Existem problemas nas Forças Armadas, admitiu hoje o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA). No entanto, para o general Valença Pinto tratam-se de situações antigas que entram no quadro geral de dificuldades do país. Estas declarações vêm no seguimento do alerta lançado esta semana pelo também general Loureiro dos Santos.
tamanho da letra
O general Valença Pinto confirmou hoje que os problemas existentes nas Forças Armadas são conhecidos e integram necessariamente os muitos problemas vividos no país em quase todos os sectores. "Tenho necessariamente de reconhecer que há, como certamente em todas as diferentes instâncias do país, problemas e dificuldades e coisas que têm de ser resolvidas", referiu Valença Pinto. As declarações do CEMGFA foram prestadas no decorrer da cerimónia de rendição do Comandante Operacional dos Açores e surgem no seguimento do alerta lançado esta semana pelo antigo Chefe de Estado-Maior do Exército, general Loureiro dos Santos, para situações de "injustiça" tendo considerado que a presente conjuntura pode levar a atitudes mais "irreflectidas" por parte de militares mais jovens. Na mesma altura Loureiro dos Santos aproveitou para apelar à "responsabilidade primária" do primeiro-ministro para resolver os problemas e reivindicações feitas pelas associações militares ao longo dos últimos anos que se centram no sistema remuneratório, pagamento de pensões e do apoio de saúde aos militares. Esta manhã nos Açores, Valença Pinto acrescentou que em causa estão situações antigas e algumas já de respon"há dez anos e que não vêm do passado mais recente". Para já, segundo o CEMGFA, as chefias militares, como "única entidade autorizada e institucionalmente sável no quadro do Estado", estão a analisar todos os problemas com o poder político e "algumas coisas têm vindo a ser resolvidas e minoradas, outras estão a ser trabalhadas e outras estão, necessariamente, ainda pendentes". Na mesma altura Valença Pinto aproveitou para esclarecer que "não há que lutar por privilégios, há, apenas e só, que reconhecer que algumas coisas têm de ser corrigidas e que algumas singularidades que decorrem da condição militar têm de ser atendidas". Quando questionado directamente a comentar as declarações de Loureiro dos Santos, Valença Pinto limitou-se a dizer que "não tem nenhum sentido" fazer comentários sobre essas declarações quando "Portugal é uma democracia madura".
1 comentário:
Palavras para amainar a briza. O Povo é sereno, já dizia o outro.
Enviar um comentário