Em entrevista ao Expresso de sábado, Ferro Rodrigues defende que, caso o PS vença as eleições sem maioria absoluta (cenário provável, no seu ponto de vista), deve procurar acordos com o PCP e/ou com BE. Se não houver resposta positiva destes, deve chegar a um entendimento com o PSD. Nada, porém, com o CDS-PP do dr. Paulo Portas (era exagerado, não era?).
O senhor Jerónimo de Sousa já veio dizer para tirarem o cavalo da chuva, como seria de esperar. O BE, pela voz do dr. Fernando Rosas, já veio afinar pelo mesmo diapasão. Estes partidos não querem, em circunstância nenhuma, ser responsabilizados pelas medidas que é necessário tomar, preferindo poderem, sempre, criticar os resultados que se vierem a verificar, como tinham vaticinado. Qualquer eventual melhoria será ceratamente obra do acaso ou da conjuntura internacional. É muito mais cómodo, e rende mais, atacar indiscriminadamente qualquer medida de qualquer governo. É a política do quanto pior, melhor.
Quanto a um entendimento com o PSD, confesso que vejo com apreensão a dra. Ferreira Leite como ministra de Estado e das Finanças, eventualmente acompanhada pelo dr. António Preto como ministro dos Assuntos Parlamentares, do dr. Aguiar Branco como ministro da Justiça, da dra. Lopes da Costa como ministra das Obras Públicas ou do dr. Pacheco Pereira como ministro da Cultura (ou da Ética e da Moral).
É um cenário bastante preto, que me deixa branco.
1 comentário:
Bom post Ribeiro da Cunha e boa análise.
Li a entrevista e conhecendo Ferro Rodrigues, não comungo da sua interpretação.
Ferro não defende o regresso ao Bloco Central,
Sabe que com esta esquerda conservadora não há hipóteses por querem a política da terra queimada.
Com o CDS nem vale a pena perder tempo.Foi uma vez para não repetir.
O que eu leio é um pedido de clarificação de cada partido que se apresenta a eleições.
Até do PS.
Com ou sem maioria absoluta é preciso dizer que o partido mais votado deve formar governo.
No pós-eleições em Democracia há sempre soluções. Em último recurso novas eleições e o POVO diz o que quer.
Com este PSD eu sou radicalmente contra qualquer acordo de governo.
Com a esquerda conservadora é muito dificil.
No parlamento há sempre hipóteses de de governar desde que as propostas sejam para melhorar o País e os portugueses.
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