EMPENHAR AS BARBAS
Veio o significado de «garantir com um penhor moralmente valioso um compromisso de honra» do gesto do 4.º vice-rei da Índia, D. João de Castro, que, não possuindo valores de outra ordem, cortou da barba alguns cabelos, mandado-os entregar à Câmara de Goa como penhor de um empréstimo de vinte mil pardaus. No tempo em que o uso das barbas era símbolo de nobreza, o gesto ganhou grande dimensão moral.
In Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves
5 comentários:
Hoje, a "grande dimenssão moral" está em assinar um contrato num notário e, no dia seguinte, pôr em causa tudo o que lá está escrito.
Dimensão não tem, é óbvio, a dimenssão que escrevi. É um pouco mais curta.
Hoje em dia, que valem as barbas? Já pensei em deixar crescer as minhas, mas fico feio, digo eu.
Fraco, fraco.
Fraco, fraco, insiste a Inês!
As barbas perderam piada e, mais, o símbolo.
Os contratos só valem o que valer um bom advogado.
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