sábado, 11 de julho de 2009

É PRECISO ACORDAR E AGIR

"Seria preciso que os socialistas acordassem do seu torpor", diz Manuel Alegre
Em nenhum outro país europeu a esquerda é eleitoralmente tão forte como em Portugal. Mas essa força não serve para grande coisa. Sobretudo não serve para governar, seja em coligação seja através de acordos pontuais. Em caso de maioria relativa do maior partido da esquerda, a governabilidade só é garantida à direita, quer através do bloco central quer com o apoio do CDS. Nem o PCP e o BE estão disponíveis nem o PS quer governar com qualquer deles. As nossas esquerdas parecem ter como desígnio principal excluírem-se umas às outras. É uma das originalidades portuguesas.
Depois da queda do muro de Berlim, os partidos comunistas quase se evaporaram. Com a honrosa excepção do PCP, não só pelo seu papel na luta antifascista, mas também devido ao facto de Álvaro Cunhal ter preservado a ideologia tradicional do partido, fixando assim o núcleo essencial do seu eleitorado.
Esperava-se então que fosse a hora do socialismo democrático. Mas o que veio foi a globalização neoliberal. Com os socialistas na defensiva ou ideologicamente colonizados. Essa é talvez a razão pela qual a nova crise global do capitalismo financeiro beneficiou a direita e não a esquerda. Parafraseando Saramago, para quê votar à esquerda se não há esquerda? Como projecto de governo, não há. Se não mudar, o socialismo europeu corre o risco de ter um destino semelhante ao do movimento comunista. Se a esquerda de poder imita o poder da direita e as outras continuam a sonhar com os amanhãs que já não cantam, se, no seu conjunto, a esquerda deixa de representar um horizonte visível de esperança, os eleitores viram-se para outro lado e para a ilusão da segurança que, em época de crise, a direita oferece. Pelo menos a direita sabe o quer: quer poder. E não tem os pruridos da esquerda, une-se para o conquistar.
As próximas eleições serão marcadas por uma ofensiva ideológica da direita. O que está em causa é o consenso constitucional aprovado por larga maioria, incluindo o PSD, sobre os direitos sociais (escola pública, universalidade do acesso à saúde, segurança social pública). A líder do PSD anuncia o fim de um ciclo e de uma concepção da democracia em que direitos políticos e direitos sociais eram considerados inseparáveis. Com o absurdo de o PSD partir para as eleições com a bandeira da ideologia que está na origem da actual crise mundial. Sabem-se os objectivos: papel do Estado, protecção social, direito do trabalho.
Os resultados desta receita estão à vista em toda a parte: desregulação do mercado entregue a si mesmo, busca sem freio do lucro pelo lucro com total indiferença pelos custos sociais, ausência de ética e transparência. Na hora do colapso do neoliberalismo, MFL faz o discurso ultraliberal do Estado mínimo. À força de tanto querer rasgar, acabará por rasgar o horizonte social do 25 de Abril, consagrado na Constituição.
E por isso impunha-se um sobressalto. Seria preciso que os socialistas acordassem do seu torpor e que dentro do PS se ouvissem vozes a exigir uma mudança. Não só de estilo, mas de pessoas e de políticas. Na educação, no trabalho (cujo Código é imperioso rever), na Justiça, na função pública, na relação com os sindicatos, na afirmação do primado da política e na urgência de libertar o Estado de interesses que o condicionam. Seria preciso que o PS fosse capaz de se reencontrar consigo mesmo, com os seus valores e com o seu eleitorado. E que as outras forças de esquerda, sem abdicarem das suas posições próprias, definissem com clareza o adversário principal e se interrogassem sobre as consequências de um eventual governo de MFL. Se a direita governar, o povo da esquerda será o principal perdedor, independentemente da votação nos partidos que dele se reclamam.
Dir-me-ão que a maioria PS não governou à esquerda. Eu gostaria que tivesse governado de outra maneira. Mas também sei que uma maioria de direita jamais deixaria passar o referendo sobre a IVG e a lei do divórcio. Sei que com um governo de MFL o SNS será praticamente desmantelado e o papel do Estado, como ela já afirmou, "reduzido ao mínimo indispensável".
Como socialista, não me compete dizer ao PCP e ao BE o que devem fazer. Gostaria que uma maioria de esquerda fosse capaz de gerar soluções políticas alternativas. Mas não tenho ilusões. Tal só será possível com uma ruptura de cada uma das esquerdas consigo mesma. O que está longe de acontecer.
Aos socialistas digo que ainda há tempo. Ainda é possível vencer o PSD. Mas não será com certeza ouvindo opiniões à direita e esquecendo a sua própria esquerda. Nas europeias, não foi o PSD que teve um aumento significativo de votação, foi o PS que perdeu grande parte da sua base social, a ponto de, pela primeira vez, ter ficado aquém de um milhão de votos. Várias vezes falei de um buraco negro na esquerda. A soma da abstenção com os resultados do BE e do PCP mostram que esse buraco se situa na área do PS. Não é crível que personalidades de direita consigam recuperar para o PS o eleitorado que este perdeu para a abstenção e para a esquerda. Os socialistas não podem ter um discurso emprestado. Não se combate o liberalismo ultra com o liberalismo suave. Nem se vence o PSD com ex-ideólogos do PSD. Ainda é possível dar a volta. Mas algo tem de acontecer. Apesar dos erros, a bandeira do PS não está no chão. Mais política e menos marketing. Mais socialistas e menos figurantes. Um pouco mais de esquerda. Ou, como diria Mário Cesariny, "um acordar".
Para que um dia destes não estejamos a perguntar-nos como é que se perdeu mais uma oportunidade e como é que um país maioritariamente de esquerda pode acabar uma vez mais a ser governado pela direita.

Artigo publicado na edição impressa do Expresso de 11 de Julho de 2009

LUGARES QUEREM, MAS TRABALHAR NA CAMPANHA NÃO VEJO NADA

Pedro Pinto e Duarte Cordeiro (Lisboa), Hugo Pires (Braga), João Portugal (Coimbra), Nuno Araújo (Porto), Patrícia Monteiro (Viseu) e Fernando Morgado (Vila Real) e Pedro Vaz (Aveiro), adiantou à agência Lusa fonte da JS.
Na sua última reunião antes das legislativas, que decorreu na Guarda, a Comissão Nacional da JS - um órgão integrado por cerca de 90 dirigentes de vários pontos do país - aprovou, também, os principais objectivos políticos da organização a curto prazo.
O secretário geral da JS, Duarte Cordeiro, disse que os jovens socialistas pretendem ver inscritos nas propostas eleitorais alguns dos onze objectivos aprovados na reunião.

COPIE-SE

O Senado francês votou a proibição do uso de telemóvies nas escolas do país. Esta resolução terá, contudo, que ser ainda apreciada pela Assembleia Nacional.

De que estamos à espera para copiar uma boa resolução? Claro que iríamos perder umas boas "reportagens", mas não se pode ter tudo!

É SÓ PETINGA!

"Antigo vice-presidente do CA da FPF suspenso por 4 anos, por manipulação das classificações de árbitros e observadores nas épocas de 2002/2003 e 2003/2004", leio algures.
Seis anos depois?! E é só peixe miúdo? E porquê as manipulações? A quem aproveitaram? Apenas aos ditos árbitros e observadores? Quando é que se verificará uma vassourada no mundo do futebol?

GÊS

Havia a velhinha G3, mas está obsoleta.
Depois nasceu o G5, seguiu-se-lhe o G8 e, agora, Sarkozy propõe o G14. Deve disparar mais rápido, mais alto e mais forte. A ONU pode ser dispensada, por obsoleta também. Sarkozy sempre na vanguarda. Viva la grandeur de la France!

ACABOU MAIS UMA NOVELA

A novela, que se estendeu por cerca de um ano, terminou: foi eleito o novo provedor da Justiça, Alfredo José de Sousa. O único candidato obteve 198 votos favoráveis, enquanto 19 dos deputados presentes disseram não ou nim. Espera-se que o agora eleito cumpra o seu mandato de acordo com as regras estabelecidas no respectivo estatuto e que denuncie, se for e quando for, o caso, quem foge a cumprir o seu dever de colaboração. De figuras decorativas estamos todos fartos. Eu pelo menos estou.

INQUÉRITOS PARLAMENTARES

Para que servem os inquéritos parlamentares? Para pura chicana política e para abrilhantar alguns dos protagonistas (as TVs estão lá, muitas vezes em directo, e isso conta). Apontem-me uma cujas conclusões sejam... conclusivas e subscritas por todos os partidos. Acabe-se de uma vez por todas com esta figura...triste. É pura perda de tempo, tempo que poderia ser utilizado em assuntos mais importantes para o Zé. Não queria, mas vou utilizar a expressão: mera palhaçada.

PS - PORTO

Elisa Ferreira realiza, em pré-campanha, uma visita ao Hospital de S. João, mas não se vê ninguém da estrutura do partida que a propôs e é suposto apoiar. Há uma visita programada ao Bairro do Lagarteiro, que é desmarcada por razões não muito claras. Murmura-se que é possível uma retirada da candidatura ou retirada da confiança à candidata.

Sondagem para a CM Porto: Rio - 55,2%, Elisa - 23,5%.

Rui Rio, depois das corridas dos calhambeques, pode ir para férias sossegado.

FOTO DO DIA

"Encierro" de Sanfermine, Pamplona, onde viria a morrer um jovem
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(20 minutos)

EFEMÉRIDES


No culto católico, hoje é dia de S. Bento, padroeiro da Europa


Feriado Municipal em Arcos de Valdevez e Santo Tirso


Neste dia, em

- 1989, morre o britânico Sir Laurence Olivier (foto), um dos maiores actores de teatro e cinema (dizem ter sido o maior actor em personagens de peças de Shaskspeare), tendo sido ainda realizador e produtor. Ganhou vários Óscares e outros prémios.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

o senhor presidente não vai gostar


Léxico político de Cavaco Silva
Se Mao teve o seu livro verde e Kadafi o livro verde é tempo de começar a dar contributos para o livro laranja de Cavaco Silva. Aqui fica uma proposta de léxico político:
Transparência nos negócios: entregar as poupanças a um amigo presidente do BPN para que este fixe o preço a que compra e vende as acções, dando-se preferência à compra das acções não cotadas do banco do amigo, assegurando-se lucros superiores a 100% para as poupanças do próprio e familiares.
Cooperação estratégica: elogiar as reformas do governo quando este está em alta e fazer silêncio quando as sondagens são adversas ao partido do governo, principalmente se o partido é dirigido por má moeda ou por moeda com cotação inferior às acções da SLN.
Solidariedade institucional: combinar com Manuela Ferreira Leite o que cada um vai dizer na semana seguinte.
Desenvolvimento económico: evolução da economia que se traduz em riqueza, sendo esta indirectamente medida pelo indicador que contabiliza o número de quilómetros de estradas municipais construídos.
Veto político: equivalente presidêncial dos ovos, vendem-se à dúzia.
Carapaus alimados: iguaria preciosa indicada para repastos com clérigos convidados mas que deve ser servida com parcimónia.
Bolo-rei: bolo seco com frutas cristalizadas e por vezes com uma fava que é especialmente indicado para encher a mula e cujos aromas subtis só são devidamente apreciados se comido sem mastigar.
Assessor: variante de agente secreto rasca, mas de grande utilidade para promover a intriga política junto da comunicação oficial, bem como para divulgar as comunicações oficiais.
EPIS: Associação de empresários amigos presidida por Rendeiro, um conhecido empresário modelo da praça, uma autêntica boa moeda do meio empresarial nacional.
Acções: há as boas e as más, as melhores são aquela cujos preços de compra e de venda são fixados por Oliveira e Costa.
Tabu: momento prolongado de reflexão.
Cimento: matéria-prima cuja unidade de medida era o ecu, mais recentemente convertido em euro.
Genros: designação dada aos doentes tratados em hospitais com recurso a cunhas.
Praia: o local mais apropriado para levar os seguranças a passear.
Má moeda: género de políticos que dão excelentes candidatos à autarquia da capital.
Roteiro da exclusão: passeio político equialente a lavar as mãos com água-benta.

É COM POLÍTICOS DESTES QUE O PAÍS SE LEVANTA?

Horta, 10 Jul (Lusa) -- A Assembleia Legislativa dos Açores vai reavaliar na próxima conferência de lideres o acesso a novos meios de comunicação dentro do plenário, para evitar polémicas entre deputados, como as que aconteceram esta semana por causa da utilização do 'Twitter'.
A decisão foi tomada pelo presidente do parlamento açoriano, Francisco Coelho, na sequência de um incidente ocorrido quinta-feira, ao final do dia, envolvendo troca de acusações entre os lideres das bancadas do PS e do PSD por causa de comentários feitos na Internet.
Na perspectiva de Francisco Coelho, os "problemas" que as novas tecnologias levantam ao trabalho parlamentar devem ser discutido "democraticamente" na próxima conferência de líderes parlamentares, no sentido de preservar o "civismo" e o relacionamento pessoal entre os deputados.
"Temos que arranjar, não digo um manual, mas um conjunto de boas práticas políticas e de relacionamento com os outros, que envolvam os deputados, mas também todos aqueles que circulam nesta casa", afirmou.
Pouco antes, Hélder Silva, líder parlamentar do PS, tinha acusado o seu homólogo social-democrata, António Marinho, de tentar agredir, durante um intervalo dos trabalhos, o deputado socialista Alexandre Pascoal, por este ter escrito comentários sobre si no 'Twitter".
"O senhor teve uma atitude reprovável, que nós não aceitamos. Não lhe admito que entre por este grupo parlamentar e que atente fisicamente contra um deputado desta bancada", advertiu Hélder Silva.
O parlamentar socialista recomendou a António Marinho que tomasse "um calmante", lembrando que durante todo o dia "não faltaram comentários" contra o seu partido em blogues e no 'Twitter", sem que tivesse reagido.
Em resposta, o líder da bancada do PSD negou que tivesse tentado agredir Alexandre Pascoal, afirmando que apenas foi exigir explicações ao parlamentar socialista por entender que os deputados estão "a ser pagos para discutir os assuntos cara a cara, e não para brincar" com o que se passa na Assembleia.
"Dizer que o António Marinho insultou o líder do PS, é algo que se aceita aqui dentro, mas na Internet não admito que use o meu nome", afirmou o líder parlamentar social-democrata, desafiando António Pascoal a ter "coragem de dizer as coisas na cara", em vez de se "esconder" atrás do teclado.
"Se quiser andar a brincar aos computadores, está no lugar errado", afirmou.
Na terça-feira já tinha ocorrido outro incidente, dessa vez quando os comentários do deputado António Pascoal no 'Twitter' sobre uma intervenção do líder da bancada do CDS/PP, deixaram Artur Lima furioso, ao ponto de acusar o parlamentar socialista de "ignorância" e "falta de coragem".
O presidente do parlamento regional quer que este tipo de episódios se repitam em Setembro, altura em que está decorre a próxima sessão plenária, depois das férias de Verão.

O SENHOR JERÓNIMO E O BERNARDINO MENTIROSO NÃO VÃO GOSTAR DISTO. SERÁ EXPULSO?


«Espero que seja presidente por muitos anos mais. Espero que isso aconteça. Oxalá! Mas é preciso fazer com que isso aconteça. As coisas não acontecem por si mesmas. É preciso fazê-las acontecer», afirmou José Saramago.
«Espero que isso venha a suceder, a tempo de ganhar as eleições e a tempo de continuar o magnífico trabalho que tem vindo ser desenvolvido pelo Município de Lisboa», acrescentou.
O escritor e militante comunista falava na Câmara de Lisboa durante a assinatura de um protocolo para a produção de um filme sobre a relação entre José Saramago e Pilar del Rio, com o título provisório de ‘União Ibérica’.
Lusa

A D. MANUELA PODE DIZER QUE NÃO "HÁ EVOLUÇÃO" MAS QUE ISTO ESTÁ FEIO ESTÁ


Crime: Investigação da PJ denuncia gestão de Horta e Costa nos CTT
CTT dá prémios de dois milhõesA administração dos CTT presidida por Carlos Horta e Costa atribuiu, em 2004 e 2005, prémios e incentivos no valor de 1 970 857 euros e 1 833 757 euros, respectivamente. Isto quando, em 2003, o valor total desses prémios tinha ficado pelos 60 454 euros.
Segundo o CM apurou, num dos casos investigados pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, o valor do prémio entregue a um alto quadro dos CTT em 2003 (processado em 2004) ascendeu aos 47 923 euros, montante que ultrapassa o valor autorizado pela tutela para os administradores.
Ao mesmo tempo, sabe o CM, os despachos de atribuição destes prémios – que os restantes elementos do Conselho de Administração (CA) dos CTT afirmam ser decididos por Horta e Costa – nunca foram fundamentados, nem baseados na avaliação de desempenho.
Ao mesmo tempo, no período em que Horta e Costa presidiu o CA dos CTT foram admitidos 57 quadros superiores, a maior parte dos quais contra as disposições do Acordo de Empresa em vigor. Por exemplo, muitos dos nomeados para cargos de direcção de primeira linha – que respondiam directamente à Administração – ou de responsabilidade intermédia não celebraram o indispensável acordo escrito de comissão de serviço.
Aliás, alguns dos quadros admitidos tinham apenas o 12º ano de escolaridade e não foi encontrada qualquer prova de formação profissional para o exercício das funções atribuídas. A investigação da PJ mostrou ainda que, no que diz respeito aos quadros que já estavam nos CTT, foram verificados aumentos de vencimentos na ordem dos dois mil euros mensais.
MILHÃO DE EUROS BRANQUEADO
Segundo o CM apurou, a tentativa de localizar o destino dado ao milhão de euros em notas, levantado a 20 de Março de 2003, na Agência do BCP da Batalha – dia da escritura do ‘prédio de Coimbra’ – conduziu os investigadores à sede do BPN e da Fincor, em Lisboa. Nas buscas foram apreendidos elementos bancários suspeitos que indiciam branqueamento desse montante através do BPN, Banco EFISA, BPN Cayman e Banco Insular.
PORMENORES
OFFSHORES SUSPEITAS
A resposta do BPN aos investigadores dissipou algumas das suspeitas iniciais sobre o branqueamento de um milhão de euros através daquele banco. No entanto, mantêm-se as dúvidas sobre cinco offshores titulares das contas, nas quais o dinheiro foi movimentado.
João C. Rodrigues

É ESTE PSD QUE QUER GOVERNAR PORTUGAL? NÃO ME FAÇAM RIR!...

Política
PSD-Leiria faz queixa contra Ferreira Leite no Constitucional
Por Sofia Rainho
A secção do PSD de Leiria vai recorrer para o Tribunal Constitucional do acórdão do Conselho de Jurisdição Nacional que dá razão a Manuela Ferreira Leite na escolha de Isabel Damasceno como candidata à Câmara de Leiria, avança o SOL esta sexta-feira

Em causa está o facto de a Comissão Política Nacional (CPN) do PSD ter vetado o nome de José Sousa e Silva – duas vezes indicado pela secção concelhia e duas vezes ratificado pela distrital de Leiria como candidato à Câmara. Depois do veto, a CPN avocou o processo e optou pela recandidatura da actual presidente do município, Isabel Damasceno.
Ao SOL, José Sousa e Silva, líder da concelhia de Leiria, confirmou a constituição do advogado Ricardo Sá Fernandes como seu representante e responsável pela elaboração do recurso que vai ser interposto. E também o Conselho de Jurisdição (CJ) já foi informado.

PEDIR NÃO CUSTA

O Ministério Público pede pena efectiva não inferior a 5 anos para Isaltino Morais (que se ausentou do tribunal quando o procurador fazia as suas alegações). Pedir não custa, o que é necessário é saber se as investigações foram as adequadas ou se nada vai ser provado em juízo. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. De qualquer modo, creio que a novela vai durar, durar, como as pilhas Duracell...

PROTESTOS

Mais um protesto, no Porto, dos produtores de leite. Confesso que não tenho seguido o assunto com a atenção que ele parece merecer. As grandes superfícies estarão a vender o leite de marca branca a preço inferior ao que paga aos produtores nacionais, já que recorrem a leite importado da Polónia e de outros países onde os custos são inferiores. Eventualmente, haverá "dumping". Os Pingo Doce e os Continente, além de procurarem alcançar lucros, objectivo aceitável, não deverão ter em consideração outros valores? Sem proteccionismos deslocados, não será de comerçarmos a preferir produtos portugueses, quando a sua qualidade não for inferior aos importados? Também nos cabe alguma responsabilidade, como consumidores que somos.

TURISTAS

A Expedia Best Tourist 2009 diz que os franceses são os piores turistas do mundo, seguindo-se-lhe os espanhóis, os turcos, os gregos e os sul-africanos. Os mais bem cotados são os japoneses, os britânicos e os canadianos.
Quanto aos franceses, dizem os hoteleiros que são arrogantes, queixinhas, com escasso domínio de línguas e tacanhos.
Os italianos são os mais barulhentos.
Não encontrei referência aos portugueses, pelo que deduzo que estarão no meio da tabela. Acredito que estejam bem classificados no que toca a línguas. Onde já se viu um português que, na Grécia ou na Turquia não procure falar logo o grécio ou o túrquio? A gente, quando ia ao Porrinho comprar os caramelos ou beber uma coca-cola, não falava logo galego ou aquela "língua" meio português, meio castelhano, a que damos o nome de portunhol!

O IRÃO NÃO PÁRA?

Tendo como pretexto a comemoração do 10.º aniversário do ataque à Universide por parte de milícias governamentais, voltam as manifestações em Teerão.
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(El País)

FOTO DO DIA

Oh, Oh!
Obama e Sarkozy preparando-se para a foto do G8, em Aquila
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(20 minutos)

EFEMÉRIDES




No culto católico, hoje é dia de St.ª Verónica de Juliani

Feriado Municipal de Miranda do Douro

Neste dia, em
- 138, morre o imperador romano Adriano
- 1509, nasce João Calvino, teólogo francês
- 1871, nasce Marcel Proust, escritor francês, autor de Em Busca do Tempo Perdido
- 2004, morre Maria de Lurdes Pintasilgo (foto), que seria a primeira mulher primeiro-ministro em Portugal

quinta-feira, 9 de julho de 2009

ASSIM SE VÊ A FORÇA DA CGTP SENHOR JERÓNIMO

CLAQUES DESPORTIVAS NA MANIFESTAÇÃO DOS ESTIVADORES
«Vários elementos de claques desportivas estão infiltrados na manifestação de estivadores do Porto de Lisboa que hoje à tarde está a decorrer frente ao Parlamento, disse à Lusa a porta-voz da PSP de Lisboa.
A porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, sub-comissária Carla Duarte, não especificou qual o clube desportivo a que pertencem os infiltrados na manifestação.» [Diário de Notícias]

OBRIGADO, Ó BERLUSCINI!


Il Cavalieri quer dar a mão a Obama, mas este faz-se desentendido ("obrigado, não preciso da tua ajuda", diz para consigo).
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(20 minutos)

LEVARAM SOPA

Parece que trabalhadores (arrependidos?) da Autoeuropa, que não aprovaram o memorando negociado com a Comissão de Trabalhadores, querem voltar à mesa de negociações, depois de verificarem que a decisão de lay out lhes é mais desvatajosa. Levaram sopa, como seria de esperar. Agora, só têm que perguntar ao Jerónimo de Sousa (ou ao Carvalho da Silva?) que solução é que vai sair da manga. Façam greve, que a empresa agradece.

CRITÉRIOS EDITORIAIS

Sobre os negócios, aparentemente escuros, de Horta e Costa, Carlos Encarnação e outros notáveis militantes do PSD, da venda de imóveis dos CTT, o Público on-line titula a notícia do seguinte modo: "Ex-autarca socialista foi intermediário no negócio suspeito de Coimbra".
Chama-se a isto o quê? Critério jornalístico, poeira para os olhos ou manipulação grosseira? E quer o Público ser um jornal de referência? Não é de estranhar que seja o jornal que mais leitores vem perdendo e, a continuar assim, não vai longe, o que se lamenta.