
Orçamento para a crise“Manuela Ferreira Leite abandonou a condição de múmia para dizer que o PSD vota contra”.
Há dois dias, o ‘El País’ trazia na primeira página a notícia de que o primeiro-ministro espanhol, Zapatero, e o líder do principal partido da oposição, Rajoy, chegaram a acordo sobre um plano que o governo preparou para fazer frente à crise económica e financeira. Rajoy apoiou o plano e as medidas nele contidas e fez algumas exigências, como a de ser o Banco de Espanha a supervisionar a utilização dos fundos para salvar os bancos e a alteração do Pacto de Toledo para garantir as pensões nos próximos anos.
Isto era impossível em Portugal. Persiste no nosso país uma mentalidade tacanha e um jeito de fazer política que em circunstância alguma, nem mesmo quando os portugueses têm pela frente um cenário de horror, altera a equação das dificuldades por parte de uma oposição medíocre. Ainda antes da entrega do Orçamento para 2009, sem nenhum conhecimento do conteúdo, o PSD convocava conferências de imprensa para emitir juízos fundados no ‘se’... ‘Se’ o orçamento for nesta direcção não apoiaremos, ‘se’ for noutra também não...
Ontem, Manuela Ferreira Leite abandonou a sua condição de múmia para vir dizer que o PSD votará contra, antes mesmo da discussão na AR, porque é "o pior Orçamento que se fez em Portugal desde 1974". O exagero é de tal ordem que descredibiliza esta jactância de última hora de Manuela Ferreira Leite. Se ouvirmos o PCP e o BE, igualmente de um exagero absoluto, chega a ser ridículo. O PCP, com a cassete do costume, reclama e exige coisas do arco-da-velha. Se o PCP diz "mata", o BE diz "esfola". O que dizem o PCP e o BE não conta para nada, não produz resultado, não gera nenhuma consequência. Vale zero, como antigamente sentenciava Jô Soares nos seus programas de humor.
Este Orçamento, que retira o tapete debaixo dos pés às oposições sem ideias, é, referem os especialistas, uma grande arma do Governo para enfrentar a crise económica. Está orientado para ajudar as famílias na resolução dos seus problemas mais graves (habitação, endividamento, arrendamentos, etc.) e para o apoio efectivo de todas as pequenas e médias empresas, com inúmeras medidas de auxílio efectivo a este sector importante da economia real. Os impostos baixaram e os funcionários públicos têm o maior aumento salarial da década. Este Orçamento em época de crise não resolve todos os problemas mas ajuda o País a não parar e alivia as famílias e as pequenas e médias empresas. Garante crescimento económico e afasta o fantasma da recessão.
Emídio Rangel, Jornalista
Há dois dias, o ‘El País’ trazia na primeira página a notícia de que o primeiro-ministro espanhol, Zapatero, e o líder do principal partido da oposição, Rajoy, chegaram a acordo sobre um plano que o governo preparou para fazer frente à crise económica e financeira. Rajoy apoiou o plano e as medidas nele contidas e fez algumas exigências, como a de ser o Banco de Espanha a supervisionar a utilização dos fundos para salvar os bancos e a alteração do Pacto de Toledo para garantir as pensões nos próximos anos.
Isto era impossível em Portugal. Persiste no nosso país uma mentalidade tacanha e um jeito de fazer política que em circunstância alguma, nem mesmo quando os portugueses têm pela frente um cenário de horror, altera a equação das dificuldades por parte de uma oposição medíocre. Ainda antes da entrega do Orçamento para 2009, sem nenhum conhecimento do conteúdo, o PSD convocava conferências de imprensa para emitir juízos fundados no ‘se’... ‘Se’ o orçamento for nesta direcção não apoiaremos, ‘se’ for noutra também não...
Ontem, Manuela Ferreira Leite abandonou a sua condição de múmia para vir dizer que o PSD votará contra, antes mesmo da discussão na AR, porque é "o pior Orçamento que se fez em Portugal desde 1974". O exagero é de tal ordem que descredibiliza esta jactância de última hora de Manuela Ferreira Leite. Se ouvirmos o PCP e o BE, igualmente de um exagero absoluto, chega a ser ridículo. O PCP, com a cassete do costume, reclama e exige coisas do arco-da-velha. Se o PCP diz "mata", o BE diz "esfola". O que dizem o PCP e o BE não conta para nada, não produz resultado, não gera nenhuma consequência. Vale zero, como antigamente sentenciava Jô Soares nos seus programas de humor.
Este Orçamento, que retira o tapete debaixo dos pés às oposições sem ideias, é, referem os especialistas, uma grande arma do Governo para enfrentar a crise económica. Está orientado para ajudar as famílias na resolução dos seus problemas mais graves (habitação, endividamento, arrendamentos, etc.) e para o apoio efectivo de todas as pequenas e médias empresas, com inúmeras medidas de auxílio efectivo a este sector importante da economia real. Os impostos baixaram e os funcionários públicos têm o maior aumento salarial da década. Este Orçamento em época de crise não resolve todos os problemas mas ajuda o País a não parar e alivia as famílias e as pequenas e médias empresas. Garante crescimento económico e afasta o fantasma da recessão.
Emídio Rangel, Jornalista
3 comentários:
é POR ESTAS E POR OUTRAS QUE lUIS fILIPE mENEZES NÃO PODE FICAR CALADO E HOJE JÁ FALOU NA ANENA 1
"A Drª. MFL não apresenta alternativas e faz duas propostas envergonhadas - pindéricas"
O OE/2009 pode não ser o melhor da década, (concedo), até porque há alguns aspectos que não deixarão de ser clarificados na sua discussão. Mas afirmar que é pior desde 1974, sem o ter lido e estudado convenientemente, é de uma ligeireza insólita para quem é líder do maior partido da oposição e pretende, legitimamente, vir a ser alternativa de governo.
A senhora não sabe nem pode "atacar" o OE, mas também não o pode aprovar, como é evidente. Então, lá vai bola para o ar.
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