quarta-feira, 18 de junho de 2008

E OS RESTANTES INCOBRÁVEIS?

Parece que a EDP quer que eu pague a luz consumida pelo meu vizinho do lado, porque este se esqueceu de o fazer e a dita EDP entende que não tem meios de a cobrar a quem deve, nem cortar a luz ao devedor, nem recorrer aos meios de que dispõe para o fazer, incluindo o tribunal (que acarreta despesa, bem sei!). Também deverá a referida EDP desconhecer (?) que os incobráveis, já reflectidos no preço que me cobra, podem ser abatidos para efeitos fiscais nos Resultados. Depois, parece que o ministro Pinho não se põe de fora, envolvendo a ERSE no processo em moldes que não entendi e afirma que o processo irá estar em discussão pública e mais não sei o quê...
Quererá o ministro Pinho dar uma ajuda ao seu colega Costa para desentupir os tribunais de processos executivos? E eu vou continuar a pagar a luz do meu vizinho do lado, que gasta energia de caraças? É melhor não contarem comigo. E será que também terei que vir a pagar a água, os telemóveis, o condomínio, os seguros, a prestação do carro, etc. dos meus vizinhos relapsos? Com a minha idade, não pensava ter de emigrar.

5 comentários:

Anónimo disse...

Também queria que não contassem comigo, mas receio ter que vir a pagar a luz dos meus vizinhos, o que não me dava jeito nenhum.

Nuno Raimundo disse...

De facto a ladroagem que nos querem fazer é impensável.
Mas se não começarmos a "fazer barulho" e a contestar estas mediadas insolitas, de certeza que vão se aproveitar disso mesmo e assistirmos depois a aumentos desenfreados nas nossas facturas pessoais.


abr...prof...

R. da Cunha disse...

Quando é que se pode adquirir energia a outro fornecedor, alguém me diz?

Anónimo disse...

Era bem feito que todos os consumidores deixassem de pagar a luz. Provavelmente a EDP iria cobrá-la ao ministro Pinho.

R. da Cunha disse...

Também gostaria de saber como é que a EDP descalçava a bota se houvesse uma "greve" dos consumidores durante uns meses ao pagamento das facturas.