quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares afirmou hoje ser "completamente falso" que o Governo esteja a esconder novas medidas de austeridade e acusou a oposição de tentar assustar os portugueses por eleitoralismo.
"Relativamente à hipótese de esconder medidas, isso também é completamente falso, até porque os portugueses conhecem perfeitamente as medidas de contenção da despesa que o Governo anunciou há meses, não é de agora", afirmou Luís Marques Guedes, durante a conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.
O ministro disse que "há meses que medidas de contenção da despesa estão anunciadas" e "têm sido objecto de debate", acrescentando: "Só mesmo por utilização eleitoralista é que se tenta incutir o papão ou incutir medo nas pessoas de que haverá novas medidas, haverá mais medidas adicionais, contrariando, de resto, aquilo que manifestamente são os sinais - também esses ignorados pela oposição - de tendências de inversão da situação económica e social do país".
Segundo Luís Marques Guedes, existem "dados encorajadores de melhorias", quer "na área do emprego", que considerou ser o "imediatamente mais relevante para os portugueses", quer "da situação económica, que no médio prazo ajudará a consolidar e a sustentar esse mesmo emprego e melhorar as condições de vida das pessoas".
Questionado pela comunicação social, o ministro respondeu que o chumbo do Tribunal Constitucional ao chamado regime da "requalificação de trabalhadores em funções públicas", que permite a saída de funcionários públicos, foi uma matéria que "não esteve hoje na mesa do Conselho de Ministros".
Antes, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares tinha contestado a ideia de que o executivo PSD/CDS-PP pretende adiar a divulgação do conteúdo do Orçamento do Estado e das Grandes Opções do Plano para 2014, referindo que estes documentos "são sempre apresentados, por menção expressa da Constituição e da lei, no dia 15 de Outubro no parlamento" e que "não é o Governo que escolhe estes prazos".
"Este ano dá-se o facto de haver eleições autárquicas no dia 29 de Setembro, portanto, cerca de quinze dias antes. É evidente que o que está a acontecer é que os partidos da oposição, na lógica do seu discurso eleitoralista, estão a tentar aproveitar essas matérias para as trazer para a campanha eleitoral", sustentou.
Lusa/SOL

PODE DAR AS JUSTIFICAÇÕES QUE QUISER PORQUE NINGUÉM ACREDITA.
AS MEDIDAS VÃO SER DURAS E SEMPRE AOS MESMOS: TRABALHADORES E PENSIONISTAS.
SWAPS, PPP, INSTITUTOS, AVENÇAS, FROTA AUTOMOVEL, FUNDAÇÕES, REFORTMA DO ESTADO, DESPEDIMENTOS NA FUNÇÃO PUBLICA, ATAQUE À SAUDE E EDUCAÇÃO, TUDO SERÁ ESCONDIDO ATÉ QUANDO FOR POSSÍVEL.
A VINDA DA TROIKA NO DIA 17 PODERÁ COMEÇAR A DAR SINAIS DA DESGRAÇA QUE AÍ VEM.
QUEM NÃO VOTAR NAS ELEIÇÕES ESTÁ A DAR UM CHEQUE EM BRANCO AO GOVERNO.
O GOVERNO QUANTO SE SENTE QUE PODE PERDER VOTOS RECUA SEMPRE.
A PARTIR DE AGORA SÓ SERÁ ENGANADO QUEM QUISER.
MAKLOS JUROS HOJE DISPARARAM ACIMA DA LINHA VERMELHA. SINAL QUE TUDO VAI MAL E QUE O 2º. RESGATE COM OUTRA OU MESMO ROUPAGEM ESTARÁ EM ESTUDO.
QUEM COM FERROS MATA COM FERROS MORRE.
O NEOLIBERALISMO FALIU EM TODA A EUROPA.


BRICS apoiam exigência da Índia sobre a política monetária americana

Numa reunião prévia à cimeira do G20, o grupo apoiou as preocupações do primeiro-ministro Manmohan Singh sobre os efeitos negativos da decisão anunciada em maio por Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal dos EUA.
Jorge Nascimento Rodrigues
"Os líderes dos BRICS reiteram as suas preocupações sobre os efeitos negativos inesperados das políticas monetárias não convencionais de algumas economias desenvolvidas", diz o comunicado publicado após a reunião dos cinco países membros do grupo - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, que antecedeu a cimeira do G20 que decorre em São Petersburgo, na Rússia.
O comunicado dos BRICS refere-se indiretamente ao anúncio da alteração da política da Reserva Federal norte-americana feito por Ben Bernanke, o seu presidente, em maio, que provocou pesados danos nas bolsas das economias emergentes, acelerou a valorização dessas moedas e fez disparar as yields das obrigações desses países, com particular destaque para os "cinco mais frágeis" - Índia, Indonésia, Brasil, África do Sul e Turquia.
Os BRICS apoiam, por isso, a decisão do primeiro-ministro indiano Manmohan Singh de levar o assunto a esta cimeira do G20. Singh havia dito, antes da sua partida para a Rússia, que "vou enfatizar em São Petersburgo a necessidade de uma saída ordenada no caso das políticas monetárias não convencionais seguidas no mundo desenvolvido nos últimos anos, de forma a não danificar as perspetivas de crescimento do mundo em desenvolvimento". Os indianos pretendem uma solução "sistémica" face ao contágio negativo da alteração na política monetária norte-americana, anunciada para ser iniciada ainda este ano.
Os BRICS anunciaram, ainda, que está em bom andamento a criação do Novo Banco de Desenvolvimento que terá um capital inicial de 50 mil milhões de dólares subscrito pelos cinco BRICS, mas que poderá ter a participação de organizações internacionais e de outros países.
O comunicado da reunião refere que os BRICS vão avançar com um Fundo de Reserva de contingência de 100 mil milhões de dólares, em que as participações dos cinco membros são as seguintes: 41 mil milhões por parte da China, 5 mil milhões por parte da África do Sul e 18 mil milhões por cada um dos restantes três.
Os BRICS criticaram uma vez mais o "adiamento das reformas (internas) do Fundo Monetário Internacional".
Anunciaram, ainda, que o grupo passará a ter um secretariado virtual para uma melhor coordenação dos assuntos globais.

As taxas das obrigações portuguesas seguiam hoje em forte alta no mercado secundário. No caso a dez anos, a ‘yield' situa-se em 7,001%.
Os juros implícitos da dívida pública portuguesa estão sob pressão. As taxas estão em forte alta em todas as maturidades e no prazo a dez anos já superaram mesmo a fasquia dos 7%.

A ‘yield' genérica a dez anos sobe de 6,771% para 7,001%, o valor mais elevado desde 19 de Julho, segundo dados da Bloomberg. A pressão sobre a dívida portuguesa tem-se acentuado nas últimas sessões, depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado o diploma da requalificação da Função Pública.

A subida das taxas ocorre ainda numa altura em que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, estão em reuniões com as entidades que compõem a troika, tendo como base a preparação das próximas avaliações ao programa de ajustamento que se iniciarão a 16 de Setembro.

Desde quinta-feira passada, data da decisão do TC, as taxas a dez anos sobem de 6,574% para 7,001%. Mas as maturidades mais curtas também estão a sentir a pressão. A cinco anos a ‘yield' sobe de 6,211% para 6,541% no mesmo período. Já na maturidade a três anos, a taxa subiu de 5,654% para 5,903%, enquanto nas obrigações a dois anos os juros implícitos escalaram de 4,839% para 5,251%.

Além do chumbo do TC às medidas tomadas pelo governo para reduzir a despesa do Estado, a agência que gere o crédito público, o IGCP, divulgou esta semana uma apresentação aos investidores em que dava conta de uma saída de investidores estrangeiros dos títulos de dívida portuguesa nos últimos meses.
O CHUMBO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL É DESCULPA PARA A INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO?
ISTO NÃO é o VALE TUDO.
ESTE GOVERNO JÁ DEMONSTROU QUE NÃO TEM SOLUÇÕES E QUE SEGUIU UMA POLITICA ERRADA.
A TROIKA VAI CONTINUAR A APOIAR E A DIZER QUE SÃO BONS ALUNOS.
PSD acredita que a crise no governo fez o país "reatar" laços com Passos Coelho e já no próximo ano dá tiro de partida para legislativas
Antes mesmo das eleições autárquicas, o PSD já está a pensar nas eleições legislativas de 2015. Os sociais-democratas até têm como objectivo para 29 de Setembro conseguir mais uma câmara que o PS (para conseguirem presidir à Associação Nacional de Municípios), mas não querem fazer leituras nacionais desse resultado. O objectivo a partir do fim do mês é preparar uma reeleição de Pedro Passos Coelho.
A estratégia foi dada a conhecer ontem pelo porta-voz do partido e coordenador político, Marco António Costa, que admite que foi para o partido "relançar o PSD pós-autárquicas" para ter uma "agenda mais externa". A segunda parte do mandato do governo começa agora a ser preparada também no partido num momento em que, acredita Marco António, os portugueses já fizeram as pazes com Passos Coelho. É que o primeiro-ministro "teve um desgaste de imagem muito forte, mas a forma como geriu a crise interna granjeou-lhe um reatar dos laços com o país".
Depois de mais de dois anos em que o PSD esteve mais apagado, à sombra do governo, o partido quer aproveitar o pós--troika para preparar o programa para as legislativas de 2015. Para isso vai criar um ciclo de conferências com a sociedade civil intituladas "Portugal no rumo certo", que vai começar no Verão do próximo ano e vão alargar-se até 2015.
Mas até lá o calendário eleitoral e do país aperta e dificulta, por exemplo, conversas com outros partidos: eleições autárquicas no final do mês; congresso do partido em Março; eleições europeias em Maio; e fim do programa de assistência financeira em Junho.
E se a conversa já é difícil, não ficou melhor depois de ontem. É que António José Seguro e Marco António responderam um ao outro e a crispação deverá continuar por largos meses, podendo apenas ser interrompida para assuntos específicos. Quais? As hipóteses para uma conversa tripartida (com o CDS incluído) não são muitas - reforma do IRC ou programa de relançamento da economia - e de fora fica o Orçamento do Estado para 2014.
Para o social-democrata basta o PS querer, até porque sente que os sociais-democratas ficam "sozinhos a pregar no deserto" quando apelam à convergência porque há uma indisponibilidade dos socialistas para o consenso. Mas para o PS a desconfiança é a palavra de ordem.
António José Seguro lançou ontem a ideia de que "vêm aí mais cortes", que "estão a ser feitos às escondidas" para serem "executados depois das eleições autárquicas". A acusação já tinha sido antes feita pelo secretário nacional do partido, Eurico Brilhante, que acusou o primeiro-ministro de esconder deliberadamente as opções para o próximo ano. A acusação dos socialistas não caiu bem junto do PSD. Marco António tem-se desdobrado nas respostas aos socialistas durante o Verão e ontem, num encontro com jornalistas, fez questão de responder a Seguro. Disse que "não há medidas escondidas na manga" e que as acusações são "uma falsidade".
O porquê do clima de crispação mesmo durante o Verão, em que poucos assuntos têm pedido a atenção política, prende-se sobretudo com a proximidade das eleições. É pelo menos essa a leitura do coordenador do PSD, que acusou os socialistas de lançarem "desinformação na opinião pública, provocarem o medo nos cidadãos e, com isso, quererem colher benefícios nas eleições".
E no bate-boca entre os dois, Seguro voltou a falar mais tarde para reafirmar as suspeitas de que Passos Coelho vai lançar medidas depois das eleições: "Os portugueses já estão habituados a que o primeiro-ministro e o PSD digam uma coisa antes de eleições e façam outra após as eleições."
Com esta relação partida entre os dois, Marco António acredita no entanto que pode haver um entendimento com os socialistas mais tarde. Com o final do programa de ajustamento e o regresso aos mercados marcados para o ano, o coordenador do PSD até acredita que "há tempo" se houver vontade da parte dos socialistas de se juntarem ao governo por ser "importante para o país". Já foi defendida, por exemplo, uma espécie de carta de conforto do PS a comprometer-se com o plano cautelar pós-troika. A última tentativa de o fazer - antes do Verão e com o patrocínio do Presidente - saiu gorada. Mas por agora não se fala em expectativas, fala-se em eleições.

COM ESTE POLITICO DE AVIÁRIO A PALHAÇADA VAI MANTER-SE POR MUITO TEMPO.
COM O POVO ADORMECIDO E COM MEDO TUDO É POSSÍVEL.
A OPOSIÇÃO VAI-SE ENTRETENDO A SEGUIR A AGENDA DA DIREITA E DA
  COMUNICAÇÃO SOCIAL.
CADA POVO TEM O GOVERNO E OS POLÍTICOS QUE MERECE.
Banco que tem sido acusado de vender swaps especulativos às empresas públicas processou IGCP e Finanças. Até agora, a instituição não foi notificada da acção que o Governo ameaçou que iria mover nos tribunais
Nos últimos dois meses, o Santander Totta, um dos bancos envolvidos na polémica dos swaps, interpôs dois processos judiciais contra o Estado. O primeiro por não ter tido acesso a documentos e um segundo por contestar dados da auditoria que serviu de base a decisões tomadas pelo Governo: da demissão de gestores públicos à liquidação de contratos. Já o executivo, que pela voz da actual ministra das Finanças tinha ameaçado processar a instituição financeira, ainda não avançou para os tribunais.
O Santander moveu, a 30 de Agosto, no Tribunal Administrativo de Lisboa um processo contra a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), responsável pela auditoria que o banco contesta, e contra o Ministério das Finanças. Na acção, alega-se que o organismo presidido por João Moreira Rato produziu informação "errada" em relação a um dos contratos comercializados pelo banco junto da Metro do Porto.
A auditoria, que inclui um dossier dedicado ao Santander (cujos swaps acumulam maiores perdas potenciais) e que foi remetida pelo Governo à Procuradoria-Geral da República (PGR), refere-se que esse derivado "começou desde logo com um valor de mercado negativo de cerca de 100 milhões de euros". Um dado que o banco contesta, argumentando que o valor correcto é de 9,5 milhões.
Numa carta que enviou à comissão de inquérito aos swaps, o presidente do Santander, António Vieira Monteiro, explica que a afirmação contida na auditoria "lançou uma gravíssima suspeição" sobre o banco, "transmitindo a ideia de que por força daquele cálculo tal contrato assumiria características "muito especulativas"".
No documento enviado ao Parlamento, são anexadas as cartas trocadas entre a instituição e o organismo liderado por Moreira Rato. Numa delas, com data de 29 de Julho, este responsável reconhece o erro, embora explique que o mesmo tinha sido corrigido entretanto e a informação certa transmitida ao banco, no decorrer das reuniões que têm mantido.
"A informação que referem foi revista na altura própria e integrada na informação técnica sobre esta transacção, confirmando-se que o day 1 PV [custo da transacção no primeiro dia de vida] negativo era menor", escreve Moreira Rato. O presidente do IGCP diz ainda que "não se considera adequado, necessário ou esclarecedor (...) fazer um desmentido".
Santander 3 - Estado 0
O Santander continuou a insistir, sem êxito, na rectificação do erro. E, no final de Agosto, avançou para os tribunais, exigindo que o IGCP seja obrigado a fazer a correcção e que o Ministério das Finanças supervisione esse procedimento e envie um relatório corrigido à comissão de inquérito e à PGR. O banco exige ainda uma indemnização pelos danos causados.
Este processo é já o segundo que a instituição move contra o Estado. Tal como Vieira Monteiro refere na carta enviada ao Parlamento, foi já interposta outra acção em Julho para obrigar o Governo a ceder ao Santander todos os relatórios que analisam os swaps que comercializou. Há ainda uma terceira acção, mas que está a correr nos tribunais londrinos, e que foi interposta ainda em Maio para provar a validade dos contratos.
Já do lado do Estado português, a ameaça de levar o banco a tribunal parece não ter sido ainda concretizada. A intenção foi anunciada a 26 de Abril pela ministra das Finanças (que na altura era secretária de Estado). "O Estado irá prosseguir a defesa dos seus interesses com recurso aos tribunais competentes", afirmou naquela data, em conferência de imprensa.
No entanto, o PÚBLICO apurou que a instituição financeira ainda não foi notificada de qualquer acção judicial. As negociações entre o Governo e o Santander continuam, mas parece cada vez mais difícil um entendimento. Fonte das Finanças tinha afirmado, em Julho, que o processo poderia ser interposto já e suspenso se houvesse acordo, uma vez que haveria essa margem até à sentença do tribunal. O PÚBLICO questionou ontem a tutela sobre o ponto de situação desta acção, mas não obteve resposta.
Até agora, o executivo conseguiu acordos com nove bancos, tendo liquidado 69 derivados. Outras instituições tinham vendido swaps considerados de risco, como o RBS, mas não surgem nas negociações, desconhecendo-se o destino dos seus contratos ou se o Governo quer liquidá-los.

E A NOVELA CONTINUA.
Risco de incumprimento aproxima-se dos máximos de julho
A probabilidade de uma bancarrota fechou em mais de 36%, um nível que se aproxima dos verificados no auge da crise governamental.
Jorge Nascimento Rodrigues
Última atualização há 10 minutos
Os sinais provenientes do mercado secundário da dívida soberana e do mercado dos seguros contra a probabilidade de uma bancarrota continuam a ser negativos no caso de Portugal.
O risco de incumprimento num horizonte de cinco anos fechou hoje em 36,09% e o preço dos seguros contra esse incumprimento, designados por credit default swaps, subiu para mais de 520 pontos base, segundo dados da S&P Capital IQ. É um nível de risco próximo dos verificados em vários dias durante a crise governamental de julho. O máximo, então, atingido, a 12 de julho, foi de 38,23%. Um valor de fecho de 36% já não se verificava desde 18 de julho.
Entre os "periféricos", apenas Portugal, Itália e Chipre registaram hoje subidas no risco de incumprimento em relação aos valores de fecho de ontem. O risco subiu de 35,39% para 36,09% no caso português e de 18,7% para 19,37% no caso italiano. A subida de risco no caso de Chipre foi muito ligeira. Pelo contrário, a probabilidade de incumprimento desceu para a Grécia, Irlanda e Espanha.
As yields das obrigações do Tesouro português a 10 anos fecharam no mercado secundário em alta ligeira, registando 6,77%, contra 6,76% no fecho de ontem, segundo dados da investing.com. Em final de agosto, fecharam em 6,74%. São níveis distantes dos registados no mercado secundário aquando da operação de regresso ao mercado obrigacionista em 7 de maio (5,52%). Mesmo em relação aos valores verificados no final de junho (6,4%), antes de rebentar a crise governamental, a situação é hoje pior, apesar daquela crise ter sido debelada no final de julho.
As yields subiram, também, para as obrigações gregas, espanholas e italianas naquele prazo; mas desceram para o caso das obrigações irlandesas.

FATORES COM IMPACTO NEGATIVO

Os fatores externos que têm influenciado negativamente o mercado da dívida dos países periféricos da zona euro provêm dos Estados Unidos - por um lado, o anuncio em maio de uma redução e posterior descontinuação da política monetária de "estímulos" da Reserva Federal (Fed) e, mais recentemente, a decisão de uma intervenção militar norte-americana contra a Síria, que conta com o apoio da França, mas que arrisca recriar um clima de "guerra fria" com a Rússia. Clima que poderá transparecer já na reunião do G20 que se inicia amanhã em São Petersburgo.
O "Livro Bege" publicado hoje pela Fed refere que a maior economia do mundo continuou numa situação de crescimento "modesto a moderado" em julho e agosto, o que leva alguns analistas a considerar que o banco central norte-americano poderá já na próxima reunião de 17 e 18 de setembro concretizar o plano de redução dos "estímulos" monetários anunciado em maio por Ben Bernanke, o seu presidente. O relatório sobre o Emprego que será publicado na sexta-feira poderá dar mais indicações sobre a melhoria da economia dos EUA. Uma redução dos "estímulos" acelerará a fuga de fundos de investimento das economias emergentes e dos países periféricos da zona euro, e o regresso desses fluxos de capital a aplicações em títulos de "refúgio", como os US Treasuries e as Bunds alemãs, cujas yields têm estado em trajetória de subida.

Calendário "quente" em Washington


No entanto, o calendário norte-americano em setembro é muito "quente", indo para além da decisão de redução ou não dos "estímulos". Conta, na agenda, com a nomeação do sucessor de Ben Bernanke à frente da Fed a partir de 31 de janeiro e  a discussão do orçamento e do teto da dívida federal.
Esta agenda recebeu, recentemente, um novo "inquilino", desde 21 de agosto - data do alegado ataque químico na Síria -, reanimando o factor geopolítico que já se fazia sentir desde 3 de julho, com o golpe militar no Egito.
Hoje, o Painel do Comité de Relações Exteriores do Senado norte-americano aprovou por 10 contra 7 votos a intenção da Administração Obama em realizar uma ação militar contra a Síria. No entanto, as duas câmaras do Congresso norte-americano serão chamadas a pronunciar-se na próxima semana. O Congresso reabre a 9 de setembro. Os dois partidos representados no Congresso estão divididos internamente sobre esta ação militar que poderá regionalizar e internacionalizar a atual guerra civil. A decisão do presidente Obama conseguiu apoios de peso no lado Republicano, como John Boehner, o speaker da Câmara de Representantes, e o senador John McCain, candidato presidencial em 2008, mas o jornal The Hill, que acompanha os assuntos do Congresso, vê difícil a vitória na Câmara de Representantes na próxima semana.

Incerteza sobre Itália e resgatados


Internamente à zona euro, a incerteza neste início de setembro advém de um nível de risco político elevado em Itália associado ao desenrolar do processo judicial contra o ex-primeiro-ministro e líder do partido Povo da Liberdade - "Se Berlusconi cair, cai, também, o governo" - e das dúvidas crescentes sobre a capacidade de financiamento da dívida a partir do próximo ano e da sua sustentabilidade no médio prazo nos casos da Grécia, Irlanda e Portugal, um tema que foi levantado pela revista The Economist no princípio de agosto.
Os resultados positivos da economia da zona euro no segundo trimestre - ontem reafirmados pela OCDE e hoje confirmados pelo Eurostat - não têm conseguido sobrepor-se aos fatores negativos referidos. Os dados de agosto dos índices PMI (Purchasing Managers Index) na área industrial para as principais economias da zona euro, publicados mensalmente pela Markit, apontam, também, para uma expansão da atividade, com os índices mais elevados em 25 meses para a Alemanha, em 27 meses para Itália, em 29 meses para Espanha e em 27 meses para a Holanda.
Os investidores olharão com atenção para as palavras de Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, que amanhã reúne o seu conselho de governadores.
 
E VEM O SENHOR BARROSO DIZER QUE ESTÁ TUDO BEM.


O vice-presidente da Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, acusou esta quarta-feira, em comunicado, o candidato do PSD à Câmara do Porto, Luís Filipe Menezes, de “não conhecer limites para o despudor, a mentira e a falta de vergonha”. E denuncia que “há milhares de militantes” que se sentem “vilipendiados por tanta falta de carácter e dignidade pessoal”.
Vladimiro Feliz reagia à conferência de imprensa da candidatura do PSD desta quarta-feira, na qual se ouviram críticas ao modelo de gestão de Rui Rio e onde foi afirmado que o PSD “quer manter a autarquia no ‘ranking das 20% mais equilibradas do país, do ponto de vista económico e financeiro’” e “que pretende ‘assegurar o pagamento permanente a todos os fornecedores de bens e serviços, bem como a empreiteiros de obras públicas, dentro dos prazos previstos na lei’”.
“O mínimo que se pode dizer destas afirmações, vindas da boca de quem vêm, é que o candidato (deste PSD) não conhece limites para o despudor, a mentira e a falta de vergonha. Porque se fosse sincero, então Luís Filipe Menezes teria de responder a questões tão simples como estas: Por quê, então, levou as contas da Câmara de Gaia ao descalabro que se conhece?” “Por quê, então, a sua gestão em Gaia, ao fim de 16 anos, apresenta prazos médios de pagamento a fornecedores de 234 dias, aproximadamente oito meses (…)? Contribuindo desta forma para o desespero e o sufoco financeiro de tantos deles”.
O vice-presidente da câmara do Porto pergunta ainda a Luís Filipe Menezes “por quê, então, foi obrigado a pedir o ‘resgate financeiro’ da câmara ao poder central?” No comunicado, Vladimiro acusa o candidato social-democrata de se “converter, de repente, em bom pagador e autarca de boas contas, depois de tantos, tantos (e tantos) anos a desbaratar o dinheiro público”. E deixa uma última pergunta: “Por quê, então, continua a desbaratar, quase diariamente, dinheiro da autarquia de Gaia para pagar propaganda política na imprensa, sem limites nem decoro?” “Já basta!”, afirma.
“Para estes senhores, que espantosamente continuam receber o apoio (deste PSD), é perfeitamente aceitável destruir o legado político e o espírito social-democrata, enterrando-o tão fundo, ao ponto de milhares de militantes se verem vilipendiados por tanta falta de carácter e dignidade pessoal”.
“Por mim, não posso silenciar tanta revolta interior (…). Mas não posso sobretudo, deixar que os cidadãos do Porto sejam tratados como mentecaptos, imbecis ou simples analfabetos políticos. Não! Os cidadãos do Porto hão-de reconhecer que não são quaisquer vendedores de promessas que os enganam ou manipulam, as suas consciências como por várias vezes deram provas na histórica da cidade e do país”, sublinha ainda o comunicado difundido esta noite.
Vladimiro Feliz não poupa o economista Ricardo Valente, número cinco da lista de Menezes, que também usou da palavra na conferência de imprensa  para anunciar as regras gerais de gestão económico-financeira da Câmara do Porto para o quadriénio 2014/2017. Diz o vice-presidente da Câmara do Porto que Ricardo Valente teve a “veleidade de dizer que ‘o Porto não pode continuar a ser a cidade das contas certas com base em nada feito’ e que a candidatura que integra assenta ‘numa política económica e financeira sustentável, mas que não torne a cidade pobre com os cofres cheios’”. E pergunta: “Em que cidade tem este senhor vivido para não ver o que está à vista de todos, como é reconhecido internacionalmente e demostrado  pelos vários galardões e distinções que o Porto tem recebido nas mais diversas áreas?”.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013


Silva Rodrigues no Parlamento Daniel Rocha

 

O ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris, que está a ser ouvido nesta quarta-feira no Parlamento depois de ter sido afastado do cargo na sequência da polémica dos swaps, revelou que, na reunião em que a actual ministra das Finanças lhe disse que iria ser demitido, Maria Luís Albuquerque justificou a decisão com a liberdade que daria ao gestor para falar abertamente sobre o caso na Assembleia da República.
“Nessa reunião [ocorrida a 31 de Maio], a então secretária de Estado do Tesouro disse-me que a demissão não representava um julgamento do Governo, mas acontecia porque o Governo entendia que os gestores deveriam estar sem qualquer constrangimento quando se apresentassem na comissão parlamentar de inquérito”, afirmou Silva Rodrigues.
Maria Luís Albuquerque substituiu Vítor Gaspar no Ministério das Finanças, no início de Julho. Foi à governante que coube, em conjunto com o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, informar Silva Rodrigues do afastamento do cargo, que foi oficializado dias depois da reunião, no Conselho de Ministros de 6 de Junho.
O ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris, cuja demissão o executivo associou à subscrição de dois swaps considerados especulativos enquanto líder da Carris (lugar que ocupou entre 2003 e 2012), lançou duras críticas à actuação do Governo.
“Parece que era preciso encontrar responsáveis”, referiu o gestor, que defende que a sua demissão foi precipitada por “razões políticas”. “Estou convencido de que se o assunto não tivesse seguido o rumo que seguiu, pela estrada que o Governo percorreu, não teria sido demitido”, disse.
Antes da reunião de 31 de Maio, Silva Rodrigues esteve com Maria Luís Albuquerque e Sérgio Monteiro a 6 de Maio. Nessa data, foi-lhe entregue um documento que apresentou nesta quarta-feira aos deputados, classificando-o de “papelucho”. Trata-se de uma folha A4 onde são enumerados os dois swaps subscritos pela Carris junto do Santander e que um relatório do IGCP considerou serem tóxicos.
O ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris revelou também que, quando o caso rebentou (a partir da demissão dos ex-secretários de Estado Paulo Braga Lino e Juvenal da Silva Peneda, em Abril), manifestou “junto do secretário de Estado dos Transportes vontade de fazer uma declaração pública sobre o assunto” para salvaguardar a imagem do grupo. No entanto, foi-lhe dito que “não deveria pronunciar-se sobre o tema porque não era apenas uma questão da Carris e que a tomada de uma posição poderia prejudicar a estratégia de negociação do Governo com os bancos”.
Interpelado pelo PSD sobre o grau de especulação dos dois swaps que autorizou na Carris (e que acumulam perdas potenciais superiores a 50 milhões de euros), Silva Rodrigues respondeu que “alto risco é ocupar determinadas funções no Estado, quando o Estado actua desta forma”.

A PROCISSÃO AINDA VAI NO ADRO.

Seguro acusa Passos de se esconder atrás das palavras

O secretário-geral do PS acusou hoje o primeiro-ministro de se esconder atrás das palavras, dizendo que Passos Coelho chama ajustamento às políticas de "empobrecimento", requalificação aos despedimentos e reforma do Estado aos cortes.



António José Seguro falava aos jornalistas após ter estado presente num almoço da comissão de honra da candidatura do socialista Marcos Sá à presidência da Câmara de Oeiras, horas depois de o porta-voz do PSD, Marco António Costa, ter afirmado que o Governo não tem qualquer medida na manga para apenas apresentar após as eleições autárquicas.
No entanto, o líder do PS insistiu na sua suspeita de que o executivo adiou o anúncio de mais medidas de austeridade para o período pós-eleitoral, e alegou que "os portugueses já estão habituados que o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] e o PSD digam uma antes de eleições e façam outra após as eleições".
"Há dois anos o primeiro-ministro também disse que não iria despedir funcionários públicos, que não iria cortar salários, que não retiraria os 13.o e 14.o meses aos funcionários públicos e depois fez exatamente o contrário. Os portugueses já estão habituados sobre o que valem as palavras do PSD e do Governo em vésperas de eleições", advogou Seguro.
Neste contexto, o secretário-geral do PS comentou também a declaração de Pedro Passos Coelho em que rejeitou em absoluto estar a colocar em curso uma política de empobrecimento do país.
"É preciso que o primeiro-ministro deixe de simular e de se esconder atrás das palavras. [Pedro Passos Coelho] chama aos despedimentos requalificação, aos cortes chama reforma do Estado e ao empobrecimento do país chama ajustamento. As pessoas sabem que infelizmente não é assim", apontou o secretário-geral do PS, numa iniciativa em que estiveram presentes o presidente honorário do seu partido, Almeira Santos, o mandatário da comissão de honra da candidatura do PS/Oeiras, o economista João Ferreira do Amaral, e o ex-líder da UGT (candidato a presidente da Assembleia Municipal) João Proença.
Nas suas declarações, o secretário-geral do PS invocou a situação de dificuldade de muitos professores, empresários, idosos e reformados.
"A questão é muito simples: É preciso parar com esta política que conduz ao empobrecimento, que não resolve nenhum problema, que não cumpre nenhuma meta orçamental, enquanto a dívida já ultrapassa os 130 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). O PS é defensor do equilíbrio das contas públicas, mas que tem de ser alcançado com os portugueses e não contra os portugueses", disse.
Na perspetiva de António José Seguro, o ajustamento de fala o primeiro-ministro "não tem em conta as consequências sociais e económicas no país - e nós não podemos suspender os portugueses".
"Ou saímos desta crise todos juntos e com todos os portugueses, ou então é um péssimo trabalho que está a ser feito", acrescentou.
Interrogado sobre a ausência de uma decisão do Tribunal Constitucional aos casos de candidatos que voltam a concorrer após terem assumido funções de presidentes de Câmara em outro município ao longo de três mandatos consecutivos, António José Seguro recusou-se a fazer qualquer comentário.
"Não faço pressões sobre o Tribunal Constitucional", alegou.
Em Oeiras, no almoço da candidatura do socialista Marcos Sá à presidência da Câmara de Oeiras estiveram também presentes o reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, o ex-ministro da Administração Interna Rui Pereira e o antigo árbitro de futebol Jorge Coroado.
Diário Digital com Lusa

OS PORTUGUESES JÁ PERCEBERAM MUITO BEM QUE ESTE GOVERNO MENTE E QUE DIZ UMA COISA HOJE E OUTRA E O SEU CONTRÁRIO NO DIA SEGUINTE.
MAS O QUE OS PORTUGUESES QUEREM É QUE O PS DIGA COM CLAREZA O QUE PROPÕE PARA SALAVAR PORTUGAL E OS PORTUGUESES.


O perfeito juízo do dr. Passos. E o meu.

Nicolau Santos
Em mais uma intervenção estival, o dr. Passos disse perante uma pequeno agrupamento de populares pouco entusiasta que ninguém no seu perfeito juízo, quer esteja à frente do Governo ou duma autarquia, trabalha para fazer empobrecer as suas comunidades.
Eu tive de bater três vezes com a mão no televisor, porque a instalação elétrica da casa onde vivo não é grande coisa e às vezes o sinal desaparece ou chega aos soluços, com o som também a ressentir-se.
Mas depois ouvi a repetição e o dr. Passos insistiu: ninguém no seu perfeito juízo, à frente do Governo ou duma autarquia, trabalha para fazer empobrecer as suas comunidades. 
Desta vez, agarrei-me ao telefone e marquei rapidamente uma consulta, que no entanto não ocorrerá antes de 2014, para saber do meu estado de sanidade mental.
É que na verdade, eu lembro-te de ter ouvido muito claramente o primeiro-ministro dizer no início deste ajustamento, há cerca de dois anos, que o país não sairia da crise a não ser empobrecendo. Que tínhamos gasto mais do que devíamos. Que nos tínhamos endividado à grande e à francesa para viver acima das nossas possibidades.  E repetiu a ideia algumas vezes, o que me levou a perguntar se este era o programa político que o dr. Passos tinha para motivar os portugueses. empobrecer.
Ora afinal o dr. Passos diz agora que não disse o que eu ouvi. E que ninguém no seu perfeito juízo diria tal coisa. Como o dr. Passos não mente, isto reconduz-nos a duas hipóteses: ou o dr. Passos não está no seu perfeito juízo, o que é impossível, tratando-se do homem do leme, do primeiro-ministro que conduz o país no meio da porcela que atravessamos; ou eu não estou no meu perfeito juízo, o que é altamente provável.
Aliás, chegaram agora aqui dois senhores de bata branca que trazem uma daquelas camisas que apertam atrás. Queres ver que é para mim? 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Livro de Judite de Sousa sobre Álvaro Cunhal junta extremos políticos


Álvaro, Eugénia e Ana apresentado em Lisboa.

Livro sobre o lado mais pessoal da vida de Álvaro Cunhal Miguel Madeira
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Um livro sobre o lado mais pessoal da vida do histórico secretário-geral do PCP Álvaro Cunhal juntou nesta terça-feira várias personalidades dos mais diversos quadrantes políticos, em Lisboa, com quase todos os partidos com assento parlamentar representados.
"Coloca aquela dimensão que nem sempre é pública, do homem de afectos, em relação à sua família, aos seus", analisou o actual líder comunista, Jerónimo de Sousa, enquanto o antigo líder do PSD e agora comentador Marcelo Rebelo de Sousa destacou que a obra "acompanha a sua vida familiar, nomeadamente a sua relação com a filha, e isso era muito pouco conhecido em Portugal".

Na apresentação do livro da jornalista Judite de Sousa - Álvaro, Eugénia e Ana, por referência a uma de suas irmãs e à sua filha, pretendendo retractar "o homem por detrás do político" - estiveram ainda personalidades do CDS-PP e PS, entre outras.

"Aqui estão pontes que podem ser estabelecidas tendo em conta a realidade que vivemos, o estado do país. Nós não temos o monopólio dos patriotas e dos democratas. Portanto, com esses contamos sempre", disse Jerónimo de Sousa, reconhecendo que há outras pessoas "não comunistas" que também estão "preocupadas com o rumo do país".

O também agora comentador político e antigo líder do PSD Marques Mendes, a presidente do PS, Maria de Belém, a vice-presidente do parlamento e dirigente democrata cristã Teresa Caeiro, assim como o secretário-geral dos centristas,

António Carlos Monteiro, foram outras figuras presentes, tal como o ministro das Finanças do I Governo Constitucional, Medina Carreira.

O ex-ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares do actual Governo da maioria PSD/CDS-PP, Miguel Relvas, escusou-se a comentar a actualidade política porque tem estado "fora do país, com muitas viagens e muito trabalho".

"Ficamos a saber mais de Álvaro Cunhal. É interessante porque é uma das figuras - das cinco, seis, sete, oito, dez - que dominaram os últimos 50 anos", afirmou ainda Marcelo Rebelo de Sousa, que elogiou o trabalho da sua entrevistadora de domingo na TVI.

Para Rebelo de Sousa, "o meio do PCP é, normalmente, muito fechado e o círculo em torno de Álvaro Cunhal era também particularmente fechado", portanto, "entrar lá e conseguir contar em reportagem e em livro, tem muito mérito".


  
Seguro

      São necessários mais do que "jeitinhos" da 'troika'   

 

 

 
 
      

Para Seguro, o país não precisa de "mais do mesmo", ou seja, "a 'troika' vem dizer que está tudo a correr bem e depois flexibiliza um bocadito uma meta".
O secretário-geral do PS disse hoje ficar "satisfeito" se o Governo seguir a sua proposta de negociar a nível político com a 'troika', mas sublinhou que são necessários mais do que "jeitinhos" dos credores.
Seguro falava a propósito das deslocações do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, a Bruxelas, Frankfurt e Washington, entre hoje e quinta-feira, as cidades-sede da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, para encontros com os responsáveis da 'troika' de credores.
"Se [o Governo] está a seguir as minhas propostas eu fico satisfeito. Vamos ver quais são os resultados, mas eu fico satisfeito que o Governo siga as propostas que o PS faz", acrescentou, respondendo a questões dos jornalistas em Ponta Delgada, no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, o também socialista Vasco Cordeiro.
Para Seguro, o país não precisa de "mais do mesmo", ou seja, "a 'troika' vem dizer que está tudo a correr bem e depois flexibiliza um bocadito uma meta".
"O que o país precisa, não é disso. É de fazer uma avaliação séria e rigorosa e responder a uma pergunta. Durante estes dois anos concretizámos alguma meta? Atingimos algum dos objetivos do memorando, quer em matéria do défice orçamental quer em matéria da dívida? Não. E qual é o preço que estamos a pagar do ponto vista económico e social por esta política de austeridade? Quase um milhão de desempregados e o nosso PIB caiu neste período cerca de dez mil milhões de euros, isto é, dez vezes mais do que o inicialmente previsto", afirmou.
O líder do PS reiterou que "o realismo e o bom senso mandam que se pare com este caminho" e se opte pela via da estabilização da economia e do crescimento para atingir o equilíbrio das contas públicas, lembrando que defende há meses "a renegociação política" do programa de ajustamento.
"O que é que o Governo tem feito? Tem dito aos portugueses: façam todos os sacrifícios que é possível atingir os objetivos. Depois, quando fica aflito porque não atingiu os objetivos ou porque vê que é impossível de os atingir vai pedir à 'troika': vejam lá se nos dão aqui um jeitinho e se em vez deste ano ser 4,5 pode ser 5,5 e se para o ano podem-nos dar mais outro jeitinho. Ora isto não vai la com jeitinhos, vai lá com realismo e vai lá sobretudo com o reconhecimento e a avaliação de que esta política de austeridade é errada", sublinhou.
Seguro revelou ainda que o PS tem neste momento um "grupo de trabalho" a estudar, para futuro, situações que "devem ser adotadas pelo país de modo a criar mais equidade em todos os sistemas, sejam eles de saúde de educação ou de pensões e reformas", sem adiantar mais pormenores.
Questionado sobre o "cenário" de novos cortes salariais a funcionários públicos que passem para a mobilidade, na sequência do recente chumbo do Constitucional, respondeu que se isso acontecer "o Governo não aprende com os erros" porque "a política de cortes" provoca mais austeridade, mais falências e desemprego, agravando ainda o problema da dívida e do défice.

O líder socialista lembrou que o PS já apresentou um pacote de medidas alternativas à política do Governo, dizendo que ainda esta semana será apresentada a proposta da redução do IRC para os primeiros 12.500 euros de lucro das empresas.

É URGENTE UMA OPOSIÇÃO MAIS FORTE E COM ALTERNATIVAS SÉRIAS.
ISTO JÁ NÃO VAI  LÁ COM PALAVRINHAS MANSAS.

PS indignado com RTP

Os socialistas entendem que, ao entrevistar Passos Coelho no dia 10, a RTP dá "uma machadada no dever de isenção de uma estação pública".
Anabela Natário e Cristina Figueiredo
                      

Soube-se hoje que a estação pública vai estrear dia 10, com uma entrevista ao primeiro-ministro, um programa intitulado "Portigal Pergunta", em que as questões são postas ao entrevistado por uma plateia pessoas selecionadas por empresas de estudos de mercado.
A RTP informou prontamente que também pretendia entrevistar António José Seguro mas -segundo explicou o porta-voz do PS - não especificou uma data,tendo apenas dado a entender que seria "mais perto do Orçamento do Estado", logo, depois das autárquicas.
A resposta indignou os socialistas, que entendem que, a cumprir este calendário editorial, a RTP está "a dar má machadada no dever de isenção de uma estação pública em tempo eleitoral", afirmou João Ribeiro, acrescentando que o "o PS aguarda esclarecimentos por parte da RTP".
Confrontado pelo Expresso com a acusação do PS, o diretor de informação da RTP, Paulo Ferreira, explicou que a entrevista ao primeiro-ministro "não tem que ver com autárquicas mas, obviamente, com a governação do país".
Paulo Ferreira disse ainda que foi feito um convite ao líder do PS, e este "aceitará ou não, e só depois se marcará a data, como acontece com qualquer entrevista".
"Não são as lideranças partidárias que decidem o calendário das entrevistas da RTP", acrescentou o diretor de informação, lembrando: "Estamos a utilizar a mesma liberdade editorial de quando convidámos José Sócrates para comentar". 
"O País Pergunta", dirigido pelo jornalista Carlos Daniel, não será um programa de periodicidade certa, mas irá para o ar conforme a ocasião, propondo-se entrevistar líderes políticos.
 
O PS ANDA A DORMIR?
ESTA GENTE É CAPAZ DE TUDO E MAIS ALGUMA COISA.
NÃO BASTA MOSTRAREM INDIGNAÇÃO. É PRECISO DENUNCIAR SEMPRE E SEM RODEIOS.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

PM está a tornar-se "político perigoso" e Cavaco deve intervir rapidamente - Alegre

"Com os seus repetidos ataques ao Tribunal Constitucional (TC) e agora ao presidente do TC, o primeiro-ministro revela falta de cultura democrática e está a por em causa o próprio Estado de direito (...) e também o regular funcionamento das instituições democráticas", disse Manuel Alegre à agência Lusa.
Para o ex-candidato presidencial, Cavaco Silva deveria chamar a atenção a Passos Coelho: "Trata-se de uma pressão inadmissível e trata-se de pôr em causa a própria honorabilidade do presidente do TC", realça o socialista.