista e europeísta e vai contribuir para salvar a zona euro e a União Europeia".

"Sabotagem!"


À saída da sessão, Mário Soares estava visivelmente satisfeito. No entanto, horas antes as coisas correram mal para Mário Soares, que quase não conseguia entrar na sede UNESCO para presidir à cerimónia e, como presidente do júri do prémio, entregar a recompensa a Hollande.
Vindo de carro, do Eliseu, onde almoçara com o chefe do Estado francês e os sete Presidentes africanos, foi encaminhado pela segurança do evento para uma porta lateral da sede da Organização das Nações Unidas para a Educação e a Ciência, onde centenas de pessoas se amontoavam para entrar, sem êxito, nas instalações, na altura já lotadas.
Mário Soares protestava enfurecido e teve de aguardar largos minutos para que os polícias lhe permitissem voltar a entrar no carro e chegar à porta principal, por onde entravam as personalidades. "Isto é uma sabotagem, há aqui pessoas, polícias de extrema-direita, que querem boicotar esta cerimónia!", exclamava para o Expresso. Muito irritado, acabou por entrar em cima da hora do início da sessão!

"Hollande pode dizer à Merkel: olhe o que eu fiz! "


No fim da cerimónia, o ex-Presidente português já estava totalmente calmo. "Foi uma muito boa sessão, François Hollande fez um grande discurso e pode mostrar a Angela Merkel que tem força, que os africanos gostam dele, que até o recompensam, e pode mesmo ir dizer à Merkel: 'Olhe o que eu fiz pela África!'. Ele tem razão em usar este prémio prestigiado, porque a Merkel não fez nada pela paz no Mali, não fez nem faz nada pela África nem por ninguém!", disse ao Expresso.
Mário Soares considera que François Hollande "faz o que pode". "Ele tem tido dificuldades porque a direita e a extrema-direita o contestam imenso, porque estes querem recuperar o poder!".

"Seria bom que o António Costa também falasse contra o Passos..."


Muito combativo, a referência dos socialistas portugueses atacou duramente, nas declarações ao Expresso, o atual primeiro-ministro português: "Passos Coelho é um negociante e é um sócio permanente do Relvas, apenas pensa em números e cifrões".
Quando Soares soube que o presidente da Câmara de Lisboa e seu camarada socialista, António Costa, estava igualmente em Paris, ontem, para o lançamento de um festival cultural português, exclamou: "Seria bom que ele também falasse contra o Passos!"
Desde a morte do ex-Presidente francês François Miterrand, em 1996, ontem foi a primeira vez que Mário Soares voltou a entrar no Palácio do Eliseu. O prémio Houphouët-Boigny foi entregue a François Hollande pela sua "alta contribuição para a paz e a estabilidade em África", designadamente devido à intervenção militar francesa no Mali, ainda atualmente
 
SOARES EM GRANDE FORMA.



Portugal está em 'perigo de vida', diz Freitas do Amaral

Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e fundador do CDS diz que Portugal atravessa "uma das situações mais graves da sua história" e que a "existência do país" está em causa.
Carlos Abreu
                      
Freitas do Amaral: "Creio que nunca vivemos uma situação em que tudo estivesse em causa" Freitas do Amaral: "Creio que nunca vivemos uma situação em que tudo estivesse em causa"
A crise atual está a colocar tudo em causa, incluindo o futuro de Portugal como país, defende o fundador do CDS e antigo ministro de José Sócrates em entrevista à Antena 1.
"Estamos numa das situações mais graves que Portugal viveu ao longo dos seus 900 anos de história. Só comparo esta situação em gravidade, em perigo para existência de um país chamado Portugal, à crise de 1383/85, que felizmente acabamos por ganhar com a batalha de Aljubarrota, e aos 60 anos [1580-1640] de ocupação castelhana através dos Filipes", diz Freitas do Amaral.
"Creio que nunca vivemos uma situação em que tudo estivesse em causa", acrescenta.
Perante este cenário, o antigo candidato à Presidência da República em 1986, defende que o atual chefe de Estado não pode correr o risco de promover eleições antecipadas sem a garantia de uma solução melhor.
Para Freitas do Amaral, só depois de constituído o novo Governo alemão e da política alemã mudar - porque está a dar cabo da Europa - é que se devem fazer eleições.
"Eu esperava até às eleições alemãs, não vale a pena antes porque o novo Governo teria de cumprir o que está. Porque a verdade é esta: ou a política alemã muda por efeito das eleições ou teremos de ser nós a impor que mude", sustenta.
Mas se Portugal avançar para um segundo resgate, "desde o Presidente da República ao mais humilde cidadão será necessário fazer essa exigência", remata.
 
EM DEMOCRACIA HÁ SEMPRE SOLUÇÕES.
O POVO É QUEM MAIS ORDENA.  
 


quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que as medidas de austeridade que estão a ser adoptadas por alguns países da Zona Euro, como Portugal e Grécia, podem tornar-se social e politicamente insustentáveis.

A mesma instituição que desenhou a receita de austeridade para os países que pediram ajuda financeira, sublinha agora a necessidade de o ajustamento orçamental ser feito a um ritmo que consigam suportar.

A nota com a advertência foi divulgada na noite de quinta-feira e nela o FMI avisa ainda para o risco de os países europeus em causa não conseguirem cumprir as reformas de ajustamento exigidas.

No actual contexto de fragilidade, implementar as medidas correctas pode não ser suficiente para restaurar a confiança dos mercados, sublinha-se, pelo que o FMI pede um apoio claro da Zona Euro aos membros sob resgate.

Num sinal à Alemanha, a instituição sedeada em Washington considera que os países devem continuar o ajustamento e pedir, se necessário, apoio ao Fundo de Estabilização do euro.

O FMI sustenta ainda que o Banco Central Europeu (BCE) deve manter o apoio à recuperação (por exemplo, na compra de títulos), sem deixar de lado o controlo da inflação.

CUSTOU ASSUMIR O ERRO MAS ASSUMEM.
Governo deixou o país pior
Dois anos depois da saida de José Sócrates e da vitória eleitoral que levou Pedro Passos Coelho ao poder, os portugueses entendem que o País está pior.
A sondagem da Eurosondagem mostra que 75,1% dos inquiridos entendem que a situação de Portugal é agora mais sombria do que em 2011, contra apenas 4,8% que entendem que as coisas estão melhor.
Por outro lado, e quando a Legislatura chega a meio, uma maioria (51 por cento) não acredita que o Executivo de Passos, Portas e Gaspar tenha capacidade para sobreviver até 2015.
Contra isso, 33 por cento entendem que o Governo conseguirá cumprir a Legislatura até ao final.
 


"Essa será a base mais segura para vencermos o mais exigente deesafio que as atuais gerações conheceram", declarou Artur Santos Silva
O presidente da Fundação Gulbenkian disse hoje que tem que existir em Portugal um "compromisso sério" entre os principais partidos para durante "duas ou três legislaturas" devolver o país ao caminho do crescimento.
"Essa será a base mais segura para vencermos o mais exigente deesafio que as atuais gerações conheceram", declarou Artur Santos Silva em Lisboa.
O responsável falava na Gulbenkian antes de uma conferência do antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, dedicada ao consolidar da união económica e monetária na Europa

FOI PENA QUE NÃO SE TIVESSE LEMBRADO DISSO QUANDO O PS ESTAVA EM MNIORIA NO GOVERNO E FOI OBRGADO A PEDIR AJUDA E COMO GOVERNO DE GESTÃO A ASSINAR O MEMORANDO QUE FOI NEGOCIADO PELO PSD E CDS.
AGORA TODOS QUEREM COMPROMISSOS, CONSENSOS, PAZ E AMOR.
EM DEMOCRACIA A DECISÃO E ESCOLHA PERTENCE AO POVO EM ELEIÇÕES. QUANDO ASSIM NÃO FOR A DEMOCRACIA ´SER´´A UMA PALHAÇADA DE MAU GOSTO.
O OUTRO TAMBÉM LHE CHAMAVA DEMOCRACIA ORGANICA E DEU NO QUE DEU.
ESTE GOVERNO NÃO FOI ELEITO PARA GOVERNAR?
NÃO SABIA QUE HAVIA UM MEMORANDO PARA CUMPRIR E QUIS ULTRAPASSÁ-LO?
NÃO SE DIZIA PREPARADO PARA EM DOIS ANOS RESOLVER TUDO?
ENTÃO, COMO NÃO CUMPRIU E COLOCOU O PAIS NA DESGRAÇA E NA MISÉRIA, PIOR QUE NA BANCA ROTA, SÓ TEM UM CAMINHO: DEMITIR-SE.

     
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá admitir esta sexta-feira que cometeu erros “grosseiros” na forma como lidou com a crise da dívida na Grécia nos últimos três anos.
Num documento classificado como “ultraconfidencial”, que o jornal The Wall Street Journal (WSJ) diz ter lido, os técnicos da organização dirigida por Christine Lagarde assumem que o FMI “subestimou” os “estragos” que as suas políticas poderiam causar à economia e à sociedade gregas.

O Fundo acaba, assim, por reconhecer que as doses excessivas de austeridade acabaram por se traduzir num agravamento contínuo de uma recessão económica que não se sabe quando irá terminar.

O jornal norte-americano revela que uma versão não completa do documento preparado pelos técnicos do FMI será divulgada nesta sexta-feira pela organização sediada em Washington. E nela será transcrita a passagem em que o Fundo reconhece ter “desrespeitado” algumas das suas normas para poder ajudar um país que apenas cumpria um dos quatro critérios exigidos para ter direito a assistência financeira.

Mesmo assim, o Fundo Monetário Internacional assinala que nem tudo foi mau no processo grego. E salienta que a intervenção atempada na Grécia, em conjunto com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu foi fundamental para evitar que a crise da dívida alastrasse a outros países e provocasse uma crise continental.

TENTARAM EVITAR MAS NÃO CONSEGUIRAM PORQUE ESTAVA ESCRITO E DITO POR QUEM SABE QUE NÃO ERA POSSÍVEL COM TANTA AUSTERIDADE.
OS RESULTADOS DOS ESTRAGOS SÃO VISIVEIS EM MUITOS PAISES E NA UE.
O FMI admite ainda que terá “torcido” as suas próprias regras para que a dívida da Grécia parecesse sustentável
O FMI deverá estar prestes a admitir erros graves no resgate à Grécia e que teve de “torcer” as próprias regras para poder apoiar financeiramente Atenas e assim evitar uma desintegração da zona euro, segundo o The Wall Street Journal.
O jornal económico norte-americano noticia, citando um documento confidencial que deverá ser conhecido esta quinta-feira, que o FMI estará prestes a admitir erros significativos nos remédios do programa da Grécia e nos efeitos que estes teriam na economia grega.
Nesse mesmo documento, o FMI diz que esta resposta permitiu à zona euro mais tempo para tomar medidas que limitassem o impacto nos restantes países do euro.
O FMI admite ainda que terá “torcido” as suas próprias regras para que a dívida da Grécia parecesse sustentável e diz que uma análise feita agora permitiria perceber que a Grécia falharia três dos quatro principais critérios para poder receber assistência económica.
O documento diz que as incertezas sobre o resgate grego eram “tão significativas que a missão técnica não foi capaz de garantir com elevada probabilidade que a dívida pública era sustentável” e que o fundo foi demasiado otimista relativamente às perspetivas do governo grego de regressar a financiamento de mercado e à sua capacidade política para implementar as condições do programa.
O resgate, segundo o FMI, terá sido uma operação feita para “dar tempo à zona euro para criar uma ‘firewall’ para proteger outros membros vulneráveis e evitar efeitos potencialmente severos na economia mundial”.
Sobre a Comissão Europeia, parceiro do FMI na ‘troika’, a organização diz que esta tinha tendência para desenhar medidas por consenso, “tem tido sucesso limitado na implementação [das condições associadas aos empréstimos] e não tem experiencia na gestão de crises”, para além de considerar que a CE está mais preocupada com o “cumprimento das regras da União Europeia do que com o impacto no crescimento económico” e que “não foi capaz de contribuir muito para identificar reformas estruturais potenciadores de crescimento”.

A 1ª. noticia que apanhei.
amanhã será oficial.
VAI REBENTAR A BOMBA HOJE OU AMANHÃ.
O FMI PREPARA-SE PARA DIVULGAR UM RELATÓRIO RESERVADO, SOBRE A AJUDA À GRÉCIA,
SEGUNDO UM JORNAL AMERICANO O FMI RECONHECE QUE FORAM COMETIDOS MUITOS ERROS NO PROGRAMA DE AJUDA À GRÉDIA E QUE SE TINHAM AJUDADO A GRÉCIA EM 2010 OS CONTRIBUINTES EUROPEUS NÃO PRECISAVA DE PERDER TANTOS MILHÕES.
SEGUNDO AS NOTICIAS, O FMI PELOS SEUS ESTATUTOS NÃO PODIA TER ENTRADO NO PROGRAMA PROPOSTO PELA COMISSÃO EUROPEIA QUE TAMBÉM É RESPONSABILIZADA POR OS SEUS TÉCNICOS ESTAREM MAL PREPARADOS E NÃO TEREM ATUADO COM CONHECIMENTO DE CAUSA.
A DIVIDA DA GRÉCIA EM 2010 ERA INSUSTENTÁVEL E TINHA DE SER LOGO ATACADA PARA NÃO PERTURBAR OS MERCADOS E A ZONA EURO.
A AUSTERIDADE IMPOSTA ERA DESNECESSÁRIA OU REDUZIDA SE AS PREVISÕES DOS TÉCNICOS FOSSEM CORRETAS.
LIDAR COM UMA SITUAÇÃO NOVA, NUM PAIS QUE NÃO TEM MOEDA PRÓPRIA TINHA DE SER ESTUDADA E ACAUTELADA PARA NÃO RESULTAR EM FRACASSO. RECONHECER AGORA PASSADOS 3 ANOS E TENDO ARRASTADO OUTRAS ECONOMIAS PARA O DESASTRE TEM DE TER CONSEQUENCIAS AO NIVEL DA DIREÇÃO DO FMI E CA COMISSÃO EUROPEIA.
NÃO SE PODE BRINCAR COM OS POVOS E DESGRAÇAR OS PAISES.
AGUARDEMOS MAIS ESCLARECIMENTOS.
 
 
 O secretário-geral do PS sustentou hoje que há "elementos de aproximação" com o Bloco de Esquerda em matérias sociais e europeias, frisando que a permanência de Portugal na zona euro é questão "vital" para os socialistas.Esta ideia foi transmitida por António José Seguro no final de uma reunião com a direcção do Bloco de Esquerda, que se realizou na sede nacional dos bloquistas e que durou uma hora e 50 minutos.
"Não escondo que na reunião com o Bloco de Esquerda se registaram vários elementos de aproximação sobre o início de um caminho. Em respeito pelas posições de cada um e pelas divergências, há um espaço em que é possível encontrar formas de diálogo, designadamente em matérias sociais mas também europeias", afirmou o secretário-geral do PS, numa declaração que indiciou maior consenso em relação ao Bloco de Esquerda do que as que proferiu após as reuniões que manteve na terça-feira com as direcções do PCP e do CDS-PP.
Neste contexto, António José Seguro advertiu que "a questão europeia é vital para o PS", porque defende "a continuação de Portugal na União Europeia e na zona euro".
"Qualquer diálogo mais profundo e mais robusto precisa de ter esse aspecto em consideração, estando os partidos vinculados a essa vontade de continuar na zona euro", sublinhou.
Confrontado com a recente declaração do coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo em que criticou eventuais aproximações do PS "à direita política", António José Seguro recusou-se a comentar situações que fazem parte "do universo do jogo partidário".
"Há uma nova cultura partidária que quis dar início e que se sintetiza na preferência dos caminhos às fronteiras. Sabemos que somos partidos diferentes, que cada um tem a sua estratégia, as suas posições, mas preferimos os caminhos às fronteiras", insistiu o líder socialista.
António José Seguro referiu que o PS pedirá aos portugueses "condições de estabilidade", condições essas que passam pela "obtenção de uma maioria absoluta".
"Uma maioria absoluta que não dispense nenhum diálogo, que não descarte nenhum acordo e que, sobretudo, procure convergências. O país está numa situação tão dramática dos pontos de vista económico e social, o que é preciso fazer é tão profundo, que além de um novo Governo Portugal necessita de convergências. Dessas convergências o PS não excluirá nenhum partido", salientou.
Na reunião com o Bloco de Esquerda, além de Seguro, o PS esteve representado pelos dirigentes Miguel Laranjeiro, Álvaro Beleza, António Braga e Maria Antunes.
A direção do Bloco de Esquerda fez-se representar pelos seus coordenadores, João Semedo e Catarina Martins, e pelos dirigentes José Gusmão e Joana Mortágua.

COM O BE É POSSÍVEL DIALOGAR E ENCONTRAR ENTENDIMENTO EM MATÉRIAS SOCIAIS E EUROPEIAS. PARA OUTRAS É PRECISO FALAR MUITO.
O MESMO NÃO ACONTECERÁ COM O PCP. OU LIDERA OU NÃO DIALOGO COM O PS QUE SEMPRE TEM CRITICADO DESDE O 25 DE ABRIL. O PCP GOSTA MAIS DE FALAR ÀS ESCONDIDAS COM A DIREITA COM QUEM FAZ ACORDOS NAS AUTARQUICAS.
O PCP JAMAIS PERDOARÁ AO PS NÃO TER DEIXADO EXPERIMENTAR UMA DITADURA DO PROLETARIADO EM PORTUGAL.
Centrista defende que esta é a única alternativa à política do governo e critica esquerda por não a ter discutido
Pires de Lima considera que a única alternativa viável à política do governo é discutir a saída de Portugal do euro.
O presidente da Comissão Política Nacional do CDS afirmou, na "Antena 1", que vale a pena estudar e aprofundar o cenário de retirada da moeda única.
“A única alternativa que eu vejo é, de facto, a saída do euro. Para além do caminho que estamos a passar essa é uma alternativa que vale a pena estudar e aprofundar”, defendeu.
O centrista criticou o facto de essa solução não ter sido discutida no recente encontro dos partidos de esquerda, na Aula Magna, em Lisboa.
“Não vi ninguém na Aula Magna propor essa medida essencial”, sublinhou Pires de Lima, acrescentando que o euro está a fracturar a Europa, não funciona, e é em si um factor responsável pela crise e pelo desemprego, além de tirar uma parte da soberania do país.
Para o dirigente do CDS o debate sobre a saída do país da zona euro devia ser aprofundado.

FERREIRA DO AMARAL HÁ MUITO TEMPO PROPÕE ESTA DISCUSSÃO.
LÁ CHEGARÁ A ALTURA.
VIR DE UMA FIGURA CIMEIRA DO CDS QUE ESTÁ NO GOVERNO É ESTRANHO.
Miguel Sousa, vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, está cansado das agressões verbais dentro do grupo parlamentar do PSD, lamenta a atitude dos companheiros de bancada que se recusam a testemunhar no processo contra Jaime Ramos.
"É repugnante, esta forma de debate político", disse ao Expresso o social-democrata que alega que o líder parlamentar o acusou de ser "um chulo", "um vadio" e "um bufo" durante uma reunião.
O vice-presidente da Assembleia fez queixa no Ministério Público e indicou como testemunhas 18 deputados do PSD e uma funcionária do grupo parlamentar. Na sessão plenária de hoje no Parlamento regional, 11 deputados viram validada a escusa em responder como testemunhas e juntam-se a outros três que tinham recorrido já à imunidade parlamentar. Dos convocados, apenas quatro aceitaram responder às perguntas do Ministério Público.


TALVEZ O SENHOR PRESIDENTE DA REPUBLICA PONHA ORDEM NA CASA QUANDO FIZER A VISITA À ILHA.

Passos na vitória de há dois anos

Faz hoje dois anos que o PSD, liderado por Pedro Passos Coelho, ganhou as eleições que o levariam ao poder. O Expresso registou o momento em exclusivo. Do núcleo duro do passismo, a peça-chave já caiu.
Ângela Silva
As primeiras fotos da noite da vitória - registadas em exclusivo pelo Expresso, num quarto do Hotel Sana, em Lisboa - mostram que, dois anos depois, nem tudo está intacto no "passismo". Miguel Relvas, o homem forte da candidatura que levou Passos ao poder, já caíu.
O resto do núcleo duro de colaboradores que acompanharam a caminhada de Passos a primeiro-ministro e que estiveram ao seu lado na noite eleitoral, acabou a trabalhar com ele. Uns em S. Bento, outros noutros gabinetes governamentais.
Dois anos depois, marcados por fortes medidas de austeridade e sucessivos riscos de crise interna no Governo, o PSD atinge mínimos históricos nas sondagens que antecipam uma nova maioria de esquerda no Parlamento. Mas o PS está longe de uma maioria absoluta e o Presidente da República recusa eleições antecipadas. Saber se a legislatura chega ao fim é a dúvida instalada a meio do caminho.

O NEOLIBERALISMO ESTÁ EM AGONIA. ATÉ QUANDO SE AGUENTA?
Nos próximos dois anos, o Governo enfrenta novos testes: o Orçamento de Estado para 2014 e a saída da ‘troika’. Vai resistir? Ninguém arrisca que sim.
Vítor Gaspar e Paulo Portas. Orçamento do Estado em Outubro e saída da ‘troika' em 2014. São estes os dois governantes e os dois momentos que poderão mudar o rumo dos acontecimentos no Governo e no país. O rumo dos acontecimento é, neste caso, a queda do Executivo antes do fim do mandato e a sujeição a eleições antecipadas.

Por isso, políticos, governantes e ex-ministros contactados pelo Diário Económico são unânimes em afirmar: o grande desafio do Governo para os próximos dois anos será manter a coligação. É que, como o próprio Passos já admitiu, o Governo só cai se cai a coligação e é público que as relações entre PSD e CDS estão por um fio, por várias razões, mas a principal, agora, chama-se TSU dos pensionistas.

UM PAIS EM CRISE AGUDA NÃO VAI RESOLVER OS PROBLEMAS COM UMA COLIGAÇÃO POR UM FIO.
O GOVERNO JÁ NÃO GOVERNA. DISFARÇA,

Governo dá prioridade a novo contrato de concessão com a RTP

O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, considerou "prioritária" a assinatura de um "novo contrato de concessão com a RTP" e afirmou a importância de dar "estabilidade e serenidade" à televisão pública. Miguel Poiares Maduro sublinhou a decisão do Conselho de Ministros de "manter o serviço público de televisão na esfera do Estado e essa decisão é para manter".


SAIU RELVAS MUDA TUDO?



Projeções do DEO "não estão documentadas" - Teodora Cardoso

Teodora Cardoso, que está hoje a apresentar o parecer do CFP sobre o DEO, apresentado pelo Governo em abril e que define as perspetivas económicas até 2016, considerou que "não é possível perceber qual é a lógica" das projeções do executivo, nem quais "os possíveis resultados" das medidas apresentadas.
"Há um capítulo de análise e quantificação de riscos, que é uma melhoria relativamente a situações anteriores, mas depois esses riscos continuam a não estar articulados com as projeções. Não sabemos sequer se esses riscos foram tidos em conta nas projeções", disse.
Agência Lusa
 
OS UNICOS QUE NÃO TÊM DUVIDAS SÃO O PRESIDENTE DA REPUBLICA QUE VOLTOU AO SILENCIO E O GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL QUE ELOGIA GASPAR.
COMO EM DOIS ANOS ESTE SENHORES MUDARAM TANTO.

Projeções do Retificativo têm vários riscos e orçamento pouca margem - UTAO

No documento enviado hoje aos deputados, a que a Agência Lusa teve acesso, onde fazem uma análise preliminar à proposta de alteração à lei do Orçamento do Estado para 2013, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) alerta para os vários riscos inerentes às projeções que servem de base às contas do Governo.
Em primeiro lugar, "as exportações poderão estar sujeitas a um abrandamento superior ao esperado, no caso de se verificar uma maior contração na procura externa relevante", dizem os técnicos, lembrando as mais recentes projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde é revisto o crescimento económico nas principais economias, incluindo os principais parceiros comerciais de Portugal.

E O GOVERNADOR DPO BANCO DE PORTUGAL VEIO ONTEM ELOGIAR VITOR GASPAR.
QUANDO NÃO SE QUER VER A REALIDADE O RESULTADO É SEMPRE DESASTROSO.
 
A poupança anunciada com juros no Rectificativo foi de 335 milhões de euros, mas a despesa total com estes encargos aumenta 289 milhões de euros na contabilidade que conta para Bruxelas. O Governo diz que o problema estava no OE inicial. Este é apenas um exemplo entre vários problemas identificados pelo Negócios.
 
DIZEM UMA COISA E APRESENTAM OUTRA

Emprego cai para mínimo de sempre com destruição de 100 mil empregos no primeiro trimestre

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no mesmo destaque onde estima uma recessão mais profunda no primeiro trimestre do ano (na ordem dos 4% do PIB), diz que o emprego caiu de 4.565,3 mil no quatro trimestre de 2012 para os 4.464,0 no primeiro trimestre deste ano.
Este é valor mais baixo desde que há registo nas estatísticas do INE, que datam do primeiro trimestre de 1995, altura em que existiriam 4.516,1 mil empregos na economia portuguesa.

EM DOIS ANOS ESTE GOVERNO BATE TODOS OS RECORDES DE DESTRUIÇÃO: NA ECONOMIA, NO EMPREGO, NA FOME, NAS FALENCIAS, NO DÉFICE, NA DIVIDA, NA INSTABILIDADE SOCIAL.
E AINDA TÊM A LATA DE VIR DIZER QUE ATÉ ULTRAPASSARAM A SENHORA THATCHER.

INE agrava números do primeiro trimestre e diz que recessão atingiu os 4%

Os números foram revistos após a estimativa rápida divulgada a 15 de maio pelo Instituto Nacional de Estatística e apontam para uma queda mais expressiva em 0,1 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), explicando esta revisão com a "incorporação de informação adicional sobre comércio internacional".
A queda de 0,3% nas exportações de bens em volume no primeiro trimestre terá motivado parte da queda registada agora, tal como uma redução no efeito preço associado a estas trocas, apesar de se notar uma recuperação nas exportações de serviços.

A MENTIRA TEM PERNA CURTA. ENQUANTO O GOVERNO DIZ QUE VAI TUDO BEM O INE DESMENTE.

terça-feira, 4 de junho de 2013


               
 
O consultor do Governo António Borges afirma, em entrevista à Sic, que a “conflitualidade social que preocupa toda a gente não é um obstáculo decisivo” para Portugal cumprir as suas obrigações.
Para António Borges, o Estado português é "muito ineficiente" e é urgente reformá-lo o quanto antes. "Sabemos que temos um Estado muito ineficiente e faz muita falta um Estado bem gerido, mas não é com funcionários a mais, e pouco qualificados, nem com grande carência de chefias", defende o consultor do Governo, em entrevista à Sic, em Nova Iorque.
Para o economista, "essa mudança, que é uma mudança difícil, faz muita falta e já devia ter sido feita há muito tempo".
António Borges também sublinha que "temos de encontrar um sistema de pensões que seja sustentável, financiável", frisando que "não vale de nada prometer pensões que depois não se podem pagar".
No entender do consultor, a crescente tensão social que se vive em Portugal, com o registo de sucessivos protestos nas ruas, manifestações e greves, não será um travão decisivo no caminho que Portugal tem de percorrer
"Quanto à conflitualidade social, preocupa toda a gente, mas não é um obstáculo decisivo porque, na verdade, a grande maioria dos portugueses sabe muito bem que não temos muitas alternativas", vincou António Borges à Sic.

QUANDO ESTE INDIVIDUO FALA OU ENTRA MOSCA OU SAI ASNEIRA.
VEM AÍ QUALQUER COISA MÁ.
 
A oposição ficou surpreendida com a defesa feita pelo governador do Banco de Portugal ao ministro das Finanças, o que levou o comunista Honório Novo a dizer que Carlos Costa poderá estar a pensar em eventualmente substituir Vítor Gaspar.
«Não estará porventura à espera que haja a tão famosa retirada do ministro Vítor Gaspar um dia destes para o substituir nem julgo que o professor Carlos Costa estará com aspirações a transportar para Portugal o exemplo Mario Monti», explicou.
O socialista João Galamba ironizou ao falar da benevolência do atual governador do banco central português para com Vítor Gaspar, algo nunca visto no passado.
«Fica-lhe muito bem este patriotismo e só lamentamos o facto de não ser consistente ao longo do tempo, porque não me lembro do Governo anterior ou de outros governos terem tido a sua benevolência na análise dos défices», lembrou.
Estas declarações surgiram depois de Carlos Costa ter lembrado que «fazer um ajustamento com objetivos em termos de défice e PIB e dívida em termos de PIB é a mesma coisa que fazer vela com vento de frente e errático».

HÁ DOIS ANOS NÃO VIA DA MESMA MANEIRA. NÃO É DEFEITO É FEITIO.
O SENHOR GOVERNADOR ANDA A FALAR TODOS OS DIAS E LÁ SABERÁ PORQUÊ.
O ministro da Economia defendeu esta terça-feira que "Portugal implementou nos últimos dois anos o programa de reformas mais ambicioso na Europa desde a era Thatcher" e que agora "tem que cortar nos impostos, nas taxas e na burocracia".
"Nós implementámos reformas quer ao nível laboral, quer ao nível da Justiça, quer ao nível de licenciamentos, quer aos nível dos cortes das rendas de energia, quer ao nível das rendas das PPPs [Parcerias Público-Privadas]", enumerou o Álvaro Santos Pereira em Leiria no encerramento do Fórum "Como o Planeamento Pode Dinamizar a Economia e Criar Emprego".
"Pela primeira vez, temos o setor público empresarial dos transportes de Lisboa e do Porto a apresentar contas equilibradas e um EBITDA positivo [resultado antes juros, impostos, provisões e amortizações] na primeira vez nos últimos 40 anos de democracia", salientou.
O ministro acrescentou que as reformas lançadas pelo Governo são visíveis igualmente no Programa Revitalizar e na introdução do novo código de insolvências, assim como no programa de privatizações e com o fim das 'golden shares', ações de classe especial detidas pelo Estado.
Álvaro Santos Pereira defendeu que neste momento Portugal "tem que cortar nos impostos, nas taxas e na burocracia" e sublinhou a importância de "instrumentos fortes para dinamizar o crescimento" que passam pelo anunciado 'super crédito fiscal' e pela redução do Imposto sobre o Rendimento Coletivo (IRC).
O ministro da Economia aproveitou para desafiar o PS a comprometer-se com uma descida do IRC, defendendo ser essencial "a estabilização fiscal" num país que "tem que cortar na papelada" e garantir que "os burocratas percam poder".

DEIXOU CAIR A MÁSCARA. AO DIZER QUE ULTRPASSOU THACHER SÓ FALTOU ACRESCENTAR REAGAN E BUCSH PARA SER COMPLETO. ESTE HOMEMZINHO É UM DESASTRE.
QUALQUER DIA TEMOS ESTE INDIVIDUO A FALAR DOS BOYS DE CHICAGO DE MILTON FREADMAN E DO NEOLIBERALISMO DO SÉCULO XXI.
O FALHANÇO DA EXPERIMENTAÇLÃO NO CHILE VEIO O CAPITALISMO POPULAR DE THEACHER QUE LEVOU O MUNDO AO DESASTRE. APRESENTAR COMO EXEMPLO A ERA DA DESGRAÇA E DIZER QUE FOI MAIS LONGE É CRIMINOSO.
EM DOIS ANOS LEVARAM O PAIS À FOME, AO DESEMPREGO, À MORTE DA ECONOMIA, À MISÉRIA.
ESTE HOMENZINHO ESTÁ DOIDO.
 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Carlos Silva é o novo líder da UGT Tiago Miranda Carlos Silva é o novo líder da UGT
O Conselho Geral da UGT esteve reunido de emergência e aprovou, por "larga maioria", estender a greve de dia 27 de junho ao sector privado, tornando-a assim numa verdadeira greve geral.
"É importante que a convergência seja uma realidade", disse Carlos Silva acrescentando que a UGT "parte para esta luta convicta de que mantem as portas abertas para o diálogo". 
"Não era o caminho que nós queriamos, vamos para ela proque o Governo nos empurra", afirmou o secretário-geral da UGT