quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ACUSAÇÃO NÃO É AINDA JULGAMENTO. DEIXEOS A JUSTIÇA AVANÇAR

Caso dos submarinos
MAN Ferrostaal refuta "veementemente" acusações contra responsáveis da empresa
por LusaHoje

Um porta-voz da empresa alemã MAN Ferrostaal refutou hoje as acusações de que responsáveis da empresa estejam envolvidos na falsificação de documentos e acções de burla qualificada no âmbito do caso "submarinos/contrapartidas".
"A MAN Ferrostaal nega veementemente as acusações hoje tornadas públicas de que altos responsáveis da empresa possam estar envolvidos na falsificação de documentos e acções de burla qualificada", disse à Agência Lusa Daniel Reinhardt, que falava da sede da empresa, na Alemanha.
Entretanto, a MAN Ferrostaal emitiu um comunicado em Lisboa em que realça que as acusações do Ministério Público (MP) de que "principais gestores da empresa teriam falsificado documentos ou cometido actividades ilícitas são falsas e insustentáveis".
Três cidadãos de nacionalidade alemã, dois dos quais ligados à empresa MAN Ferrostaal, sediada na cidade alemã de Essen e que integra o consórcio alemão German Submarine Consortium, estão entre os 10 arguidos no processo conhecido como "submarinos/contrapartidas".
Segundo o despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), ao qual a Lusa teve hoje acesso, o MP deduz acusação em processo comum e perante Tribunal Colectivo contra Horst Weretecki, quadro da empresa MAN Ferrostaal, bem como contra Antje Malinowski, da mesma empresa alemã, e Winfried Hotten.
O porta-voz da MAN Ferrostaal adiantou à Lusa que Horst Weretecki chegou a ser "ouvido pelo MP a 01 de Agosto de 2008, em Lisboa, manifestando intenção de colaborar com as autoridades judiciárias portuguesas para esclarecimento de todas as possíveis questões que surjam no caso".
Apesar "da disponibilidade manifestada, o MP não voltou a contactar Horst Weretecki", acrescentou Daniel Reinhardt.
Além dos três cidadãos alemães, também sete cidadãos portugueses figuram entre os arguidos acusados pelo MP em co-autoria por falsificação de documentos e burla qualificada no processo conhecido como "submarinos/contrapartidas".
São ainda arguidos os portugueses José Pedro Sá Ramalho, Filipe José Mesquita Soares Moutinho, António Luís Parreira Holterman Roquete, Rui Paulo Moura Santos, Fernando Jorge da Costa Gonçalves, António João Lavrador Alves Jacinto e José de Jesus Mendes Medeiros, segundo o despacho assinado pelas magistradas do MP Auristela Pereira e Carla Dias.
Segundo o despacho de acusação, todos os arguidos "actuaram previamente acordados, em comunhão de esforços, deliberada, livre e conscientemente, bem sabendo que as suas condutas eram punidas por lei".
Uma nota do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) acrescenta que foi também deduzido pelo MP "um pedido de indemnização cível", no montante de perto de 34 milhões de euros.
"Em causa está a celebração de um contrato de contrapartidas entre o Estado Português e German Submarine Consortium e a sua execução", diz o DCIAP.
Durante a investigação foram realizadas "inúmeras diligências em Portugal e na Alemanha".
O Estado português contratualizou com o consórcio alemão German Submarine Consortium a compra de dois submarinos em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas era ministro da Defesa Nacional.

COMUNICADO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

«Nos termos do artigo 86º n.º 1 do Código de Processo Penal, torna-se público o seguinte:
No processo conhecido como ¿Submarinos/contrapartidas¿, após investigação que compreendeu inúmeras diligências em Portugal e na Alemanha, foi proferido despacho de encerramento da fase de inquérito.
Em causa está a celebração de um contrato de contrapartidas entre o Estado Português e ¿German Submarine Consortium¿ e a sua execução.
Foi deduzida acusação contra dez arguidos, a quem foram imputados, em co-autoria, a prática de um crime de falsificação de documento e a prática de um crime de burla qualificada.
Foi também deduzido pelo Ministério Público, em representação do Estado Português, um pedido de indemnização cível, no montante de 33.989.796,91€.»

A PR ALTERA O TEMPO DE RESPOSTA? AINDA BEM.

Reacção
Presidência esclarece que actual director dos serviços de informática é o primeiro no cargo

01.10.2009 - 16h54 Lusa
A secretaria-geral da Presidência da República esclareceu hoje que o actual director da Direcção de Serviços de Informática de Belém, José Luís Seruya, é o primeiro funcionário a desempenhar tal cargo.Num esclarecimento publicado no site da Presidência da República, a secretaria-geral refere que a Direcção de Serviços de Informática foi criada na orgânica da Secretaria-Geral da Presidência da República através do decreto-lei 132/2009, bem como o correspondente lugar de Director de Serviços. “A nomeação do Director dos Serviços de Informática ocorreu em 1 de Julho de 2009, não existindo nenhuma anterior nomeação para lugares de direcção ou chefia na área da informática”, lê-se ainda no esclarecimento. Na nota, a secretaria-geral adianta também que o único funcionário da Secretaria-Geral da Presidência da República na carreira de especialista de informática, Paulo Costa, “assegurou a coordenação do núcleo existente até à nomeação do Director dos Serviços de Informática, continuando a exercer as mesmas funções de especialista de informática”. Na edição de hoje, o “Diário de Notícias” (DN) noticiou que Cavaco Silva “afastou, já há quatro meses, o responsável pela informática da Presidência da República, nomeado pelo socialista Jorge Sampaio”. Ainda segundo o DN, Cavaco Silva substituiu Paulo Costa “por um novo director, um destacado perito, que tinha antes servido o Governo de Durão Barroso nos anos da última coligação PSD/CDS-PP”. De acordo com o decreto-lei 132/2009, publicado em Diário da República a 2 de Junho, “tendo em conta as necessidades operacionais dos serviços da Presidência da República” é criada “uma nova unidade orgânica incumbida do planeamento e da coordenação das actividades relacionadas com a gestão dos sistemas e tecnologias de informação”. A nova unidade, designada “Direcção de Serviços de Informática”, tem como função “planear e coordenar as actividades relacionadas com a estratégia e os sistemas e tecnologias e informação da Secretaria-Geral da Presidência da República, com o objectivo de garantir a sua qualidade e a sua optimização”.

ISTO VAI DAR BRONCA, VAI.

EXCLUSIVO DN
Ministério Público acusa gestores alemães de burla a Portugal
por Carlos Rodrigues LimaHoje

Acusação atinge mais sete empresários portugueses e diz respeito ao processo de contrapartidas
Três cidadãos alemães ligados a uma empresa do consórcio que ganhou o concurso dos submarinos, a Man Ferrostaal, e sete gestores portugueses foram acusados esta semana de burla qualificada e falsificação de documentos. Em causa estão negócios realizados no âmbito do programa de contrapartidas que, segundo o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), prejudicaram o Estado português.
As procuradoras do DCIAP responsáveis pela acusação, pedem que os arguidos sejam obrigados a prestar cauções, as quais oscilam entre os 15 mil e os 100 mil euros.

Leia mais amanhã na edição impressa do DN

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME

Sócrates diz que teve "uma boa conversa" com Cavaco Silva
16h26m
Audiência semanal no Palácio do Belém comecou com atraso de 20 minutos e demorou cerca de uma hora. José Sócrates saiu sorridente.
O chefe de Estado e o do Governo encontraram-se no Palácio de Belém para iniciarem o processo de indigitação do próximo primeiro-ministro.
A reunião semanal tinha início previsto às 15:15h, mas o secretário-geral do PS chegou com um atraso de cerca de 20 minutos.
À saída, José Sócrates sorriu aos jornalistas e apenas disse ter tido "uma boa conversa” com Cavaco Silva.

PESSOAS CIVILIZADAS DEVEM AGIR ASSIM. "UMA BOA CONVERSA".

MAS EU E PENSO QUE MUITOS MILHARES DE PORTUGUESES, AGUARDAMOS QUE CAVACO SILVA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM FUNÇÕES, VENHA ESCLARECER OS PORTUGUESES: houve escutas ou não houve?; violaram os emals ou não violaram?; o PS quiz encostar o PR ao PSD? Os deputados do PS cometeram algum crime?

DEMOROU TEMPO A FALAR

Portas diz que caso dos submarinos é «uma história mal contada»
Por Redacção
O líder do CDS-PP reagiu esta quinta-feira às declarações de Francisco Louçã, que aconselhou a Justiça a procurar o contrato de compra dos dois submarinos que o Estado português adquiriu em 2004 «nas 61 mil fotocópias» que Portas «levou para casa» quando deixou a pasta da Defesa. Para o líder dos populares esta é «uma história mal contada».Citado pela edição online do ‘Jornal de Notícias’, Paulo Portas classificou as declarãções de Louçã como «impropérios» e atribuiu-as ao facto de o coordenador do BE ainda estar «ressentido com o resultado das eleições legislativas».Quanto à investigação do caso dos submarinos, Portas sublinhou o facto de esta ter sido desencadeada por «uma fonte anónima» e garantiu que o contrato de financiamento do negócio foi enviado para o Tribunal de Contas. O antigo ministro da Defesa do Governo PSD-CDS/PP afirma ainda que «o Estado Português tem feito os seus pagamentos pontualmente, obviamente com base na documentação jurídica pertinente», pelo que a situação só pode ter sido considerada normal pelos Governos que o sucederam.Em declarações à ‘Sic Notícias’, o presidente do CDS-PP mostrou-se ainda disponível para prestar quaisquer esclarecimentos considerados necessários, embora garanta que não recebeu, até ao momento, qualquer contacto nesse sentido.
14:17 - 01-10-2009
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"UMA HISTÓRIA MAL CONTADA? SERÁ!!!

O problema entre Portas e Louçã que o resolvam.
Mas deixem que a Justiça vá até ao fim. O Dr. Portas diz que entregou contrato no Tribunal de Contas. E não ficou nenhum exemplar no Mnistério da Defesa?

Não brinquem com coisas sérias. O que o MP procura é contrato de contrapartidas e para onde foram 30 milhões de comissões entrados numa off-shore. Do que se fala é de corrupção, financiamento partidário e outras questões bem piores. Quanto à compra e pagamentos o Estado Português tem cumprir os compromissos assumdos.

UMA OPINIÃO NO "i"

Quatro dias depois das legislativas, o ambiente é de funeral. Não houve tempo sequer para o país ganhar ânimo. Estas eleições foram inúteis

Afinal, Cavaco Silva fez um enorme favor a Manuela Ferreira Leite. Tivesse o Presidente da República falado antes das eleições - como fez anteontem - e o rombo do PSD nas urnas talvez ainda fosse mais profundo. Como em todos os discursos presidenciais desde o tempo de Jorge Sampaio, a ocasião, politicamente grave, deu novo alento aos interpretadores profissionais das palavras proferidas com solenidade no Palácio de Belém. O literal é sempre desvalorizado. O que é subentendido e imaginado, mesmo através de um absurdo esforço criativo, ganha vida e relevância. O resultado prático é frágil - a realidade é teimosa, não cede facilmente -, mas o ruído consegue o efeito político pretendido: aumenta a confusão no país e, bem ao estilo recente da Presidência da República, lança mais interrogações e dúvidas assassinas para o ar. Afinal, houve ou não escutas e vigilância desencadeadas pelo partido do governo?Assim está o país: perplexo. A teimosia de Cavaco em fechar de vez o assunto mantém os portugueses em bicos de pés. O paradoxo é evidente: o clima está tão dividido que há até quem deseje que as suspeitas, apesar de ácidas para a saúde democrática do país, se venham mesmo a confirmar. Estranho papel para um Presidente, o árbitro da nação, ser ele a fonte de tão descabido desejo que, a confirmar-se, feriria mortalmente o primeiro-ministro reeleito. Com eleições legislativas realizadas há apenas quatro dias, o clima tornou-se ainda mais conspirativo. O normal, apesar de o governo só ter ganho um novo - e instável - mandato, seria que se abrisse um novo ciclo. Não se esperavam saltos de contentamento, nem que o primeiro-ministro e o Presidente da República fossem vistos numa longa caminhada bucólica entre os jacarandás do Palácio de Belém. Já ninguém acredita nestes luminosos contos de fadas. Mas também não era preciso este grau de brutalidade e de cinismo. Os dois mais altos responsáveis políticos do país, sobre quem repousa uma parte vital do nosso destino colectivo imediato, estão absorvidos numa guerra pessoal que os distrai do essencial. E o essencial é saber como vai ser governado Portugal nos próximos anos. Como vai ser gerido um país com um executivo minoritário, uma Assembleia da República dividida, uma esquerda - bem de esquerda - com 20% dos assentos parlamentares, um PSD ligado ao oxigénio, o líder do CDS meio afogado no caso da compra dos submarinos e a economia em estado de choque e pavor? Em quem podemos confiar? De quem podemos esperar decisões sérias e alguma liderança em tempos conturbados? Quando se elege um governo, renovam-se as expectativas. Pode não ser totalmente, mas pelo menos em parte. O que Cavaco Silva fez não será esquecido: ele cortou pela raiz qualquer ambição. Neste sentido, as eleições foram inúteis. Cavaco vai ter de falar outra vez. Ou calar-se para sempre. Mas os estragos estão feitos. Muitos são irreversíveis.

UMA CONVOCATÓRIA MANHOSA?

Hoje às 15H15 o senhor Presidente da República recebe o 1º. ministro José Sócrates, aliás, o Secretário-Geral do Partido Socialista.
Os jornais souberam pelo PS? É que a agenda do Presidente só foi actualizada mais à tarde com esta convocatória ao secretário-geral do PS.
Motivo? Desconhecido.
Previsão: cumprir o artº. 187º. da Constituição ou explicar pessoalmente a comunicação que fez aos jornalistas. É que, como ninguém percebeu nada, pode ser que através do secretário-geral do PS consiga clarificar e de uma vez por todas explicar o caso das escutas e da violação da correspondência.
JÁ NÃO ERA SEM TEMPO.

MAIS UMA PARA ESCLARECER?

Portugal
Cavaco Silva afastou director de informática no início do Verão

O Jornal de Notícias e o Diário de Notícias conta, esta manhã, que as inquietações do chefe de Estado sobre a segurança do sistema informática do Palácio de Belém remontam ao início do Verão quando afastou o director de informática.
A Presidência da República reforçou em Junho a atenção prestada aos computadores do Palácio de Belém, criando uma nova unidade, chamada Direcção de Serviços de Informática.
A notícia é avançada pelo JN e pelo DN, que dão assim conta de uma reforma que aconteceu muito antes das apreensões reveladas na comunicação que Cavaco Silva fez, na terça feira à noite, sobre a vulnerabilidade dos computadores da presidencia.
A remodelação foi aprovada em Abril em Conselho de Ministros e publicada no início de Junho em Diário da República.
Para dirigir o novo serviço, Cavaco Silva escolheu José Luís Seruya que antes tinha sido responsável pela rede informática do Governo de Durão Barroso.


SE O PR EM FÉRIAS, QUANDO LEU O MAIL NO DN FICOU PREOCUPADO SE OS SEUS EMAILS ESTAVAM A SER VIGIADOS, LEVANTA UM GRAVE PROBLEMA:
SE O EMAIL CIRCULO INTERNAMENTE NO JORNAL PUBLICO E DE POIS FOI PUBLICADO NO DN, QUAL A PREOCUPAÇÃO DO PR? SERÁ QUE O EMAIL ESTAVA TAMBÉM NA PR?
É PRECISO VOLTAR A FALAR JÁ QUE NINGUÉM FICOU ESCLARECIDO.

E QUEM QUERIA COLAR-SE AO PR ERA O PS?


nO site do psd o aproveitamento que lhe saiu furado.

ACÓRDOS!

A língua portuguesa, sabe-se, é maltratada a toda a hora. Uma jovem senhora, de voz com entoação de "tia" e que fala pelos cotovelos, embora um pouco hirta, diz na RTPN que o próximo governo tem que fazer diversos «acórdos» com os partidos da oposição. A jovem senhora parece culta, mas não sabe que é «acôrdos» que se pronuncia. Mas não é única, valha-a Deus, pois até a jornalistas encartados, tal como a outros políticos (parece que a jovem senhora é política), já ouvi o diparate. Está desculpada.

PERDA DE CONFIANÇA

A Associação dos Juízes Portugueses ("do" senhor António Martins) 'repudia' a suspensão da classificação do juiz Rui Teixeira, sendo que 'os juízes perderam a confiança no Conselho Superior da Magistratura, noticiam os jornais.

Há dias, a culpa era de três juízes nomeados pelo PS; como se constatou que assim não era, dá-se uma volta ao quarteirão.

Os senhores juízes, nomeadamente os da "associação" deveriam "perder" o seu tempo a julgar, de modo a que os processos se não arrastassem tanto até prescreverem, alguns deles.

Associações e Sindicatos de juízes e magistrados é coisa que não me entra no bestunto, mas isso sou eu, ignorante destas coisas.

DE QUE IRÃO FALAR?

Cavaco Silva convocou Sócrates, parece que na qualidade de secretário-geral do PS, a Belém.
Que recados irá dar CS a JS? Vai-lhe dizer que o não quer como próximo PM? Fico curioso, eu que não sou mulher de soalheiro...

A CRISE EM RECUPERÇÃO


(Chappatte)

CARTOONS


(El País)

QUE PRAZER...

O prazer de mijar no 49.º andar da sede do Commerzbank, em Frankfurt

(20 minutos)

FOTOS DO DIA




......
Tsunami na Samoa
(The Washington Post)

EFEMÉRIDES

No culto católico, hoje é dia de Santa Teresinha do Menino Jesus

Feriado Municipal em Vila Nova de Cerveira

Dia Mundial da Música e
Dia Mundial do Idoso

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O E-MAIL

Tudo correria à mil maravilhas não fora o "sacana" do Diário de Notícias ter tido acesso ao célebre e-mail entre jornalistas do Público e ter tido a coragem de o publicar antes do acto eleitoral. Se tal e-mail não tivesse sido conhecido, os objectivos eram alcançados, isto é, o governo ficava eternamente sob suspeita de intrigas e de escutas ilegais à presideência da República e o resultado da consulta ao eleitorado poderia ser muito diferente.
Repito as perguntas que já várias vezes (me) fiz: porque não reagiu Cavaco às notícias do Público, em Agosto? Porque não reagiu logo após a publicação do e-mail (essa de não pertubar o acto eleitoral não pega)? Porque "escondeu" a "demissão" do seu assessor, não emitindo uma nota a dar disso conhecimento público? Bastava dizer que, face ao que era conhecido, era avisado não manter o assessor nas funções, até melhores provas.
A comunicação de ontem é patética, como disse ou escreveu não sei quem.
Na política não há meninos de coro, sabemo-lo, e a idade da inocência há muito que lá vai. Cavaco Silva é um "profissional" da política há muitos anos e conhece as regras de jogo; se as não sabe usar, é porque o seu tempo se esgotou. Até no vulgar jogo da "sueca" se sabe que um sinal ao parceiro é entendido pela equipa adversária, ou não?
Até prova em contrário, tenho para mim que Cavaco, querendo limpar-se, com argumentos esfarrapados, sujou-se mais.
Não auguro bom tempo para a próxima "estação".

UMA OPINIÃO SÉRIA DO DIRECTOR DO JN



Que discurso!
Quem estava à espera de que o presidente da República viesse falar de segurança, enganou-se. Cavaco Silva falou de política. E falou alto, pois acusou "o partido do Governo" - sem nomear quem - de ter "ultrapassado os limites do tolerável e da decência", acusou-o de ter manipulado, de lhe ter dirigido um ultimato, tudo com o objectivo de "desviar as atenções" das questões que preocupavam os cidadãos e de o "encostar ao PSD".
Estas são as acusações. Ouvidas e lidas, fica-se sem perceber como irão presidente e primeiro-ministro recém-confirmado pelas urnas entender-se, como pode o presidente trabalhar com o líder de um partido que manipula, que passa dos limites. Felizmente, o PS foi ponderado na resposta, limitando-se a justificar ponto por ponto as acusações que lhe eram dirigidas, desmontando-as, e resistiu à tentação de manter o clima de guerra. Mas não há nada a esperar de bom nas relações S. Bento-Belém, a cooperação institucional não passa já de um conceito. De agora em diante, o Parlamento, os partidos e o Governo têm nas suas mãos a responsabilidade acrescida de garantir a estabilidade do país. Depois do discurso de ontem, Cavaco vê muito reduzida a sua capacidade de intervir na qualidade de árbitro.
As acusações avançadas não estão fundamentadas pelo discurso do presidente: o discurso é frágil e até ele mesmo manipulador, pois fala num assessor que não é o seu próprio assessor, trazendo à colação um colaborador do primeiro-ministro que, em toda a parte da história das escutas é personagem menor. Pior: o discurso, além de confuso, não é claro no essencial. Cavaco diz que ninguém fala em seu nome, a não ser o chefe da Casa Civil ou da Casa Militar, diz ter dúvidas que o seu assessor - finalmente fala no seu assessor- o tenha feito mas procedeu a alterações na sua Casa Civil. Ou seja: Fernando Lima, o assessor de Cavaco, pode nada ter feito de mal, mas mesmo assim é afastado e o presidente não achou importante vir dizer, antes, em cima da revelação do email, que tudo era uma manipulação. Misturando emails - um de enorme gravidade revelado no DN e os seus próprios, que não vinham a propósito -, prossegue na confusão. Queríamos saber de escutas, mas Cavaco diz que chamou especialistas e que ficou a saber que existem vulnerabilidades no seu computador. A sua preocupação com as escutas era esta? Alhos e bugalhos misturados num discurso que visava resolver um problema e que arranjou outro bem pior! Qualquer pessoa sabe que um computador não é cem por cento invulnerável, até o Pentágono já foi vítima de intromissões.
O discurso do presidente é desequilibrado e confuso, ambíguo, inoportuno e nada claro: as acusações são directas, mas o que queríamos ver explicado está em meias-palavras. É infantil, e por isso nos deixa a todos perplexos. Patético. Politicamente, Cavaco deu ontem um passo decisivo para encerrar a sua carreira sem direito a segundo mandato. Fá-lo da pior forma, aliás. Mas, perante um discurso de tal gravidade, seja o leitor o juiz, lendo-o nesta edição, pois publicamo-lo na íntegra, para que todos possam analisá-lo.

CAVACO NAO QUER QUE SE SAIBA MAS É POLITICO HÁ MAIS DE 30 ANOS


Pior a emenda do que o soneto
Vejamos a comunicação de Cavaco Silva:
«1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.
E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.»O que Cavaco diz é verdade, mas o facto é que apesar de poderem provocar uma grave crise institucional o PR nunca desmentiu as notícias, chegou a insinuar que eram lançadas por quem queria desviar a atenção de problemas como o desemprego, mas nunca desmentiu. Com o silêncio Cavaco promoveu a especulação e consolidou as suspeitas ao ponto de se terem transformado em bandeira eleitoral do PSD.
Cavaco não só não desmentiu s notícias como permitiu que as falsas suspeitas lançadas pelo Público fossem transformadas em discurso político por Manuela Ferreira Leite.
Em bom português “quem cala consente”, foi isso que cavaco Silva fez até ao momento em que o Diário e Notícias reproduziu o famoso mail entre jornalistas do Público.«2. Porquê toda aquela manipulação?
Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.
Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.»Qual manipulação? quem manipulou não foram os jornalistas que reproduziram as notícias que iam saindo no Público, os comentadores que fizeram as análises das mesmas ous o partido político visado pelas insinuações. Quem manipulou foi o assessor do Presidente, os jornalistas do Público e quem, com um silêncio premeditado e comprometedor, permitiu que as dúvidas se instalassem nos portugueses.
Se Cavaco considera que os seus assessores podem assessorá-lo de manhã e à tarde ajudarem a Dra. Manuela Ferreira Leite tudo bem, mas não vale a pena invocar os presidentes anteriores pois não há memória de os seus assessores terem sido notícia por estarem envolvidos em processos eleitorais, isso é um exclusivo da sua casa civil. Nem no tempo de Eanes, quando a esposa de um Presidente no pleno suo dos seus direitos de cidadania ajudou a fundar o PRD foi notícia o envolvimento de assessores e muito menos na criação de factos falsos.
Mas se acha que os seus assessores podem fazer o que querem porque razão lhes perguntou se a notícia era verdadeira?
Não foi a primeira vez que os assessores de Cavaco Silva foram notícia pelo seu envolvimento nas actividades do PSD, o Expresso chegou a noticiar a colaboração de assessores de Belém na eleição de Manuela Ferreira Leite. Porque razão nessa ocasião a Presidência da República desmentiu a notícia (mas o Expresso respondeu mantendo-a) e desta vez nada fez e o Presidente diz que os seus assessores podem fazer o que querem? Dessa vez também os questionou sobre a veracidade da notícia?
Porque considerou um ultimato declarações de deputados eleitos pelos portugueses, também eles titulares de um órgão se soberania e não reagiu ao ultimato de Pacheco Pereira feito em plena campanha eleitoral e que nestes últimos dias fez insinuações sobe o que Cavaco iria dizer? Bem, para Cavaco Silva as suas férias parecem ser mais importantes do que as eleições legislativas...«3. A leitura pessoal que fiz dessas declarações foi a seguinte (normalmente não revelo a leitura pessoal que faço de declarações de políticos, mas, nas presentes circunstâncias, sou forçado a abrir uma excepção).
Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias.
Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.»Isenção? Como se pode ser isento se defende que os seus assessores podem envolver-se activamente nas actividades de um partido, por coincidência o seu? Como se pode ser isento quando Manuela Ferreira Leite por mais de uma vez antecipou o pensamento do Presidente usando-o no debate político?
Um Presidente da República digno do cargo não faz conjecturas, nem transforma as suas opiniões, dúvidas ou suspeições em declarações, é para isso que foi eleito, é por isso que fala enquanto Presidente da República. Se acha que pode dizer opiniões pessoais nada o impediria de dizer na comunicação oficial a opinião da Dona Maria ou do seu genro Montês. De um Presidente esperam-se provas e factos.«4. Muito do que depois foi dito ou escrito envolvendo o meu nome interpretei-o como visando consolidar aqueles dois objectivos.
Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.
Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.
Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?
Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções.»
É curioso como para Cavaco Silva as declarações políticas de deputados eleitos pelos portugueses são condenáveis e as insinuações dos seus assessores, lançando acusações graves sobre um primeiro-ministro não são crime.
O crime está no facto de serem lançadas suspeitas sobre um primeiro-ministro legítimo e com o seu silêncio Cavaco consentir nessas declarações. Se fez sentido desmentir que os seus assessores estiveram envolvidos na eleição de Manuela Ferreira Leite porque razão não houve nenhum desmentido quando um dos seus assessores lançou dúvidas sobre a dignidade do primeiro-ministro? Cavaco calou e consentiu, só reagiu quando o seu próprio nome foi posto em causa pela notícia do DN.
Enquanto a democracia se ia afundando em intrigas, suspeitas insinuações Cavaco esteve calado, só saiu ao terreiro quando a sua própria imagem ficou posta em causa, quando muitos portugueses questionaram a sua actuação ou falta dele, quando a generalidade dos comentadores falaram de renúncia ou falta de condições para se recandidatar.
Cavaco não teve conhecimento prévio do que disse Fernando Lima, mas teve-o quando as insinuações do seu assessor foram manchete no Público. Mas optou pelo silêncio deixando o primeiro-ministro carregar com as suspeitas enquanto Ferreira Leite usava as notícias para fazer campanha.
Curiosamente quando se refere ao envolvimento de assessores na elaboração do programa do PSD, Cavaco confia na palavra destes e assegura que a notícia não foi verdadeira. Mas quanto às escutas parece que Cavaco não se preocupou muito em confirmar os factos, diz agora que tem “algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas”. Afinal o seu assessor não lhe contou muito bem o que disse ao jornal Público, ou foi confuso na explicação? Sobre questões menores Cavaco interrogou os assessores e desmente algo que até foi notícia no site do PSD, quando está em causa a dignidade do primeiro-ministro Cavaco opta por tirar conclusões a partir das notícias e fica com dúvidas.
«5. E a mesma leitura fiz da publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008.
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.
Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.
Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.»O facto de o mail ter 17 meses não lhe retira importância face ao que dizia, todos os crimes têm um prazo de prescrição e não é por terem sido cometidos há 17 meses que deixam de ser graves. Além disso o mail não era sobre a ida de um assessor de Sócrates numa visita presidencial, algo que Cavaco certamente sabia, para além de uma visita oficial de um Presidente da República nada ter de secreto, chega a viajar com aviões cheiros de gente. Não se entende o porquê de tratar um assessor de Sócrates como se fosse um espião russo. Será que o assessor viajou sob falsa identidade?
Cavaco distorce o conteúdo do mail, a tentativa de fazer insinuações sobre a presença de um assessor de Sócrates na comitiva foi o truque usado para apagar o rasto das mentiras lançadas no jornal, agora Cavaco vem dar a entender que o facto grave foi a presença de um assessor de Sócrates na sua comitiva, como se Sócrates fosse primeiro-ministro da ex-URSS!
A questão não está em saber tinha conhecimento do mail entre os jornalistas (até ficamos com a impressão de que Cavaco costuma conhecer as comunicações entre jornalistas amigos), nem saber se tem ou não dúvidas sobre o conteúdo do mail. O problema reside no facto de neste caso Cavaco parecer ter optado por não apurar os facto, não arrisca desmenti-los e ainda por cima lança mais insinuações para lançar poeira sobre os mesmos.
Se Cavaco tem dúvidas sobe o conteúdo do mail não deve ficar pelo palpite ou pela insinuação, deve esclarecer cabalmente os portugueses sobre as razões dessas dúvidas.
O mais importante desse mail não era a referência ao assessores de Sócrates, mas sim o que o assessor do Presidente terá dito ao jornalista sobre as escutas e, pior do que isso, de que estava mandatado pelo Presidente para informar o jornal. Sobre isto Cavaco nada diz, não explica o mais importante, opta por usar a falsa pista combinada entre o seu assessor e o jornalista do Público?« 6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio quando tive conhecimento da publicação do e-mail foi a seguinte: “porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses”?
Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.»Os assessores de Cavaco Silva podem ter os sentimentos que bem entenderem, mas, a crer no mail entre os jornalistas do Público que ninguém desmentiu, Fernando Lima não se terá limitado a ter sentimentos, aliás, por enquanto os sentimentos dos assessores de Belém não são notícia. O que foi notícia foi algo mais grave, que estava autorizado a divulgar as supostas suspeitas de Cavaco Silva.«7. Mas o e-mail publicado deixava a dúvida na opinião pública sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente da República, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.
Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.»Se lhe foi garantido que ninguém usou o seu nome porque razão em vez de desmentir o jornal optou por estar em silêncio durante os tais 17 meses e no fim substituiu o assessor? Quer dizer, não se importou que durante tanto tempo houvessem dúvidas sobre o comportamento de José Sócrates, durante esse tempo Manuela Ferreira Leite pôs em causa a qualidade da democracia, mas quando o seu nome foi posto em causa não esperou 24 horas para tomar posição.
Enfim, Cavaco não é o garante do regular funcionamento das instituições, é o garante do seu nome e pouco mais.« 8. A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: “será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”
Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.»Se o mail em questão era do jornal Público e já se esclareceu que não houve violação do sistema informático o que têm as suas dúvidas sobe a vulnerabilidade do sistema informático com esta questão. Tanto quanto se sabe todos os sistemas informáticos são vulneráveis, nem os da NASA ou do Pentágono se têm escapado a invasões. Tanto quanto se sabe nunca veio a público um mail privado do Presidente, o que veio a público foram as conversas dos seus assessores com jornalistas.
O que Cavaco disse em plena campanha eleitoral é que as questões de segurança são importantes e ia fazer perguntas depois das legislativas. Afinal perguntou a especialistas em informática aquilo que qualquer criança que tenha o Magalhães já sabe! Lanço a crise com tais informações e agora inventa uma saída idiota para declarações que apenas visaram relançar as suspeitas criadas pelo seu assessor.
____________Depois desta comunicação, assente em inverdades, opiniões meramente especulativas, afirmações de ignorância no domínio da informática e d insinuações conclui-se que Portugal já não tem um presidente de todos os portugueses, tem um presidente de 29% dos eleitores. Que não tem na Presidência alguém apostado na colaboração institucional mas sim alguém que está mais preocupado com a imagem dos seus assessores do que com a do primeiro-ministro. Que tem na Presidência alguém que deixa o primeiro-ministro ser difamado com base em insinuações dos seus assessore ou na deturpação das suas declarações.
Cavaco Silva não esclareceu nada, imitou-se a juntar às dúvidas lançadas há 17 meses mais algumas insinuações. Para Cavaco Silva a sua imagem é bem mais importante do que a estabilidade política. Começa a ser difícil ajudá-lo a terminar o mandato com dignidade, agora são muitos mais os portugueses que desejam que o acabe depressa e já que durante estes anos não ajudou o país, como prometeu na campanha eleitoral, então que ele e os seus assessores não acrescentem a uma grave crise económica mais uma grave crise política.
Mas Cavaco cosenguiu que toda esta questão não mereça qualquer investigação por parte do Ministério Público, protegendo o seu assessor de investigações e, desta forma, fugindo ele próprio à justiça. Se Nixon pudesse ter feito o mesmo o caso Watergate não teria acontecido e o presidente dos EUA teria terminado tranquilamente o mandato.
Afinal não há suspeitas em relação ao SIS, as supostas vigilâncias não passam de meras vulnerabilidades do Windows e da rede informática de Belém, o seu assessor não promoveu nenhuma conspiração contra um primeiro-ministro legítimo tendo-se limitado a manifestar sentimentos, tudo não passou de um equívoco a não ser as declarações dos deputados do PS que visaram incomodar as suas merecidas férias.
Se a substituição de Fernando Lima foi o funeral político de Cavaco Silva esta comunicação parece a homilia da missa do sétimo dia. Encurralado pelos facto Cavaco Silva tenta fazer o que não conseguiram com o Caso Freeport, destruir politicamente um primeiro-ministro e um partido democrático.
Cavaco percebeu que as eleições legislativas foram a primeira volta das eleições presidenciais, sabe também que o seu futuro político foi comprometido e que o seu papel na história da democracia portuguesa ficou reduzido ao de um político menor. Com este ataque preventivo Cavaco pretende lançar uma crise institucional que lhe permita ignorar os resultados de eleições democráticas e relançar o seu projecto político pessoal.(publicado no blog - o jumento)

EU ACRESCENTO:

- cAVACO É POLITICO HÁ MAIS DE 30 ANOS. nÃO É INGÉNUO, NEM INOCENTE
- CAVACO DEIXOU CRIAR O MITO DA RODAGEM DO CARRO À FIGUEIRA, QUAND TUDO ESTAVA CONSERTADO NUM QUARTO DE HOTEL ATÉ ALTAS HORAS DA MADRUGADA. MARCELO, SANTANA, EURICO DE MELO SABEM PORQUE QUERIAM DERROTAR JOÃO SALGUEIRO.
- CAVACO COLOCOU OS INTERESSES PESSOAIS ACIMA DOS INTERESSES DO PAIS E DERRUBOU SOARES. DEPOIS DO FMI E ERNANI LOPES TEREM APERTADO DEMASIADO O CINTO APARECEU COMO SALVADOR.
- 10 ANOS NO GOVERNO E QUAL É A OBRA DEIXADA E AS REFORMAS EFECTUADAS?
- DEPOIS DE SER DERROTADO NAS PRESIDENCIAIS, TEVE 10 ANOS DE TABU.
- EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL DERROTOU FERNANDO NOGUEIRA.
- EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL RETIROU O TAPETE A SANTANA COM A "MÁ MOEDA".
- "COOPERAÇÃO INSTITUCIONAL" COM QUEM? QUAL A PROPOSTA CONHECIDA APRESENTADA PARA RESOLVER A CRISE PROFUNDA?
- VEIO A PÚBLICO DUAS VEZES DEFENDER DIAS LOUREIRO.
- INTERROMPEU AS FÉRIAS PARA UMA COMUNICAÇÃO ABSURDA SOBRE O ESTATUTO DOS AÇORES.
- CRITICOU VÁRIAS VEZES PUBLICAMENTE O GOVERNO.
- O EXPRESSO CONTINUA À ESPERA DE EXPLICAÇÕES SOBRE OS LUCROS DAS ACÇÕES DO BPN/SLN.
E podia continuar todo o dia.

Ontem fez o que se chama "FUGA PARA A FRENTE" e enterrou-se até às orelhas.

DEMITA-SE SENHOR PRESIDENTE POIS NÃO TEM ESTOFO PARA CHEFE DE ESTADO.

ELE VAI DE TER FALAR EM PORTUGUÊS ESCORREITO

O dirigente socialista Ascenso Simões colocou esta noite um conjunto de sete questões ao Presidente da República, através do twitter.
Membro do Governo de José Sócrates, como secretário de Estado, e do Secretariado Nacional do PS (órgão máximo dirigente do partido), como secretário-nacional adjunto, Ascenso dixou naquela rede social da internet um conjunto de questões/críticas a Cavaco Silva:

"Pg. 1 - Alguém desconhece que a noticia de um jornal sobre a participação de assessores do PR foi colocada no site do PSD?"
"Pg. 2 - Que razão leva a que se diga "tem algum mal que assessores participem em actividades partidárias"? Tinham autorização!!!""Pg. 3 - Fala-se de acesso a mails da Presidencia... alguém ouviu falar disso? Só tinha visto mails do Público!!!!"
"Pg. 4 - O Sistema de Segurança da PR é ou não autónomo? Não há controlo e limitaçao de acesso???"
"Pg. 5 - É dito que fez arranjos na Casa Civil - Mas qual foi a razão? Foi além da chinela? e não foi demitido?"
"Pg. 6 - Será que se o caso fosse grave não deveria ter havido reunião do Conselho de Estado?"
"Pg. 7 - Não ouve hoje uma tentativa de justificar, por outrém, uma derrota eleitoral?"
A concluir, Ascenso afirma: "Baralhou de forma ardilosa: 1. Participaçao de assessores; 2ª Visita à Madeira; 3ª Dossier de Lima e relação c/ Público; 4º Publicação DN"

responda senhor PR

DÚVIDA

Segundo Cavaco, o PS quis encostá-lo ao PSD.
A ser assim, fico com uma enorme dúvida: o Público (ou o seu director, José Manuel Fernandes), estava mancomunado com o PS?

FERAS

A fera está dentro ou fora?

(Le Figaro)

FOTOS


Quem quer pôr nomes de gente aos bichos?
(Le Figaro)