sábado, 27 de julho de 2013

O dr. Seguro não quer mas é muito inseguro

Nicolau Santos

O dr. Seguro esforça-se imenso por ter uma pose de Estado. Por só dizer coisas sérias. Por só tomar atitudes responsáveis. Por nunca se despentear. Por estar sempre impecavelmente vestido. Por nos avisar que anda a dizer as mesmas coisas há um ror de tempo. E por todos lhe estarem a dar razão: o Governo, a troika, o Presidente, o dr. Barroso, a sra. Merkel, a dra. Lagarde, o mundo!
Acontece que o sr. Presidente, que quando não é uma cagarra por não se dar por ele durante longuíssimo tempo, é uma águia que vê o que vai acontecer no pós-troika há alguns meses e não se cala com isso, o sr. Presidente, dizia, apelou ao sentido de Estado do sr. Seguro e propôs-lhe que suportasse as acções do Governo durante algum tempo - dando-lhe, em troca, eleições antecipadas durante um ano. Uma armadilha.
Mas o dr. Seguro, como estadista que é, disse que sim. Mas como lhe falta experiência não colocou quaisquer condições à cabeça para negociar. Esqueceu-se das linhas vermelhas. Claro que no final falharam as negociações, quem saiu melhor de tudo foi o dr. Passos, o Presidente lavou as mãos como Pilatos, e o dr. Seguro acabou enredado no fio de Ariadne que não teceu.
O dr. Seguro está agora num limbo: nem o Governo cai nem ele sabe se chega às eleições de 2015. Logo agora que o dr. Seguro estava tão seguro de que está no bom caminho, apesar de todos olharem para o cortejo e dizerem que o rei vai inseguro.
Não é que o dr. Seguro se deva importar com a opinião dos outros, dos politólogos, dos analistas, da opinião pública, das cagarras. O problema são os bonecos do Contra-Informação. E no Contra-Informação o dr. Seguro é retratado como um boneco muito inseguro, sempre em dúvida sobre o caminho a seguir e sempre à espera que outros aprovem o que faz e sempre a ver os outros dois a mangarem com ele. O que está a dar cabo do dr. Seguro são os bonecos do Contra. E contra os bonecos do Contra não há nada que se possa fazer. O dr. Seguro é um inseguro e pronto. O Contra-Informação não mata mas mói. E destrói a reputação, mesmo dum estadista como o dr. Seguro.
 
POIS É DR. SEGURO...
OU AVANÇA OU MORRE NAS ARMADILHAS DA DIREITA E DO PR.



O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou sexta-feira a um acordo e convergência de objetivos com o PS, para além da atual legislatura

O secretário-geral do PS criticou hoje o desafio do primeiro-ministro para um compromisso de “união nacional”, afirmando que o país precisa "menos de palavras e mais de ação", ao recordar os dois anos de Governo.
"Eu considero que o nosso país precisa menos de palavras e mais de ação. E quem apela à união tem de se recordar do que fez durante dois anos: desunir os portugueses, criar pobreza, criar miséria e criar desemprego", disse António José Seguro, questionado em Viana do Castelo pelos jornalistas.
"Confesso que não gostei da expressão, união nacional, porque ela está associada a um dos piores períodos da história do nosso país", sublinhou.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou sexta-feira a um acordo e convergência de objetivos com o PS, para além da atual legislatura.
"Desde que tenhamos os pés assentes na terra e sejamos realistas - quer dizer, não comecemos a estabelecer objetivos que estão manifestamente para além daquilo que as condições nos permitem -, então é possível vencer e ultrapassar obstáculos e conseguir um clima de união nacional, não é de unidade nacional, é de união nacional, que permita essa convergência", disse Passos Coelho, discursando em Pombal na sessão solene de abertura das Festas do Bodo.
O primeiro-ministro sublinhou que o atual quadro fiscal, que classificou de "adverso às empresas", necessita de ser melhorado.
Já António José Seguro colocou o diálogo na base da discussão parlamentar.
"Uma coisa é dialogar, outra coisa é encontrar soluções concretas. Aquilo que nós apresentamos são propostas concretas no âmbito parlamentar, onde todos os partidos dialogam. Aquilo que é fundamental é passar das palavras aos atos", afirmou o líder socialista, que falava aos jornalistas em Viana do Castelo, à margem da apresentação do candidato à Câmara local, e atual autarca, José Maria Costa.
António José Seguro garantiu, ainda, que as recentes propostas para dinamizar a economia, que o PS apresentou e que foram chumbadas pela maioria na Assembleia da República, vão voltar a ser submetidas ao parlamento.
"Se há vontade [de diálogo], ela vem tarde, perderam-se dois anos, mas no parlamento há propostas e o PS contribuirá com mais propostas. Para nós, o mais importante é resolver os problemas dos portugueses, estando ou não no Governo, estando ou não na oposição", disse ainda.
 
O DIÁLOGO DEVE SER COM OS MILITANTES E COM OS ELEITORES APRESENTANDO AS PROPOSTAS DO PS  E OUVIR QUEM TEM DISCORDÂNCIAS. O PS INTERNAMENTE NÃO DISCUTE COISA NENHUMA. OS MILITANTES SERVEM SÓ PARA VOTAR. JÁ NÃO SE FALA DE SOCIALISMO, DE NEOLIBERAMISMO, DE OFFSHORES, DE MERCADO FINANCEIRO, DE CORRUPÇÃO. É AQUI QUE SE PODEM ENCONTRAR AS RAZÕES DA CRISE. NÃO CHEGA ANALISAR CONSEQUÊNCIAS. URGE ENCONTRAR AS CAUSAS.
E SÃO MUITAS.
OU O PS COMEÇA A PENSAR EM MUDAR, REORGANIZANDO-SE, ACABANDO COM APARELHOS E SINDICATOS DE VOTO, OU VAI PELO CANO COMO TODOS OS OUTROS PARTIDOS QUE ESTÃO A SOFRER DO MESMO MAL. NENHUM ESCAPA.
A POLITICA NÃO SE FAZ COM ALTERNANCIAS MAS COM ALTERNATIVAS;
A POLÍTICA FAZ-SE COM VERDADE E COM IDEOLOGIA;
A POLÍTICA NÃO SE FAZ COM DIÁLOGOS MAIS OU MENOS CIRCENSES, ÀS ESCONDIDAS E SEM SE SABER NADA;
A POLITICA FAZ-SE COM PROPOSTAS SÉRIAS E VIÁVEIS. 
 
 
Passos Coelho apela a acordo com PS para “clima de união nacional”

O HOMEM ESTÁ DOIDO OU QUER BRONCAR MAIS UMA VEZ?
Portugal


Mário Soares em entrevista ao i. “Estou desiludido com Seguro”
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Mário Soares afirma que travou a saída de vários militantes do PS que contestavam um possível acordo entre socialistas e governo
Pela primeira vez desde que António José Seguro foi eleito secretário-geral do PS, o fundador Mário Soares manifesta a sua desilusão com o novo chefe dos socialistas, cuja liderança tinha apoiado desde a primeira hora. As negociações com o governo durante a semana passada afastaram Soares de Seguro, que ficou desiludido por o PS se ter sentado à mesa das negociações e com a maneira como Seguro se explicou ao país em entrevista à SIC-Notícias depois de ter recusado o acordo. Nesta entrevista ao i com o novo governo já conhecido, Soares manifesta-se pela primeira vez sobre Rui Machete, seu vice no governo do bloco central, e faz críticas duríssimas ao Presidente da República.
Dr. Mário Soares, já foi primeiro-ministro de um governo em que Rui Machete, o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, foi vice-primeiro-ministro. O que pensa de Rui Machete? Pensa que Machete pode de alguma forma melhora a qualidade do governo ou as suas ligações ao BPN são uma marca de que não se libertará?
Realmente Rui Machete foi ministro, num governo de coligação entre Mota Pinto (PSD) e eu próprio, e em que não houve nenhum problema. Mota Pinto e eu tornámo-nos muito amigos e nesses dois anos nunca tivemos uma querela. Ainda hoje para mim é um amigo saudoso, como a viúva e os filhos sabem bem. Nesse tempo de trabalho conjunto, Rui Machete, então social-democrata a sério, nunca me mereceu qualquer reparo. Depois a vida separou-nos e realmente pouco nos vimos e falámos. Sei que foi presidente da FLAD, onde teve conflitos com vários embaixadores americanos que acabaram por demiti-lo. O que não será bom para um ministro dos Negócios Estrangeiros... Também, segundo escreve o Expresso online, teve ligações com o BPN, banco muito suspeito. A ser verdade, não é bom para um ministro em tempo de crise tão complexa como a actual. É tudo o que lhe posso dizer.
Defende há muito tempo a demissão do governo. Mas este governo não é melhor que o anterior? Muitos dos ministros que o compõem são mais críticos da austeridade do que era Vítor Gaspar, a começar por Paulo Portas. Isso não poderá fazer a diferença perante a troika? Ou pensa que Portas está a receber um presente envenenado?
Do meu ponto de vista é um governo moribundo que continua com a mesma política de austeridade. A promoção do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que Cavaco Silva teve de engolir depois de ter dito publicamente o contrário, como o país todo sabe, não augura nada de bom. Nem julgo que seja a pessoa indicada para discutir com a troika. Realmente acho que o lugar de vice-primeiro-ministro para Paulo Portas é um presente envenenado, como ele perceberá, passada a euforia e a vaidade do momento.
O senhor doutor fez um discurso duro contra a hipótese de o PS negociar com o governo um acordo. Seguro recusou, mas disse aos portugueses que acreditou até ao fim que isso seria possível. Que consequências teria a assinatura de um acordo com o governo para o PS?
Honro-me de, com Manuel Alegre, termos evitado que alguns membros significativos do PS se demitissem nos dias anteriores a Seguro dizer que não havia acordo. Por mim, nunca acreditei que aquelas conversações fossem feitas sem que houvesse uma cisão grave no PS. Seguro mandou-me um recado por Almeida Santos a dizer que estava muito magoado comigo. Ora eu também estou com ele, principalmente depois da entrevista que deu à inteligente entrevistadora da SIC, Ana Lourenço, em que só falou uma vez e de passagem do PS, como se fosse o seu dono. Ora não é. É apenas o seu líder, eleito por esmagadora maioria, pelo congresso, a que assisti, é verdade. Mas isso não lhe dá o direito a falar sempre na primeira pessoa. Pelo contrário.
Seguro não excluiu totalmente voltar à mesa de negociações com o governo. Se isso acontecer, não haverá o risco de a liderança de Seguro ser posta em causa internamente?
Sinceramente não creio que isso aconteça. Ninguém o deseja. A começar por Pedro Passos Coelho, como ficou claro nos discursos da véspera de ouvirmos Cavaco Silva.
Seguro tinha conseguido uma pacificação no partido, fazendo aquela espécie de acordo com António Costa. Acha que depois das autárquicas a questão da liderança se pode reabrir se o PS não tiver uma vitória histórica?
Acho que o PS vai ter uma grande vitória, como é natural, nas próximas eleições autárquicas. Portanto a questão não se põe. O povo português, que na sua maioria odeia este governo, que continua moribundo, votará no PS porque recusou o acordo com a pior direita que tivemos até hoje. Agora o PCP não vai ter a votação com que sonhava porque o PS se declarou claramente à esquerda. Aliás, se o tivesse feito há mais tempo, já tinha chegado à maioria absoluta dos votos nas sondagens, como seria lógico. O PS sempre foi de esquerda e os social-democratas na linha de Sá Carneiro também.
O senhor doutor tem sido um grande apoiante de António José Seguro até agora. Seguro desiludiu-o neste processo?
Não posso negar que me desiludiu, principalmente com a maneira como ele me mandou dizer, por Almeida Santos, que estava magoado comigo por ter salvo alguns dos melhores militantes do PS. Tanto Manuel Alegre como eu evitámos que eles se demitissem antes de Seguro se pronunciar. Mas confesso-lhe que fiquei desiludido com o discurso brando com que anunciou o desacordo e deixou algumas portas abertas para uma nova discussão. Também fiquei desiludido com a entrevista que deu depois a Ana Lourenço, como já disse atrás, em que numa hora falou sobre ele e uma só vez no PS.
José Miguel Júdice disse que não tinha percebido o papel do Presidente da República nestas últimas semanas. O senhor doutor percebeu? O Presidente começa por retirar o tapete ao governo?
Também não gostei nada. Não só porque desmentiu o que antes tinha afirmado mas também porque, quanto a Portas, deu o dito por não dito. Além disso nunca falou do estado do país, nem da fome por que passam tantos portugueses, desempregados e que não têm comer para dar aos filhos. Uma tragédia, como se nada disso lhe interessasse. Só falou da troika e do pós-troika, quando na Europa em crise tudo está em aberto... E realmente, depois de se ter ocupado do pós-troika esqueceu o que dissera antes e não falou nem uma vez da situação portuguesa.
O senhor doutor resistiu sempre à ideia de eleições antecipadas. Pensa que desta vez o Presidente devia tê-las convocado?
É verdade. Mas agora, quando o actual governo está mais moribundo do que no passado, como se verá nos próximos dias, acho que as eleições seriam bem- -vindas, antes que o actual governo estrague mais o país, como vai notar-se nos próximos tempos. Portas, na sua vaidade, vai perceber, porque é inteligente, que ser vice-primeiro-ministro não representa nada e só lhe vai levantar problemas, e não só no seu partido. A troika vai recebê-lo mal e não lhe vai fazer concessões.
Mesmo com o PS no governo haveria sempre que negociar com a troika. Como é que um governo PS pode negociar com a troika sem pôr em causa a participação de Portugal no euro?
É verdade. Seria impossível fazê-lo. O PS sempre foi um partido de esquerda e é o que a maioria dos seus quadros e militantes quer que seja. Nunca nos seus melhores tempos houve dúvidas de que assim fosse. Mesmo quando esteve na luta com o PCP e ganhou a batalha, como se sabe. Não é possível por isso negociar com a troika antes que as coisas mudem na Europa, como penso que vai acontecer. Veja-se a atrapalhação em que está a senhora Merkel, quando a Alemanha começa a sentir dificuldades sérias...
Portugal devia ameaçar sair do euro? Qual é a possibilidade que Portugal tem de melhorar a sua situação quando temos as sociais-democracias europeias sem nenhuma força para mudar as coisas?
Nunca pensei que Portugal devesse sair do euro, nem da União Europeia. Foi através do euro e da nossa entrada na CEE, que foi anterior, que Portugal entrou num período de grande desenvolvimento em todos os sectores, nunca visto antes. É certo que as sociais-democracias a sério estão em declínio, bem como, ainda mais, os democratas-cristãos e os próprios socialistas. Quem tem estado no poder são os partidários dos mercados usurários, das troikas e do dinheiro acima de todos os valores. Têm o sentido de que o que conta é a austeridade e que a pobreza das pessoas e as próprias pessoas que se lixem, para usar o termo que hoje é muito usado. Os valores não contam. A ética e o humanismo, que permaneceram depois da Segunda Guerra Mundial hoje são motivo de riso dos tecnocratas, que enchem os bolsos e nada mais. Pois bem, isso vai ter de mudar ou a Europa cai no abismo e nada nos vale. Não creio que sejamos tão estúpidos que caiamos nesse abismo. Por isso tenhamos esperança. E acreditemos nos nossos valores. As troikas que se lixem, senhor Presidente da República e senhores primeiro-ministro e vice--primeiro-ministro.
O Dr. Mário Soares é um grande admirador deste novo papa. Como vê esta visita ao Brasil?
Como sabe não sou religioso, embora tenha sido Presidente, durante dois anos, da comissão da Liberdade Religiosa de todas as religiões presentes em Portugal. Não sou religioso, sou agnóstico, mas sempre tive muito respeito por todas as religiões. Quando aconteceu o 25 de Abril, manifestei logo ter respeito pela Igreja Católica Portuguesa, que foi colonialista no tempo de Salazar e de Marcelo Caetano, apesar de algumas excepções - os católicos progressistas foram algumas delas - e quando regressei a Lisboa e fui nomeado por Spínola ministro dos Estrangeiros, uma das minhas preocupações foi que não se repetissem as lutas da Primeira República. Os católicos desse tempo sabem bem como defendi a Igreja Católica, e os judeus, visto que fui eu quem pela primeira vez reconheceu o Estado de Israel e fui a Israel, bem como os muçulmanos, budistas, hindus e os bahá'is. Vem isto a propósito de Sua Santidade o Papa Francisco e da sua visita ao Brasil para encontrar sobretudo os jovens. Estou encantado com este Papa. Tenho por ele um grande respeito e uma enorme admiração. É a grande figura deste nosso século xxi, no plano não só religioso, mas político, social e sobretudo humano. E note--se que conheci pessoalmente muitos Papas, de Paulo VI a Bento XVI. Não tive ainda a oportunidade de conhecer o actual. Digo-o em função da sua excepcional humildade, da sua preocupação com os pobres, contra a chamada austeridade (que igualmente abomino) e a luta pela igualdade entre homens e mulheres, católicos e não católicos, crentes e não crentes e de todas as outras culturas e religiões. É um Papa de um humanismo excepcional, simples, amigo dos pobres e das crianças e que visita os presos e não tem medo de nada e de ninguém. É o maior homem deste século, a favor da paz e desejando mais igualdade. Só tem paralelo com Barack Obama, um grande presidente e um humanista como Sua Santidade. Ambos contra a nefasta austeridade e em favor das pessoas acima de tudo.
Dr. Soares, acha que a Igreja portuguesa e as autoridades têm uma posição em relação ao Papa igual à sua?
Acho que não. O silêncio da Igreja portuguesa, com raras excepções, preocupa-me, bem como a comunicação social, que tem dado muito pouca atenção - o futebol e as telenovelas estão sempre em primeiro lugar - aos portugueses que odeiam a troika e à malfadada austeridade. Quanto ao Senhor Presidente da República, que se diz católico, nunca o ouvi falar do Papa para exaltar a sua figura. E ao novo governo, incluindo Portas, que também se diz católico, também não. O novo governo só pensa em mais austeridade, como o Presidente no pós-troika. Sem uma palavra a favor do Papa, que não conta para eles. O Presidente, com o seu governo querido (até pelo menos 2015, como disse), não fala da situação do povo português, cada vez mais desesperada. E agora a Igreja também está um tanto silenciosa. E os fiéis também não contam? Não me parece, porque os fiéis vão necessariamente gostar deste Papa e o silêncio da Igreja está--lhes a custar muito. Como o do Presidente, que de católico a sério parece não ter nada. Acima de tudo para ele está o pós-troika e o dinheiro. Quanto às pessoas, nunca falou delas, como fez no Dia de Camões, a quem nem sequer se referiu. Para o Presidente também não conta, tal como o nosso Prémio Nobel, José Saramago. Pobre Presidente, desgraçado Portugal.

QUANDO SOARES FALA A DIREITA NEOLIBERAL TREME.
SEGURO NÃO ESTEVE BEM E VAI TER DE MUDAR DE AGULHA JÁ. OU APRESENTA A ALTERNATIVA OU CONVOCA UM CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DE CLARIFICAÇÃO.
PARA ONDE QUER IR O PS?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Luís Marques Guedes

PSD/CDS-PP esperam disponibilidade do PS para acordos


por Lusa, texto publicado por Isaltina PadrãO


O Governo apelou hoje a uma continuação do diálogo com o PS em torno das questões em que estão de acordo e afirmou esperar que os socialistas estejam disponíveis para acordos que transcendam uma legislatura.
 
TRANSCEDER UMA LEGISLATURA É CONDICIONAR O VOTO DOS ELEITORES E A DEMOCRACIA.
ELES NÃO DESISTEM DE ARRASTAR O PS PARA O NEOLIBERALISMO CRIMINOSO.
CADA PARTIDO TEM O SEU PROGRAMA E AS SUAS PROPOSTAS E OS ELEITORES DECIDEM.
A LUTA HOJE É DE MAIS NEOLIBERALISMO E MERCADOS FINANCEIROS DE ESPECULAÇÃO E A DEFESA DA DEMOCRACIA E DOS POVOS.
É A DEFESA DO ESTADO SOCIAL E A LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO E A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA.
É A ECONOMIA DE CASINO E A ECONOMIA SOCIAL.
O PS DEVE APRESENTAR AOS PORTUGUESES AS SUAS PROPOSTAS.
QUANDO SE JUNTAR À DIREITA DESAPARECE DE CENA COMO NA GRÉCIA, EM ESPANHA, NA ALEMANHA, NA IRLANDA E POR AÍ FORA.
SE O GOVERNO QUER CONTINUAR A DESTRUIR O PAIS QUE O FAÇA SÓZINHO E COM O APOIO DO SENHOR PR.
O NEOLIBERALISMO ESTÁ A FAZER UM ATAQUE FEROZ.

Ministra

Maria Luís tentou obter informações das empresas públicas em Maio de 2011

Margarida Peixoto  
25/07/13 16:51
      
  e-mails foram tornados públicos hoje, pelo PS, e mostram que o próprio IGCP revelou estranheza face à situação.   
O PS revelou hoje e-mails trocados entre o IGCP e a DGTF que mostram que a actual ministra das Finanças tentou obter informação sobre as necessidades de financiamento das empresas públicas em Maio de 2011, período de campanha eleitoral.
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, contactou directamente empresas públicas para recolher informação sobre as suas necessidades de financiamento a médio-longo prazo, enquanto era técnica do IGCP, em Maio de 2011.
Os emails foram tornados públicos hoje, pelo PS, e mostram que o próprio IGCP, na altura presidido por Alberto Soares, revelou estranheza face à situação.
A 6 de Maio, às 15h02, Maria Luís Albuquerque enviou um email para Ferreira de Melo, que estava na direcção financeira do Metro de Lisboa, a pedir "informação discriminada das amortizações de dívida a ocorrer entre o momento presente e Junho de 2014".
Perante este pedido, o responsável da Metro de Lisboa terá tentado obter esclarecimentos junto do director-geral do Tesouro e Finanças, que era Pedro Felício. Estranhando o método de recolha da informação, o director-geral pediu esclarecimentos, também por email, a Alberto Soares, presidente do IGCP.
Na resposta, dada também por email, no dia 10 de Maio, o então presidente do IGCP afirma: "Para mim é óbvio que esta informação nos deve ser fornecida pela DGTF. Vou ver o que se passa".
Hoje, confrontado com a troca de emails, Alberto Soares reconhece que "a via normal era obter informação através da DGTF", admitindo apenas que Maria Luís poderia estar preocupada com a possível transição de algumas empresas públicas para o perímetro de apuramento do défice orçamental. Seja como for, Alberto Soares reafirma que a tentativa terá sido "sustida" pelo IGCP de imediato.

UM PEDIDO EM CAMPANHA ELEITORAL? É ESTRANHO!!!....
 
lista de 145 'swap'
Novo ciclo começa com ministra debaixo de fogo

Maria Luís recebeu lista de 145 'swap'

Todos os mails trocados entre o ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças e a atual ministra das Finanças sobre os 'swap'. 
Lusa
Emails do ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças, Pedro Felício, podem comprometer Maria Luís Albuquerque José Sena Goulão/Lusa Emails do ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças, Pedro Felício, podem comprometer Maria Luís Albuquerque
O ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças Pedro Felício enviou à agora ministra das Finanças ainda no verão de 2011 informação detalhada sobre 145 'swap' contratados por nove empresas públicas, com valores de perdas potenciais e testes de sensibilidade.
De acordo com os documentos a que Agência Lusa teve acesso, Pedro Felício enviou vários emails com anexos, entre eles uma folha Excel com 145 contratos 'swap' contratados pela TAP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, Águas de Portugal, CP, Refer, STCP, ANA, Transtejo, e ainda da Parpública.
Nos dados incluídos nesta listagem estão ainda os bancos que fizeram estes 'swap', o valor de mercado dos instrumentos e consequentes variações, tipos de 'swap', testes de sensibilidade e resumo de risco financeiro.
Esta informação tem data de 18 de julho de 2011, um mês após a tomada de posse da governante, e é enviada num email por Pedro Felício a 19 de julho à então secretária de Estado do Tesouro e Finanças.
Os emails, a que a Agência Lusa teve acesso, demonstram que em junho e julho de 2011, Maria Luís Albuquerque já tinha informação sobre 'swap' que indicavam na altura uma perda potencial de 1,5 mil milhões de euros.
Segundo os emails trocados entre o ex-diretor-geral do Tesouro e Maria Luís Albuquerque, no verão de 2011 é feito em primeiro lugar um ponto de situação sobre o valor a preço de mercado dos contratos 'swap' nas principais empresas (Metro de Lisboa, Metro do Porto, CP e Refer).
A troca de emails, a que a Lusa teve acesso, diz respeito aos dias 29 de junho, 18 de julho, 26 de julho e 1 de agosto.

"Ponto de situação"


No primeiro destes emails enviado por Pedro Felício à então secretária de Estado do Tesouro e Finanças, que tem data de 29 de junho de 2011, é incluindo um "ponto de situação dos MtM [Mark-to-market, valor de mercado] dos derivados e instrumentos financeiros nas principais empresas do SEE [Setor Empresarial do Estado]", afirmando ainda que esta informação está em atualização no âmbito do programa da 'troika', mas que o grosso dos valores está nestas quatro empresas.
Na mesma mensagem é incluído um valor de perdas potenciais com 'swaps' para o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Comboios de Portugal - CP e Refer em 2010 (1289 milhões de euros) e outro mais atualizado no início de 2011 (1294 milhões de euros).
Na segunda mensagem, datada de 18 de julho, Pedro Felício envia a Maria Luís Albuquerque um anexo com detalhe dos instrumentos de gestão de risco - 'swap' - das principais empresas, com detalhe dos bancos e tipo de contrato e ainda mais informação sobre a renegociação de dívidas das empresas com bancos internacionais.
Maria Luís Albuquerque responde ao então diretor-geral do Tesouro e Finanças dizendo-lhe que necessitariam de conversar sobre este tema e outros que estariam pendentes, dando orientações para que a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) não garantisse o cumprimento das dívidas das empresas e para que não sejam dadas orientações às empresas sobre como negociar a sua dívida com os bancos.

Relatório anual 


A 26 de julho, Pedro Felício envia novo email a Maria Luís Albuquerque no qual é anexado o relatório anual do setor empresarial do Estado de 2011, dizendo que dentro deste estão incluídos novos capítulos, entre eles um dedicado a Instrumentos de Gestão de Risco Financeiro.
No documento incluem-se quadros que têm entre outras coisas uma atualização das perdas potenciais associadas a 'swap', que em junho de 2011 já tinham subido para 1549 milhões de euros.
A 1 de agosto, Maria Luís Albuquerque interpela Pedro Felício e pergunta-lhe o porquê de não constar nos documentos da DGTF a informação sobre os derivados da EGREP - Entidade Gestora das Reservas de Produtos Petrolíferos.
Pedro Felício diz, num email de resposta, que tal se deve a informação insuficiente por parte da empresa. Um dia mais tarde envia a informação à agora ministra das Finanças, informando-a que os derivados da EGREP acabariam por inflacionar para 1646 milhões de euros o valor de perdas potenciais estimadas, tendo um impacto negativo de 97 milhões de euros.
A 23 de julho, depois de Pedro Felício ter sido ouvido na comissão parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro ('swap') por Empresas do Setor Público, os deputados do Bloco de Esquerda e do PS pediram que os documentos que este responsável afirmou ter enviado e que provam a troca de informações entre a DGTF e a secretária de Estado, nomeadamente os e-mails, fossem disponibilizados.
 
JÁ FICA O EMBUSTE MAIS CLARO. QUISERAM CULPAR O ANTERIOR GOVERNO E O QUE SE VEM SABENDO É DESASTROSO PARA A MINISTRA DAS FINANÇAS.
É O BPN, OS SWAPS, A MENTIRA, E O QUE MAIS SE SABERÁ.
A PGR VAI TER MUITO QUE FAZER.
QUE A CULPA NÃO MORRA SOLTEIRA.

Inquérito/Swap

Informação detalhada de 145 'swap' enviada a Maria Luís Albuquerque em julho de 2011

De acordo com os documentos a que Agência Lusa teve acesso, Pedro Felício enviou vários emails com anexos, entre eles uma folha Excel com 145 contratos 'swap' contratados pela TAP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, Águas de Portugal, CP, Refer, STCP, ANA, Transtejo, e ainda da Parpública.
Nos dados incluídos nesta listagem estão ainda os bancos que fizeram estes 'swap', o valor de mercado dos instrumentos e consequentes variações, tipos de 'swap', testes de sensibilidade e resumo de risco financeiro.
Agência Lusa
 
MENTIR AO PARLAMENTO É CRIME. CHEGOU A HORA DE APURAR A VERDADE TODA E PUNIR QUEM MENTIU E QYEM NÃO TRATOU DE SALVAGUARDAR OS INTERESSES DO PAIS.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Remodelação governamental

Gabinete de Passos omite BPN no currículo de Machete

por Miguel Marujo
A passagem do novo ministro de Estado e dos Negócios Estangeiros pelo Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, a proprietária do Banco Português de Negócios (BPN), de 2007 a 2009, não consta das "notas biográficas dos novos ministros", que o gabinete do primeiro-ministro distribuiu ontem à comunicação social.

Situação semelhante já tinha acontecido com o secretário de Estado Franquelim Alves.
Nem essa passagem nem outra pelo Conselho Consultivo do Banco Privado Português (BPP), banco que faliu e tem vários processos em tribunal.
No currículo ontem distribuído dá-se nota de que Machete é "consultor da sociedade de advogados PLMJ & Associados".
Do passado, os últimos registos reportam-se ao facto de ter sido "presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento desde 1985" (omite-se a saída em 2010), de ter sido "sócio fundador da CODES e da SEDES" e "fundador e presidente do Conselho de Administração da Fundação Oliveira Martins".
Também não se diz que, em 2011, foi escolhido para vice-presidente da mesa da Assembleia Geral da CGD.

SEM COMENTÁRIOS.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Rui Machete, um "peso pesado" de regresso às funções governativas

Aos 73 anos, o advogado e militante histórico do Partido Social Democrata (PSD) é o escolhido para substituir Paulo Portas, que subiu a vice-primeiro-ministro, depois de, nas últimas semanas, ter sido referido na imprensa o nome do diplomata e atual embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, para o Palácio das Necessidades.
Depois de ter sido vice-primeiro-ministro por apenas dez dias em 1985, o ex-líder do PSD Rui Machete regressa agora ao Governo como ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, tendo ocupado, neste interregno, o cargo de presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) durante 22 anos.

OS BARÕES DO PSD VÃO FICAR CALADOS.
RUI MACHETE FOI PRESIDENTE DA FUNDA ÇÃO LUSO-AMERICANO E SEGUNDO SE DIZ SAIU EM LETIGIO COM OS AMÉRICAS. A 1ª. PÁGINA DO EXPRESSO DE 91 OU 92 EXPLICOU BEM ESSES TEMPOS.
TUDO O RESTO É MAIS DO MESMO PARA SE MANTER A COLIGAÇÃO QUE DESGRAÇOU O PAÍS.
3 SEMANAS PARADOS POR CULPA DO SENHOR PRESIDENTE DA REPUBLICA QUE PROPUNHA O IMPOSSÍVEL E ENCRAVAVA O PS POR MUITOS ANOS E NÃO SALVAVA O PAÍS.
TAMBÉM FOI PRESIDENTE DA SLN DONA DO BPN. E TEM MAIS CARGOS.
QUANTO AO EMBAIXADOR QUE ERA PARA SER MINISTRO NÃO O TERÁ SIDO PORQUE LHE ATRIBUEM RESPONSABILIDADES NA CIMEIRA DAS LAGES.
PORTAS REVOGOU-SE MAS TEM CORDA CURTA.
AGUARDEMOS.
O PROBLEMA NÃO É JULGAR AS PESSOAS MAS ANALISAR AS POLITICAS E AVALIAR AS CONSEQUÊNCIAS DO DESASTRE: DESEMPREGO, DÉFICE, DIVIDA PUBLICA QUASE A DOBRAR EM DOIS ANOS, ECONOMIA MORTA, FALÊNCIAS E FOME.
Inquérito/swap

Bancos internacionais ofereceram 'swap' para maquilhar contas - Costa Pina

Carlos Costa Pina, que está hoje a ser ouvido na comissão de inquérito aos contratos 'swap', divulgou que enquanto governante foi contactado por bancos estrangeiros que se ofereceram para negociar contratos 'swap' que permitiriam maquilhar as contas públicas, reduzindo o défice e a dívida pública de acordo com os critérios utilizados pelo gabinete de estatística das comunidades europeias, o Eurostat.
"Por algumas vezes fui interpelado, e sei que o IGCP [Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública] à época também foi, para realizar operações com 'swap' menos tradicionais, aquilo que na gíria bancária se designa por 'swaps Eurostat friendly', ou seja, swaps amigáveis para efeitos de Eurostat com o objetivo de maquilhagem artificial das contas públicas", afirmou hoje Costa Pina.

QUEM PODIA EXPLICAR ISTO MUITO BEM ERA O ASSESSOR DO GOVERNO PARA AS PRIVATIZAÇÕES DR. ANTÓNIO BORGES QUE ANDOU PELO GOLDMAN SACHS. MAS ULTIMAMENTE ANDA MUITO CALADO. IRÁ PARA MINISTRO?
Pelas 12:00, um assessor de Álvaro Santos Pereira, João Gonçalves, jurista, deixou no Facebook um desabafo que indiciava a remodelação do seu ministro, pondo-o à conta de uma conspiração entre "interesses e negociatas": "Desta vez não é o PR nem o PM que anunciam uma remodelação em primeira mão. São os interesses e as negociatas. Álvaro Santos Pereira - que comete o "crime" da independência - é removido por eles do Ministério da Economia e do Emprego. Boa tarde e boa sorte."

Informações não confirmadas oficialmente indicam que o seu sucessor será o dirigente centrista António Pires de Lima, presidente da Unicer (a fábrica da Superbock), uma mudança pela qual Paulo Portas há muito batalhava.

ESTOU CURIOSO PARA VER A REAÇÃO DE MANUELA FERREIRA LEITE QUE HÁ 3 SEMANAS DIZIA QUE O PSD NÃO ACEITARIA FICAR COMO SEGUNDO DO CDS. AFINAL PARECE QUE TUDO SE ENCAMINHA QUE SEJA BEM PIOR PARA O PSD. QUEM VAI MANDAR NO GOVERNO É PAULO PORTAS E QUE VAI TER COMO ADJUNTO PASSOS COELHO.

O ASSESSOR DO MINISTRO FAZ AFIRMAÇÕES GRAVISSIMOS QUE A PGR TEM DE INVESTIGAR. "INTERESSES E NEGOCIATAS" VÃO TER DE SER ESCLARECIDOS JÁ.
O VERÃO CONTINUA A AQUECER.

Contratos especulativos podem ser nulos - Costa Pina

"Diria que se tratarão de contratos com muita probabilidade feridos de nulidade, se assim é não entendo - ou tenho alguma dificuldade em compreender - o porquê de uma solução de negociação total para todos os contratos sem distinguir entre aqueles que porventura são especulativos", afirmou o antigo secretário de Estado do Tesouro de Teixeira dos Santos na comissão de inquérito que avalia a celebração deste tipo de contratos.
O antigo governante foi questionado várias vezes se conhecia a natureza especulativa destes contratos, mas disse sempre que não e que a informação que era conhecida na altura que saiu do Governo já permitia agir neste domínio.

COMEÇA A FICAR TUDO MAIS CLARO
ALGUÉM VAI TER DE ASSUMIR A RESPONSABILIDADE.
23 Julho 2013, 13:11 por Diogo Cavaleiro
 
      
Antigo director da DGTF afirma ter tido uma reunião com Maria Luís Albuquerque no dia em que esta tomou posse como secretária de Estado. No dia seguinte, Pedro Felício garante ter enviado um e-mail onde constavam as perdas potenciais com contratos “swap” na ordem dos 1,4 mil milhões de euros.
Os contratos “swap” assinados por empresas públicas com a banca foram um tema da reunião entre o antigo director-geral do Tesouro e Finanças, Pedro Felício, e Maria Luís Albuquerque, na tarde de 28 de Junho de 2011. Nessa manhã, a governante havia tomado posse como secretária de Estado do Tesouro e Finanças. A garantia foi dada ao Parlamento por Pedro Felício.

O então director-geral da DGTF garante que os instrumentos de gestão de risco financeiro “surgiram nessa conversa” a 28 de Junho de 2011, a par de outros temas como as medidas que tinham sido acordadas com a troika e as necessidades de financiamento do sector empresarial do Estado. No dia seguinte, o tema voltava a ser alvo de conversa entre os dois.

“No dia 29 de Junho, mandei um e-mail à secretária de Estado”, contou Pedro Felício na comissão parlamentar de inquérito aos contratos celebrados pelas empresas públicas, que, no final do ano passado, chegaram a representar perdas potenciais de 3 mil milhões de euros.

No referido e-mail, constava, segundo Felício, informação solicitada na sequência da reunião do dia anterior, na qual se destacava o “ponto de situação do ‘mark-to-market’ [valor justo] dos ‘swap’”. O valor justo indica quais os ganhos ou perdas que determinado contrato representa se for cancelado de imediato.

Nessa altura, estavam assinaladas as perdas associadas a contratos de gestão do risco financeiro de quatro grandes empresas (que não foram especificadas), que se situavam, segundo o antigo responsável pelo Tesouro, na ordem dos 1,4 mil milhões de euros. De acordo com Pedro Felício, Maria Luís Albuquerque teve, então, uma “primeira informação” sobre o valor dos contratos “swap” na carteira de dívida das empresas públicas a 29 de Junho de 2011, um dia depois de chegar ao Governo. Os “swap” e as necessidades de financiamento do sector empresarial do Estado eram, à data, os grandes temas da DGTF.

Pedro Felício esteve à frente deste organismo que representa o Estado enquanto accionista das empresas públicas entre 10 de Maio de 2010 e 15 de Agosto de 2011. Antes de abandonar aquelas funções, a 19 de Julho de 2011, foi enviada uma informação detalhada sobre os contratos “swap” e, a 26 de Julho, terá sido enviada a primeira versão dessa informação em forma de relatório do sector empresarial do Estado relativo a 2010 (disponibilizado publicamente). Foi a primeira vez que, em documentos públicos, aparecia “devidamente espelhada” a situação com os derivados financeiros. A 3 de Agosto, a secretária de Estado alertou para o facto de faltar um dos contratos, o que foi depois corrigido. Na altura, as perdas potenciais situavam-se em 1,6 mil milhões de euros.

Trocas de acusações sobre trocas de informações

A audição de Pedro Felício, que nunca integrou o Governo, vem trazer mais confusão para uma comissão parlamentar onde têm sido algumas as informações contraditórias. Maria Luís Albuquerque tem defendido que, da parte do anterior Executivo, não recebeu quaisquer informações sobre os “swaps” – embora Vítor Gaspar tenha admitido que o tema foi aflorado numa reunião com Teixeira dos Santos, sem grandes detalhes.

No início deste mês, o Ministério das Finanças, ainda sob responsabilidade de Gaspar, esclareceu que “a informação disponível aquando da tomada de posse do actual Executivo dava alguma indicação quanto à dimensão dos riscos orçamentais, mas nada acrescentava sobre as características dos contratos e, sobretudo, não apontava para nenhuma solução”.

O actual Executivo tem sido criticado pelos deputados da oposição, e por membros do anterior Governo como Fernando Teixeira dos Santos, pelo facto de, só mais de um ano depois de ter tomado posse, em Novembro de 2012, é que começou a negociar para cancelar os instrumentos de gestão do risco financeiro onerosos para as contas das empresas públicas.

Contudo, o Governo de Passos Coelho defende que a ausência de dados claros sobre os “swap” quando assumiu funções justifica o período desde a tomada de posse e o início das negociações com os bancos. Pedro Felício garantiu esta terça-feira que Maria Luís Albuquerque sabia do valor das perdas com estes instrumentos, pelo menos, um dia depois de tomar posse. No entanto, não haveria nessa altura um grande grau de detalhe das contratações feitas, já que Felício disse que não tinha a mesma pormenorização que foi depois feita pelo IGCP (organismo estatal que ficou responsável por gerir o problema dos "swap").

As perdas potenciais associadas a contratos de cobertura de risco ascendiam, no final do ano passado, a 3 mil milhões de euros. O Estado esteve a negociar com os bancos o cancelamento desses contratos, tendo conseguido baixar as perdas potenciais para cerca de 1,5 mil milhões de euros. Para isso, pagou aos bancos cerca de mil milhões de euros, tendo conseguido um desconto de 500 milhões face às referidas perdas de 1,5 mil milhões de euros. Os restantes 1,5 mil milhões de euros estão associados a contratos subscritos por empresas públicas com o Santander Totta, que o Estado colocou em tribunal para eliminar os "swaps" e que, por sua vez, também está nos tribunais britânicos para decretar a validade dos contratos que vendeu às empresas públicas nacionais

É PRECISO APURAR TODA A VERDADE.
Eurobarómetro

88% dos portugueses não confia no Governo

Márcia Galrão  
23/07/13 12:36
 

O Eurobarómetro da Primavera de 2013 mostra que a maioria dos portugueses é favorável ao euro.
O Eurobarómetro da Primavera de 2013 mostra que tanto a nível europeu como nacional a confiança nas instituições é bastante baixa. No caso de Portugal, 71% diz que as instituições da União Europeia tendem a não ser de confiança, 81% não acredita no Parlamento português e 88% não confia no Governo de Passos Coelho.

Seis em cada dez portugueses sentem-se verdadeiramente um cidadão europeu (62%), mas considera o euro apenas o terceiro resultado mais positivo que retira da integração, atrás da livre circulação de pessoas, mercadorias e serviços e da paz entre estados-membros.

No entanto, uma maioria dos europeus (51%) mostra-se a favor do euro, ainda que esse número revele uma descida de dois pontos percentuais face ao Eurobarómetro de Outono. As pessoas que vivem na área do euro apoiam a moeda única, com uma maioria de quase dois terços (62%). Este apoio é o mais forte, ou está perto disso (entre 68% e 77%) em quatro dos cinco últimos países que aderiram à zona euro (Estónia, Malta, Eslovénia e Eslováquia). Em Portugal, 52% está a favor da moeda única e 37% está contra.

A nível económico, os portugueses demonstram estar bastante cépticos em relação ao futuro do País. Mais de 95% considera que a situação da economia nacional é, neste momento, "totalmente má" e 62% projecta mesmo que daqui a um ano as coisas estarão ainda piores. O que coincide com a resposta à pergunta se concorda com os analistas que dizem que o pior já passou ou com os que afirmam que o pior ainda está para vir: 75% dos portugueses concorda com esta segunda visão.

O desemprego é o problema que mais preocupa os cidadãos nacionais, tal como acontece com o resto dos europeus, mas com uma diferença ainda substancial (72% de portugueses contra 51% da média europeia).

Estes resultados foram apresentados durante o Ano Europeu dos Cidadãos, 2013 - um ano dedicado a melhorar a sensibilização para os direitos dos cidadãos europeus.

De acordo com os resultados publicados hoje, seis de cada dez cidadãos da UE consideram-se europeus e querem saber mais acerca dos seus direitos, mas menos de metade dos inquiridos conhece esses direitos.

Apesar da crise, as pessoas que afirmam estar optimistas quanto ao futuro da UE são mais numerosas do que as que afirmam estar pessimistas em 19 dos 28 países, enquanto o pessimismo quanto ao impacto da crise no emprego parece estar a diminuir. Quase sete em cada dez europeus (67 %), com uma maioria em todos os Estados-Membros, referem que a UE é influente no mundo.

Foram realizadas, entre 10 e 26 de Maio de 2013, 26605 entrevistas nos 27 países da União Europeia, 1.004 das quais em Portugal.

SÓ O PR NÃO CONSEGUIU PERCEBER ISTO.

segunda-feira, 22 de julho de 2013


Opinião

É preciso um compromisso nacional para salvar o Presidente da República



        
O Presidente jogou forte e perdeu. É provável que se tenha tornado irrelevante.
Cavaco Silva fez o discurso que poderia ter feito há dez dias, quando anunciou que havia um Governo de gestão e obrigou os partidos a negociarem um acordo que falhou.
Há dez dias, o Presidente podia ter dito que o Governo tinha perdido as condições de legitimidade para continuar e marcar eleições antecipadas. Ou então aceitava a remodelação proposta pelo executivo, mas anunciava que ia estar vigilante.
Mas preferiu o golpe de teatro. Agora recuou por completo.
E, apesar do aviso que deixou no final, o Presidente corre o risco de se tornar irrelevante.
Cavaco tentou salvar os restos mortais do acordo afirmando que para o futuro ficou uma semente: a cultura de diálogo.
Não é verdade. Nenhum dos partidos queria o acordo e todos tinham razões para não respeitarem a vontade do Presidente.
Não houve e não há consenso porque os partidos querem coisas diferentes. Para haver um consenso, era preciso que existissem condições para harmonizar as posições de todos.
Não existem. Deixaram de existir. Está errado o Presidente quando diz que estavam reunidas as condições propícias para um acordo. Talvez tenha razão ao afirmar que um dia a realidade o pode vir a impor.
Cavaco reconduziu um governo que abriu uma crise política que penalizou gravemente o país e as instituições e cujos líderes não confiam um no outro.
A emergência nacional que justificou há dez dias o apelo desesperado de Cavaco Silva parece ter desaparecido como que por milagre.
O apelo ao acordo significava que o governo já não era capaz; agora, Cavaco tem de readmitir em plenitude de funções um governo que ele próprio colocou em gestão.
A crise segue dentro de momentos. Pior do que antes do patético apelo do Presidente. Com os partidos mais distantes uns dos outros e mais radicalizados do que antes das negociações falhadas.
Cavaco sabe que não voltará a ser escutado da mesma maneira até ao final do seu mandato. Mesmo que tenha deixado no ar, de forma suave, a ameaça da bomba atómica.
Cavaco sabe que a maioria não ouvirá as recomendações que o Presidente deixou.
O Presidente jogou forte e perdeu. É provável que se tenha tornado irrelevante.
É preciso um compromisso nacional para salvar o Presidente da República.

AS ATITUDES FICAM COM QUEM AS TOMA.
O PR APOSTOU FORTE E PERDEU . SEGURO NÃO FOI NO ENGODO.
 
"Precisamos de uma grande união", diz Passos
Passos Coelho disse que "vivemos tempos invulgares e particularmente graves". O primeiro-ministro sublinha que o país precisa de união para ultrapassar a crise.
Carolina Reis
                                
Passos Coelho disse hoje que apesar de "ainda não ter sido possível chegar a um acordo" com o PS o país precisa de união.
"Ainda não foi possível chegar a esse entendimento, mas houve coisas em que estivemos próximos, convém aprofundá-las. O país precisa dessa união e o Governo irá procurá-la."
Durante uma visita ao concelho de Vila de Rei, o primeiro-ministro sublinhou que "vivemos tempos invulgares e particularmente graves" e que é fundamental que país crie confiança para voltar a ter uma economia saudável.
 
"A capacidade para ir buscar mais dinheiro depende muito da confiança (...) e não nos podemos apresentar como quem não tem consciência dos seus problemas." 
 
SERÁ QUE O HOMEM JÁ PENSA EM UNIÃO NACIONAL?






Bolsa

Lisboa lidera na Europa e já ganhou quase mil milhões de euros


QUEM GANHA SÃO OS ESPECULADORES PORQUE O PAIS AFUNDA-SE.

SÓ ACERTA QUANDO ESTÁ CALADO.


Os ministros Álvaro Santos Pereira e Assunção Cristas vão ser multados em mais de 43 euros por dia pela paragem das obras na A26, a auto-estrada que liga Sines-Beja.

A decisão, inédita, é revelada pelo “Jornal de Negócios” e partiu do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, na sequência de uma providência cautelar apresentada pela Câmara de Ferreira do Alentejo.

O Ministério da Economia disse ao jornal que vai recorrer da decisão

ESTE É O GOVERNO QUE O SENHOR PR APADRINHA.
DEVIAM ERA SER TODOS MULTADOS POR PARAREM O PAÍS.

A farsa de Cavaco

Paulo Gaião
                     
A história repete-se primeiro como tragédia  e depois como farsa, escreveu Marx
Em 1985, Cavaco e Eanes estragaram a vida ao PS. O primeiro rompeu com o Bloco Central e o segundo criou o PRD que roubou quase 20 por cento de votos aos socialistas e depois escancarou em 1987 a porta ao cavaquismo que esbanjou os dinheiros da Europa sem uma visão estratégica de futuro e das reformas estruturais indispensáveis.     
Hoje, Cavaco tentou estragar outra vez a vida PS, lançando-lhe o ónus da instabilidade política se rejeitasse o entendimento  com o PSD e o CDS. Entre os socialistas falou-se mesmo de cisão no partido, caso Seguro se rendesse a Cavaco.
Eanes chegou a ser apontado como o mediador que Cavaco preferia para tentar o acordo de salvação nacional.
Mas tudo acabou numa farsa de atores decrépitos, de onde o PS acabou por sair fortalecido.
Cavaco tornou-se o verdadeiro chefe de um governo de moribundos que há quinze dias vivia num clima de "grave crise política" (como disse o próprio Presidente da República) e hoje está numa situação ainda mais dramática, caminhando para o segundo pacote de resgate.
Eanes nem aceitava a mediação (propôs Silva Lopes), renunciando a tramar o PS e Cavaco nem lhe pediu que o fizesse nem se empenhou para o êxito do acordo.
Tudo sem nexo, sem propósito, sem consequência (como escreveu Pessoa).  
O Presidente da República nem eleições consegue marcar porque tem medo do seu resultado.
E não tem forças para criar um governo de iniciativa presidencial.
O país, extenuado, assiste a este filme irreal.
 
A VERDADE DEVE SER LEMBRADA.

A dívida pública portuguesa aumentou para 127,2% do PIB no primeiro trimestre, contra 123,8% registados no trimestre anterior e 112,3% observados um ano antes, sendo a terceira mais elevada da União Europeia, divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com os dados trimestrais da dívida pública do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), só a Grécia (160,5%) e a Itália (130,3%) registaram, entre janeiro e março deste ano, rácios de dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) superiores ao de Portugal (127,2%), enquanto os mais baixos pertenceram à Estónia (10%), à Bulgária (18%) e ao Luxemburgo (22,4%).
Portugal registou a sexta maior subida da UE relativamente ao quarto trimestre de 2012 (3,4 pontos percentuais), numa tabela liderada pela Irlanda, seguida pela Bélgica e pela Espanha, e o quarto maior aumento na comparação com os primeiros três meses do ano passado (14,9 pontos percentuais), depois da Grécia (24,1 pontos percentuais), da Irlanda (18,3 pontos percentuais) e de Espanha (15,2 pontos percentuais).
Diário Digital / Lusa

PARABÉNS SENHOR PRESIDENTE CAVACO. O BARCO AFUNDA-SE COM VIOLÊNCIA.
TIMHA QUATRO SAIDAS POSSÍVEIS:
A 1ª, A 2ª. , A 3ª. E AS ELEIÇÕES ANTECIPADAS.
OPTOU POR PROTEGER OS AMIGOS E O PAIS VAI PAGAR CARO ESTE ATREVIMENTO.
Procuradoria abriu inquérito à queixa do PS de ser "alvo de escutas"
António José Seguro, secretário-geral do PS
 
Num comunicado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que deu "entrada uma participação entregue pelo chefe do gabinete do secretário-geral do PS, relativa a eventuais interceções nas suas comunicações".
"De imediato foi ordenada a instauração de inquérito para investigar tais suspeitas", lê-se.
Fonte oficial do PS disse à Lusa que o partido entregou uma queixa na PGR a solicitar uma investigação já que tem "dúvidas fundadas" de que vários meios podem estar a ser "alvo de escutas ilegais".
O pedido de investigação à Procuradoria-Geral da República foi feito no mesmo dia em que o secretário-geral do PS, António José Seguro, anunciou o fim das negociações com o PSD e o CDS/PP, sem qualquer acordo

VENHAM OS RESULTADOS.
CONEÇO A TEMER PELO ESTADO DE DIREITO E PELA DEMOCRACIA.