Dias Loureiro na comissão parlamentar
"Não menti"Dias Loureiro, que esta terça-feira presta pela segunda vez depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN, afirmou que ficou "indignado" com o título do Jornal Expresso. "Eu tenho 57 anos, 35 anos de trabalho e boa parte do meu trabalho foi feito com grande exposição pública", continuou o ex-administrador da SLN, lembrando que foi "sempre escrutinado por muita gente".
O conselheiro de Estado afirmou que 'não se falseia um carácter durante 30 anos', construído com 'coragem e sacrifício'. 'O que vi na imprensa foi que sobre este assunto do negócio de Porto Rico em relação às minhas declarações houve duas discrepâncias'. 'Disse aqui a estrutura fundamental do negócio e disse aqui porque é que aquele negócio falhou', afirmou Dias Loureiro.
No seu depoimento, o conselheiro de Estado justiciou não se ter recordado do nome do fundo ao qual foi vendida a empresa de Porto Rico, o Excellence Assts Found (EAF), esclarecendo que 'a participação da SLN nessa empresa estava detida por um veículo offshore' e que 'a razão de ser dessa opção tinha a ver com um pedido que tinha sido feito ao Ministério das Finanças para que se fizesse a fusão tecnológica da SLN'.
Sobre este negócio, Dias Loureiro assegurou que não tem 'qualquer documento desses actos, não tenho qualquer arquivo da SLN'. 'Eu disse aqui que não conhecia o EAF', lembrou, garantindo que 'tendo dito que a participação estava num offshore, se me lembrasse de facto qual era o meu interesse em não dizer que não me lembro do nome'.
'A segunda contradição é que na minha memória isto estava no fundo em 2002 e eu assinei um documento em 2001', prosseguiu, para deixar a questão: 'qual é o meu interesse em dizer que soube três meses antes e não três meses depois?'. 'e me lembrasse que tinha sabido três meses antes tinha-me dito', vincou, considerando que 'do ponto de vista da verdade isso é absolutamente inócuo'.
Dias Loureiro explicou que tentou 'fazer uma estratégia que nalguns casos era oposta à estratégia dominante' e que o objectivo era tentar ' trazer um grupo estrangeiro para a SLN'. O conselheiro de Estado sublinhou que 'nunca recebi nenhum prémio de gestão, nunca cometi nenhuma ilegalidade'. 'A consciência que eu tenho é de que não cometi nenhuma ilegalidade', vincou.
Dias Loureiro admitiu ainda que El-assir, o amigo libânes, foi afinal contratado e pago pela SLN para mover influências junto do Governo de Marrocos na venda da Redal, empresa de àguas, à Vivendi. "O sr-Elaasir tinha um contrato com a SLN", disse.
1 comentário:
Mais uma, que lenga, lenga...já cheira mal.
Mas acredito que Dias Loureiro pelos principios, não tem culpas...
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