quinta-feira, 30 de abril de 2009

É ASSIM QUE SE FAZ JUSTIÇA EM PORTUGAL.

Fisco
Relação trava acusação contra empresa 'arrependida' da Operação Furacão
O Tribunal da Relação deu razão ao Ministério Público na suspensão dos procedimentos criminais contra uma empresa visada pela Operação Furacão, depois do Tribunal de Instrução Criminal ter obrigado o MP a acusar A Loja do Gato Preto

Uma semana depois do juiz de instrução Carlos Alexandre ter recusado o pedido de suspensão dos procedimentos criminais contra A Loja do Gato Preto, o Tribunal da Relação veio dar razão ao MP na estratégia de perdão das empresas que estão a pagar as suas dívidas ao fisco e a colaborar com as autoridades na Operação Furacão.
De acordo do TR com o acórdão a que o SOL teve acesso, a decisão do TIC é recusada e o DCIAP pode retomar os pedidos de suspensão de procedimentos criminais contra os 'arrependidos' do maior esquema de fuga ao fisco em Portugal.
A Loja do Gato Preto devia mais de nove milhões de euros de impostos, mas os adminstradores já repuseram mais de 2,5 milhões de euros em falta.
Os arguidos terão demonstrado arrependimento e denunciaram que foram abordados pela empresa fiduciária PIC International Consultants para aderir ao esquema fraudulento.
A Operação Furacão teve início no final de 2005 e é a maior investigação de sempre a crimes fiscais, com mais de uma centena de empresas suspeitas alvo de diligências, incluindo casinos, bancos e orgãos de comunicação social.(SOL)

2 comentários:

R. da Cunha disse...

Vale a pena prevaricar. Quando pecamos, rezamos um padre-nosso e vamos para o céu.

oportuno disse...

Pois é assim!?
e o Pequeno, o Desprotegido, o indefeso...

Triste País este!