A PENSAR MORREU UM BURRO
Sempre que alguém demora muito a tomar uma decisão porque nela pensa excessivo tempo, utiliza-se, galhofeiramente, a expressão.
A sua origem reside na célebre história conhecida como «O asno [ou burro] de Buridan»
Jean Buridan foi um filósofo escolástico do século XIV, reitor da Academia de Paris, que escreveu sobre o problema da indiferença e da indecisão humanas. Imaginou ele a situação de um burro colocado perante o dilema de ter na sua frente duas vazilhas, uma com aveia, outra com água. Por qual optaria primeiro, se a sua fome e a sua sede eram idênticas? De tal modo o burro ficou indeciso, pensando no problema, que acabou por morrer de ambas as carências.
In Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves
1 comentário:
Penso, logo existo. Se existo, tenho dúvidas. Isto é complicado. Vou dormir
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