O PSD diz que não há dinheiro para nada, mas o pouco que possa haver deve ser canalizado para os "pobrezinhos".
O governo, por seu turno, diz que os investimentos são para avançar (quais e a que ritmo, ainda não sabemos), que o país não pode parar.
Por outro lado, decreta que o salário mínimo nacional irá subir, em 2009, para os 450 euros (aumento de 26 euros), conforme acordado na Concertação Social.
Vem logo, pressuroso, um dirigente da Associação das PME ameaçar que para o ano não haverá renovação de contratos a termo de trabalhadores abrangidos pela medida, "decretando" o aumento do desemprego. Também o PSD afirma que o aumento é incomportável para as PME, que a produtividade e não sei quê. 450 euros é muito dinheiro, de molde a inviabilizar uma qualquer empresa, mesmo pequena? Talvez, se o patrão pretender mandar construir uma nova moradia para a filha que vai casar, ou tencionar mudar de Mercedes ou, até, passar para um Ferrari. O trabalhador a ganhar 450 euros vai enriquecer? Ou não vai ele continuar a fazer parte da lista dos novos pobres, aqueles que têm emprego e vivem abaixo do limiar da pobreza.
1 comentário:
Diz o senhor que o primeiro-ministro vai ter não sei quantos mais milhares de desempregados. Não se enganou? Não será, se for, claro, o país? Ali anda mãozinha partidária encoberta.
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