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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E PORQUÊ SÓ AGORA?

Leio que Cavaco Silva publicou na página oficial da Presidência uma nota explicando o caso da permuta das suas casas de férias no Algarve.
Há aqui algumas dúvidas:
1 - porquê só agora e não no tempo adequado, matando o assunto à nascença?
2 - e estará tudo preto no branco, ou as dúvidas vão permanecer?
3 - não haverá um modo mais abrangente de dar a conhecer o assunto, sem ser na tal página oficial, que, ao que julgo, muito pouca gente deve consultar?

O gesto parece-me arrogante, pela forma e por fora de tempo e de contexto. Combina com segundo discurso que proferiu na noite eleitoral, já classificado por políticos, politólogos e outros analistas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

QUESTÕES TERMINOLÓGICAS

O senhor Presidente da República "decidiu prescindir", a partir de 1 de Janeiro de 2011, do seu vencimento.
O senhor PR não decidiu coisa nenhuma, o senhor PR optou por receber as reformas, a que tem direito, em lugar do vencimento, já que, nos termos legais invocados, não pode acumular. E optou pela mais vantajosa, o que, sendo legítimo, não se critica.
Seria, assim, mais avisado utilizar um termo mais adequado do que aquele "prescindiu". É feio e não lhe fica nada bem, a ele que se invoca como "rigoroso".

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O CARTÃO DE CIDADÃO

Muitos (quantos?) eleitores não conseguiram votar por desconhecerem que o seu número de eleitor e secção de voto tinham sido alterados. E se, quando receberam o dito cartão, o mesmo fosse acompanhado por um papelinho chamando a atenção para as alterações e a necessidade de serem confirmadas, ou serem alertadas por quem entregou o cartão? E não tendo isso sido feito, a CNE ou outro organismo competente tivesse, durante a campanha, chamado a atenção para o facto? Que procurassem na internet ou enviassem um sms; em alternativa, deviam dirigir-se à sua Junta de freguesia, longe que ficasse. O que parece certo, é que o "sistema" pifou. Um imbróglio nada simplex. Ninguém se vai responsabilizar ou ser responsabilizado?

PRONTO, JÁ ESTÁ

Cavaco Silva foi reeleito, agora apenas com os votos de 23% dos eleitores inscritos, e menos 527 000 que em 2006.
Mais de 53% dos inscritos não se deu à maçada de ir votar (resta saber o número dos que o não conseguiram devido ao imbróglio do cartão de cidadão). E houve mais de 277 000 que, dando-se ao trabalho de ir votar, disseram não se reverem em nenhum dos candidatos, incluindo o reeleito.
Cavaco ganhou, sem margem para dúvidas, mas por margem que não pode deixá-lo sossegado e muito menos impante, como parecia. Resultado muito insatisfatório para tão grande ego...
Não consegui entender o fel destilado, do alto do púlpito, já depois do "discurso oficial"de vitória. Para ele, os "casos" trazidos a público são uma inventona (que os jornalistas devem investigar, diz), depois de não querer dar respostas satisfatórias às dúvidas que se levantaram. Salvo se vier a haver clarificação, a dúvida vai permanecer nos espíritos e isso ele não vai conseguir apagar.