No culto católico, hoje é dia do Santo Nome de Maria
Lua em quarto minguante
Neste dia, em - 1297, é assinado o tratado de Alcanizes, entre Fernando IV, de Leão e Castela, e D. Dinis, de Portugal, que fixa a fronteira entre os reinos de Portugal e de Castela.
Uma sondagem da Católica "dá" 37% ao PS, 35% ao PSD, 11% ao BE, 8% à CDU e 6% ao CDS, nas próximas legislativas. A margem de erro é de 2,7%. Empate técnico, portanto Admitindo que este cenário passe a realidade, que governo teríamos? O PS só faria governo com o Bloco e PCP, o que é improvável. (Nota: uma vez que a percentagem de votos não corresponda à percentagem de mandatos, poderia acontecer que, neste cenário, o PS pudesse formar governo com apenas uma das forças políticas, sendo "certo" que nenhuma delas admite fazer parte do governo) O PSD não o conseguiria com o CDS. PS sozinho? Por quantos meses? Cenário sombrio, a concretizar-se...E Cavaco com um problema... O meu "palpite" é que tal cenário não vai verificar-se, até porque ainda bastante água deva passar por debaixo das pontes.
O mais importante prémio mundial de engenharia, o Ostrac, (considerado por muitos como o Óscar da actividade) foi ganho por um português: o (meu Amigo) eng.º José António da Mota Freitas, professor que foi da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Sem desprimor, se fosse em qualquer outra actividade não faltariam as parangonas. Os meus pessoais parabéns ao eng.º Mota Freitas.
A selecção portuguesa de futebol continua a não me convencer. Joga razoavelmente bem e não ganha; joga mal (contra uma equipa medíocre) e lá ganha à "rasquinha". O Bom Gigante do Torres acreditou no sonho, o professor Queiroz espera um milagre. Acordou tarde?
Manuela Ferreira Leite não me serve para primeiro-ministro, nem sequer minitra das Finanças. Não posso aceitar que repita, no debate com Jerónimo de Sousa, a taxa de 42% de IRC, quando tal taxa se refere ao IRS. Se mais não fora, tal lapso levar-me-ía a negar-lhe o meu voto. Não basta apregoar toda a seriedade do mundo e exibir um rosto condizente; exige-se muito mais.
Segui o debate entre José Sócrates e Francisco Louçã. Este começou bem, mas foi perdendo fôlego. As suas posições sobre o regime fiscal e as privatizações, que não conseguiu fazer passar, perderam-no. E até parecia que Sócrates conhecia melhor o programa do BE do que o próprio Louçã. Creio que, mesmo sem brilhantismo, Sócrates ganhou o debate.
Diz o DN on line, citando o Correio da Manhã, que "sondagem dá empate técnico com vantagem para o PS". Vai-se ler e é dito que as intenções de voto são de 34,5% para o PS e 28,9% para o PSD. Nada é dito sobre a margem de erro, que terá que ser da ordem dos 5/6% para bater certo com o título da notícia, o que deixaria muito a desejar sobre a fiabilidade da sondagem. A alternativa é a de que o DN "interpreta" mal o resultado de tal sondagem. Se uma diferença de 5,6 pontos é empate, vou ali e já venho... A procissão, contudo, nem do adro se abeirou, os andores ainda estão a receber os últimos retoques, a banda de música vem a caminho e o padre nem paramentado está, conversando, na sacristia, com os senhores que hão-de pegar no pálio. Calma, pois.
A senhora que só fala verdade passeou-se pelo Funchal num carro oficial do Governo Regional. Parece que disfarçou a meio mas retomou a viatura (mais cómoda, por certo). Feitios...
Uns dias a fio sem net, tv, jornais (apenas telemóvel para eventuais casos urgentes) é quase o prazer de que falava Pessoa ("Ai que prazer não cumprir um dever", dizia).
Parece que não perdi nada de importante. Não perdi "aquele" imperdível instante. Tudo previsível, ou quase.
O senhor Madaíl e o senhor Queiroz andam de calculadora numa mão e terço na outra, receando não poderem excursionar para a África do Sul.
As pré-campanhas eleitorais (legislativas e autárquicas quase sobrepostas) estão aí e parece que sem ponta de interesse. O país está inundado de cartazes que devem servir, para além de contribuirem para a poluição visual, apenas para desincentivar o voto do cidadão, seja pelos slogans, ocos, sem sentido ou pirosos, seja pelas fotos neles pespegadas. Uma pobreza franciscana. Os marqueteiros devem estar ainda de férias ou então perderam qualidades. Dá vontade de fugir ou, em alternativa, um gajo só pode rir a bandeiras despregadas com tanta inutilidade e primarismo.
A quase novidade é senhora Moniz ter sido mandada calar, ignorando-se quem deu a ordem. Sou o menos indicado para emitir opinião, já que, por uma questão de higiene, nunca assisti ao denominado Jornal Nacional. Porém, o timing parece-me pouco adequado, independentemente de quem beneficia ou é prejudicado com o facto. Mas fico enjoado com as virgens ofendidas pelo sacrilégio cometido, esquecendo-se de pecados antigos. Nada de novo, uma vez mais. A Terra continua a rodar sobre si própria em cerca de 24 horas e a dar a volta ao Sol em cerca de 365 dias.
Parece que Manuela Ferreira Leite fez grandes encómios ao grande democrata da Madeira. Lá está, nada de novo debaixo do Sol.
E como estou cansado do retiro a que me submeti, regresso a este espaço, mas devagarinho.