Terça-feira passada publiquei um post com o título acima. Volto ao assunto, para trancrever uma frase do artigo de Carlos Fiolhais, no PÚBLICO de hoje, sobre o assunto:
"...o mesmo estudo [da OCDE] faz-nos uma menção especial, ao afirmar que a média dos dez por cento mais pobres do Reino Unido ganha mais do que o português médio."
Coisa que muitos conhecem, mas muitos outros ignoram.
Quando acabará esta vergonha? Bem se sabe que as coisas não podem ser mudadas de um dia para o outro. O problema, porém, é que a situação é antiga e tem-se agravado. Ora isso é intolerável, mesmo para a nossa auto-estima, se razões mais ponderosas não exitissem. O argumento de que o país é pobre não colhe, todos o sabemos. O poder, seja quem estiver de turno, não pode continuar com a cabeça na areia.
3 comentários:
E tudo "isto" acontece num país tido e havido por predominantemente catálólico. Só que enxameado por um tipo muito particular de católicos: os que só sabem rezar: venha a nós o Vosso reino - quer dizer, o vosso sangue, suor e lágrimas. Materializados em dinheiro. Muito dinheiro. Sempre mais dinheiro.
Estes gajos estão sempre de consciência tranquila. Pois estão. Ninguém lhes vai à mão e consciência é coisa que lhes não sobra. O grande problema é que não interessa a "ninguém" mexer muito na coisa, que cheira que trezanda. E os telhados que têm é sempre em vidro, pelo que não arriscam a pedrada.
Perdi-me no comentário. Mas vai dar ao mesmo. Eles olham para a sua barriguinha, cada vez mais proeminente, e o resto que se lixe. Só que hoje já não usam "aquele" anel de rubis nem exibem as amantes em público, como os nossos avós. A vida é curta e cada qual que se amanhe. Alguém um dia apaga a luz.
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