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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SOS

Acudam, que já não tenho pachorra para as manifestações dos colégios com contrato de associação. Encerrem, entreguem as criancinhas ao ministério e partam para outra. Não me parece que este assunto possa e deva ser resolvido com as grotescas manifestações/manipulações a que vimos assistindo, como caminhadas a Fátima ou a deposição de caixões à porta do primeiro-ministro. As criancimhas merecem mais do que estes degradantes espectáculos. A bem da sua formção.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

APELOS E ENSINO

Cavaco Sila andou pelo Norte e apelou aos empresários para ajudarem o país a sair da crise.

É sabido que um dos grandes males da economia portuguesa é a reduzida produtividade e esta depende, para além da componente salarial, da qualidade do investimento, da gestão e da formação, seja do pessoal seja a dos próprios empresários. Ora, é sabido que os nossos empresáros têm uma formação básica rudimentar e não procuram pessoal com formação adequada, tão só pelos custos que acarreta. O objectivo é pagar o salário mínimo, com contratos a prazo renováveis, se não mesmo a recorrência ao dito recibo verde, uma fraude de todos conhecida mas a que não se põe termo.

Ouço Nuno Crato dizer que no menu de um qualquer restaurante de uma multinacional está escrito que certo prato é composto por 1/2 de não sei quê, mais 2/3 de outra componente e ainda contém mais outra coisa qualquer, e espanto-me, como ele se espantou.

Ou, como referiu, é perguntado aos alunos do 4.º ano de escolaridade, nas provas de aferição, quantos minutos decorreram entre as 10h00 e as 10h25, e nas provas do 6.º ano é pedida a divisão de um conjunto de 8 quadradinhos de chocolate em 4 partes (com eventual recurso à máquina de calcular, que está ali à mão).

Que "empresários-gestores" ou mesmo quadros médios podem sair de um ensino deste calibre?

E que pessoal, com que formação, vão eles procurar ao mercado?

Muitos dizem, e eu subscrevo, que o factor primodial do nosso atraso tem a ver com o ensino que é ministrado nas nossas escolas, mesmo nas superiores, com gente licenciada que não sabe escrever e não entende o que seja uma simples regra de três (salvo os da área). Ou como o autor do menu atrás referido, que consegue que uma unidade seja passível de ser decomposta em metade, mais dois terços e mais umas pinguinhas.

Como é possível ouvir-se a toda a hora os comentadores desportivos falarem em "júniores" e "séniores" e jornalistas de jornais ditos de referência a construirem frases em que o sujeito não conjuga com o predicado? Ou locutores de rádio ou TV que não sabem os plurais de muitos termos do português básico (ex.ºs: os "môlhos" e os "mólhos", os "acôrdos" e os "acórdos", os "corrimãos" e os "corrimões", os "esgôtos" e os "esgótos", etc., etc.). Não falando na célebre "penso eu que de que", que fez escola.

Isto para não falarmos nos comentardores encartados do "achismo", que debitam lugares comuns, ouvidos de outros tão credenciadados quanto eles, satisfeitos consigo próprios, empantes do seu saber enciclopédico de rama de oliveira.


Gestão e produtividade com o ensino como o conhecemos há anos vão ser muito difíceis de ser superados. E Cavaco Silva também tem culpas no cartório, não pode fugir com o rabo à seringa. Não esqueçamos o seu "homem novo", bom aluno da "Europa", embarcado na nau em que ele era o homem do leme, com rumo e destino bem determinados.