quinta-feira, 27 de março de 2008

AINDA A DESCIDA DO IVA

Vai por aí um clamor por causa da descida da taxa do IVA normal de 21 para 20%: que é pouco, que é uma medida (já) eleiroralista, que não vai resolver problema nenhum para o comum dos cidadãos, porque, salvo raras excepções, os preços não vão descer e nos que descerem (combutíveis, telecomunicações, por exemplo), não se vai dar conta, etc. etc.
Teria sido possível ir mais longe? E teria sido conveniente? Há opiniões para todos os gostos e cada cabeça sua sentença.
Certo é que quando o IVA aumenta, barafustamos. Se o IVA desce, continuamos a barafustar.
A minha opinião é que o desagravamento fiscal deveria verificar-se ao nível do IRS, especialmente nos escalões de mais baixos rendimentos, através da descida das taxas ou na elevação da dedução específica. Sei que há quem (e gente notável) que não concorda comigo, mas é esta a minha opinião até prova em contrário.

2 comentários:

Anónimo disse...

O CLAMOR É PERFEITAMENTE NORMAL E
NÃO NECESSITA DE SER SOBRE -VALORIZADO.TAMBÉM ,NESTA ÁREA, NÃO
EXISTE UMA TESE ÚNICA QUANTO AOS
EFEITOS DA DESCIDA E AO MODO COMO
FOI REALIZADA.MAS,O QUE É CRUCIAL
É TER A NOÇÃO DE QUE O EQUILÍBRIO
ORÇAMENTAL AINDA NÃO FOI CONSEGUIDO
E MUITO MENOS GARANTIDA A SUA VIA-
-BILIDADE.A DESCIDA ACTUAL É PARA
COMEMORAR OS 2,6% E DAR INÍCIO ÀS
FESTAROLAS ELEITORAIS.

Anónimo disse...

Eu também alinhava com a descida do IRS. E sou capaz de concordar com o comentador anterior: será que o défice está mesmo controlado, ou vem aí uma desculpa qualquer para ele voltar a subir? É o petróleo, os cereais, etc.