O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares afirmou hoje ser "completamente falso" que o Governo esteja a esconder novas medidas de austeridade e acusou a oposição de tentar assustar os portugueses por eleitoralismo.
"Relativamente à hipótese de esconder medidas, isso também é completamente falso, até porque os portugueses conhecem perfeitamente as medidas de contenção da despesa que o Governo anunciou há meses, não é de agora", afirmou Luís Marques Guedes, durante a conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.
O ministro disse que "há meses que medidas de contenção da despesa estão anunciadas" e "têm sido objecto de debate", acrescentando: "Só mesmo por utilização eleitoralista é que se tenta incutir o papão ou incutir medo nas pessoas de que haverá novas medidas, haverá mais medidas adicionais, contrariando, de resto, aquilo que manifestamente são os sinais - também esses ignorados pela oposição - de tendências de inversão da situação económica e social do país".
Segundo Luís Marques Guedes, existem "dados encorajadores de melhorias", quer "na área do emprego", que considerou ser o "imediatamente mais relevante para os portugueses", quer "da situação económica, que no médio prazo ajudará a consolidar e a sustentar esse mesmo emprego e melhorar as condições de vida das pessoas".
Questionado pela comunicação social, o ministro respondeu que o chumbo do Tribunal Constitucional ao chamado regime da "requalificação de trabalhadores em funções públicas", que permite a saída de funcionários públicos, foi uma matéria que "não esteve hoje na mesa do Conselho de Ministros".
Antes, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares tinha contestado a ideia de que o executivo PSD/CDS-PP pretende adiar a divulgação do conteúdo do Orçamento do Estado e das Grandes Opções do Plano para 2014, referindo que estes documentos "são sempre apresentados, por menção expressa da Constituição e da lei, no dia 15 de Outubro no parlamento" e que "não é o Governo que escolhe estes prazos".
"Este ano dá-se o facto de haver eleições autárquicas no dia 29 de Setembro, portanto, cerca de quinze dias antes. É evidente que o que está a acontecer é que os partidos da oposição, na lógica do seu discurso eleitoralista, estão a tentar aproveitar essas matérias para as trazer para a campanha eleitoral", sustentou.
Lusa/SOL
PODE DAR AS JUSTIFICAÇÕES QUE QUISER PORQUE NINGUÉM ACREDITA.
AS MEDIDAS VÃO SER DURAS E SEMPRE AOS MESMOS: TRABALHADORES E PENSIONISTAS.
SWAPS, PPP, INSTITUTOS, AVENÇAS, FROTA AUTOMOVEL, FUNDAÇÕES, REFORTMA DO ESTADO, DESPEDIMENTOS NA FUNÇÃO PUBLICA, ATAQUE À SAUDE E EDUCAÇÃO, TUDO SERÁ ESCONDIDO ATÉ QUANDO FOR POSSÍVEL.
A VINDA DA TROIKA NO DIA 17 PODERÁ COMEÇAR A DAR SINAIS DA DESGRAÇA QUE AÍ VEM.
QUEM NÃO VOTAR NAS ELEIÇÕES ESTÁ A DAR UM CHEQUE EM BRANCO AO GOVERNO.
O GOVERNO QUANTO SE SENTE QUE PODE PERDER VOTOS RECUA SEMPRE.
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MAKLOS JUROS HOJE DISPARARAM ACIMA DA LINHA VERMELHA. SINAL QUE TUDO VAI MAL E QUE O 2º. RESGATE COM OUTRA OU MESMO ROUPAGEM ESTARÁ EM ESTUDO.
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O NEOLIBERALISMO FALIU EM TODA A EUROPA.
BRICS apoiam exigência da Índia sobre a política monetária americana
Numa reunião prévia à cimeira do G20, o grupo apoiou as preocupações do primeiro-ministro Manmohan Singh sobre os efeitos negativos da decisão anunciada em maio por Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal dos EUA.
"Os líderes dos BRICS reiteram as suas preocupações sobre os efeitos negativos inesperados das políticas monetárias não convencionais de algumas economias desenvolvidas", diz o comunicado publicado após a reunião dos cinco países membros do grupo - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, que antecedeu a cimeira do G20 que decorre em São Petersburgo, na Rússia.
O comunicado dos BRICS refere-se indiretamente ao anúncio da alteração da política da Reserva Federal norte-americana feito por Ben Bernanke, o seu presidente, em maio, que provocou pesados danos nas bolsas das economias emergentes, acelerou a valorização dessas moedas e fez disparar as yields das obrigações desses países, com particular destaque para os "cinco mais frágeis" - Índia, Indonésia, Brasil, África do Sul e Turquia.
Os BRICS apoiam, por isso, a decisão do primeiro-ministro indiano Manmohan Singh de levar o assunto a esta cimeira do G20. Singh havia dito, antes da sua partida para a Rússia, que "vou enfatizar em São Petersburgo a necessidade de uma saída ordenada no caso das políticas monetárias não convencionais seguidas no mundo desenvolvido nos últimos anos, de forma a não danificar as perspetivas de crescimento do mundo em desenvolvimento". Os indianos pretendem uma solução "sistémica" face ao contágio negativo da alteração na política monetária norte-americana, anunciada para ser iniciada ainda este ano.
Os BRICS anunciaram, ainda, que está em bom andamento a criação do Novo Banco de Desenvolvimento que terá um capital inicial de 50 mil milhões de dólares subscrito pelos cinco BRICS, mas que poderá ter a participação de organizações internacionais e de outros países.
O comunicado da reunião refere que os BRICS vão avançar com um Fundo de Reserva de contingência de 100 mil milhões de dólares, em que as participações dos cinco membros são as seguintes: 41 mil milhões por parte da China, 5 mil milhões por parte da África do Sul e 18 mil milhões por cada um dos restantes três.
Os BRICS criticaram uma vez mais o "adiamento das reformas (internas) do Fundo Monetário Internacional".
Anunciaram, ainda, que o grupo passará a ter um secretariado virtual para uma melhor coordenação dos assuntos globais.