Quando eu era pequenino, lia e ouvia dizer: "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és".
Também se diz que a família não se escolhe, mas os amigos sim.
E os vizinhos, podem ser escolhidos? Depende. Se não posso, arrisco-me a ter ao lado um quezilento, alguém que não paga o condomínio e que tem um cão que ladra a noite inteira e que, de manhã, deixa o 'serviço' nas escadas ou no elevador. Se posso, quero saber quem reside ou se perspectiva vir a residir nas cercanias. Se for gente confiável, com quem se possa beber uns copos e bater uma bolas ou uns papos, vamos em frente, aqui estou eu. Se não, não.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
QUE SAUDADES DA MINHA ALEGRE CASINHA
"Que saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu...
...."
Versos iniciais de uma canção antiga, revisitada pelo Xutos e Pontapés, que ouvi há momentos na rádio.
Não creio que se trate de uma casa na aldeia da Coelha, no Allgarve, com três pisos, seis quartos (cinco deles duplos), seis casas de banho, piscina e mais 1600 metros quadrados de área descoberta, cujo registo não se encontra e de que o proprietário não se recorda onde e como a registou.
A única coincidência é que o proprietário é uma pessoa modesta, mísera, nos seus dizeres.
Mas não, não deve ser a "minha casinha" da canção, que não consta ter vizinhos com nomes sonantes.
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu...
...."
Versos iniciais de uma canção antiga, revisitada pelo Xutos e Pontapés, que ouvi há momentos na rádio.
Não creio que se trate de uma casa na aldeia da Coelha, no Allgarve, com três pisos, seis quartos (cinco deles duplos), seis casas de banho, piscina e mais 1600 metros quadrados de área descoberta, cujo registo não se encontra e de que o proprietário não se recorda onde e como a registou.
A única coincidência é que o proprietário é uma pessoa modesta, mísera, nos seus dizeres.
Mas não, não deve ser a "minha casinha" da canção, que não consta ter vizinhos com nomes sonantes.
CANDIDATO OU CHEFE DE FACÇÃO?
Declaração de interesses: Cavaco Silva nunca foi à minha missa, nem como ministro das Finanças, como primeiro-ministro ou Presidente da República.
A sua campanha para a eventual reeleição mais parece ser destinada à "eleição" de primeiro-ministro, já que se assume como um chefe de facção, nem sequer salvaguardando os interesses do país num momento particularmente difícil. Vejam-se as suas declarações, na véspera da emissão da dívida da República, para a crise política que ele adivinha vir já aí, e o tacticismo bacoco ao comentar o relativo sucesso daquela emissão. E, já agora: é importante saber se os nossos credores são os chineses, os brasileiros ou indianos? (*)
Teremos (teremos?) que aguentar com ele mais cinco anos, mas não confio no sujeito. Alguém que não olha a direito para os seus interlocutores, que se escapa a responder aos esclarecimentos solicitados (remetendo para locais pouco acessíveis e onde, por vezes, ele sabe que não há resposta), que tem o desplante de ser a honestidade feita homem, "mísero professor de finanças", numa afirmação de falsa modéstia, cheia de soberba, não me serve.
(*) A China admitiu ter comprado dívida portuguesa e espanhola. São uns chatos, pois deveriam ter ficado por Espanha.
A sua campanha para a eventual reeleição mais parece ser destinada à "eleição" de primeiro-ministro, já que se assume como um chefe de facção, nem sequer salvaguardando os interesses do país num momento particularmente difícil. Vejam-se as suas declarações, na véspera da emissão da dívida da República, para a crise política que ele adivinha vir já aí, e o tacticismo bacoco ao comentar o relativo sucesso daquela emissão. E, já agora: é importante saber se os nossos credores são os chineses, os brasileiros ou indianos? (*)
Teremos (teremos?) que aguentar com ele mais cinco anos, mas não confio no sujeito. Alguém que não olha a direito para os seus interlocutores, que se escapa a responder aos esclarecimentos solicitados (remetendo para locais pouco acessíveis e onde, por vezes, ele sabe que não há resposta), que tem o desplante de ser a honestidade feita homem, "mísero professor de finanças", numa afirmação de falsa modéstia, cheia de soberba, não me serve.
(*) A China admitiu ter comprado dívida portuguesa e espanhola. São uns chatos, pois deveriam ter ficado por Espanha.
ARTISTAS
João Rendeiro assume responsabilidade moral por 'tudo' o que se passou no BPN, leio por aí. Importa-se de explicar essa de "responsabilidade moral"? Esqueceu-se de fechar a porta à chave e assaltam-lhe o estaminé?
NOVÍSSIMO ACORDO ORTOGRÁFICO?
Título de notícia da Visão on-line: "Presidenciais: Cavaco dramatiza necessidade de resolver 'tudo' há primeira volta".
Há primeira e pode haver segunda (a gente esperamos que sim, né?).
Há primeira e pode haver segunda (a gente esperamos que sim, né?).
EFEMÉRIDES

No culto católico, hoje é dia de S. Félix de Nora
Dia de Ano Novo na calendário juliano
Feriado Municipal de Elvas
Neste dia, em
- 1875, nasce Albert Schweister, médico, músico, teólogo e filósofo franco-alemão
- 1898, morre Lewis Carroll, pseudónimo de Charles L. Dodson, escritor e matemático britânico, autor de Alice no País das Maravilhas
- 1957, morre Humphey Bogart, actor americano (na foto com sua mulher e também actriz, Lauren Bacall)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
AS BOAS (E AS OUTRAS) ACÇÕES
Se disponho de algumas poupanças de que julgo não precisar a curto/médio prazo e estou disposto a correr alguns riscos, posso "apostar" na aquisição de acções cotadas na bolsa. Prudente, será tentar minimizar o risco, constituindo uma carteira diversificada. Como sou leigo, consulto o gestor de conta do meu banco. Ouvidos os seus conselhos, dou ordem, por escrito, para a compra de x acções da empresa A, de y acções da empresa B e de w acções da empresa C, cujo pagamento será feito por débito da minha conta. Para evitar surpresas, indico, para cada um dos títulos, o preço máximo que estou disposto a suportar.
Se e quando quiser vender todas ou parte das referidas acções, dou a respectiva ordem ao banco, referindo quais e quantas e o preço mínimo pretendido, bem como a validade temporal da ordem. Pode acontecer que esteja disposto a vender "ao melhor", ou seja ao melhor preço do dia, havendo aqui algum grau de incerteza de quanto vou receber.
Um cenário diferente é a de o gestor de conta me propor a aquisição de acções não cotadas. A conversa terá que ser mais demorada, já que não há preço de referência e não sei como, quando e em que condições poderei reaver o capital e a mais-valia inerente a este tipo de negócios. E, ou conheço o "manda-chuva" da empresa cujas acções me são propostas comprar e que me merece o mínimo de confiança, ou exigirei um contrato que defenda os meus justos e legítimos interesses. Não vou arriscar as minhas poupanças nas mãos de quem não conheço e/ou não me oferece as garantias mínimas. Exigirei preço de compra e de venda, eventual tempo de indisponibilidade, possível prazo de pré-aviso para a desmobilização, etc., etc..
Vem isto a propósito da compra/venda, por parte de Cavaco Silva, das badaladas acções da SLN/BPN.
Quem lhe propôs a compra e estabeleceu o preço? Quem o avisou de que eram horas de abandonar o barco e estabeleceu, de novo, o preço? Sim, porque a carta (tal como a de sua filha, de rigoroso igual teor) em que dá ordem de venda é demasiado "seca", fugindo aos cânones habituais, o que indicia que houve contactos prévios.
Nada disto me perturba demasiado ou mete confusão. Houve favorecimento? Possivelmente. O que me mete confusão é a fuga para a frente de Cavaco Silva. Porque não matou o assunto à nascença, que hoje estava, além de morto, enterrado?
Agrava as coisas quando vem dizer que perdeu muito dinheiro em outras (posteriores?) aplicações financeiras. O homem que, enquanto primeiro-ministro, fez tremer a bolsa ao alertar para os perigos das compras de gato por lebre, ao comprar ele próprios gatos como se de genuínas lebres se tratasse, não abona em nada as suas irritantes auto-proclamadas qualidades de economista e de honestidade acima de qualquer suspeita.
E assim se inquinou uma campanha presidencial.
Cavaco Siva, tudo o indica, será eleito à primeira volta, com margem confortável. Mas, julgo, deixará de ser reconhecido como o supra-sumo dos políticos portugueses, ele que se arroga de nunca ter sido um "político" ou um político como os "outros". Ficará ferido na asa e não voará tão livremente. E tudo por culpa própria: por arrogância, por se furtar sistematicamente ao debate e ao contraditório e por entender que basta apregoar ser o último dos moicanos sem disso ter que fazer prova. E talvez não tivesse havido "nexexidade".
Se e quando quiser vender todas ou parte das referidas acções, dou a respectiva ordem ao banco, referindo quais e quantas e o preço mínimo pretendido, bem como a validade temporal da ordem. Pode acontecer que esteja disposto a vender "ao melhor", ou seja ao melhor preço do dia, havendo aqui algum grau de incerteza de quanto vou receber.
Um cenário diferente é a de o gestor de conta me propor a aquisição de acções não cotadas. A conversa terá que ser mais demorada, já que não há preço de referência e não sei como, quando e em que condições poderei reaver o capital e a mais-valia inerente a este tipo de negócios. E, ou conheço o "manda-chuva" da empresa cujas acções me são propostas comprar e que me merece o mínimo de confiança, ou exigirei um contrato que defenda os meus justos e legítimos interesses. Não vou arriscar as minhas poupanças nas mãos de quem não conheço e/ou não me oferece as garantias mínimas. Exigirei preço de compra e de venda, eventual tempo de indisponibilidade, possível prazo de pré-aviso para a desmobilização, etc., etc..
Vem isto a propósito da compra/venda, por parte de Cavaco Silva, das badaladas acções da SLN/BPN.
Quem lhe propôs a compra e estabeleceu o preço? Quem o avisou de que eram horas de abandonar o barco e estabeleceu, de novo, o preço? Sim, porque a carta (tal como a de sua filha, de rigoroso igual teor) em que dá ordem de venda é demasiado "seca", fugindo aos cânones habituais, o que indicia que houve contactos prévios.
Nada disto me perturba demasiado ou mete confusão. Houve favorecimento? Possivelmente. O que me mete confusão é a fuga para a frente de Cavaco Silva. Porque não matou o assunto à nascença, que hoje estava, além de morto, enterrado?
Agrava as coisas quando vem dizer que perdeu muito dinheiro em outras (posteriores?) aplicações financeiras. O homem que, enquanto primeiro-ministro, fez tremer a bolsa ao alertar para os perigos das compras de gato por lebre, ao comprar ele próprios gatos como se de genuínas lebres se tratasse, não abona em nada as suas irritantes auto-proclamadas qualidades de economista e de honestidade acima de qualquer suspeita.
E assim se inquinou uma campanha presidencial.
Cavaco Siva, tudo o indica, será eleito à primeira volta, com margem confortável. Mas, julgo, deixará de ser reconhecido como o supra-sumo dos políticos portugueses, ele que se arroga de nunca ter sido um "político" ou um político como os "outros". Ficará ferido na asa e não voará tão livremente. E tudo por culpa própria: por arrogância, por se furtar sistematicamente ao debate e ao contraditório e por entender que basta apregoar ser o último dos moicanos sem disso ter que fazer prova. E talvez não tivesse havido "nexexidade".
EFEMÉRIDES
No culto católico, hoje é dia de Santo Higino e de S. Vital
Feriado Municipal em Óbidos
Neste dia, em 1896, morre João de Deus, poeta lírico, autor da Cartilha Maternal
Feriado Municipal em Óbidos
Neste dia, em 1896, morre João de Deus, poeta lírico, autor da Cartilha Maternal
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Luís de Freitas Branco: Antero de Quental (Symphonic Poem)
Hoje faz anos o Partido Socialista Português, de Antero de Quental.
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
ASSALTOS
Creio que nos últimos tempos não há um dia em que não se verifique um asalto "cinematográfico". O último, foi a uma unidade de Comandos, na Carregueira, Sintra, de onde desapareceram umas quantas armas de guerra. Não devem ter pago a mensalidade da videovigilência e o "porteiro" estava numa de soneca ou tinha ido fazer uma mijinha.
Quê, não foi nada disso? Ah, deve ter sido lá de dentro? E o "porteiro" não se apercebeu? Está lixado.
Quê, não foi nada disso? Ah, deve ter sido lá de dentro? E o "porteiro" não se apercebeu? Está lixado.
MUDEM DE RUMO
Acabou-se a bagunça. Os candidatos a Belém podem mudar de rumo, ou de tema: Cavaco não dirá nem mais uma palavra sobre o negócio das acções da SLN/BPN. O homem não quer falar, pronto.
E sobre as famigeradas escutas, quererá falar?
E sobre as famigeradas escutas, quererá falar?
EFEMÉRIDES

No culto católico, hoje é dia de S. Raimundo de Penhaforte
Neste dia, em
- 1355, Inês de Castro (na imagem), a que "depois de morta foi rainha", é assassinada, a mando de D. Afonso IV
- 1610, Galileu descobre três das 'luas' de Júpiter: Calisto, Europa e Io
- 1927, é realizada a primeira ligação telefónica transatlântica, entre Nova Iorque e Londres
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
CAMPANHAS
Caiu, com estrondo, na campanha para as presidenciais, o chorudo negócio de Cavaco Silva (e família) com a SLN/BPN. Tal negócio parece-me absolutamente lícito, embora de duvidosa moralidade para quem se arroga ser o mais honesto à face da Terra. Não creio que o assunto mereça tanto tempo de antena, ainda que Cavaco devesse ser mais preciso e concreto. Afirmar-se de consciência tranquila e remeter para a declaração de rendimentos entregue oportunamente no TC ou para a página da PR é muito curto. Adiante.
Mais importante, penso, e que não vejo ser abordada, é a questão das falsas escutas a Belém (e, já agora, do agente infiltrado nas suas comitivas). Cavaco fez, no momento que lhe aprouve (ainda que tardiamente, digo eu), uma comunicação ao País que nada esclareceu. Esta, sim, parece-me uma questão essencialmente política e deveria ser colocada ao re-candidato e devidamente esclarecida. Quem foi quem naquele "processo" que, tudo indica, foi uma inventona?
Mais importante, penso, e que não vejo ser abordada, é a questão das falsas escutas a Belém (e, já agora, do agente infiltrado nas suas comitivas). Cavaco fez, no momento que lhe aprouve (ainda que tardiamente, digo eu), uma comunicação ao País que nada esclareceu. Esta, sim, parece-me uma questão essencialmente política e deveria ser colocada ao re-candidato e devidamente esclarecida. Quem foi quem naquele "processo" que, tudo indica, foi uma inventona?
AH, VALENTE!
Um ex-pescador do Equador morreu aos 72 anos. Nada de anormal. Menos normal, porém, será o facto de ter deixado 96 filhos de 49 mulheres diferentes, e mais de 200 netos.
Que é que ele pescaria?
Morreu de barriguinha(!) cheia, o valente!
(Fonte:JN)
Que é que ele pescaria?
Morreu de barriguinha(!) cheia, o valente!
(Fonte:JN)
AVES - A EXPLICAÇÃO
Dizem as autoridades locais que a morte das aves no Arkanzas se terá ficado a dever ao susto que apanharam por causa do fogo de artifício lançado nas imediações. Foi a primeira vez que na zona foi lançado tal foguetório? Duvido. E os peixes, também foi pela mesma causa?
Acresce que o fenómeno se repetiu agora na Louisiania: milhares de aves caídas dos céus. E até na Suécia o fenómeno se verificou. Estranho!
Cousa importante para a nossa felicidade, a causa? Quem sabe! Indague-se, portanto.
Acresce que o fenómeno se repetiu agora na Louisiania: milhares de aves caídas dos céus. E até na Suécia o fenómeno se verificou. Estranho!
Cousa importante para a nossa felicidade, a causa? Quem sabe! Indague-se, portanto.







