Mário Soares comentava assim a entrevista do chefe do Governo à RTP na segunda-feira à noite e na qual foi confrontado, entre outras questões, com o caso Freeport e as relações Belém/São Bento.
«Vi com muita atenção a entrevista, acho que a entrevista correu bem - correu-lhe bem a ele (a José Sócrates)», disse o ex-Presidente da República, defendendo que «enquanto não houver uma sentença [no caso Freeeport] José Sócrates tem que ser tratado com o respeito que merece qualquer primeiro-ministro eleito democraticamente como é o caso».
Fazendo uma alusão à Constituição Portuguesa, Mário Soares acentuou que esta «garante a presunção de inocência a quem não tem uma sentença julgada em tribunal condenando-o. Desde que isso não exista, e mesmo se houver uma sentença mas com recurso para um Tribunal superior, a presunção de inocência é um direito para qualquer cidadão português».
«Ora, o que se está a passar é que ele (José Sócrates) é tratado como se fosse suspeito ou como se já fosse culpado e não fosse inocente e contra isso há jurisprudência na Europa ao abrigo da qual foram já castigados jornais e orgãos de comunicação social, esse é que é o grande argumento», considerou Mário Soares.
Questionado sobre as relações Belém/São Bento, Soares recusou comentar.
«Em relação às questões do senhor Presidente da República entendo que tenho o dever de reserva e não comento o que se passa em Belém, porque sou membro do Conselho de Estado e devo respeitar esse dever de reserva», comentou.
1 comentário:
a SENHORA jUDITE DE sOUSA TINHA SÓ PREPARADO PERGUNTAS SOBRE O QUE DISSE cAVACO.
O que o 1º. ministro tinha para dzer não interessava. Até parecia uma encomenda de alguém estranha à RTP.
Hoje foram 10 jornalistas despedidos do Correio da Manhã e a continuar assim, com a falta de informação e formação, alguns jornais vão ficar nas bancas or falta de compradores.
É a vida...
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