sábado, 13 de julho de 2013

Jerónimo de Sousa começou por fazer referência às "várias vozes" que, depois de anunciada a moção, defenderam que essa "era para entalar o PS"
O secretário-geral do PCP defendeu este sábado em Ovar que a moção de censura ao Governo proposta pelo Partido Ecológico "Os Verdes" que será votada na próxima quinta-feira irá "clarificar posições" e acabar com o "troca-tintismo" do PS.
Num comício no Parque do Buçaquinho, Jerónimo de Sousa começou por fazer referência às "várias vozes" que, depois de anunciada a moção, defenderam que essa "era para entalar o PS" - que, por também ter assinado o memorando de entendimento com a ‘troika’, foi agora chamado pelo Presidente da República, juntamente com PSD e CDS-PP, a participar do "compromisso de salvação nacional" que evitará eleições antecipadas antes de 2014.
"Mas afinal o secretário-geral do PS não dizia que o Governo estava derrotado?", questiona o líder dos comunistas. "Então qual é o problema desta moção de censura?", pergunta.
Garantindo que "esta moção não é para entalar ninguém", Jerónimo de Sousa afirma que a proposta de "Os Verdes" irá, isso sim, "clarificar as posições de cada um, para o povo não ser enganado por esta política de troca-tintismo, em que uns dizem uma coisa e fazem outra".

JERONIMO FALA EM NOME DOS VERDES?
SABEMOS QUE OS VERDES NUNCA FORAM A VOTOS, MAS VIR O PCP EXPLICAR A MOÇÃO É GRAVE. E PELA VOZ DO SECRETARIO GERAL DO PCP É A ORTODOXIA A FALAR PARA NÃO EXISTIREM DUVIDAS.
 
 A PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DO SINDICATO DO GOVERNO 


Deu-se há dias a primeira manifestação organizado pelo sindicato do governo. Não foi na rua, nem na Assembleia (nas galerias), nem às portas duma fábrica ou empresa, nem a cantar a Grândola, foi numa igreja durante uma missa. Não sei o que pensa o novo Patriarca, ou a Igreja, mas assistir à primeira manifestação pública do sindicato do governo durante uma missa coloca-lhe o dilema da lembrança de Cerejeira, presumo que lembrança muito mal vinda. Ele há cada uma, ir manifestar-se para uma Igreja durante uma missa, com dezenas de guarda-costas cá fora, é um penoso retrato do nosso sindicalismo governamental. No entanto, tem uma enorme vantagem sobre os grevistas da CGTP e da UGT, não perdem o salário de um dia de trabalho. 

A manifestação traduz um enorme suspiro de alívio com o retorno da “estabilidade” por parte dos de cima. Não é que António José Seguro seja visto como uma particular ameaça, mas os tempos não dão muita folga a brincadeiras e o recreio já está suficientemente preenchido. O susto foi grande e em tempos de guerra não se limpam armas. Acresce que nunca se sabe o que pode sair de eleições numa altura destas. Não é o PS ganhar que preocupa, bem pelo contrário, enquanto Seguro lá estiver as “crises” resolvem-se. É que uma derrota espectacular do PSD e do CDS, traria efeitos em todo o sistema político e enfraqueceria… o sindicato. )JPP - ABRUPTO)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cavaco Silva pediu um “compromisso de salvação nacional”
Paulo Portas já procurava um novo gabinete onde assumiria as funções de vice-primeiro-ministro, conta o Público. A decisão de Cavaco ao pedir um “compromisso de salvação nacional” apanhou o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros com os seus pertences empacotados e o gabinete vazio.
Segundo o diário, Portas andava em “aventuras nocturnas pelo património do Estado na capital” à procura de “uma sede digna” para a sua nova função. O ministro até já se tinha despedido dos colaboradores que trabalham consigo no palácio das Necessidades, sede do ministério dos Negócios Estrangeiros.
Acompanhado por pessoas de confiança em “viagens semiclandestinas por Lisboa”, Portas visitou “inúmeros edifícios em busca do lugar ideal para uma sede digna de vice-primeiro-ministro”, conta o jornal.
Ontem, Paulo Portas faltou ao Conselho de Ministros mas fez-se representar por Miguel Morais Leitão, secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus.
De lembrar que Cavaco Silva pediu, na passada quarta-feira, um “compromisso de salvação nacional”, exigindo um acordo entre PSD, CDS e PS.

O HOMEM SABE TRATAR DA VIDINHA. O RESTO É CONVERSA DA TRETA.
O ministro Paulo Portas explicou hoje, no debate do estado da Nação, as razões que o levaram a recuar na saída do Governo.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas - que Passos garantiu que continua em funções no cargo - subiu à tribuna para explicar ao plenário as razões que o levaram a recuar na saída do Governo.
"Prefiro pagar preço da reputação, a não fazer o que posso e devo por um futuro melhor". E usando as próprias palavras que escreveu na carta com razões para o seu pedido de demissão, explicou que a "consciência" dos homens tem que ser "separada do interesse das instituições", lembrando um ensinamento de Adriano Moreira, fundador do CDS, e que "entre a razão do partido e a razão pessoal, deve prevalecer a razão de partido", citando aqui o histórico social-democrata Francisco Sá Carneiro.

SERÁ QUE O MIUDO AINDA TEM REPUTAÇÃO?
É UM ARTISTA DA POLÍTICA. MAS DESTA VEZ O POVO NÃO DORME. SENTE NA PELE AS AVENTURAS DESTA GENTE QUE NOS DESGOVERNA.
O QUE ELE QUERIA ERA SER LIDER DO PSD.
O consenso entre os deputados do PS, ao que a Renascença conseguiu apurar, é de que não chegará a haver qualquer acordo entre os principais partidos com assento parlamentar. Contudo, a maioria dos socialistas apoia as conversações.

António José Seguro reuniu-se esta tarde com os deputados da bancada socialista, logo após o debate sobre o Estado da Nação, aproveitando para informar os deputados sobre o estado das conversações entre os vários partidos para se conseguir o compromisso de salvação nacional de que falou Cavaco Silva, na passada quarta-feira.

Aos deputados reunidos Seguro disse que o PS insiste que as conversações incluam todos os partidos com assento parlamentar mas que, caso algum desses partidos se exclua, isso não deve impedir o prosseguimento da busca por um entendimento.

Apesar de ainda não haver prazos, sabe-se que Cavaco Silva pediu conclusões muito rápidas pelo que, segundo António José Seguro, este será um processo muito rigoroso.

De acordo com fontes ouvidas pela Renascença, os deputados presentes aprovaram maioritariamente a estratégia de Seguro de se sentar à mesa com os partidos da coligação e alguns alertaram apenas para a necessidade de levar um caderno de encargos muito bem definido.

Contudo, a convicção entre os deputados do PS é de que nem sequer chegará a haver acordo.

CONSENSOS COM MIUDOS CRESCIDOS NÃO PODEM DAR CERTO.
EM DEMOCRACIA O POVO É QUEM MAIS ORDENA.
QUEM TEM MEDO DE AUSCULTAR OS PORTUGUESES?
José Francisco de Faria Costa será o novo Provedor de Justiça, substituindo no cargo Alfredo José de Sousa.
O nome do actual presidente da direcção do Instituto de Direito Penal e Económico foi indicado hoje por PS e PSD à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, conforme informa um comunicado enviado às redacções.
O prazo para escolha de novo provedor terminava na próxima segunda-feira, depois do PSD ter retirado publicamente o apoio à recondução de Alfredo José de Sousa, por considerar que o actual provedor tem feito declarações de carácter político. Recorde-se que Alfredo José de Sousa falou numa entrevista à Antena 1 em eleições antecipadas, o que levou os social-democratas a acusarem-no de "querer ter um protagonismo mediático que o ia lançar para outros voos políticos

UM PROVEDOR DO BLOCO CENTRAL?
FERNANDA CÂNCIO

Prova de morte

por FERNANDA CÂNCIOHoje


Uma pessoa não se cansa de ler o discurso em que o político Cavaco Silva quis fazer prova de vida. A delícia começa logo na primeira frase: "Na semana passada, fomos confrontados, de forma inesperada, com uma grave crise política." Logo agora, que os partidos da coligação andavam a dar-se tão bem e nem tinha havido dois orçamentos inconstitucionais. E os resultados da governação? Joia. Aliás, os portugueses não podiam estar mais satisfeitos: tudo como deus com os anjos - é ver aquela salva de palmas na tomada de posse (ou será coroação?) do patriarca.
O segundo parágrafo também encanta: os portugueses, diz o político belenense, ficaram a saber o que sucede "quando se associa uma crise política à crise económica e social". Faltou acrescentar: "Os que nasceram depois de março de 2011, ou andaram perdidos no espaço." Ah, mas espera: esta crise é diferente das outras. E é por isso que não deve haver eleições antecipadas em setembro: porque teríamos um Governo de gestão durante dois meses e se isso sucedesse o mais certo, apesar de estar tudo tão no bom caminho, era levarmos com um segundo resgate (levar com o primeiro foi ginjas), além de que há "grande tensão e crispação entre as forças partidárias", pelo que seria difícil sair das urnas um Governo com consistência e solidez". Portanto, que sugere este político que foi dez anos PM depois de uma dissolução do Parlamento pelo então presidente Soares, que é PR há sete tendo feito tudo para que Sócrates se demitisse, e que ainda na semana passada, entre a demissão de Gaspar e a de Portas, certificou que quem manda governos abaixo é e só pode ser a Assembleia da República? Que deve haver eleições antecipadas não dentro de dois mas de 11 meses. E um acordo entre os partidos do Governo e o PS quanto ao rumo a seguir nos próximos anos - para isso a "grande tensão e crispação entre as forças partidárias" já não é problema, portanto.
Já quase tudo foi dito sobre esta proposta de um político que fala dos "agentes políticos" como se não fosse um deles; que andou os últimos dias a gozar com Passos e Portas (sendo bem merecido, é abjeto); que na prática demitiu o primeiro-ministro ao mesmo tempo que afirma manter o Executivo "a plenitude das funções"; que lançou o País numa campanha eleitoral de um ano apesar de querer transformar as eleições numa farsa; que trata dois partidos com assento parlamentar e mais de 20% dos votos como irrelevantes; que é difícil imaginar um cenário de maior confusão e instabilidade que o resultante deste pronunciamento. Mas talvez o mais saboroso de tudo seja que, ao propor o recurso a "uma personalidade de reconhecido prestígio que promova e facilite o diálogo" entre partidos, Cavaco esteja a assumir que não pode ser ele a fazer esse papel - que é o de Presidente. Não era que não soubéssemos; não sabíamos era que ele tinha noção.

UM PRESIDENTE DA REPUBLICA QUE NUNCA FOI POLITICO (!!!).
QUANDO CHEGOU AO PSD NÃO SE PREOCUPOU COM O PAIS E COM OS PORTUGUESES.
EM 10 ANOS E COM DINHEIRO A RODOS DA EUROPA NÃO FEZ AS REFORMAS.
PERDEU AS ELEIÇÕES COM SAMPAIO E DESAPARECEU 10 ANOS.
FOI MINISTRO DAS FINANÇAS DE SÁ CARNEIRO.
VAI ACABAR MAL COMO PRESIDENTE.
 
O líder do CDS e ainda ministro dos Negócios Estrangeiros terminou o debate do estado da nação desta sexta-feira a reforçar a ideia de que a solução de Governo proposta pelo primeiro-ministro ao Presidente da República é "sólida" e ultrapassa a moção de censura anunciada nesta sexta-feira pelo PEV.
"É uma solução que bem proximamente demonstrará a confiança, vencendo a censura hoje anunciada", afirmou Paulo Portas, aplaudido de pé pelas duas bancadas da maioria no final da sua intervenção. 
O líder do CDS lembrou que, "em tempo veloz", a maioria PSD/CDS "entregou [a Cavaco Silva] uma "solução estável e sólida". E deu conta do que considerou ser a apreciação geral sobre a proposta, que não a do Presidente da República. "A sociedade, parceiros sociais e mercados registaram esse entendimento", afirmou.
Sem nunca referir a palavra irrevogável, que constava do seu pedido de demissão do Governo na passada semana, Portas recordou o que já tinha dito ao partido, no conselho nacional, citando o ex-líder do PSD e antigo primeiro-ministro Sá Carneiro. "Primeiro Portugal, depois o partido e depois as circunstâncias pessoais", disse, tendo concluído que em primeiro lugar escolheu o país.
Portas citou ainda o antigo líder do CDS Adriano Moreira para dizer que se identifica com a ideia de "institucionalismo". "Não obriga a ignorar a consciência dos homens mas vincula-nos a separar bem entre a consciência dos homens e das instituições", afirmou.
Quanto ao diálogo com o PS, pedido pelo Presidente da República, Portas lembrou que negociar significa ceder. Considerando que o debate de hoje não foi "contaminado" pela crispação, o líder do CDS notou: "Ninguém pôs condições impossíveis". E terminou o discurso a apelar ao empenho no diálogo com os socialistas.
"Não se deve perder aos microfones o que se pode ser conseguido à mesa. Vamos fazer esse esforço", rematou.

ESTE INDIVIDUO CONTINUA IGUAL A SI PROPRIO: AGAROTADO.
A PROPOSTA ESTÁ MORTA E QUANDO DIZ O QUE DISSE HOJE, PORTAS DESAFIA MAIS UMA VEZ O PRESIDENTE DA REPUBLICA E ENXOVALHA A INSTITUIÇÃO.
O SENHOR PRESIDENTE PARA NÃO PERDER A DOGNIDADE DA FUNÇÃO DEVIA CONVOCAR DE IMEDIATO ELEIÇÕES.
O QUE HOJE FOI DITO PELOS PARTIDOS DA COLIGAÇÃO DESFEITA, NÃO PERMITE QUALQUER DIÁLOGO SÉRIO.
A GAROTICE CONTINUA.
José Miguel Júdice: Era preciso um golpe de estado ou uma revolução que mudasse o sistema político português
12 Julho 2013, 10:00 por Anabela Mota Ribeiro
José Miguel Júdice diz coisas de que não se arrepende. Está a fazer a apologia de um novo golpe? “Estou, claro. As revoluções são sempre anti-constitucionais. Umas têm sucesso e reescrevem a História, outras não.”
Sobre as coisas de todos os dias: Guterres foi um dos piores primeiros-ministros da democracia, Portas é um histérico, Passos e Seguro são a mesma pessoa, sendo que Seguro é um maçador, Cavaco é um ...

QUANDO FALA PASSOS É UM DESASTRE.
QUANDO FALA CAVACO É O CAOS.
NEM A SENHORA DE FÁTIMA NOS VALE.
A social-democrata defende que a decisão de Cavaco foi "arriscada" mas "defende o interesse nacional"
Manuela Ferreira Leite rejeitou a proposta de remodelação governamental que teria Paulo Portas como vice-primeiro-ministro e Pires de Lima ministro da Economia.
“Qualquer pessoa que conheça minimamente o PSD sabe que o partido nunca aceitaria um acordo em que o CDS fosse a parte forte”, acrescentando que “não faz parte do ADN do PSD que o CDS ficasse com a parte de leão”.
Ferreira Leite considerou ainda “arriscada” a decisão de Cavaco Silva, que pede um entendimento de médio prazo entre PSD, CDS e PS num compromisso de salvação nacional.
“A responsabilidade neste momento é dos partidos, têm que se entender num momento difícil para o país. Se nada se conseguir, os partidos vão ter que dar satisfações aos eleitores”, afirmou.
Sobre a recusa de Cavaco em aceitar a proposta de eleições antecipadas, a antiga ministra das Finanças não se mostrou surpreendida. “O Presidente da República sempre tem defendido que nesta fase do programa de ajustamento seria impensável criar-se uma crise política com eleições antecipadas”, acrescentando que “a proposta de eleições antecipadas do PS tem mais interesse político do que nacional”.
Ferreira Leite salienta que “este momento é particularmente complexo”, porque “todos diziam que o programa de ajustamento é demasiado rígido, mas para ajustar esta situação algumas pessoas tinham que engolir sapos”.
“A primeira pessoa que não quis engolir sapos foi o ministro das Finanças e acho que aí é que está a origem da crise”, lembrou.
No entanto, Manuela Ferreira Leite considera que este é um governo “em plenitude das suas funções”, até porque “não lhe falta nenhum ministro”. A social-democrata lembra que Portugal teve “um ministro das Finanças demissionário durante oito meses e nunca ninguém disse que tínhamos um governo que não era legítimo”. Assim, Ferreira Leite garante que não olha para este governo como sendo “enfraquecido por saber que o Paulo Portas pediu demissão”.

OS AMIGOS DO PRESIDENTE CRITICAM MAS COMPREENDEM.
AS CARPIDEIRAS LEMBRAM-SE AGORA QUE O PS TEM DE SEGURAR O GOVERNO PORQUE O PAIS PRECISA DE SALVAÇÃO.
E QUANDO FOI DO PEC IV NÃO SE LEMBRARAM E OBRIGARAM UM GOVERNO DE GESTÃO A ASSINAR O MEMORANDO?
HIPOCRISIA PURA.
BASTA OLHAR E OUVIR O GOVERNADOR DO BP QUE MAIS PARECE UM COMENTADOR POLITICO, PARA SE PERCEBER QUE A SITUAÇÃO É DRAMÁTICA.
O PS TEM DE FAZER UM ACORDO COM OS PORTUGUESES.

QUANDO OS MERCADOS FINANCEIROS MANDAM NUM PAIS OS RESULTADOS SÃO ESTES.
CRIAR RIQUEZA COM A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA NÃO RESOLVE.
HÁ VÁRIOS EXEMPLOS: FINLANDIA, COREIA DO SUL, BRASIL. INDIA, CHINA, INDONÉSIA E OUTROS, QUE APOSTARAM NA ECONOMIA E NA INDUATRIA E VENCERAM.
AJOELHAR PERANTE OS ESPECULADORES DO MERCADO FINANCEIRO LEVA À DESGRAÇA.
ESTAMOS NUMA FASE DE: OU VENCE A DOUTRINA NEOLIBERAL NA EUROPA E NO MUNDO OU VAI SURGIR UM NOVO MODELO DE DESENVOLVIMENTO NA UE.
ESTE É O PRINCIPAL PROBLEMA DOS PRÓXIMOS ANOS.
A POLITICA SEM IDEOLOGIA NÃO TEM FUTURO.

Seguro avisa Passos que não define termos do diálogo


Seguro desafia Passos a seguir Gaspar e demitir-se. Líder do PS insiste na tese de que não basta um quadro de maioria parlamentar para garantir estabilidade política.

Miguel Manso
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O secretário-geral do PS, António José Seguro, arrancou a sua intervenção no debate do Estado da Nação, que decorre esta sexta-feira de manhã no Parlamento, com um desafio ao primeiro-ministro: "Siga o exemplo do seu ex-ministro das Finanças e demita-se".
O secretário-geral do PS avisou esta sexta-feira Passos Coelho que não é o primiero-ministro que define os “termos do processo de diálogo” exigido pelo Presidente da República. “Aqui ninguém define os termos”, disse Seguro, para depois recordar os pilares definidos do discurso de Cavaco Silva.
Mas o socialista aproveitara antes para definir uma “condição” sua para o sucesso do processo de compromisso. “É reconhecer que a sua política falhou. Essa é a condição para qualquer diálogo, temos que ter um diálogo assente na realidade e essa é que é a realidade”, defendeu.
Momentos antes, alertara também que o PS não tencionava “apagar a memória destes dois anos” para se conseguir um acordo. Não faria, por isso “nenhum frete” nem seria “muleta de um Governo que não tem condições para continuar”.
Na primeira parte do debate, quando respondia pela primeira veza a Seguro , Passos Coelho afirmou que iria apresentar os seus “termos de referência para o entendimento”.
Seguro retomou a tese que já defendera à saída de um encontro com o Presidente da República na terça-feira: "Não basta ter maioria parlamentar para haver estabilidade política".
"Nem para cair este Governo é competente", acrescentou o líder do PS, que defendeu ainda que o primeiro-ministro deve um pedido de desculpas aos portugueses e o líder do parceiro de coligação, Paulo Portas, uma explicação ao país.
Apesar dos apelos à concertação de Passos, o socialista reagiu de forma dura. Falou em “falhanço” e declarou o óbito do Governo. O líder socialista classificou o Executivo como estando em “estado de decomposição e degradação”: “Este Governo tem os dias contados, está a prazo”, disse o secretário-geral do PS.
Seguro apontou ainda aos líderes do PSD e CDS de terem gerado uma crise “que mina os alicerces da nossa democracia”. Mesmo com maioria parlamentar, rematou, o Governo não era capaz de assegurar a “estabilidade”. E acrescentou que Passos tinha a “obrigação de pedir desculpa ao país pelo seu falhanço”
E apesar de ter começado por dizer que não pretendia responder aos ataques do principal partido da oposição, Passos Coelho avaliou a “dimensão da intervenção [do líder do PS] não passou da trica política”.
Seguro questionou a credibilidade do Governo para se manter em funções e desafiou ainda Paulo Portas a dar uma explicação ao país.

O PS TEM DE SER FIRME E NÃO CEDER ÀS PRESSÕES E DESNORTE Da direita - psd e cds.
A PROPOSTA DO PR NÃO TEM PÉS NEM CABEÇA E PODE SER UMA REEDIÇÃO DOS TRUQUES USADOS QUANDO SOARES ERA PRESIDENTE E O BLOCO CENTRAL ESTOUROU.

 

terça-feira, 9 de julho de 2013


Comentário no Facebook pode afastar procurador do 'caso swap'

Carlos Casimiro põe lugar à disposição por ter sugerido a demissão da nova ministra das Finanças. ()
Rui Gustavo
                     
Carlos Casimiro pode ser afastado da investigação dos contratos swap depois de ter feito um comentário no Facebook a sugerir a demissão da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que assinou um contrato do género quando era administradora da Refer.
O procurador Carlos Casimiro, especialista em corrupção e um dos magistrados que investigava os contratos swap feitos entre empresas públicas e diversos bancos, pôs sexta-feira o lugar à disposição.
Na origem da atitude estará uma notícia da revista "Sábado" que revelou um comentário de Carlos Casimiro publicado no Facebook depois da demissão de Vítor Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuerque para o subsitituir.
"Penso que seria de bom tom adiantarmos as coisas e passarmos diretamente para a demissão da candidata ao lugar de Gaspar", escreveu Carlos Casimiro no Facebook.
Maria Luís Albuquerque, nomeada ministra das Finanças há uma semana, era diretora financeira da Refer quando esta empresa assinou contratos de risco (os swap) e poderá ser um dos alvos da investigação que corre no DCIAP.
O gabinete de imprensa da Procuradoria-geral da República diz que o magistrado "deu conhecimento da situação, encontrando-se o requerimento a aguardar apreciação e decisão do diretor do DCIAP".
Contactado pelo Expresso, o diretor Amadeu Guerra não quis fazer qualquer comentário à situação. 

AO QUE ISTO CHEGOU.
QUEM FALA MAL DA LUIS COME.


O NAVIO FANTASMA (14)

Conhecendo o modus operandi das pessoas que estão no governo, a seguir deve vir uma qualquer operação de propaganda que dê uma "vitória" ou a Passos ou a Portas, com a colaboração da troika.  Manter este governo contra tudo e contra todos, e impedir a realização de eleições antecipadas a todo o custo, é tão decisivo que podemos ver de novo uma linha desenvolvimentista qualquer, mesmo com prejuízo do défice. Para algumas empresas e não para os alvos dos 4 mil e setecentos milhões de cortes, entenda-se, porque esses são a "a manutenção dos compromissos do estado português".

O que sustenta este governo é do domínio da pura política, a vital sobrevivência a nível nacional e europeu do "bom aluno", mesmo com sacrifício do "rigor orçamental". Foi isso que Gaspar suspeitou.
NÃO É POR FALTA DE AVISOS SENHOR PRESIDENTE.
ESTE GOVERNO MORREUE DVE SER ENTERRADO.
JÁ FEZ MAL DE MAIS AO PAIS E AOS PORTUGUESES.
 
Líder histórico do PS escreve que a primeira missa de D. Manuel Clemente foi um “escândalo” e uma “vergonha inaceitável”. Mário Soares considera incompreensível que o novo patriarca tenha deixado que políticos presentes, entre os quais Passos Coelho e Cavaco Silva, fossem aplaudidos por, afirma, uma “claque de capangas”. Diz que receia regresso ao fascismo.
O antigo Presidente da República escreve no Diário de Notícias que a primeira missa de D. Manuel Clemente, o novo patriarca, realizada no passado domingo no Mosteiro dos Jerónimos, tornou-se uma “vergonha inaceitável”. Escreve Mário Soares que “a presença do Presidente da República, nada discreta, de Passos Coelho e de Paulo Portas e mais a claque dos capangas que lá puseram para bater palmas aos políticos presentes resultou num escândalo” que não suscitou qualquer reacção de D. Clemente.

“Direi mesmo que foi uma vergonha que infelizmente o vai marcar negativamente perante os católicos sinceros e progressistas, sem falar dos leigos, como eu, que se lembram bem dos tempos em que o fascismo utilizava a religião”.

“É óbvio que uma Igreja como o Mosteiro dos Jerónimos é um local sagrado. Não se compreende assim que o novo patriarca, que é uma pessoa culta e experiente, deixasse que os políticos presentes fossem aplaudidos sem que ele, patriarca, lhes lembrasse que a Igreja onde estavam é um lugar sagrado, não é um lugar próprio para esse tipo de manifestações políticas”, acrescenta.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

SALTA-POCINHAS?

Mário Soares diz que Paulo Portas é um salta-pocinhas. 
Discordo, embora parcialmente. Paulo Portas gosta de saltar as pocinhas, sim, mas sempre no dorso de uma rã amiga.

INGÉNUOS?

Os visitantes de Belém dizem que Cavaco Silva ainda não tomou qualquer decisão quanto ao "futuro" governo.
Estavam à espera que Cavaco se confessasse na sacristia de Belém?
Ingenuidade ou empáfia?
E a farsa, ou tragicomédia?, não tem fim? 

FAZ DE CONTA

Diz que o Presidente da República anda a ouvir os líderes dos partidos da oposição e os parceiros sociais. 
Qual a utilidade marginal, como diria um amigo meu, de tais audições e deslocações a Belém, fazem o favor de me dizer?
É tudo um arremedo de democracia e falsa interpretação da Constituição, em que todos participam, bem sabendo que o seu papel nunca será desempenhado no filme de série B-1, realizado em conjunto por três pseudo-realizadores, embora só um deles veja o seu nome publicado na ficha. O filme está feito e devidamente montado, pelo que o melhor é apagar as luzes e dar início à sua projecção, que a noite vai tardia e  a sala está quente porque desprovida de ar condicionado.
Poupem-nos, a nós que estamos fartos de dar para este peditório.