No culto católico, hoje é dia de Santa Tecla e de S. Padre Pio
Dia do Mar
Neste dia, em
- 63 aC nasce César Augusto imperador romano
- 1930, nasce Ray Charles, pianista e cantor americano
- 1939, morre Sigmund Freud, psiquiatra austríaco
- 1973, morre Pablo Neruda, poeta chileno
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
IMPORTA-SE DE REPETIR?
Pacheco Pereira considera que o PS anda a fazer campanha contra o Presidente da República.
O PR também está em campanha?
Foi o Sócrates quem manipulou o assessor de Belém? Foi ele quem manipulou o José Manuel Fernandes? E foi ele quem roubou ao Público o e-mail publicado no DN? E foi ele quem convenceu o provedor do Público a escrever o que escreveu? E, ainda, foi o Sócrates quem "despediu" o tal assessor/confidente do PR?
Pacheco Pereira também está a perder as estribeiras e noção do ridículo.
O PR também está em campanha?
Foi o Sócrates quem manipulou o assessor de Belém? Foi ele quem manipulou o José Manuel Fernandes? E foi ele quem roubou ao Público o e-mail publicado no DN? E foi ele quem convenceu o provedor do Público a escrever o que escreveu? E, ainda, foi o Sócrates quem "despediu" o tal assessor/confidente do PR?
Pacheco Pereira também está a perder as estribeiras e noção do ridículo.
O QUE EU LI - NO BLOG "O JUMENTO"
Evidências
É evidente que um homem que há décadas é o homem de confiança de Cavaco Silva nunca iria usar o nome do Presidente e amigo sem que estivesse autorizado para isso. Se assim fosse Cavaco tê-lo-ia demitido quando saiu a primeira notícia e não agora, quando se sentiu num beco sem saída.
Foi evidente o envolvimento de assessores de Cavaco Silva na eleição de Manuela Ferreira Leite, na ocasião não só o noticiou como depois de a Presidência da República desmentir emitiu um comunicado confirmando a notícia. Coincidência ou talvez não o cafezinho na Avenida de Roma entre o emissário de Cavaco Silva e o jornalista do Público ocorreu no dia seguinte a Manuela Ferreira Leite comunicar à Lusa a sua candidatura à liderança do PSD, seis dias depois de Luís Filipe Menezes se ter demitido.
É evidente que a partir do momento em que Ferreira Leite chegou à liderança do PSD Cavaco Silva e a sua equipa tudo fizeram para criar dificuldades ao governo com o objectivo de o desgastar.É evidente que apesar das promessas eleitorais de que o governo com os seus grandes conhecimentos em economia, Cavaco Silva virou as costas ao governo a partir do momento em que eclodiu a crise financeira e já com Manuela Ferreira Leite em líder do PSD. Cavaco nunca se pronunciou sobre a crise ou manifestou solidariedade institucional com as políticas governamentais, limitou-se a esperar que a crise económica jogasse a favor de Manuela Ferreira Leite.
É evidente que a candidatura de Manuela Ferreira Leite é uma candidatura fantoche inspirada por Cavaco Silva que nem sequer mereceu uma votação expressiva dos militantes do PSD. Todo o discurso político de Manuela Ferreira Leite é condicionado pelas intervenções de Cavaco Silva. Durante meses ou Ferreira Leite antecipava o que ia dizer, ou Cavaco Silva dizia o que Ferreira Leite tinha acabado de dizer.
É evidente o envolvimento de Cavaco neste caso das falsas notícias sobe escutas e que tudo não passou de uma conspiração urdida em Belém com o objectivo de destruir politicamente José Sócrates.
É evidente que num dos momentos mais difíceis do país Portugal em vez de ter tido um presidente empenhado em ajudar e ser solidário com os portugueses, teve um político astuto, sem grandes escrúpulos e mais preocupado com o seu poder pessoal do que com os problemas dos portugueses.
É evidente que Cavaco Silva deve andar muito nervoso com algo que o incomoda ao ponto de ultrapassar todos os limites, pondo em causa a estabilidade política do país e a própria democracia. Parece que Cavaco está desesperado ao ponto de tudo fazer para derrubar Sócrates a fim de assegurar o total domínio político do país. Terá este comportamento que ver com algo que os portugueses desconhecem ou com algum escândalo ainda mal investigado?
É evidente que Cavaco perdeu a credibilidade e que ou renuncia ao mandato livrando o país da sua presença bem como da matilha de assessores, ou o país vai ter um presidente “em gestão” até ás eleições presidenciais.
É evidente que um homem que há décadas é o homem de confiança de Cavaco Silva nunca iria usar o nome do Presidente e amigo sem que estivesse autorizado para isso. Se assim fosse Cavaco tê-lo-ia demitido quando saiu a primeira notícia e não agora, quando se sentiu num beco sem saída.
Foi evidente o envolvimento de assessores de Cavaco Silva na eleição de Manuela Ferreira Leite, na ocasião não só o noticiou como depois de a Presidência da República desmentir emitiu um comunicado confirmando a notícia. Coincidência ou talvez não o cafezinho na Avenida de Roma entre o emissário de Cavaco Silva e o jornalista do Público ocorreu no dia seguinte a Manuela Ferreira Leite comunicar à Lusa a sua candidatura à liderança do PSD, seis dias depois de Luís Filipe Menezes se ter demitido.
É evidente que a partir do momento em que Ferreira Leite chegou à liderança do PSD Cavaco Silva e a sua equipa tudo fizeram para criar dificuldades ao governo com o objectivo de o desgastar.É evidente que apesar das promessas eleitorais de que o governo com os seus grandes conhecimentos em economia, Cavaco Silva virou as costas ao governo a partir do momento em que eclodiu a crise financeira e já com Manuela Ferreira Leite em líder do PSD. Cavaco nunca se pronunciou sobre a crise ou manifestou solidariedade institucional com as políticas governamentais, limitou-se a esperar que a crise económica jogasse a favor de Manuela Ferreira Leite.
É evidente que a candidatura de Manuela Ferreira Leite é uma candidatura fantoche inspirada por Cavaco Silva que nem sequer mereceu uma votação expressiva dos militantes do PSD. Todo o discurso político de Manuela Ferreira Leite é condicionado pelas intervenções de Cavaco Silva. Durante meses ou Ferreira Leite antecipava o que ia dizer, ou Cavaco Silva dizia o que Ferreira Leite tinha acabado de dizer.
É evidente o envolvimento de Cavaco neste caso das falsas notícias sobe escutas e que tudo não passou de uma conspiração urdida em Belém com o objectivo de destruir politicamente José Sócrates.
É evidente que num dos momentos mais difíceis do país Portugal em vez de ter tido um presidente empenhado em ajudar e ser solidário com os portugueses, teve um político astuto, sem grandes escrúpulos e mais preocupado com o seu poder pessoal do que com os problemas dos portugueses.
É evidente que Cavaco Silva deve andar muito nervoso com algo que o incomoda ao ponto de ultrapassar todos os limites, pondo em causa a estabilidade política do país e a própria democracia. Parece que Cavaco está desesperado ao ponto de tudo fazer para derrubar Sócrates a fim de assegurar o total domínio político do país. Terá este comportamento que ver com algo que os portugueses desconhecem ou com algum escândalo ainda mal investigado?
É evidente que Cavaco perdeu a credibilidade e que ou renuncia ao mandato livrando o país da sua presença bem como da matilha de assessores, ou o país vai ter um presidente “em gestão” até ás eleições presidenciais.
JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL. ATACAR EM TODAS AS DIRECÇÕES
Editorial do Público de hoje
Demissão de Fernando Lima
Editorial: O caso das suspeitas de Belém não acabou ontem
22.09.2009 - 01h12 José Manuel Fernandes
Uma vez que este editorial – sobre o afastamento de Fernando Lima da chefia do gabinete de assessoria para a comunicação social do Palácio de Belém – será lido com mil lupas e, se se mantiver o registo dos últimos dias, facilmente treslido, comecemos por relembrar os factos essenciais.Primeiro facto: há 17 meses um editor do PÚBLICO enviou uma mensagem a um jornalista pedindo-lhe para apurar um conjunto de factos. Esse jornalista não apurou nenhum elemento que fosse susceptível de ser noticiado, e nada foi noticiado. Dados fornecidos por uma só fonte que se quer manter anónima não são notícia no PÚBLICO.Segundo facto: a 18 de Agosto o PÚBLICO editou uma notícia, baseada numa fonte identificada como “membro da Casa Civil do Presidente da República” em que esta assumia que esta se interrogava: “Será que em Belém passámos à condição de vigiados?” Uma tal suspeição, assumida por uma fonte do Palácio de Belém, é notícia em qualquer parte do mundo. No dia seguinte essa notícia não só não foi desmentida, como foi confirmada por outros órgãos de informação. Escrevi então em editorial: “Se a Presidência da República quis que se soubesse das suas suspeitas sobre o não cumprimento das regras do jogo por alguns actores políticos é porque sente que pode ficar no olho da tempestade depois das eleições de 27 de Setembro”.Terceiro facto: quase um mês depois desta notícia, parte do conteúdo de uma troca de mensagens entre a direcção editorial do PÚBLICO, um editor e um jornalista, trocadas exclusivamente no interior do jornal, é entregue a um jornalista da secção política do Expresso. Essa entrega, feita em papel, não foi realizada por ninguém do PÚBLICO, como já explicou o director daquele semanário. O mesmo material terá sido poucas horas depois encaminhado para o Diário de Notícias, uma vez que o Expresso informou a sua fonte que primeiro teria de investigar o significado dessas mensagens. Já o Diário de Notícias optou por revelar correspondência privada com o objectivo de expor a fonte da notícia de 18 de Agosto. Não se sabe como esse conjunto de mensagens saiu para fora do PÚBLICO nem o DN esclareceu como as recebeu. Estes são os factos essenciais. Sobre o comportamento dos vários órgãos de informação envolvidos já muito foi escrito. É matéria de opinião que envolve directamente o PÚBLICO sobre a qual não nos pronunciaremos nem hoje, nem aqui. Relevante é analisar os factos políticos, não os factos mediáticos.A primeira questão que se coloca é a de saber se o afastamento de Fernando Lima corresponde ao assumir pela Presidência da República de que as notícias sobre as suas suspeitas de estar a ser vigiada eram falsas ou, então, exageradas. As declarações feitas ainda em Agosto pelo Presidente, assim como o que disse na sexta-feira passada, já depois das notícias sobre Fernando Lima, não permitem concluir que essas suspeitas não existem. Mais: se o Presidente as quisesse por fim desmentir teria ontem podido fazê-lo ao afastar o seu assessor das suas anteriores responsabilidades. De novo isso não aconteceu. Só aconteceu o que não podia deixar de acontecer: Fernando Lima deixou de ter condições pessoais e políticas para falar aos jornalistas, logo foi afastado das relações com a comunicação social. A segunda questão a discutir, e a mais importante, é o comportamento da Presidência da República. Na verdade, ao permitir que esta questão assumisse a dimensão que assumiu, Cavaco Silva, que já iria estar no olho da tempestade depois das eleições, colocou-se no olho de outra tempestade antes delas. Por isso, das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável. Sendo que este processo não se resolve com uma simples queixa à Procuradoria-Geral da República ou o rastreamento do Palácio de Belém para descobrir eventuais aparelhos de escuta. E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.Há porém uma terceira questão que não pode ser esquecida: a forma como este tema “rebentou” num jornal, isto é, as condições em que correspondência interna do PÚBLICO saiu deste jornal e quem a levou a um jornal que não quis fazer investigação própria, ao contrário do Expresso. PS. Este jornal deve um esclarecimento de facto aos seus leitores: ao contrário do que afirmou o Provedor do Leitor, ninguém nesta empresa lhe “vasculhou” a correspondência electrónica. O PÚBLICO continua sim a ser o espaço de liberdade que lhe permitiu fazer as críticas que fez.
Demissão de Fernando Lima
Editorial: O caso das suspeitas de Belém não acabou ontem
22.09.2009 - 01h12 José Manuel Fernandes
Uma vez que este editorial – sobre o afastamento de Fernando Lima da chefia do gabinete de assessoria para a comunicação social do Palácio de Belém – será lido com mil lupas e, se se mantiver o registo dos últimos dias, facilmente treslido, comecemos por relembrar os factos essenciais.Primeiro facto: há 17 meses um editor do PÚBLICO enviou uma mensagem a um jornalista pedindo-lhe para apurar um conjunto de factos. Esse jornalista não apurou nenhum elemento que fosse susceptível de ser noticiado, e nada foi noticiado. Dados fornecidos por uma só fonte que se quer manter anónima não são notícia no PÚBLICO.Segundo facto: a 18 de Agosto o PÚBLICO editou uma notícia, baseada numa fonte identificada como “membro da Casa Civil do Presidente da República” em que esta assumia que esta se interrogava: “Será que em Belém passámos à condição de vigiados?” Uma tal suspeição, assumida por uma fonte do Palácio de Belém, é notícia em qualquer parte do mundo. No dia seguinte essa notícia não só não foi desmentida, como foi confirmada por outros órgãos de informação. Escrevi então em editorial: “Se a Presidência da República quis que se soubesse das suas suspeitas sobre o não cumprimento das regras do jogo por alguns actores políticos é porque sente que pode ficar no olho da tempestade depois das eleições de 27 de Setembro”.Terceiro facto: quase um mês depois desta notícia, parte do conteúdo de uma troca de mensagens entre a direcção editorial do PÚBLICO, um editor e um jornalista, trocadas exclusivamente no interior do jornal, é entregue a um jornalista da secção política do Expresso. Essa entrega, feita em papel, não foi realizada por ninguém do PÚBLICO, como já explicou o director daquele semanário. O mesmo material terá sido poucas horas depois encaminhado para o Diário de Notícias, uma vez que o Expresso informou a sua fonte que primeiro teria de investigar o significado dessas mensagens. Já o Diário de Notícias optou por revelar correspondência privada com o objectivo de expor a fonte da notícia de 18 de Agosto. Não se sabe como esse conjunto de mensagens saiu para fora do PÚBLICO nem o DN esclareceu como as recebeu. Estes são os factos essenciais. Sobre o comportamento dos vários órgãos de informação envolvidos já muito foi escrito. É matéria de opinião que envolve directamente o PÚBLICO sobre a qual não nos pronunciaremos nem hoje, nem aqui. Relevante é analisar os factos políticos, não os factos mediáticos.A primeira questão que se coloca é a de saber se o afastamento de Fernando Lima corresponde ao assumir pela Presidência da República de que as notícias sobre as suas suspeitas de estar a ser vigiada eram falsas ou, então, exageradas. As declarações feitas ainda em Agosto pelo Presidente, assim como o que disse na sexta-feira passada, já depois das notícias sobre Fernando Lima, não permitem concluir que essas suspeitas não existem. Mais: se o Presidente as quisesse por fim desmentir teria ontem podido fazê-lo ao afastar o seu assessor das suas anteriores responsabilidades. De novo isso não aconteceu. Só aconteceu o que não podia deixar de acontecer: Fernando Lima deixou de ter condições pessoais e políticas para falar aos jornalistas, logo foi afastado das relações com a comunicação social. A segunda questão a discutir, e a mais importante, é o comportamento da Presidência da República. Na verdade, ao permitir que esta questão assumisse a dimensão que assumiu, Cavaco Silva, que já iria estar no olho da tempestade depois das eleições, colocou-se no olho de outra tempestade antes delas. Por isso, das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável. Sendo que este processo não se resolve com uma simples queixa à Procuradoria-Geral da República ou o rastreamento do Palácio de Belém para descobrir eventuais aparelhos de escuta. E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.Há porém uma terceira questão que não pode ser esquecida: a forma como este tema “rebentou” num jornal, isto é, as condições em que correspondência interna do PÚBLICO saiu deste jornal e quem a levou a um jornal que não quis fazer investigação própria, ao contrário do Expresso. PS. Este jornal deve um esclarecimento de facto aos seus leitores: ao contrário do que afirmou o Provedor do Leitor, ninguém nesta empresa lhe “vasculhou” a correspondência electrónica. O PÚBLICO continua sim a ser o espaço de liberdade que lhe permitiu fazer as críticas que fez.
PARA QUE CONSTE
canal livre
Um silêncio suspeito (Parte II)
por João Marcelino19 Setembro 2009s
"Numa Presidência da República nunca há 'fontes'. Há factos, comentários ou opiniões, que um Presidente, em certas alturas, quer tornar do domínio público sem se comprometer por via oficial, nem sequer com uma nota. E há colaboradores para executarem a vontade e a estratégia do Presidente. Quando não o fazem, obviamente passam imediatamente a ex-colaboradores. É por isso que o silêncio de Cavaco Silva pesa sobre a actual suspeita de pseudovigilância ilegal às comunicações dos seus assessores por parte de 'alguém' do gabinete de José Sócrates" ("Um silêncio suspeito", escrito a 22 de Agosto)"É absolutamente condenável a estratégia da Presidência da República nesta questão. Ou a notícia é falsa e já deveria ter sido desmentida; ou a notícia corresponde ao que o Presidente pensa e só poderia ter duas consequências: queixa na Procuradoria e demissão do Governo" (Idem)
1. As críticas que aqui fiz ao comportamento político do Presidente da República (PR) no caso das alegadas escutas de São Bento a Belém mantêm-se não só actuais como até ganharam uma outra dimensão e gravidade com a notícia publicada ontem pelo Diário de Notícias.
A reacção de Cavaco Silva é preocupante para a democracia portuguesa.
O PR, mais uma vez, não se demarcou da tarefa de que terá incumbido o seu assessor (que se tivesse exorbitado deveria estar já sumariamente despedido). Antes pelo contrário, afirmou, de forma clara, que vai "averiguar questões de segurança" depois das eleições.
Estas palavras são contraditórias com a afirmação de que não pretende influenciar o período eleitoral. Além do mais, escondem uma outra hipocrisia: se o PR não queria influenciar, porque utilizou o assessor para dar uma "notícia" em vésperas das eleições?
Um PR não se pode prestar a estes papéis. Ou tem certezas e age, com coragem; ou não tem certezas, e averigua calado. Ora Cavaco Silva não apresentou nenhuma queixa na Procuradoria, não pediu esclarecimentos ao SIS, não demitiu o Governo. De forma irresponsável, permitiu mesmo que se acendesse a fogueira da dúvida.
2. Enquanto não negar responsabilidades pessoais no comportamento do seu colaborador de 20 anos, o PR é suspeito de acusar sem provas, de lançar a instabilidade no País.
Acresce um outro aspecto: depois de 27 de Setembro, data em que começará a "averiguar", já estará eleito um outro primeiro-ministro, que pode ser o mesmo, legitimado pelo voto popular apesar das suspeitas presidenciais sobre ele. Esta não é uma questão de pormenor. Vai com certeza introduzir ainda mais instabilidade num quadro partidário que pode não vir a ter uma solução estável para quatro anos.
Pessoalmente, confesso-me surpreendido. Reconheci sempre em Cavaco Silva uma autoridade moral que me parecia um importante resguardo para o Estado português - e agora não sei que pensar. Eu e, com certeza, muitos cidadãos.
3. Não tenhamos qualquer dúvida. Estamos a viver uma crise sem precedentes. O PR desconfia do primeiro-ministro. Este não consegue, apesar das frases politicamente correctas, esconder que a relação pessoal de ambos é péssima - e teria necessariamente de o ser.
Podemos considerar que a situação não tem um culpado e um inocente. Ambos terão responsabilidades pessoais na escalada de embirração que conduziu a esta triste realidade, até porque estamos perante dois políticos experientes. Mas, acredito, essa experiência não chega para, de 15 em 15 dias, quando estão um diante do outro, trabalharem como se nada fosse. Não pode chegar.
É evidente para quem queira olhar directo para os factos concretos deste caso que foi Cavaco Silva quem abriu as hostilidades (como foi Sócrates quem afrontou sem necessidade o PR no caso do Estatuto dos Açores).
A atitude do PR, a cada dia que passa, debilita a qualidade da nossa democracia e já está a pagar o preço dessa incrível realidade na forma crispada como a sociedade se vai acantonando num e no outro campo de uma guerra que não terá vencedores e tem um perdedor certo: Portugal.
4. Termino com uma reflexão de carácter jornalístico e deontológico..
Notícias são notícias. O dever de um jornalista é saber avaliar em todos os momentos qual o interesse público - e não há nenhum interesse particular, nem mesmo o de pertencer à corporação jornalística, que esteja acima do interesse geral. Para a Direcção do Diário de Notícias, isso é muito claro.
Neste caso, procurámos saber se a matéria que tínhamos, e temos, em mão era ou não relevante. Era, é.
E, subsequentemente, se era ou não indiscutivelmente verdadeira. Era, é.
Obtivemos essa informação da boca de uma "fonte" digna de todo o crédito, que defenderemos de forma profissional e séria. Cada um se preocupará com as suas "fontes" e será responsável pela protecção que lhes assegurar.
Nesta fase, procurámos, porque nada nos move contra o Público e os seus jornalistas, nossos camaradas que respeitamos, apenas divulgar o que era absolutamente essencial. Queremos ficar por aqui, e ficaremos de facto se a questão, fora uma ou duas reacções que consideramos ainda normais de defesa corporativa, se mantiver limitada àquilo que verdadeiramente importa: às relações institucionais entre Presidente e primeiro-ministro, às suspeitas que o mais alto magistrado da Nação ainda parece manter quanto a eventuais escutas e, sobretudo, ao papel do Presidente numa notícia que é relevante.
Não é este o momento para desfocar a questão de fundo, política e institucional, entre dois órgãos de soberania, com a discussão sobre uma outra questão que deve estar sobre a mesa mais tarde: a qualidade do jornalismo português. Nela participarei de forma activa, com todo o gosto, mas apenas quando tiver a certeza de que nem eu nem o DN seremos arrastados para lançar fumo sobre a questão que importa. Outros que o façam se, entretanto, disso precisarem.
Um silêncio suspeito (Parte II)
por João Marcelino19 Setembro 2009s
"Numa Presidência da República nunca há 'fontes'. Há factos, comentários ou opiniões, que um Presidente, em certas alturas, quer tornar do domínio público sem se comprometer por via oficial, nem sequer com uma nota. E há colaboradores para executarem a vontade e a estratégia do Presidente. Quando não o fazem, obviamente passam imediatamente a ex-colaboradores. É por isso que o silêncio de Cavaco Silva pesa sobre a actual suspeita de pseudovigilância ilegal às comunicações dos seus assessores por parte de 'alguém' do gabinete de José Sócrates" ("Um silêncio suspeito", escrito a 22 de Agosto)"É absolutamente condenável a estratégia da Presidência da República nesta questão. Ou a notícia é falsa e já deveria ter sido desmentida; ou a notícia corresponde ao que o Presidente pensa e só poderia ter duas consequências: queixa na Procuradoria e demissão do Governo" (Idem)
1. As críticas que aqui fiz ao comportamento político do Presidente da República (PR) no caso das alegadas escutas de São Bento a Belém mantêm-se não só actuais como até ganharam uma outra dimensão e gravidade com a notícia publicada ontem pelo Diário de Notícias.
A reacção de Cavaco Silva é preocupante para a democracia portuguesa.
O PR, mais uma vez, não se demarcou da tarefa de que terá incumbido o seu assessor (que se tivesse exorbitado deveria estar já sumariamente despedido). Antes pelo contrário, afirmou, de forma clara, que vai "averiguar questões de segurança" depois das eleições.
Estas palavras são contraditórias com a afirmação de que não pretende influenciar o período eleitoral. Além do mais, escondem uma outra hipocrisia: se o PR não queria influenciar, porque utilizou o assessor para dar uma "notícia" em vésperas das eleições?
Um PR não se pode prestar a estes papéis. Ou tem certezas e age, com coragem; ou não tem certezas, e averigua calado. Ora Cavaco Silva não apresentou nenhuma queixa na Procuradoria, não pediu esclarecimentos ao SIS, não demitiu o Governo. De forma irresponsável, permitiu mesmo que se acendesse a fogueira da dúvida.
2. Enquanto não negar responsabilidades pessoais no comportamento do seu colaborador de 20 anos, o PR é suspeito de acusar sem provas, de lançar a instabilidade no País.
Acresce um outro aspecto: depois de 27 de Setembro, data em que começará a "averiguar", já estará eleito um outro primeiro-ministro, que pode ser o mesmo, legitimado pelo voto popular apesar das suspeitas presidenciais sobre ele. Esta não é uma questão de pormenor. Vai com certeza introduzir ainda mais instabilidade num quadro partidário que pode não vir a ter uma solução estável para quatro anos.
Pessoalmente, confesso-me surpreendido. Reconheci sempre em Cavaco Silva uma autoridade moral que me parecia um importante resguardo para o Estado português - e agora não sei que pensar. Eu e, com certeza, muitos cidadãos.
3. Não tenhamos qualquer dúvida. Estamos a viver uma crise sem precedentes. O PR desconfia do primeiro-ministro. Este não consegue, apesar das frases politicamente correctas, esconder que a relação pessoal de ambos é péssima - e teria necessariamente de o ser.
Podemos considerar que a situação não tem um culpado e um inocente. Ambos terão responsabilidades pessoais na escalada de embirração que conduziu a esta triste realidade, até porque estamos perante dois políticos experientes. Mas, acredito, essa experiência não chega para, de 15 em 15 dias, quando estão um diante do outro, trabalharem como se nada fosse. Não pode chegar.
É evidente para quem queira olhar directo para os factos concretos deste caso que foi Cavaco Silva quem abriu as hostilidades (como foi Sócrates quem afrontou sem necessidade o PR no caso do Estatuto dos Açores).
A atitude do PR, a cada dia que passa, debilita a qualidade da nossa democracia e já está a pagar o preço dessa incrível realidade na forma crispada como a sociedade se vai acantonando num e no outro campo de uma guerra que não terá vencedores e tem um perdedor certo: Portugal.
4. Termino com uma reflexão de carácter jornalístico e deontológico..
Notícias são notícias. O dever de um jornalista é saber avaliar em todos os momentos qual o interesse público - e não há nenhum interesse particular, nem mesmo o de pertencer à corporação jornalística, que esteja acima do interesse geral. Para a Direcção do Diário de Notícias, isso é muito claro.
Neste caso, procurámos saber se a matéria que tínhamos, e temos, em mão era ou não relevante. Era, é.
E, subsequentemente, se era ou não indiscutivelmente verdadeira. Era, é.
Obtivemos essa informação da boca de uma "fonte" digna de todo o crédito, que defenderemos de forma profissional e séria. Cada um se preocupará com as suas "fontes" e será responsável pela protecção que lhes assegurar.
Nesta fase, procurámos, porque nada nos move contra o Público e os seus jornalistas, nossos camaradas que respeitamos, apenas divulgar o que era absolutamente essencial. Queremos ficar por aqui, e ficaremos de facto se a questão, fora uma ou duas reacções que consideramos ainda normais de defesa corporativa, se mantiver limitada àquilo que verdadeiramente importa: às relações institucionais entre Presidente e primeiro-ministro, às suspeitas que o mais alto magistrado da Nação ainda parece manter quanto a eventuais escutas e, sobretudo, ao papel do Presidente numa notícia que é relevante.
Não é este o momento para desfocar a questão de fundo, política e institucional, entre dois órgãos de soberania, com a discussão sobre uma outra questão que deve estar sobre a mesa mais tarde: a qualidade do jornalismo português. Nela participarei de forma activa, com todo o gosto, mas apenas quando tiver a certeza de que nem eu nem o DN seremos arrastados para lançar fumo sobre a questão que importa. Outros que o façam se, entretanto, disso precisarem.
SOARES É FIXE E ESTÁ MUITO LUCIDO

1. Sempre pensei que as sondagens valem o que valem. Às vezes conseguem exprimir a realidade, outras, pelo contrário, enganam-se, como sucedeu com as passadas eleições europeias. Não quer isto dizer que desconfie dos técnicos - e temo-los excelentes - que se entregam ao difícil labor de elaborar sondagens. Significa tão-só que - até ao momento de fecharem as urnas - o voto é muito volátil, muda, às vezes, à última hora. É por isso que é uma imbecilidade alguém considerar-se "proprietário" dos votos que lhe são atribuídos ou que alguma vez teve. Por mim, nunca cometi esse erro.
Na actual campanha tem havido mudanças e oscilações frequentes. Conforme nota, com a lucidez habitual, um especialista de sondagens, que prezo muito, o dr. Pedro Magalhães: "Em cada três eleitores, mais do que um dizem ter mudado a sua opção de voto nos últimos dias." É natural que assim seja, visto que os debates televisivos entre os líderes dos partidos com assento parlamentar desta vez foram muito esclarecedores e até os Gato Fedorento ajudaram. O secretário-geral do PS, José Sócrates, ganhou, quanto a mim, todos os debates, dando de si uma imagem de contenção, competência e bonomia que representa o contrário da imagem que a oposição, sistematicamente, lhe atribuía.
Agora que começou a fase final da campanha eleitoral - e acabaram os debates -, o contacto dos líderes com as pessoas nas ruas, nos mercados e nos lugares em que há gente, Sócrates tem reforçado a nova imagem de proximidade, cordialidade e contenção. Portas, líder do CDS-PP, tem sido até agora o campeão das feiras - até lhe chamam o "Paulinho das feiras" - mas deve acautelar-se, tem agora um concorrente de peso.
Será que Sócrates mudou? Penso que sim. É natural. Aprendeu muito nestes últimos quatro anos, tão duros, e sobretudo com a crise global que nos afecta. Conhece os dossiers da crise e muito razoavelmente as pessoas. Ninguém melhor do que ele, julgo, está em melhores condições para fazer frente à crise global e a poder vencer. Ora é isso que interessa, acima de tudo, aos portugueses. O que representa mais uma razão para reflectirem e ponderarem antes de lançarem o voto na urna. Será decisivo que assim suceda para o futuro próximo de todos nós.
Acresce ainda que entre os partidos concorrentes só há dois líderes que podem vir a ser primeiros-ministros, dado o mais que provável volume de votos que têm os partidos que lideram: Sócrates ou Manuela Ferreira Leite. Os outros são líderes, obviamente legítimos e respeitáveis, mas que não contam - é injusto mas é assim - para o campeonato que leva à escolha de quem irá formar Governo na próxima legislatura.
Os votos de protesto, de afecto ou ideológicos são absolutamente legítimos, como é óbvio. Mas, tratando-se de uma escolha decisiva, é importante que nos lembremos de que não devemos deixar governar a direita. Seria muito pior do que sucedeu no passado recente, dada a crise que nos afecta, muito grave, sobretudo para a esquerda: os mais pobres, os desempregados, os imigrantes, as micropequenas e médias empresas
O QUE ELES DIZEM
Bode espiatório (de espiões)
por Ferreira FernandesHoje(dn)
Escrevi, aqui: "(...) Estou a brincar com coisas sérias? Estou, mas nada comparado com o silêncio do Presidente depois de um jornal sério ter dito que um homem do Presidente disse que o Presidente estava sob escuta. Um homem? No sentido de ser humano que não o de carácter: assessor da Presidência que insinua um crime contra um símbolo da Nação e não dá a cara não é homem nem é nada." Escrevi isso a 19 de Agosto de 2009, logo no dia seguinte ao Público ter publicado a manchete sobre as pretensas escutas em Belém. Ao que parece, a canalhice do procedimento é, hoje, evidente para todos. Ainda bem. Não estou a gabar-me de presciência, estou a justificar porque dediquei tanto do último mês a combater a vil campanha sobre suspeitas, medos e asfixias - encomendada por Belém, como se confirmou ontem, e tolamente acolitada por Manuela Ferreira Leite, induzida em erro pelo silêncio de Cavaco. Quando foi necessário correr atrás do prejuízo, Cavaco defendeu a eleição que lhe interessa (as presidenciais, daqui a dois anos), prejudicando a colega de partido nas eleições daqui a sete dias. A inventada campanha "espiatória" acabou num bode expiatório, o bode bíblico que, no Levítico, levava consigo os pecados dos outros. .Mas eu continuo na minha: o pecado ainda mora em Belém
por Ferreira FernandesHoje(dn)
Escrevi, aqui: "(...) Estou a brincar com coisas sérias? Estou, mas nada comparado com o silêncio do Presidente depois de um jornal sério ter dito que um homem do Presidente disse que o Presidente estava sob escuta. Um homem? No sentido de ser humano que não o de carácter: assessor da Presidência que insinua um crime contra um símbolo da Nação e não dá a cara não é homem nem é nada." Escrevi isso a 19 de Agosto de 2009, logo no dia seguinte ao Público ter publicado a manchete sobre as pretensas escutas em Belém. Ao que parece, a canalhice do procedimento é, hoje, evidente para todos. Ainda bem. Não estou a gabar-me de presciência, estou a justificar porque dediquei tanto do último mês a combater a vil campanha sobre suspeitas, medos e asfixias - encomendada por Belém, como se confirmou ontem, e tolamente acolitada por Manuela Ferreira Leite, induzida em erro pelo silêncio de Cavaco. Quando foi necessário correr atrás do prejuízo, Cavaco defendeu a eleição que lhe interessa (as presidenciais, daqui a dois anos), prejudicando a colega de partido nas eleições daqui a sete dias. A inventada campanha "espiatória" acabou num bode expiatório, o bode bíblico que, no Levítico, levava consigo os pecados dos outros. .Mas eu continuo na minha: o pecado ainda mora em Belém
HÁ SEMPRE UMA PRIMEIRA VEZ?
Há sempre uma primeira vez, dizem.
Todos os PR da democracia se recandidataram a um segundo mandato e ganharam.
Será que, pela primeira vez, iremos assistir a uma excepção? O PR não se recandidatar ou, fazendo-o, não ser reeleito? Vou pela primeira das hipóteses.
Todos os PR da democracia se recandidataram a um segundo mandato e ganharam.
Será que, pela primeira vez, iremos assistir a uma excepção? O PR não se recandidatar ou, fazendo-o, não ser reeleito? Vou pela primeira das hipóteses.
ELE HÁ COISAS...
Ia por aí um sururu por causa do e-mail entre jornalistas do Público dado à estampa pelo DN sobre as pseudo escutas a Belém.
A asfixia democrática também ia de vento em popa por banda do PSD.
O professor Marcelo diz que o assessor merecia um puxão de orelhas.
O PR diz que há-de querer saber e que falará um dia destes, mas, inesperadamente, hoje demite o assessor que estará na origem da embrulhada das alegadas espionagens, pondo em causa tudo o que vinha sendo afirmado, a começar pelo Público, origem das "notícias". Uma confusão do dianho.
Assim, e como era de esperar, todos os partidos vieram expressar a sua opinião sobre a demissão. Todos não: Manuela Ferreira Leite não quis emitir opinião, fugindo dos jornalistas que interrogavam, e Paulo Rangel disse que o assunto é tão só do âmbito restrito da Presidência. O homem que enche o peito e que tem um verbo forte e sonoro quando lhe convém, mete o rabo entre as pernas e não tem opinião! E pode? Pode!
Ele há coisas do caraças.
A asfixia democrática também ia de vento em popa por banda do PSD.
O professor Marcelo diz que o assessor merecia um puxão de orelhas.
O PR diz que há-de querer saber e que falará um dia destes, mas, inesperadamente, hoje demite o assessor que estará na origem da embrulhada das alegadas espionagens, pondo em causa tudo o que vinha sendo afirmado, a começar pelo Público, origem das "notícias". Uma confusão do dianho.
Assim, e como era de esperar, todos os partidos vieram expressar a sua opinião sobre a demissão. Todos não: Manuela Ferreira Leite não quis emitir opinião, fugindo dos jornalistas que interrogavam, e Paulo Rangel disse que o assunto é tão só do âmbito restrito da Presidência. O homem que enche o peito e que tem um verbo forte e sonoro quando lhe convém, mete o rabo entre as pernas e não tem opinião! E pode? Pode!
Ele há coisas do caraças.
FOTO DO DIA
EFEMÉRIDES
No culto católico, hoje é dia de S. Maurício, de S. Tomás de Vilanova e de Santa Catarina de Génova
Às 21h19 inicia-se a estação do OUTONO
Feriado Municipal do Sardoal
Neste dia, em
-1762, Catarina, a Grande, sobe ao trono do Império Russo
- 1791, nasce Michael Faraday, químico, físico e filósofo britânico
- 1862, Abraham Lincoln proclama o fim da escravatura nos EUA
- 1958, nasce Andrea Bocelli, tenor italiano
Às 21h19 inicia-se a estação do OUTONO
Feriado Municipal do Sardoal
Neste dia, em
-1762, Catarina, a Grande, sobe ao trono do Império Russo
- 1791, nasce Michael Faraday, químico, físico e filósofo britânico
- 1862, Abraham Lincoln proclama o fim da escravatura nos EUA
- 1958, nasce Andrea Bocelli, tenor italiano
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
BARALHAÇÕES
Estou baralhado.
Então, há dias o PR afirmou que, não sendo "inocente", tal como a jornalista que o interrogava, disse que sobre as suspeitas das escutas falaria depois das eleições, deixando ficar no ar mais suspeitas do que as já existentes. Hoje (fora das previsões), demite o seu assessor para a Comunicação Social. Quando as notícias vieram a público nada disse, deixou corrrer o marfim, tudo em lume brando. Não deveria "matar" o assunto à nascença, fosse o que fosse que existisse? Escrevi aqui, na altura, que o PR deveria ter chamado o PM e dar conhecimento público do que apurasse, com as consequências daí advenientes, incluindo a demissão do PM, se fosse o caso.
Que leitura podemos nós, cidadãos, fazer da sequência de todos estes factos, ou omissões, as notícias que não sabemos se o são, os silêncios, as frases e os sorrisos enigmáticos?
Como vai desenvolver-se a campanha eleitoral com mais um assunto fora dos "programas"?
Repito: estou baralhado e não gosto de me sentir assim.
De facto, o PR não sai bem no retrato.
Então, há dias o PR afirmou que, não sendo "inocente", tal como a jornalista que o interrogava, disse que sobre as suspeitas das escutas falaria depois das eleições, deixando ficar no ar mais suspeitas do que as já existentes. Hoje (fora das previsões), demite o seu assessor para a Comunicação Social. Quando as notícias vieram a público nada disse, deixou corrrer o marfim, tudo em lume brando. Não deveria "matar" o assunto à nascença, fosse o que fosse que existisse? Escrevi aqui, na altura, que o PR deveria ter chamado o PM e dar conhecimento público do que apurasse, com as consequências daí advenientes, incluindo a demissão do PM, se fosse o caso.
Que leitura podemos nós, cidadãos, fazer da sequência de todos estes factos, ou omissões, as notícias que não sabemos se o são, os silêncios, as frases e os sorrisos enigmáticos?
Como vai desenvolver-se a campanha eleitoral com mais um assunto fora dos "programas"?
Repito: estou baralhado e não gosto de me sentir assim.
De facto, o PR não sai bem no retrato.
E MAIS ESTA PARA COMPLETAR
Promiscuidade
O país já não estranha nada, ninguém questiona a ida de José Manuela Fernandes para o gabinete de Durão Barroso onde será muito bem remunerado pelos impostos dos europeus, como compensação pelos serviços prestados ao PSD enquanto director do jornal Público.
Curiosamente, na semana passada Belmiro de Azevedo, o dono da SONAE, disse dois disparates que mal foram ouvidos, que quem quisesse usar o Público que metesse o dinheiro e incentivou os seus jornalistas a não recearem governantes.
Pois, mas é o orçamento europeu e não a SONAE que vai pagar a reforma a José Manuel Fernandes pelos apoio dado ao PSD, certamente a mando de quem lá meteu o dinheiro. E, pelo que se vê, José Manuel Fernandes não receia os governantes, ataca os de cá e refugia-se junto do outro que está lá fora.
E ninguém critica a promiscuidade entre jornalismo e o poder, ninguém estranha encontros às escondidas com conspiradores de Belém, dezenas de editoriais com o único objectivo de derrubar o governo só porque Sócrates não mandou construir o aeroporto onde poderia servir o investimento da SONAE em Tróia ou porque não ajudou Belmiro de Azevedo a comprar a PT ao preço da uva mijona.
O raciocínio de Belmiro de Azevedo diz tudo sobre o papel do Público em todas as campanhas negras a que assistimos nos últimos três anos, campanhas em que o Público teve um papel activo, chegando mesmo a promover algumas. É para isso que ele meteu o dinheiro no jornal, para que este faça o que o dono manda e quem melhor do que um director para interpretar a voz do dono?
Não admira que o jornal Público se tenha envolvido com assessores de Belém na montagem de uma conspiração contra o primeiro-ministro dando notícias falsas sobre eventuais escutas na Presidência da República ou sobre o envolvimento dos serviços de informações em toda esta aldrabice. O objectivo de derrubar Sócrates a qualquer custo foi evidente, como se tornou evidente que quando Belmiro mete dinheiro no jornal é para que este faça o que ele manda.
Compreende-se que José Manuel Fernandes vá trabalhar com Durão Barroso, isso corresponde a uma partilha da despesa entre o PSD e Belmiro de Azevedo, ambos têm uma dívida em relação ao director do Público. Belmiro paga-lhe a indemnização choruda e o PSD garante-lhe uma reforma dourada à custa do dinheiro dos contribuintes, enfim, cada um usa o dinheiro que tem. O primeiro paga com os lucros que obteve com o investimento na manipulação jornalística, o PSD, como é costume, paga os favores com o dinheiro dos contribuintes
O país já não estranha nada, ninguém questiona a ida de José Manuela Fernandes para o gabinete de Durão Barroso onde será muito bem remunerado pelos impostos dos europeus, como compensação pelos serviços prestados ao PSD enquanto director do jornal Público.
Curiosamente, na semana passada Belmiro de Azevedo, o dono da SONAE, disse dois disparates que mal foram ouvidos, que quem quisesse usar o Público que metesse o dinheiro e incentivou os seus jornalistas a não recearem governantes.
Pois, mas é o orçamento europeu e não a SONAE que vai pagar a reforma a José Manuel Fernandes pelos apoio dado ao PSD, certamente a mando de quem lá meteu o dinheiro. E, pelo que se vê, José Manuel Fernandes não receia os governantes, ataca os de cá e refugia-se junto do outro que está lá fora.
E ninguém critica a promiscuidade entre jornalismo e o poder, ninguém estranha encontros às escondidas com conspiradores de Belém, dezenas de editoriais com o único objectivo de derrubar o governo só porque Sócrates não mandou construir o aeroporto onde poderia servir o investimento da SONAE em Tróia ou porque não ajudou Belmiro de Azevedo a comprar a PT ao preço da uva mijona.
O raciocínio de Belmiro de Azevedo diz tudo sobre o papel do Público em todas as campanhas negras a que assistimos nos últimos três anos, campanhas em que o Público teve um papel activo, chegando mesmo a promover algumas. É para isso que ele meteu o dinheiro no jornal, para que este faça o que o dono manda e quem melhor do que um director para interpretar a voz do dono?
Não admira que o jornal Público se tenha envolvido com assessores de Belém na montagem de uma conspiração contra o primeiro-ministro dando notícias falsas sobre eventuais escutas na Presidência da República ou sobre o envolvimento dos serviços de informações em toda esta aldrabice. O objectivo de derrubar Sócrates a qualquer custo foi evidente, como se tornou evidente que quando Belmiro mete dinheiro no jornal é para que este faça o que ele manda.
Compreende-se que José Manuel Fernandes vá trabalhar com Durão Barroso, isso corresponde a uma partilha da despesa entre o PSD e Belmiro de Azevedo, ambos têm uma dívida em relação ao director do Público. Belmiro paga-lhe a indemnização choruda e o PSD garante-lhe uma reforma dourada à custa do dinheiro dos contribuintes, enfim, cada um usa o dinheiro que tem. O primeiro paga com os lucros que obteve com o investimento na manipulação jornalística, o PSD, como é costume, paga os favores com o dinheiro dos contribuintes
CAVACO SILVA SAI MUITO MAL DESTE EMBROGLIO E FICA TREMIDO NA FOTO

Assessor de Cavaco Silva demitido
Por RedacçãoO Presidente da República decidiu esta segunda-feira afastar Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria de Imprensa de Belém, na sequência do escândalo da denúncia da suspeita de escutas por parte do Governo à presidência. Fernando Lima foi, segundo noticiou o Diário de Notícias na semana passada, a fonte do jornal Público na notícia (a 18 de Agosto) que dava conta do mal-estar entre Belém e São Bento, tendo mantido uma reunião num café lisboeta com um editor daquele jornal diário para lhe dar conta das suspeitas de que Sócrates estaria a controlar os passos de Cavaco.Depois de ter anunciado na sexta-feira que só depois das eleições legislativas iria tentar apurar mais dados sobre «questões de segurança», o presidente terá decidido, três dias depois, afastar o responsável pela comunicação da presidência, demarcando-se desta forma das suspeitas que recaíam – e que foram fortemente divulgadas em vários artigos de opinião publicados na imprensa – de que o próprio Presidente da República tivesse conhecimento desta estratégia política.A notícia da demissão de Fernando Lima ainda não foi oficialmente confirmada na página da presidência na internet, pelo que a qualquer momento deverá haver novidades.O cargo até hoje detido por Fernando Lima passará a ser ocupado por José Carlos Vieira.
17:29 - 21-09
MANUELA FERREIRA LEITE, PAULO RANGEL, MOTA PINTO DO PSD, JERÓNIMO DE SOUSA DO PCP, LOUÇÃ DO BE E PAULO PORTAS DEVIAM PEDIR DESCULPA AO 1º. MINISTRO PELAS DÚVIDAS QUE LANÇARAM NA OPINIÃO PUBLICA.
JOSÉ MANUEL FERNANDES DO PÚBLICO DEVIA SER PUNIDO POR ESTA TRAMOIA VERGONHOSA.
EFEMÉRIDES
No culto católico, hoje é dia de S. Mateus
Feriado Municipal em Sever do Vouga, Soure e Viseu
Neste dia, em
- 1452, nasce Girolamo Savanarola, dominicano, reformador religioso e governante de Genova
- 1860, morre Artur Shopenhauer, filósofo alemão
- 1866, nasce H. G. Wells, escritor britânico de ficção científica
- 1947, nasce Stephen King, escritor americano
Feriado Municipal em Sever do Vouga, Soure e Viseu
Neste dia, em
- 1452, nasce Girolamo Savanarola, dominicano, reformador religioso e governante de Genova
- 1860, morre Artur Shopenhauer, filósofo alemão
- 1866, nasce H. G. Wells, escritor britânico de ficção científica
- 1947, nasce Stephen King, escritor americano
domingo, 20 de setembro de 2009
EFEMÉRIDES
No culto católico, hoje é dia de Santos André Kim e Paulo Chong
Feriado Municipal em Ponte de Lima
Neste dia, em
- 1934, nasce Sofia Loren (foto), actriz italiana
- 1957, morre Jean Sibelius, compositor filandês
- 2005, morre Simon Wiesenthal, arquitecto austríaco, que se notabilizou como "caçador de nazis"










