quarta-feira, 28 de maio de 2008

ESPANTOSO!

Li há dias que as operárias da indústria da cortiça iam ver os seus salários equiparados aos dos seus colegas masculinos. Espantado fiquei ao saber da diferenciação existente, e mais que justo considerei a igualdade. Mas o meu espanto não acabou, pois que tais salários só serão iguais ao fim de oito, OITO, anos. É possível? Como se sentirá o industrial tido como a pessoas mais rica do país, cuja fortuna nasceu, precisamente, naquela área, num sector em que Portugal é líder mundial? O meu espanto acaba por se transformar numa sensação de indizível incomodidade. Deve ser por estas e por outras que continuamos na cauda de todas as estatísticas que contam.

3 comentários:

Anónimo disse...

Então como é que uma pessoa enriquece, sem ser no Euromilhões, diz-me?

Anónimo disse...

O que vou dizer não constitui novidade para ninguém. Se a distribuição da riqueza criada fosse mais equilibrada, nada disto aconteceria. Conclusão, óbvia: não estaríamos na cauda da Europa nas tais estatísticas que contam. Conclusão ainda mais óbvia: não teríamos, a par de verdadeiros nababos, uma infinidade de nossos iguais a viverem miseravelmente ou no limiar da pobreza. Tudo isto se resolveria se os nababos fossem "apenas" ricos.

R. da Cunha disse...

O senhor Ford dizia que tinha que pagar, e pagava, o suficiente aos seus operários para estes poderem comprar um Ford. Parece que já não há Fords.