...que querem nomear-me fiscal do Fisco (passe a redundância)? E, para além de não me quererem pagar pela função, ainda me amedrontam com coimas se eu não quiser colaborar? Façamos-lhe, todos, um manguito, e mandemo-los abaixo de Braga.
Confirma-se o assalto e o esbulho aos trabalhadores, sejam da função pública ou da actividade privada. Idem, para quem já não trabalha, mas que, conjuntamente com a entidade patronal (pública ou privada) descontou durante anos para a sua reforma: aqui é roubo puro e os seus autores deveriam ser julgados em tribunal comum como assaltantes e gatunos, que são.
Os prémios dos chamados jogos sociais estão iesentos de IRS, estando, porém, sujeitos a imposto de selo. Pois agora, diz-se que o governo está a pensar cobrar IRC naqueles prémios, sempre que as apostas sejam feitas por sociedades irregulares, tipo vaquinha. Deste modo, esqueça aquela apostinha em comum com os amigos. Para além de poder ter chatices na distribuição do eventual prémio (veja-se o caso do casal de namorados de Barcelos, que depois de pagarem as custas e os honorários dos advogados, pouco lhes vai sobrar), pode vir a pagar IRC. Aposte sozinho e se tiver um prémio gordo não diga a ninguém. Boa sorte!
O IRC pago pelas empresas não tem correspondência directa com o volume de negócios, bem o sabemos. Mas não deixa de ser estranho que, em média, o IRC geral cobrado seja da ordem do 1% daquele volume de negócios e as indústrias farmacêuticas apenas paguem 0,16%! Parece que a maior contribuição fiscal desta indústria é a entrega do IRS cobrado ao pessoal ao seu serviço. A Associação do sector não comenta os números!... Afinal, não é só a banca a "fugir" ao fisco!